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CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário


Quarta-feira, 02.07.14

Mundial 2014 - Oitavos-de-final - 1 Julho

sapodesporto

Arena de São Paulo, São Paulo

ARGENTINA       1 (Di María 118’)

SUÍÇA                0

Após prolongamento

Ao fim do quarto prolongamento em sete jogos destes oitavos-de-final, a Argentina passou à fase seguinte, mas não se livrou de muito sofrimento diante da teimosa Suíça – sofrimento é mesmo a palavra-chave desta fase do Mundial 2014.

A Suíça jogou sem medo, apesar de não se abrir em demasia, e esteve a um passo de levar a decisão para as grandes penalidades. A dois minutos do final, uma hesitação de Lichtsteiner à saída do meio-campo helvético tornou-se decisiva, já que a perda de bola resultou num contra-ataque rápido que terminou no golo de Di María, mas que não terminaria com o jogo.

A esperança é a última a morrer, e a Suíça ainda colocaria em perigo a saúde cardíaca dos argentinos. Benaglio foi um autêntico guarda-redes avançado, tentando mesmo um pontapé de bicicleta, e seria já para lá das forças que Dzemaili, à boca da baliza, não conseguiu melhor que desviar para o poste na sequência de um canto. Romero estava mais que batido, mas o médio suíço, apesar de estar fresco – entrara aos 113 minutos – não teve rapidez de reacção para o ressalto, que bateu nas suas pernas e saiu para fora.

Era o último fôlego. O apito final demorou apenas mais uns segundos, e a Argentina pôde então respirar de alívio.

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por Miran Pavlin às 12:00

Terça-feira, 01.07.14

Mundial 2014 - Oitavos-de-final - 30 Junho

sapodesporto

Estádio Beira-Rio, Porto Alegre

ALEMANHA       2 (Schürrle 92’, Özil 120’)

ARGÉLIA           1 (Djabou 120’+1’)

Após prolongamento

A Argélia terá sido a selecção africana que melhor se mostrou neste Mundial. Boa condição física, entreajuda e propósito com a bola nos pés tiveram como resultado a melhor prestação de sempre dos argelinos na prova.

Ainda assim, foi surpreendente a forma como a Argélia deu tanta luta à Alemanha. Com um pouco mais de calma talvez tivesse mesmo conseguido vencer, mas a Alemanha é uma equipa que não quebra facilmente, e que não muda o que está a fazer no jogo, qualquer que seja o resultado. Para o bem e para o mal, já que nesta partida a Alemanha pareceu não conseguir lidar com a garra argelina.

O guarda-redes M’Bolhi esteve soberbo, fazendo quiçá o jogo da sua vida, mas também é verdade que os alemães perderam vários lances claros de golo. Na outra área Neuer era frequentemente forçado a sair dos postes, muitas vezes até fora da área, para quebrar os ataques argelinos.

O início do prolongamento seria fatal para a Argélia, que quebrou logo aos dois minutos, num desvio desajeitado de Schürrle, a que M’Bolhi não se conseguiu opor. Já não havia forças para lutar como durante os 90 minutos, e o jogo ficou na mão da Mannschaft.

No último esforço pelo empate a Argélia abriu-se, e Özil encerrou a discussão aos 120 minutos, mas ainda houve tempo para um merecido golo, que seria apenas de honra, por Djabou.

A Alemanha vai agora defrontar a França, com quem não se cruza em jogos oficiais desde 1986.

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por Miran Pavlin às 12:03

Terça-feira, 01.07.14

Mundial 2014 - Oitavos-de-final - 30 Junho

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Estádio Nacional, Brasília

FRANÇA              2 (Pogba, 79’, Yobo (PB) 90’+2’)

NIGÉRIA             0

A Nigéria veio em crescendo desde a exibição pouco conseguida com o Irão, e diga-se que equilibrou o jogo com a França, ao ponto de criar várias oportunidades de golo, impedir os bleus de ter a bola, e deixando muitos a pensar se seria desta que pela primeira vez atingiria os quartos-de-final.

Não seria. A entrada de Griezmann aos 62 minutos, por troca com o apagado Giroud, deu outra cara aos franceses, que começaram a atacar com mais clarividência. O jogo desequilibrou-se após uma sequência de oportunidades para a França. Na cobrança de um canto, Enyeama sacudiu mal a bola, que caiu na cabeça do desmarcado Pogba, que nem precisou de saltar para fazer o golo.

O guarda-redes nigeriano foi de salvador a comprometedor em minutos, e a França chegaria mesmo ao 2-0, num lance em que toda a defesa das super águias ficou a ver Valbuena fintar um adversário, irromper pela área junto à linha de fundo e servir Griezmann, que foi infeliz, pois não chegou a tocar na bola, deixando o golo para Yobo, na própria baliza.

A Nigéria vai para casa, mas caiu de pé.

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por Miran Pavlin às 12:00

Segunda-feira, 30.06.14

Mundial 2014 - Oitavos-de-final - 29 Junho

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Arena Pernambuco, Recife

COSTA RICA       1 (Ruiz 52’)

GRÉCIA               1 (Papastathopoulos 90’+1’)

Após prolongamento; Costa Rica venceu por 5-3 no desempate por grandes penalidades

No jogo mais improvável dos oitavos-de-final deste Mundial – e, quem sabe, de sempre – a Costa Rica sofreu a bom sofrer, mas terminou a celebrar uma inédita passagem aos quartos. A Grécia esbarrou sempre num muro chamado Navas, que se assume como a grande figura costa-riquenha, já que a equipa, à falta de individualidades, faz do colectivo a sua arma.

Navas manteve a Costa Rica viva durante praticamente todo o jogo, negando consecutivamente as investidas dos gregos, que por uma vez se mostraram mais ofensivos que o habitual. Mau era que não o fizessem, já que a oportunidade de continuar a escrever história era de ouro.

Também o era para a Costa Rica, que chegou ao golo num acaso. Um cruzamento da esquerda encontrou Bryan Ruiz, que pegou muito mal na bola… tendo em conta aquilo que teria em mente, já que o seu remate acabou por sair rasteiro e colocado ao poste esquerdo de Karnezis, que ficou sem reacção.

A expulsão de Duarte, aos 66 minutos, obrigou a Costa Rica a reorganizar-se, cerrando a defesa com a troca do médio ofensivo Tejeda pelo mais defensivo Cubero. Assumindo as despesas do jogo, os gregos forçaram o prolongamento com o cinismo a que já se aludiu anteriormente: o impronunciável Papastathopoulos estava no lugar certo para a recarga a uma defesa incompleta de Navas, já dentro do tempo de compensação.

Continuava o sofrimento por mais meia hora. A Grécia continuou a forçar o ataque enquanto teve pernas, mas Navas continuou a ser herói, com mais duas defesas apertadas, que adiaram tudo para o desempate.

A Grécia converteu três grandes penalidades, mas vacilou no quarto remate, e logo por Gekas, um dos elementos mais experientes do plantel. A Costa Rica teve nervos de aço e converteu todos os seus cinco pontapés, com o quinto a selar a vitória.

O conto de fadas costa-riquenho segue no próximo capítulo, contra a Holanda.

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por Miran Pavlin às 12:03

Segunda-feira, 30.06.14

Mundial 2014 - Oitavos-de-final - 29 Junho

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Estádio Castelão, Fortaleza

HOLANDA          2 (Sneijder 88’, Huntelaar (P) 90’+4’)

MÉXICO             1 (Giovani dos Santos 48’)

A Holanda segue para os quartos-de-final, mas teve que sofrer para conseguir o triunfo, diante de um México que não se amedrontou, teve boas oportunidades de golo, e dominou a partida em vários momentos. O golo de Giovani dos Santos logo no arranque da segunda parte colocou a tri em boa posição para quebrar a malapata dos oitavos-de-final, mas a vantagem não duraria até final.

Dadas as circunstâncias, talvez tenha sido natural que os mexicanos, com o aproximar do fim do jogo, fossem recuando no terreno no intuito de conservar o resultado. Mas a estratégia foi fatal, já que permitia à Holanda jogar mais à frente.

E seria num mau alívio da defesa que os holandeses chegariam ao empate. A bola caiu nos pés de Sneijder, que rematou forte, sem hipóteses para Ochoa, que já tinha feito algumas defesas milagrosas durante o jogo.

Já sobre o final dos descontos a Holanda dispôs de uma grande penalidade muito contestada pelos mexicanos, que alegaram que Robben se deixou cair sem ter sofrido qualquer falta. Pelas repetições fica certamente espaço para as queixas mexicanas, mas a decisão estava tomada, e Huntelaar avançou para a cobrança do castigo. O avançado não perdoou e decidiu o jogo a favor dos laranjas.

Pela sexta vez consecutiva o México cai nos oitavos-de-final. Um borrego que teima em não parar de engordar.

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por Miran Pavlin às 12:00

Domingo, 29.06.14

Mundial 2014 - Oitavos-de-final - 28 Junho

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Estádio Mineirão, Belo Horizonte

BRASIL                 1 (David Luiz 18’)

CHILE                   1 (Alexis Sánchez 32’)

Após prolongamento; Brasil venceu por 3-2 no desempate por grandes penalidades

O primeiro duelo sul-americano do dia foi um jogo de grande sofrimento, numa batalha táctica e emocional em que dominou o sentimento de incerteza sobre se haveria um vencedor antes do desempate.

Os golos surgiram em pouco mais de meia hora, e daí para a frente os dois conjuntos privilegiaram a segurança defensiva em detrimento de ataques irresponsáveis. A entrega ao jogo e o desgaste físico foram tremendos, mas nenhuma das equipas conseguiu impor superioridade sobre o adversário.

Quando o jogo já se encaminhava para as grandes penalidades, uma incursão atacante do Chile quase despejou o que seria não apenas um balde de água gelada, mas sim toda a calote polar antárctica sobre o povo brasileiro: Pinilla trabalhou bem sobre o defesa e arrancou um potente remate que bateu em cheio na trave. Era o 120.º minuto e não haveria tempo para muito mais, mas o destino assim não quis.

Quando todos os adeptos presentes em Belo Horizonte já estavam de coração nas mãos, Júlio César manteve a calma e defendeu as duas primeiras grandes penalidades chilenas. O Brasil falharia outras duas, mas a decisão não passou para a morte súbita. Na quinta ronda Neymar converteu e Jara encontrou o ferro de Júlio César, que destroçou o sonho chileno de um apuramento histórico.

Foi mais uma vez o destino, e os anfitriões passam mais uma barreira a caminho da sonhada final. Para quem gosta destas curiosidades, Brasil e Chile defrontaram-se no mesmo dia e na mesma fase em que o tinham feito há quatro anos, e com a mesma equipa de arbitragem.

 

Estádio Maracanã, Rio de Janeiro

COLÔMBIA         2 (James Rodríguez 28’, 50’)

URUGUAI           0

A Colômbia faz história e apura-se pela primeira vez para os quartos-de-final do Mundial, à custa de um Uruguai que terá sentido a falta de Luis Suárez, alvo de um castigo severo devido ao incidente da mordidela a Chiellini no jogo com a Itália.

Sem a sua referência, faltou à celeste o complemento ofensivo para a garra e espírito de sacrifício que são imagem de marca da equipa de Óscar Tabárez. Forlán, quatro anos depois de ter sido o melhor jogador do Mundial da África do Sul, já não consegue dar esse complemento.

Já a Colômbia está bem e recomenda-se, com uma equipa completa e competente, que teve em James Rodríguez o homem em foco. O seu primeiro golo neste jogo é um portento de técnica e confiança, e deu aos cafeteros a tranquilidade de que precisavam para assinar mais uma sólida exibição. James é agora o melhor marcador da prova, com cinco golos.

Segue-se o teste mais duro de todos para os colombianos: defrontar o Brasil no enorme Estádio Castelão, em Fortaleza. O apoio do público não será o mesmo que até aqui.

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por Miran Pavlin às 12:00

Sexta-feira, 27.06.14

Mundial 2014 - Jogos de 26 Junho

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GRUPO G – Arena Pernambuco, Recife

ESTADOS UNIDOS           0

ALEMANHA                       1 (Müller 55’)

Um empate qualificaria ambas as equipas, mas não houve espaço para suspeições, pois a Alemanha tinha que rectificar o empate anterior com o Gana.

Numa tarde chuvosa, os alemães não se cansaram de atacar o sector recuado dos norte-americanos, mas só por uma vez encontraram o caminho das redes, num forte remate de ressaca de Müller, já na segunda parte.

Apenas nos minutos finais os Estados Unidos criaram alguns lances de perigo, numa altura em que já era claro que o resultado da outra partida não poria em causa a sua passagem aos oitavos-de-final.

A Alemanha vence o grupo, e ambos os conjuntos esperam agora pelos adversários seguintes.

 

GRUPO G – Estádio Nacional, Brasília

PORTUGAL         2 (Boye (PB) 31’, Cristiano Ronaldo 80’)

GANA                  1 (Gyan 57’)

Tendo em conta as exibições anteriores, a tarefa era hercúlea para Portugal, que precisava de uma vitória folgada, associada preferencialmente a uma derrota dos Estados Unidos. Pela diferença de golos, o Gana tinha uma hipótese mais óbvia de passar, e durante alguns minutos na segunda parte esteve a um golo de o conseguir, mas um erro de Dauda acabou por dar o segundo golo aos lusos.

A vitória permitiu a Portugal salvar, na medida do possível, a sua honra, num jogo de grande nervosismo, em que os dois conjuntos precisavam de golos mas pouco mais conseguiram fazer que atrapalhar os intentos um do outro.

Para reforçar que este Mundial não correu nada bem à equipa das Quinas, nem o golo alemão na outra partida serviu de estímulo, já que os portugueses sofreram de imediato o golo do empate, que praticamente lhes fechou a porta do hipotético apuramento.

Nos minutos finais, um tanto ou quanto em desespero, Portugal ainda poderia ter elevado a contagem, mas sem sucesso. Ambas as equipas se despedem do Brasil.

 

GRUPO H – Arena de São Paulo, São Paulo

COREIA DO SUL                  0

BÉLGICA                              1 (Vertonghen 78’)

Já apurada, a Bélgica poupou elementos para os jogos a doer, mas nem por isso sentiu uma quebra na solidez demonstrada nos jogos anteriores. A Coreia do Sul estava agarrada à calculadora e tinha sobre os ombros a pressão de uma comprometedora diferença de golos, e talvez por isso não tenha sido capaz de assumir o jogo.

Ainda no primeiro parcial os belgas viram-se reduzidos a dez unidades por expulsão de Defour, mas não tremeram, e marcariam mesmo o golo solitário do encontro, pelo oportuno Vertonghen, que aproveitou uma defesa incompleta de Seung-Gyu Kim.

Os diabos vermelhos conseguem o pleno na fase de grupos pela primeira vez, e decerto verão com bons olhos o confronto com os Estados Unidos nos oitavos-de-final.

 

GRUPO H – Arena da Baixada, Curitiba

ARGÉLIA              1 (Slimani 60’)

RÚSSIA                1 (Kokorin 6’)

Dia histórico para a Argélia, que pela primeira vez ultrapassa a fase de grupos, fruto de um empate, que era justamente o mínimo necessário para o efeito.

Os russos, contudo, também tinham uma palavra a dizer, e pronunciaram-na bem cedo, através do golo de Kokorin, obtido quando a Argélia estava momentaneamente reduzida a dez elementos, enquanto Brahimi estava junto ao banco de suplentes a estancar um sangramento na cabeça.

Não sentindo o toque, a Argélia foi mesmo a equipa que mais porfiou em busca do golo. A Rússia teve dificuldades em responder à iniciativa e energia dos raposas do deserto, e acabou por ser novamente traída por Akinfeev, que abordou mal a saída ao cruzamento que resultou no golo do apuramento argelino.

A recta final foi muito tensa, e não havia adepto no estádio que não roesse unhas, ou que não apelasse a todas as divindades para que ajudassem as suas equipas. As preces correspondidas foram as da Argélia, que terá agora pela frente a Alemanha; a Rússia vai para casa.

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por Miran Pavlin às 12:00

Quinta-feira, 26.06.14

Mundial 2014 - Jogos de 25 Junho

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GRUPO F – Estádio Beira-Rio, Porto Alegre

NIGÉRIA            2 (Musa 4’, 47’)

ARGENTINA       3 (Messi 3’, 45’+1’, Rojo 50’)

Foi o reencontro de velhos conhecidos. Há quatro anos Messi pôs Enyeama à prova, e o guardião nigeriano levou sempre a melhor. Desta vez foi o argentino quem saiu a sorrir, graças a dois golos que deram duas vantagens à albiceleste.

Num jogo em que os inícios de cada parte foram frenéticos, a Nigéria por duas vezes igualou o marcador, mas não foi capaz de ripostar depois do golo de Rojo. Os nigerianos precisavam de um empate, mas face ao resultado da outra partida, a derrota não causou males maiores, e no final de um jogo que proporcionou bom entretenimento, ambas as equipas seguem para os oitavos-de-final.

 

GRUPO F – Arena Fonte Nova, Salvador

BÓSNIA-H.         3 (Džeko 23’, Pjanić 59’, Vršajević 83’)

IRÃO                   1 (Ghoochannejad 82’)

A já eliminada Bósnia não entrou em favores, e derrotou o Irão, despedindo-se do Brasil com a sua primeira vitória de sempre em Mundiais.

O Irão precisava de vencer, mas também de uma derrota da Nigéria, que lhe permitisse superar o conjunto africano na diferença de golos. No entanto, uma exibição séria e competente dos bósnios impediu os comandados de Carlos Queiroz de escrever história.

O resultado final é natural, tendo em conta as capacidades das duas equipas. A Bósnia foi superior, teve mais iniciativa e mais fio de jogo, obrigando o Irão a contentar-se apenas com um golo de consolação.

Os iranianos eram a única selecção que ainda estava em branco no que toca a golos marcados.

 

GRUPO E – Arena Amazónia, Manaus

HONDURAS       0

SUÍÇA                3 (Shaqiri 6’, 31’, 71’)

Há quatro anos, neste mesmo dia, um empate a zero com as Honduras custou à Suíça um lugar na fase a eliminar. A história não se repetiu, por obra e graça de Shaqiri, que assinou um hat-trick.

A própria equipa das Honduras ainda acalentava uma ténue esperança de passar, mas precisava de um milagre, através de uma conjugação de resultados pouco plausíveis de acontecer, por muito imprevisível que este Mundial esteja a ser. O milagre passou a sonho impossível ao fim de meia hora e dois golos suíços, que também complicaram a vida ao Equador, que jogava em outro campo mas era parte interessada neste resultado.

As Honduras despedem-se, e a Suíça segue em frente para encontrar a Argentina.

 

GRUPO E – Estádio Maracanã, Rio de Janeiro

EQUADOR          0

FRANÇA             0

Matematicamente a França ainda podia ser eliminada, mas na prática só faltava formalizar a passagem aos oitavos, o que motivou as poupanças que se verificaram no onze dos bleus, a quem o nulo chegou para vencer o grupo.

O Equador até tinha uma diferença de golos mais favorável que a da Suíça, mas como se não bastasse a incapacidade de responder ao ímpeto dos franceses, a expulsão de Antonio Valencia tornou o cenário bastante mais negro para os equatorianos.

Graças ao guarda-redes Domínguez a França não marcou, mas o empate não serviu ao Equador, que assim se tornou na única selecção sul-americana a ficar-se pela fase de grupos.

O próximo obstáculo no caminho da França será a Nigéria.

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por Miran Pavlin às 12:00

Quarta-feira, 25.06.14

Mundial 2014 - Jogos de 24 Junho

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GRUPO D – Estádio das Dunas, Natal

ITÁLIA                0

URUGUAI           1 (Godín 81’)

Este ficará para a história como o exemplo acabado do que é um grupo da morte, pois reclamou para si dois escalpes de peso. Depois da Inglaterra, também a Itália caiu, aos pés de um Uruguai que soube aproveitar a brandura de um adversário que pensou que manter a sua defesa bem segura e arriscar pouco no ataque pudesse ser suficiente.

O Uruguai, por seu turno, soube arriscar nas substituições e nas mudanças tácticas, e ainda foi auxiliado pela expulsão de Marchisio, aos 59 minutos, que fez a Itália se retrair ainda mais. A nove minutos do final, Godín, que já marcara o golo do título em Espanha e também facturara na final da Champions, marcou o golo da passagem uruguaia, consumando o terramoto italiano.

Pelo segundo Mundial consecutivo a Itália não passa da fase de grupos.

 

GRUPO D – Estádio Mineirão, Belo Horizonte

COSTA RICA      0

INGLATERRA     0

Jogo para cumprir calendário em Belo Horizonte, com os ticos já qualificados e a Inglaterra já eliminada, e com o empate a servir para os primeiros assegurarem a vitória no grupo, imagine-se. Antes de a competição começar, um cenário destes estaria apenas na cabeça de lunáticos. Mas era a pura realidade.

O marcador não chegou a funcionar, num encontro em que os ingleses aproveitaram para testar soluções para o futuro e dar a Steven Gerrard a sua centésima internacionalização. A Costa Rica, mesmo não marcando, pôde explanar o seu futebol sem pressões, desfrutando do momento.

Incrível Costa Rica, num grupo com três antigos campeões mundiais não perdeu com nenhum! Quanto tempo mais durará o conto de fadas?

 

GRUPO C – Arena Pantanal, Cuiabá

JAPÃO                1 (Okazaki 45’+1’)

COLÔMBIA         4 (Cuadrado (P) 17’, Jackson Martínez 55’, 82’, James Rodríguez 90’)

Com a Colômbia já apurada, era o Japão que tinha interesse neste jogo, mas não só, pois precisava que o resultado da outra partida também lhe fosse favorável.

No entanto, mesmo em poupanças, os cafeteros não permitiram que o jogo lhes fugisse de controlo. O Japão teve bola, mas também muitas dificuldades em criar lances de perigo, e apesar de ter saído para o intervalo com um empate conseguido numa altura importante, foi impotente para contrariar os colombianos, que já com James Rodríguez em campo aumentaram a intensidade do jogo no segundo tempo.

O bis de Jackson Martínez deu tranquilidade tal à Colômbia, que até houve oportunidade de lançar no jogo o mítico Faryd Mondragón, que com 43 anos e três dias se tornou no jogador mais velho de sempre a actuar numa partida do Mundial.

A Colômbia vai agora bater-se com o Uruguai, num interessante duelo sul-americano.

 

GRUPO C – Estádio Castelão, Fortaleza

GRÉCIA                          2 (Samaris 42’, Samaras (P) 90’+3’)

COSTA DO MARFIM       1 (Bony 74’)

A Grécia é tantas vezes inócua e ultra-defensiva, que é fácil esquecer que quando o seu plano funciona, ela se torna numa equipa cínica. É igualmente verdade que, tendo a corda na garganta, os helénicos se soltaram mais em busca do golo, ao ponto de terminarem o jogo com três bolas nos ferros.

O golo apareceu mesmo, e numa altura crucial, aproveitando uma perda de bola a meio do meio-campo da Costa do Marfim. Por esta altura já a Grécia fizera duas substituições forçadas por lesão, incluindo do guarda-redes.

Na segunda parte os elefantes marcaram o golo que lhes teria dado a passagem, não fosse o golpe de teatro que estava reservado para o tempo de compensação. Numa jogada em que Samaras parece fazer-se tropeçar nos próprios pés, a Grécia beneficiou de uma grande penalidade, que o mesmo jogador converteu. Sem tempo para mais, foi o êxtase nas hostes gregas.

Foi o nono jogo da Grécia em Mundiais, e apenas o segundo em que marcou golos. Que foram mais que preciosos, pois carimbaram a sua primeira passagem aos oitavos-de-final, para um exótico encontro com a Costa Rica.

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por Miran Pavlin às 12:00

Terça-feira, 24.06.14

Mundial 2014 - Jogos de 23 Junho

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GRUPO B – Arena da Baixada, Curitiba

AUSTRÁLIA        0

ESPANHA           3 (Villa 36’, Torres 69’, Mata 82’)

A Espanha limpou a face, e sai do Mundial com a honra possível, após bater a também já eliminada Austrália. O jogo serviu então para cumprir calendário, e a roja ultrapassou sem problemas uma formação antípoda que procurou repetir o que fizera, a espaços, diante da Holanda, mas que sem Cahill, ausente por castigo, viu a Espanha ser um obstáculo demasiado difícil de transpor.

Vicente del Bosque optou por dar minutos a outros elementos do plantel, que corresponderam, com David Villa a abrir o activo com um toque de calcanhar.

Ambas as equipas vão para casa. A Espanha não era eliminada tão cedo desde o Euro 2004; em Mundiais, desde 1998.

 

GRUPO B – Arena de São Paulo, São Paulo

HOLANDA          2 (Fer 77’, Depay 90’+2’)

CHILE                0

Já com o apuramento garantido, Holanda e Chile discutiam o primeiro lugar do grupo. A partida foi, acima de tudo, calma, entre duas equipas que não queriam arriscar perder unidades para o jogo seguinte, onde cada erro se pagará caro.

A batalha táctica só teve solução com as mexidas de van Gaal, uma vez que seriam os suplentes Fer e Depay a encontrar o caminho do golo, e a permitir aos laranjas fazer o pleno.

 

GRUPO A – Estádio Nacional, Brasília

CAMARÕES        1 (Matip 26’)

BRASIL              4 (Neymar 17’, Neymar 35’, Fred 49’, Fernandinho 84’)

O Brasil garantiu o primeiro lugar do grupo ao golear os Camarões, mas não se livrou de um susto, na forma do golo do empate de Matip.

A turma africana, que realizou um Mundial para esquecer, não quis despedir-se sem deixar a sua marca, mas o bis de Neymar, aliado ao golo de Fred a abrir a segunda parte, deixou o Brasil com o jogo na mão. Sem mais sobressaltos, o escrete ainda chegou ao quarto golo, quando os Camarões já não tinham grande ânimo.

O Brasil vai agora defrontar o Chile, tal como há quatro anos.

 

GRUPO A – Arena Pernambuco, Recife

CROÁCIA             1 (Perišić 87’)

MÉXICO               3 (Márquez 72’, Guardado 75’, Javier Hernández 82’)

O jogo valia a passagem à fase seguinte, ainda que ao México o empate pudesse ser suficiente.

Ciente da necessidade de vencer, a Croácia alterou o esquema táctico, mas esbarrou no sólido 3-5-2 mexicano, que resguardou bem a sua baliza.

O jogo abriu-se quando a Croácia forçou o ataque com a entrada de Kovačić. Foi a deixa para a tri aproveitar, e de que maneira, reduzindo a Croácia a cinzas com três golos em dez minutos. Os croatas ainda fizeram o golo de honra, mas é o México que segue em frente, pela sexta vez consecutiva, para encontrar a Holanda. Fantástico, depois de uma fase de apuramento pouco conseguida.

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por Miran Pavlin às 12:00



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