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CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário


Segunda-feira, 06.04.15

Liga NOS, 27.ª jornada – FC Porto 5-0 GD Estoril-Praia – Mão cheia sem deslumbrar

Pela quinta vez esta época o FC Porto chega à mão cheia de golos, em mais uma amostra de que a possível perda do título para o Benfica será vendida bem cara. Tal como já tinha acontecido no 5-0 contra o Paços de Ferreira, e até no 4-0 frente ao Setúbal, os números gordos reflectem mais a fraca exibição do adversário do que um FC Porto implacável. A estatística exibida pela SportTV a meio da segunda parte – 13-0 em remates – é sintomática disso.

Ainda assim, por muito que não tenha sido uma exibição deslumbrante, a bola não entra se ninguém fizer por isso, e o FC Porto fê-lo. A meio gás, os dragões foram porfiando, até que Óliver encontrou o caminho da baliza aos 32 minutos – justamente o mesmo minuto em que Evandro marcara no Funchal –, ganhando a frente do lance ao central canarinho para desviar de cabeça, quase sem ângulo.

Esse minuto 32 só foi fatídico na Madeira, porque neste jogo o FC Porto não tinha por onde quebrar, e em cima do intervalo Aboubakar voltou a fazer o gosto ao pé, numa jogada idêntica à do primeiro golo.

O 2-0 resolvia o encontro, pois se o FC Porto jogava a meio gás, o Estoril simplesmente não o tinha, e foi impotente para evitar o avolumar do marcador. Quaresma fez o terceiro golo aos 51 minutos na conversão de um castigo máximo, Danilo apontou o quarto a culminar uma boa jogada colectiva, e o mesmo Quaresma bisou, no aproveitamento de uma perda de bola do jovem estorilista Mattheus.

A arbitragem do setubalente Bruno Esteves foi, grosso modo, tranquila, mas fica marcada por dois lances em específico. A grande penalidade a favor do FC Porto parece ter acontecido fora da área, e no lance do quinto golo, Quaresma terá feito falta ao recuperar a bola. Naturalmente que se os lances não tivessem terminado em golo, estas decisões ficariam esquecidas num qualquer rodapé de jornal; assim, dão mais nas vistas.

Os cinco golos são mais que suficientes para animar as hostes azuis-e-brancas, numa altura em que começa a contagem decrescente para o clássico da Luz, que está a escassos dois jogos de distância. Não há hipótese: todos os sete jogos até final da Liga NOS são de tudo-ou-nada para o FC Porto.

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por Miran Pavlin às 23:30

Domingo, 09.11.14

Liga, 10.ª jornada – GD Estoril-Praia 2-2 FC Porto – Cansaço? Qual cansaço?

Há tradições que não mudam. A história diz que as visitas à Amoreira nem sempre correm de feição ao FC Porto, e mais uma vez isso se verificou, num jogo de aflições que terminaria com o mesmo resultado da época passada.

Entrando em campo com menos um dia de descanso que os azuis-e-brancos e uma deslocação a Moscovo em cima, o Estoril rapidamente mandou às malvas esse handicap, confirmando que a noite seria mesmo difícil para o FC Porto. Não é que os dragões tenham jogado propriamente mal; o problema é que não conseguiram ser melhores que o adversário. Souberam gerir os momentos do jogo, ter a bola e recuperá-la, mas continua a faltar aquele clique entre os homens mais avançados.

À falta de entrosamento, respondeu Brahimi com mais um lance de autor, em que partiu das imediações da bandeirola de canto rodando sobre Anderson Luís e tirou Diogo Amado do caminho antes de rematar para golo. Foi sem aviso, mas o Estoril não se ficou e igualou a contenda sete minutos mais tarde, numa recuperação de bola a meio-campo que três toques depois era finalizada por Kuca.

O jogo foi, de facto, bom e manteve-se emotivo por largos minutos, até Fabiano cometer uma grande penalidade absolutamente desnecessária. A bola estava a afastar-se da baliza, e o guarda-redes percorreu uns bons 15 metros até chegar ao epicentro do lance. Tempo mais que suficiente para perceber que deitar-se aos pés do avançado na circunstância específica dessa jogada era um chamariz para o penálti. Mas Fabiano arrojou-se mesmo ao relvado, e de braços estendidos encontrou a perna de Tozé em vez da bola. O mesmo jogador, curiosamente emprestado pelo FC Porto, converteu o castigo, e deixou o Estoril a minutos da vitória. Os minutos tornaram-se segundos, e foi já sobre o final da compensação que Óliver se vestiu de salvador e forçou a divisão de pontos.

Nessa altura já o Estoril recuara no terreno, à procura de segurar a vantagem. Foi por um triz que o triunfo escapou, mas não belisca o mérito dos canarinhos pelos problemas criados ao FC Porto. Problemas esses que se juntaram a jogos menos conseguidos de Herrera, que não ligou os sectores com a qualidade de outras noites, e de Jackson Martínez, que passou ao lado do encontro. O apagamento do colombiano levou todas as atenções a recaírem em Adrián López, que continua a não ser mais que um ponto de interrogação. O espanhol decerto não estará a passar um bom momento nesta sua estadia no FC Porto.

O jogo poderia ter caído para qualquer dos lados, e acaba por não cair para nenhum. Quem cai é o FC Porto – para o terceiro lugar da classificação, por troca com o surpreendente Guimarães. Os dragões continuam a ser os únicos ainda invictos no campeonato, mas é já o quarto empate. Demasiados pontos perdidos em escassos dez jogos.

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por Miran Pavlin às 23:55

Segunda-feira, 26.05.14

Balanço da época 2013/14 - Parte III

sapodesporto

GD ESTORIL-PRAIA

Não se pode dizer que a edição 2013/14 da divisão maior tenha tido uma equipa-revelação. Teve antes uma confirmação, e foi exactamente o Estoril, que igualou a sua melhor classificação de sempre, obtida há 66 anos.

Mesmo perdendo jogadores importantes como Steven Vitória, Jefferson, Licá e Carlos Eduardo, o técnico Marco Silva teve o mérito de não deixar a equipa seguir a indesejada tradição de tantos emblemas de menor dimensão que caem a pique depois de uma época de sonho.

Marco Silva teve tanto mérito como os jogadores que o conseguiram, pois o Estoril fez ainda melhor que na época passada. Com um impressionante pecúlio de quinze vitórias – metade dos jogos disputados, incluindo Dragão, Alvalade, Guimarães e Barreiros – os canarinhos podem orgulhar-se de ter perdido menos jogos que o FC Porto.

Com nomes como Vagner, Tiago Gomes, Evandro, Bruno Lopes, Carlitos ou Balboa em destaque, o Estoril apresentou um futebol sem autocarros, antes com entreajuda, calma, matreirice, propósito, e com os sectores bem ligados entre si, conforme tive oportunidade de testemunhar na visita ao Dragão.

Esta época assinalou ainda a estreia estorilista nas provas europeias, onde deixou uma imagem mais humilde, mas ainda assim marcando golos em oito dos dez jogos efectuados na Liga Europa, e arrancando um empate em casa do Sevilha, que venceria a competição.

Na Taça atingiu os quartos-de-final, perdendo em casa do FC Porto (2-1), numa partida em que talvez lhe tenha faltado um pouco mais de ambição. Para a história fica também o póquer de Bruno Lopes na goleada sobre o Leixões (1-5) nos oitavos-de-final.

É uma boa altura para ser adepto do Estoril, mas o futuro torna-se agora uma incógnita. Marco Silva anunciou o adeus no final da temporada, e foi apresentado como próximo treinador do Sporting.

O Estoril tem mais uma participação europeia no horizonte, na esperança de que não bata à porta a tal tradição da queda a pique.

 

 

CD NACIONAL

Manuel Machado tem de ter uma receita mágica que só utiliza no nevoeiro da Choupana. É a terceira vez que o treinador minhoto qualifica os alvinegros para a Taça UEFA/Liga Europa.

A época foi discreta, mas regular o suficiente para garantir com antecedência o posto europeu. Invicto diante de FC Porto e Sporting, o Nacional provou ser uma equipa sólida, mas é melhor não olhar para a Taça de Portugal, onde caiu à primeira tentativa, aos pés do Santa Maria (1-0), que milita no CNS.

Com Candeias a organizar jogo, e Diego Barcellos e Mário Rondón a converter oportunidades, o Nacional apontou 43 golos, a melhor marca a seguir aos três grandes, no ano em que conseguiu a sua maior vitória de sempre fora de portas (0-5 em Paços de Ferreira). Foi mesmo o triunfo mais gordo de todo o campeonato.

O guarda-redes Gottardi, e ainda Marçal e Claudemir cotaram-se como os pilares da defesa insular.

 

 

CS MARÍTIMO

O outro emblema madeirense realizou uma época de trás para a frente. Começou a meio gás, passou por uma série de cinco derrotas entre as jornadas 5 e 9, e terminou a primeira volta com 17 pontos.

Somou 24 durante a segunda metade do campeonato, e acabou por chegar ao sexto posto final, apesar de ter perdido o avançado Heldon para o Sporting.

O treinador Pedro Martins despede-se ao fim de quatro temporadas ao leme verde-rubro, que incluíram uma aceitável participação na Liga Europa em 2012/13.

 

 

VITÓRIA FC

O Vitória sadino conseguiu a sua melhor classificação em sete anos, ao terminar no sétimo posto. E se Manuel Machado tem a chave para o sucesso no Nacional, só José Couceiro sabe como fazer as coisas acontecer em Setúbal.

O treinador substituiu José Mota à passagem da jornada 8, quando o clube tinha míseros seis pontos, e logo fez do Setúbal um dos quatro clubes que conseguiram vencer na Amoreira. Foi a primeira de três vitórias em quatro jogos.

Seguiram-se quatro derrotas na viragem do campeonato, mas logo a equipa se reencontrou, somando 23 pontos e marcando 24 golos nos últimos 14 jogos.

Uma das revelações, Rúben Vezo, mudou-se em Janeiro para Valência, abrindo espaço a Rafael Martins e Ricardo Horta, que foram os jogadores em foco na formação sadina.

De saída está o próprio Couceiro, a caminho do Estoril. Será o regresso do Vitória de Setúbal à metade baixa da tabela?

 

 

A. ACADÉMICA DE COIMBRA

Os estudantes, por sua vez, obtiveram a melhor classificação em cinco anos, sob a liderança do efervescente Sérgio Conceição.

O jovem técnico de 39 anos é o quarto antigo jogador do FC Porto a orientar a Académica no mesmo espaço de tempo, e à falta tanto de nomes sonantes como de um goleador, montou uma equipa combativa, bem segura nas luvas de Ricardo, e na resistência de homens como Fernando Alexandre, Marinho ou Salvador Agra.

Os 25 golos marcados são o pior registo dos academistas desde 1986/87, mas o Paços de Ferreira não acreditará nestas linhas, já que sofreu oito golos nas duas partidas com a Académica.

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por Miran Pavlin às 09:21

Terça-feira, 13.05.14

Sporting 0 - Estoril 1 - O final que ninguém queria

O Sporting sofreu a sua primeira derrota em casa nesta época no último jogo do campeonato, num cenário de partir o coração. Estádio com uma excelente moldura humana, com famílias inteiras desejosas por passar uma tarde agradável com futebol, espectáculo e emoção... e depois pouco aconteceu. O Estoril confirmou ser uma das boas equipas do campeonato, mas a verdade é que jogou como qualquer outra equipa pequena em Alvalade, com o bloco baixo, jogando no erro do Sporting, chegando à vantagem no início do jogo e não voltou a rematar à baliza (zero defesas para Rui Patrício). Já muito foi dito sobre este jogo na blogosfera leonina, mas queria só frisar os pontos que ninguém percebeu: porque é que Jardim insistiu em jogadores que já estão com a cabeça noutro lado (William, Adrien, Carrillo - este último com a cabeça certamente em alguma discoteca ou praia do Peru...) e não premiou alguns jogadores menos utilizados dando-lhes a oportunidade de jogar perante aquele público espectacular. É que se tivesse sido este o caso, e o Sporting tivesse acabado por perder, tudo estaria desculpado. Mas assim, tudo correu mal...

 

A equipa mostrou MAIS UMA VEZ ter poucas soluções para este tipo de jogo, que afinal representa 90% do calendário do Sporting: furar o bloco baixo destas equipas exige criatividade e soluções diversas, que infelizmente não abundam. A entrada de Slimani resolve pouco se ninguém estiver na linha para cruzar, e Montero parece sempre muito perdido em campo quando joga mais recuado. A entrada do messias Shikabala animou as hostes, e por pouco não teve o efeito galvanizante que as entradas de Slimani tiveram há uns meses atrás, mas o Estoril soube congelar muito bem os últimos minutos. 

 

O campeonato acabou, o Sporting ficou em segundo e dadas as circunstâncias, é um resultado positivo. Já fiz a análise do plantel há poucas jornadas atrás, portanto não faz sentido fazê-la de novo, sobretudo porque não há nada relevante para acrescentar. A próxima época será um enorme desafio para esta estrutura em especial se Leonardo Jardim sair, tal como vêm noticiando os jornais nos últimos dias. Jardim teve um papel importante neste Sporting, fazendo crescer uma série de jogadores que andaram perdidos (Adrien, Cédric, Rojo), apostando noutros que ninguém conhecia (William, Mané), integrando jogadores sem currículo (Montero, Slimani, Maurício) e criando um espírito colectivo que se notou bem durante este ano que passou. Não deu para mais, devido a uma série de variadas razões, mas reafirmo que o balanço só pode ser positivo, depois do desastre de 2012/2013. Não creio que a saída de Jardim represente um passo atrás no projecto, embora prefira que ele fique. Contudo caso decida seguir o caminho dos petroeuros (amigos como dantes), consta que a hipótese mais forte é Marco Silva. O seu trabalho no Estoril está acima de qualquer suspeita, sobretudo depois de melhorar a classificação do clube depois de vender metade da equipa do ano anterior. Mas o seu real valor no Sporting é uma incógnita. Preferia José Peseiro... mas confio totalmente no Presidente para fazer esta escolha. 

 

 

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por Kirovski às 11:10

Terça-feira, 25.02.14

FC Porto 0-1 GD Estoril-Praia - A gota de água

sapodesporto

Olhando para a temporada do FC Porto como se fosse uma chaleira sobre o lume, pode dizer-se que há largas semanas, meses mesmo, que se ia ouvindo aquele borbulhar inquieto. A partir deste jogo, a chaleira começou a apitar a todo o vapor.

O Estoril, que vive o melhor período da sua história, venceu pela primeira vez no reduto do FC Porto, ao converter uma grande penalidade por Evandro, que foi absolutamente decisiva para uma partida que estava com cara de 0-0 há largos minutos.

O FC Porto praticou um futebol inconclusivo, para não dizer estéril, canalizando em demasia o jogo para Quaresma, que não tem ainda índices físicos que lhe permitam resistir 90 minutos, e não conseguindo solicitar Jackson Martínez em condições. A bola rolou mas a produtividade foi nula, e não houve perspectivas de que pudesse mudar.

Não se pense que o Estoril encostou um autocarro à sua baliza. Os canarinhos fizeram o jogo pelo jogo, justificando plenamente o quarto lugar que ocupam. Com matreirice, como que a não querer comer o bolo todo de uma vez, o Estoril foi anulando os poucos ataques de perigo criados pelo FC Porto, e a grande penalidade a favor foi a cereja no topo, com os azuis-e-brancos a permitir que o jogo se colocasse de feição aos intentos dos homens da Linha.

A derrota marca o fim da longa invencibilidade caseira do FC Porto, que durava desde Outubro de 2008, e foi a gota de água para a desgastada paciência dos adeptos, que reagiram com assobios e lenços brancos um pouco por todas as bancadas, por entre aquele burburinho de muitas vozes exasperadas, e o fatídico cântico intitulado “Uma Vergonha”.

O destinatário é só um: Paulo Fonseca. Mas diga-se que o problema deste FC Porto vai muito além do treinador. A instabilidade começa no plantel com as histórias mal explicadas de Fucile, Izmailov e da transferência de Lucho González, e continua com o caricato episódio da saída dos jogadores do estádio, e a reacção intempestiva de Pinto da Costa a uma pergunta de um jornalista. Verdadeiros retratos de uma desorientação porventura nunca vista no FC Porto.

O campeonato continua na próxima semana com uma visita a Guimarães, outro adversário com quem o FC Porto foi feliz na Taça de Portugal.

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por Miran Pavlin às 09:12

Quinta-feira, 06.02.14

Taça de Portugal - FC Porto 2-1 GD Estoril-Praia - A ferros

sapodesporto

O FC Porto está nas meias-finais da Taça de Portugal mercê de um triunfo apertado frente a um Estoril a quem terá faltado um pouco de ambição para causar mais um dissabor na periclitante carreira portista desta época.

O herói da partida foi Ghilas, que finalmente marcou um golo com a camisola do FC Porto. O argelino fixou o resultado final após quatro minutos em campo, quando faltavam escassos três para os descontos.

Antes disso foi o Estoril quem esboçou os primeiros sorrisos, graças a um chapéu de Babanco, aos 27 minutos. Nessa fase o FC Porto ainda não tinha efectuado qualquer remate à baliza, o que diz bem da instabilidade que tem marcado a época do Porto.

Os canarinhos estavam mais tranquilos que os dragões e mostraram-no durante praticamente toda a primeira parte. Até que num lance confuso Quaresma fez o empate, em cima do intervalo.

Esse golo terá mudado a abordagem estorilista ao jogo, já que na segunda parte a equipa baixou o bloco, perdendo, consequentemente, a fluidez que tem marcado o seu futebol desde a época passada.

Com mais espaço e mais bola, o FC Porto passou a explorar melhor o ataque, ainda que sem grandes momentos de perigo. Repetiram-se os cruzamentos por alto, que atingiram o cúmulo numa jogada em que três vagas de cruzamentos não foram suficientes para que houvesse um remate. Até que um desses movimentos, por Alex Sandro, resultaria no tal golo de Ghilas.

O Estoril não matou o jogo enquanto pôde, e acabou por pagar a factura quando já não havia grande tempo para uma reacção. Apesar da vitória, a exibição não agradou aos poucos que se deslocaram ao estádio. Nem aos portistas que viram pela televisão. Ainda se desconhece se haverá remédio para esta maleita.

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por Miran Pavlin às 12:39

Sábado, 11.01.14

Estoril 0 - Sporting 0 - Muita luta, pouco futebol

 

Tirando os jogos com o Porto e o Benfica, este foi o primeiro jogo em que o Sporting perdeu pontos exclusivamente por demérito próprio. Não é que o Estoril não seja uma belíssima equipa, muito bem organizada e muito combativa, mas de facto, hoje a maior parte dos jogadores teve uma desinspiração indisfarçável no último terço do terreno. Foi um jogo com poucas oportunidades, em que os médios defensivos foram reis e senhores da sua zona de acção, e quando assim é, pouco sobra para jogar. Leonardo Jardim hoje ficou refém daquilo que eu designo por "síndrome da equipa titular", isto é, pôs a jogar a equipa-tipo, aquela que tem mais tempo de jogo, em vez daquela que seria a melhor para esta partida. As alterações a fazer seriam apenas duas, mas fariam toda a diferença: André Martins não tem corpo para jogos onde impera o físico (Gonçalo Santos varreu tudo) e Montero entalado entre os centrais não tem produção nenhuma, pelo que a entrada tardia de Slimani e outro elemento para o meio campo (entraram Capel e Mané, mas Vítor de inicio talvez fosse mais produtivo) serviram apenas para entregar mais de meia parte ao adversário. É claro que às vezes um lance pode mudar o rumo dos acontecimentos, mas aqui... nada mudou.
 
Destaque para William (imperial), Patrício (decisivo em duas ocasiões) e Cédric (em grande forma).
 
Carrillo voltou à titularidade apático - como infelizmente é habitual, Adrien esteve muito mal na finalização, Piris cumpriu numa altura em que vai manter a titularidade no próximo jogo (desta vez à direita) e Wilson Eduardo foi o mais perigoso a cruzar. Os outros lutaram muito, muitas vezes sem grande discernimento, mas bateram-se bem. Este é/foi um dos jogos mais difíceis do campeonato e pronto, já passou. Perderam-se dois pontos que espero que não se voltem a perder desta forma. Segue-se o Arouca, num campo parecido com este onde espero que se corrijam os erros e sobretudo que se afine melhor a pontaria. Note-se que pelo meio há um jogo para a Taça da Liga, onde espero que Jardim dê rodagem aos menos utilizados. 

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por Kirovski às 22:26

Quinta-feira, 26.09.13

Começou o campeonato!

Como quem deita uma aspirina num copo de água, a quinta ronda deixou a Liga 2013/14 em efervescência.

Na antevisão à jornada, Jorge Jesus lançou as primeiras críticas da temporada, neste caso às arbitragens de jogos alheios, e no final do jogo de Guimarães vestiu a pele de agente da autoridade, envolvendo-se numa quezília entre adeptos invasores, seguranças privados e polícias, que promete tornar-se em mais um folhetim do futebol português – durará semanas? Meses? A época inteira? Tem a palavra o Conselho de Disciplina.

Seguiu-se o Estoril-FC Porto, que também foi cheio para Paulo Fonseca. Durante a primeira parte, o técnico portista foi alvo de palavras quentes e boas do treinador canarinho Marco Silva, e no final da partida, depois de sanado o assunto, logo deu resposta às tais críticas de Jesus.

Sobram ainda o relato de provocações e agressões na tribuna da Amoreira entre dirigentes portistas e o presidente da AF Lisboa, e um comunicado do Benfica a disparar contra Fonseca e outras direcções mais ou menos indefinidas.

Já se pode dizer sem receios que o campeonato começou. E em que rico ponto começa! Fora do campo a temperatura sobe, e lá dentro os quatro primeiros estão separados por três pontinhos apenas.

Aguardam-se cenas dos próximos capítulos.

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por Miran Pavlin às 12:33

Quinta-feira, 26.09.13

GD Estoril-Praia 2-2 FC Porto - Acidente na Linha

O comboio azul-e-branco entrou na Linha do Estoril… e descarrilou. À quinta jornada o FC Porto cede os primeiros pontos e faz disparar os alarmes, naquela que foi a segunda exibição consecutiva em tons de um azul baço, desta vez sem rasgo suficiente para resolver o jogo a seu favor, e desperdiçando duas situações de vantagem no marcador.

O empate resulta de um conjunto de motivos, a começar pela prestação valorosa dos estorilistas, que souberam aproveitar a embalagem de uma exibição positiva diante do Sevilha na Liga Europa, apesar da derrota. A isso junte-se um falhanço incrível de Varela, que deitou o 1-3 borda fora juntamente com o seu estatuto de fundamental, um meio-campo que não se conseguiu impor, e para completar o ramalhete, algum nervosismo na defesa, especialmente depois de Mangala, Otamendi e Alex Sandro terem sido “amarelados”.

O quadro não era animador, mas o FC Porto pode bem queixar-se de extrema infelicidade nos dois golos que sofreu. No primeiro, de grande penalidade, o árbitro Rui Silva também se mostrou perdido na linha, pois a falta acontece fora da área de rigor; no segundo, o cabeceamento de Sebá desvia nas costas de Danilo, tirando a bola do caminho de Otamendi para a colocar nos pés de Luís Leal.

Estavam decorridos 80 minutos, e só à entrada para os descontos, já depois de o mesmo Luís Leal quase ter feito outro golo, Paulo Fonseca decidiu lançar Ghilas no jogo. Ninguém garante que o argelino carimbaria a estreia com um golo, mas a necessidade de nova vantagem justificava que o avançado tivesse entrado uns minutos mais cedo.

Salvaram-se os golos de Licá e Jackson Martínez, para um empate que conserva o FC Porto na liderança, mas agora apenas um ponto à frente do vice-líder, e com o quarto classificado a três pontos de distância.

Com a margem de erro reduzida, o jogo diante do Vitória minhoto na próxima ronda assume enorme importância. O encontro está marcado para sexta-feira, e um resultado positivo pode ser capitalizado pelo desenlace do confronto de sábado entre Braga e Sporting, segundo e terceiro classificados.

E não é que a Amoreira acabou mesmo por se transformar numa espécie de Mata Real?

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por Miran Pavlin às 12:32



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