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CORTE LIMPO

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Quarta-feira, 03.10.18

Liga dos Campeões, fase de grupos - FC Porto 1-0 Galatasaray AS - Padrão

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Os últimos jogos do FC Porto têm correspondido a um padrão de resultados melhores que as exibições, e este não foi excepção. Com um FC Porto e oscilar entre o lento e o acomodado, o resultado foi um jogo que não fez jus à aura de bom futebol que emana da Liga dos Campeões. Ainda assim, houve algumas oportunidades de golo, quase todas criadas pelos turcos, pese embora estes se mostrassem confortáveis com o empate praticamente desde o início do encontro. O primeiro momento de algum perigo apareceu em cima do quarto de hora, quando um cruzamento de Onyekuru apanhou Gümüs sozinho em frente à baliza; o remate do avançado do Gala foi repelido in extremis pelas costas de Maxi Pereira. Casillas já não lhe chegaria. Os dragões responderam num remate de Brahimi à queima-roupa, após bom trabalho de Corona na direita (26'). Muslera foi gigante ao deter a finalização do argelino. Ambos os guarda-redes foram, de resto, decisivos para que o golo fosse presença solitária nesta partida. O autor do feito foi Marega (49'), que aproveitou uma grave falha defensiva para emendar, sozinho na pequena área, um canto de Alex Telles. Nem por isso o Galatasaray entrou em loucuras, mas não deixou de criar outros momentos de algum aperto. Antes (38'), já o lateral esquerdo Nagatomo se tinha soltado após tabelinha com um colega mas esbarrou em Casillas, cuja mancha, noutro momento, obrigou Donk a rematar à malha lateral quando estava em posição prometedora.
O FC Porto voltou a utilizar um onze retirado da época passada exceptuando Militão, com a complicação extra o ponta-de-lança habitual, Aboubakar, estar - e assim continuará - indisponível, mas terá faltado quem assumisse o jogo em nome do colectivo, uma vez que Corona e Otávio nem sempre encontraram saídas para os caminhos em que se metiam, Brahimi trouxe a sua versão mais individualista e Marega não está na mesma forma da época passada. Marcar foi, portanto, praticamente uma dádiva dos céus. Nos minutos finais os campeões turcos ensaiaram uma tímida busca pelo empate, que fez a sua manta destapar os pés e permitir a Marega (84') e a André Pereira (90'), que tinha entrado para o lugar de Otávio, surgirem isolados à porta do golo; em ambos os casos foi Muslera a dizer presente.
Talvez um empate fosse mais justo, mas assim não foi. Ao cabo de dois jogos o FC Porto lidera o grupo em igualdade total com o Schalke 04. Aguardam-se desenvolvimentos nos próximos capítulos.

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por Miran Pavlin às 23:50

Terça-feira, 18.09.18

Liga dos Campeões, fase de grupos - FC Schalke 04 1-1 FC Porto - Suado

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A Liga dos Campeões, habitualmente um paraíso do bom futebol, por uma vez não o foi. Enquanto o FC Porto acabou por não se galvanizar por estar na casa onde em 2004 se sagrou campeão europeu, o Schalke não conseguiu dar um pontapé na série de derrotas que o acompanha desde o arranque da Bundesliga. O resultado foi uma partida disputada predominantemente a meio-campo, com poucas oportunidades de golo e pouco fio de jogo de parte a parte. Numa frase, mais luta que futebol. Poderia não ter sido assim, mas o FC Porto não aproveitou a melhor oportunidade que teve durante o primeiro tempo, no caso uma grande penalidade por mão de Naldo (12'); na cobrança Alex Telles até nem atirou mal, mas o guardião Fährmann adivinhou o lado e defendeu. Não abrindo aí o marcador, o próprio jogo também não abriu. O futebol escorreito, esse, terá aparecido apenas por uma vez, no lance do golo do Schalke (63'). Curiosamente, esse golo começa num canto a favor do FC Porto, o qual foi batido atrasado para Herrera. No enfiamento da área, o mexicano tentou fazer qualquer coisa que não se sabe bem o que era e daí nasceu um contra-ataque ao melhor estilo alemão. Ultrapassando as linhas do adversário como um TGV, os Königsblauen num ápice fizeram a bola chegar a Embolo, que finalizou a contar. Alex Telles e Corona estavam a fechar a baliza mas ficaram à espera que o outro tomasse a iniciativa de se lançar num corte de última instância. A bola entrou tão devagar que é impossível não achar que qualquer um deles tinha hipótese de salvar o lance. Essa hesitação talvez seja reflexo da menor intensidade com que se joga em Portugal, em comparação com as ligas de topo. Uma questão que fica para debater noutra oportunidade. Certo é que o FC Porto se via a perder num jogo em que não estava a mostrar a sua melhor cara. Pouco antes do golo Sérgio Conceição tinha feito uma substituição difícil de entender, ao tirar Aboubakar para meter Corona (60'). Só um problema físico poderia motivar a troca. De outra forma, era como uma mensagem para a equipa tentar segurar o nulo. O que poucas vezes resulta, muito menos na Liga dos Campeões. Até que o milagre - ou quase - aconteceu: uma nova grande penalidade bafejou os dragões (74'), esta mais discutível que a primeira. Há um toque no pé de Marega, mas é pouco crível que tenha sido suficiente para derrubar o maliano. Talvez um árbitro do norte da Europa tivesse deixado passar o lance, mas o espanhol Gil Manzano não deixou. Desta vez foi Otávio a bater e não falhou (75'), salvando assim um ponto justo, mas muito suado.

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por Miran Pavlin às 23:50

Quarta-feira, 26.11.14

Sporting 3 - Maribor 1 - Jogo e balanço intermitente

 

Infelizmente a disponibilidade para escrever no Corte Limpo não tem sido muita, contudo sempre que possa farei questão de dizer de minha justiça. Ontem o Sporting venceu o Maribor por 3-1 e garantiu a continuidade nas competições europeias a seguir ao jogo de Londres. Se será na Liga Europa ou na Liga dos Campeões, logo se verá. A verdade é que apesar de todos os problemas que a equipa tem (sobretudo na consistência defensiva), o Sporting mostrou ter nível para passar este grupo. Foi superior nos dois jogos com o Maribor e nos dois jogos com o Schalke 04, não tendo garantido já a qualificação por pura infelicidade. Ontem a superioridade foi total e o jogo só não foi mais descansado devido ao auto-golo (mais um, o que se passa este ano?!) e ao longo intervalo que creio não ter sido benéfico para nenhuma das equipas. A época não tem sido negativa, mas a equipa não tem sido consistente, tendo consentido até agora 4 resultados inaceitáveis: o empate com a Académica, o empate com o Belenenses, a derrota em Guimarães e o empate com o Paços de Ferreira, que resultam num atraso de 8 pontos em relação ao primeiro classificado Benfica. É certo que o campeonato este ano é mais longo e que ainda não está sequer cumprido o primeiro terço do calendário, mas tenho de admitir que é já um atraso considerável. Se do meio campo para a frente as coisas não tem corrido mal (Slimani e Montero têm marcado, Nani excelente, Carrillo e Mané têm estado em bom plano), na zona defensiva as coisas não tem estado tão bem, quer por aquilo que os comentadores tem designado pela "baixa de forma" de William Carvalho (que na minha opinião é sobretudo a dificuldade em adaptar-se a um novo modelo táctico), quer pela falta de qualidade/entrosamento na dupla de centrais. Paulo Oliveira parece ter agarrado definitivamente o lugar, mas o lugar ao seu lado, ocupado sucessivamente por Maurício ou Naby Sarr tem dado demasiados problemas. Aliás foram já demasiados os golos sofridos com responsabilidades para estes dois. Caso o Sporting consiga reforçar esta posição em Janeiro, é possível que os níveis exibicionais da equipa melhorem automaticamente e se consiga fazer uma aproximação aos lugares da frente no campeonato. Neste momento, o Sporting parece-me uma equipa capaz do melhor e do pior, tudo é possível. Tanto capaz de virar um resultado adverso, como capaz de desperdiçar uma vantagem confortável. Creio que a consistência e a confiança virão apenas com as vitórias e para isso espero que comecem já no próximo fim de semana contra o Vitória de Setúbal. 

Entretanto mudaram os rostos na Liga mas os problemas aparentemente continuam sem se resolver. Diz-se que se calhar terão mesmo de ser os clubes a financiar as competições. Mas não foi para evitar esse cenário que se expulsou o Mário Figueiredo?

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por Kirovski às 11:00



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