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CORTE LIMPO

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Segunda-feira, 26.05.14

Balanço da época 2013/14 - Parte V

sapodesporto

GIL VICENTE FC

O clube de Barcelos respirou de alívio ao conseguir a permanência a um jogo do fim. Foi uma temporada de sobressaltos, que incluiu, descontando um jogo de Taça que foi a grandes penalidades, uma série sem vencer entre o início de Novembro e o início de Março.

O arranque do Gil Vicente foi auspicioso, vencendo a Académica (2-0), levando o Benfica ao desespero na Luz – o Gil perdeu por 2-1 com o Benfica a marcar só na compensação – e derrotando a seguir o Braga (1-0), com o golo a aparecer quando os gilistas já jogavam com nove unidades.

A fase negra chegaria, curiosamente, após uma série de três vitórias. Tanto tempo sem vencer leva a questionar como terá conseguido aguentar-se o treinador João de Deus, dada a impaciência dos dirigentes portugueses quando as séries negativas parecem não terminar.

O guarda-redes Adriano realizou uma temporada de qualidade, assim como Luís Martins, César Peixoto e Diogo Viana.

O médio brasileiro Luan, que marcou ao Braga, não foi a mais-valia que se esperava, bem como os ex-portistas Bruno Moraes e Cláudio Pitbull.

 

 

CF OS BELENENSES

Se o Gil Vicente respirou de alívio, o Belenenses terá soltado um longo suspiro quando Carlos Xistra apitou para o final do último jogo.

Só aos 87 minutos dessa recepção ao Arouca é que os azuis viram a luz aparecer no fundo do túnel, através de um golo de Deyverson. Antes disso, foi sofrer a bom sofrer, não só nesse jogo em particular, mas em todo o campeonato.

Pese embora tenha roubado pontos a Benfica e FC Porto, o Belenenses parecia ter tudo contra si. Logo na primeira jornada perdeu no Restelo com o Rio Ave (0-3), só à 5.ª jornada conseguiu vencer, e viu o treinador Mitchell van der Gaag desfalecer no banco e ser forçado a abandonar.

O seu adjunto Marco Paulo ficou então com as rédeas da equipa, mas não deu conta do recado e cederia o lugar a Lito Vidigal, que operou um verdadeiro milagre em salvar o clube da descida.

Para o confirmar bastará referir que o Belenenses foi a primeira equipa a conseguir a manutenção com apenas 19 golos marcados – o pior ataque da Liga. Por pouco que ser a quinta melhor defesa (33 golos) não valeria de nada. O Belenenses esteve mesmo sete jogos consecutivos sem marcar, entre as jornadas 10 e 16.

Eliminado da Taça em casa, nas grandes penalidades contra a Académica, o Belenenses teve o seu pior momento da época na Taça da Liga, ao perder em Braga por 5-0.

 

 

FC PAÇOS DE FERREIRA

O Paços foi do céu ao inferno. Não serei o primeiro a escrever estas palavras, mas não há outro prisma por onde ver a carreira pacense, depois de começar a época a jogar o play-off da Liga dos Campeões e terminar jogando o inédito play-off manutenção/descida.

As derrotas com o Zenit (1-4 em casa e 4-2 fora), naturais tendo em conta a diferença entre as equipas, não caíram bem na massa associativa pacense, que não mais deu descanso ao técnico Costinha.

O antigo médio apenas saboreou uma vitória, num jogo louco em casa do Marítimo (3-4), em que os castores estiveram três vezes a perder, cedendo o lugar a Henrique Calisto à oitava ronda.

Substituir um treinador novato por um mais experiente de pouco adiantou. Os alarmes da despromoção continuaram a tocar, a primeira volta fechou com parcos nove pontos – até o Olhanense tinha mais por esta altura – e a inversão da tendência teimava em não chegar.

Com Jorge Costa a orientar a equipa nos últimos dez jogos, foi graças à vantagem no confronto directo que o Paços jogou o play-off contra o Aves, onde finalmente selaria a permanência entre os grandes.

O Aves não conseguiu repetir a gracinha do jogo dos oitavos-de-final da Taça de Portugal, quando venceu na Mata Real com dois golos de Jaime Poulson, atleta emprestado justamente pelo Paços de Ferreira.

Apesar das contrariedades, Bebé assumiu-se como o homem em foco nos pacenses, que bem podem agradecer os seus inúmeros golos.

 

 

SC OLHANENSE

Cinco anos depois, o Olhanense regressa à Liga 2, ao cabo de uma época cheia de problemas, a começar pelos financeiros, que impediram que o plantel fosse mais que uma manta de retalhos cosida à pressa.

Demasiadas nacionalidades resultaram numa equipa à deriva, dependente de rasgos individuais, quase sempre do italiano Dionisi. Além dos transalpinos (ainda havia Sampirisi e Bigazzi), o plantel continha jogadores de Eslovénia (Belec), França (Coubronne), Albânia (Mehmeti), Croácia (Serić), Nigéria (Balogun) e Dinamarca (Krøldrup).

Ter um treinador em estreia também não ajudou a causa dos algarvios. Abel Xavier, com uma postura desafiante, de punho cerrado e discurso emocionado, duraria apenas oito jornadas, em que somou outros tantos pontos.

Paulo Alves tomou então conta da equipa mas resistiu ainda menos jornadas, dando lugar a Giuseppe Galderisi, italiano de figura semelhante a Jorge Jesus. Apesar do seu vigor no banco, os resultados positivos não apareceram e o rumo dos acontecimentos não se inverteu, mesmo que uma vitória sobre o FC Porto na penúltima ronda tenha feito sonhar.

Uma semana mais tarde, a realidade: o Olhanense era despromovido. Da última vez que abandonou o escalão maior, demorou 34 anos a regressar. Tendo em conta as suas dificuldades financeiras, quantos demorará agora?

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por Miran Pavlin às 09:27

Domingo, 16.02.14

Gil Vicente FC 1-2 FC Porto - Agoiro, a quanto obrigas

sapodesporto

Durante a semana a tecla dos três jogos sem vencer em Barcelos foi tocada várias vezes, não se sabe se na esperança de que o Gil Vicente usasse as memórias das últimas três épocas para voltar a roubar pontos ao FC Porto.

Em resposta ao agoiro, os dragões quebraram a (curta) malapata e saíram do Minho com os três pontos, num jogo que até acabou por reavivar memórias, mas em azul-e-branco. Neste caso, dos primeiros jogos da época, altura em que o FC Porto apresentou futebol aceitavelmente entrosado e com propósito de ataque.

Varela foi o homem em foco, ao apontar os dois golos do triunfo, o segundo num bom lance individual, em que arrancou com a bola desde antes do meio-campo e só se livrou dela ao empurrar para o golo.

O jogo deixou ainda indicações de que Abdoulaye terá vindo para ficar, e que Herrera parece dar mostras de ter estabilizado, conseguindo, nesta partida, fazer bem a ligação entre sectores. Talvez a impressão de o FC Porto ter feito um jogo competente venha deste aspecto.

O Gil Vicente, que já não vence desde 3 de Novembro – desde esse dia ainda passou uma eliminatória da Taça, mas nas grandes penalidades – ainda reduziu a desvantagem, dois minutos depois do segundo golo portista, mas desta vez não houve sequer lugar à tremedeira que tem acompanhado o Porto desta temporada.

Esta vitória mais airosa aparece numa altura crucial da época. E junta outras interrogações àquelas que deixei pendentes desde a saída da Champions (terá a queda para a Liga Europa sido um mal que vem por bem, ou é um salto da frigideira para o lume?): terá o triunfo de Barcelos sido uma espécie de melhoras da morte? Ou será o regresso das competições europeias que vem acordar o que quer que estivesse adormecido no futebol da equipa? A resposta será dada na quinta-feira.

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por Miran Pavlin às 22:18

Segunda-feira, 09.12.13

Gil Vicente 0 - Sporting 2 - Com confiança

Numa jornada em que tinha a hipótese de se isolar na frente do campeonato, o Sporting não a desperdiçou e veio de Barcelos com os 3 pontos. Foi um bom jogo de parte a parte. O Gil Vicente mostrou que tem uma equipa bem montada, com processos bem trabalhados e bem assimilados e complicou muito a tarefa do Sporting. Pareceu-me procurar algo mais que o empate, e quando assim é, é sempre de louvar. Por seu lado, o Sporting mostrou concentração e atitude, apresentando a receita do costume a nível táctico. Wilson Eduardo voltou ao onze por troca com Carrillo e infelizmente não se mostrou particularmente inspirado. Em contrapartida, André Martins jogou e fez jogar, sendo o elemento chave do meio campo para a frente. Quanto a Montero voltou a marcar os golos que eu gosto mais: os de encostar. Estes golos são sempre bom sinal: querem dizer que a equipa está a criar jogadas de ataque e que o avançado tem faro para o golo, aquela ratice que já não havia no Sporting desde os tempos do melhor Liédson. 

Numa altura em que o Gil Vicente estava a crescer e mostrar ser capaz de chegar ao empate, Peks fez daquelas coisas que deixa qualquer treinador de cabelos em pé: entrou brutamente sobre um adversário a 70 metros da sua baliza e hipotecou as possibilidades da sua equipa discutir o resultado. Depois desse momento, o Sporting chegou naturalmente ao 0-2 e geriu o jogo tranquilamente até ao final. 

Ontem a maior parte dos jogadores esteve em destaque: Patrício (uma bela intervenção a segurar o resultado quando ainda estava 0-1), Cédric & Jefferson (bem a defender, bem a atacar), Maurício & Rojo (sem complicar), William & Adrien (muita entrega), André Martins (encheu o campo), Capel (influente) & Montero (muito bem a tabelar quando descia, mais dois golos plenos de oportunidade).

 

Carrillo, Slimani e Salomão já não vieram a tempo de acrescentar muito ao jogo. Segue-se o Belenenses em Alvalade, uma equipa que esta época já fez mossa ao Porto e que precisa de pontos. É certo que em Agosto ninguém esperava este nível exibicional e esta consistência da equipa do Sporting, mas a cada jogo a surpresa vai-se esbatendo, à medida que o bom futebol continua. Independentemente da classificação final do campeonato, o facto de o Sporting conseguir apresentar este futebol, tão poucos meses depois do descalabro total, é de louvar. 
Uma nota final para as palavras do presidente ontem em Vila do Conde acerca da intenção de não contratar ninguém em Dezembro. Concordo plenamente. Exceptuando 3 casos (Elias, Jeffrén & Labyad) que terão de ser necessariamente resolvidos com a saída dos jogadores, creio que não faz sentido mais ajustes no plantel, dado o curto calendário que espera o Sporting nos próximos meses. Contratar por contratar não faz sentido, e impedir a progressão de alguns dos que já cá estão, também não. 

 

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por Kirovski às 11:05

Segunda-feira, 16.09.13

FC Porto 2-0 Gil Vicente FC - Nem sempre a memória é curta

À margem do jogo, que se eu não estivesse no estádio certamente me teria feito adormecer no sofá, há a reter uma gradação da memória colectiva portista.

Aos 34 minutos Bruno Moraes entrou em campo e foi aplaudido, ou não tivesse ele apontado o golo decisivo ao cair do pano de uma vitória sobre o Benfica por 3-2, em 2006/07; aos 62 minutos entrou Cláudio Pitbull, outro ex-dragão, que não suscitou qualquer reacção do público; e a treze minutos do fim, é substituído César Peixoto, mais um antigo jogador do Porto, este debaixo de uma ruidosa assobiadela, ou não tivesse ele dito que “o Benfica é muito maior que o FC Porto”, quando vestia de encarnado.

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por Miran Pavlin às 14:30

Segunda-feira, 16.09.13

FC Porto 2-0 Gil Vicente FC - No poupar está o ganho

Mais um dérbi minhoto, como diria João Pinto. Da recepção ao Gil Vicente, à qual assisti in loco, não fica uma grande história para contar, como tantas vezes acontece em vésperas de jogos europeus.

O FC Porto venceu tranquilamente, numa partida morna, em que mais uma vez demonstrou que com Paulo Fonseca a equipa é mais elástica nas suas movimentações do que era com Vítor Pereira. O resultado é uma maior procura e abertura de espaços, forçando mais descompensações no adversário.

Em menos de meia hora os dragões colocaram o resultado fora de questão. E se é verdade que o Gil Vicente se apresentou no Dragão sem a sua dupla de centrais – que fora expulsa na jornada anterior, naquela heróica vitória sobre o Braga – também é verdade que não foi por aí que os gilistas não conseguiram intimidar como tinham feito na Luz.

Na vertigem das jogadas ao primeiro toque, Varela, que poderia agora ter a alcunha the fundamental one, demorou oito minutos a justificar as palavras de Paulo Fonseca durante a semana – “Varela pode ser fundamental”, “vai ser importantíssimo no FC Porto” – e cha cha cha Martínez, mesmo parecendo que está com a cabeça no clube que vai representar a seguir, voltou a picar o ponto. Até ao intervalo, do Gil Vicente nem sinal.

Só na segunda parte os minhotos se aproximaram mais da área adversária, numa altura em que a gestão de esforço portista lhes permitia ter mais bola e algum espaço para explorar. Ainda assim, só com relativo perigo, excepção feita a uma jogada em que Helton evitou no limite um lance semelhante aos que deram os golos do FC Porto. É a eterna questão de uma equipa só jogar aquilo que a outra deixa.

Com 12 pontos em 12 possíveis no campeonato, segue-se o arranque da Liga dos Campeões, com uma visita ao debutante Áustria de Viena, num estádio talismã para o FC Porto. Foi no Ernst-Happel que os dragões venceram a sua primeira Taça dos Campeões, e das duas vezes que os dragões lá voltaram (2002/03 e 2010/11, esta com um manto de neve a evocar Tóquio’87), a época terminaria com a conquista da Taça UEFA/Liga Europa. Será este novo regresso a Viena um sinal?

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por Miran Pavlin às 14:27

Segunda-feira, 26.08.13

É bom sentir um 90+2 positivo. (Benfica 2 - 1 Gil Vicente)



Sempre bom sentir felicidade ao ver alguém a marcar aos 90+2, e ainda maior foi a felicidade de ver alguém do Benfica a marcar aos 90+3. O jogo ficou 2-1, foi uma vitória que acabou por ser justa pelas oportunidades criadas na primeira parte, mas claro, se houvesse maior felicidade da parte dos gilistas a vitória para o lado deles também não seria injusta pela raça e determinação que evidenciaram.

 

O Benfica teve a sorte do jogo, a sorte que não tivemos o ano passado e que nos tirou o campeonato e a liga Europa das mãos, mas a jogar assim não vejo grande êxito do Benfica no final da época, devido a alguns dos seguintes factores.

 

1 - Defesa mole e descoordenada e com algumas peças fora de forma.

 

2 - Lentidão no processo ofensivo, jogadas individuais exageradas

 

3 - Finalização desastrosa... Cardozo, por mais que não goste de ti, o teu pé esquerdo está sempre apontado para a baliza e não para o 3º anel.

 

4 - Falta de garra em muito dos momentos.

 

 

A bom jeito de um blog que leio, vou dar uma cotação aos jogadores do Benfica de 1-5 numa escala diferente todas as semanas, esta semana são as cervejas.

 

5 - Duvel (Loira, encorpada e deliciosa)

 

Markovic - Entrou e fez logo diferença, teve boas anotações e conseguiu o golo do empate numa boa, para não dizer excelente finalização.

 

4 - Super Bock (esta não engana e cá não há melhor)

 

Lima - esforçado e sóbrio, um pouco desastroso na finalização mas lá nos deu o golo da vitória

 

Djuricic - Aquela assistência é o que ele faz de melhor e o jogo com ele ganhou outra dimensão

 

Matic - esteve bem nas suas funções de médio defensivo e criou alguns desequilíbrios

 

3 - Heineken (a menina holandesa fica a perder para a portuguesa)

 

Cortez - muito esforçado, concentrado e dedicado. Só não tem mais porque detesto a maneira que sobe no terreno, sempre da mesma forma e em que 90% dos casos não resulta em nada

 

Garay - eficiente como sempre, mas com a defesa a abanar de vez em quando não pode ter mais pontinhos

 

Luisão - esteve melhor que no jogo passado, mesmo assim ainda está com record negativo

 

Sulejmani - mexeu com o jogo, não de forma tão notória como os seus amigos sérvios

 

Rodrigo - tentou, desequilibrou mas a sua falta de acerto foi determinante para o seu 3

 

2 - Cristal (temos que admitir que estamos a falar de gamas baixas)

 

Artur - Muito inseguro e desastroso na saídas às bolas.

 

Enzo - Alguém o viu a jogar?

 

Gaitan - Alguém o viu a jogar?

 

Salvio - Alguém o viu a jogar? (este ainda em baixo de forma, certamente fará a diferença já na próxima semana)


Jorge Jesus - Só não tem 1 porque no final até ganhamos, apatia total quando o Benfica se encontrava nas lonas... esperava mais do 7º melhor treinador do mundo e top 10 em termos de ordenado.

 

1 - Finkbrau (o modelo alemão não significa qualidade)

 

Maxi Pereira - Erro infantil aliado a uma falta de velocidade escandalosa. Gostava de ver o André Almeida a jogar aqui nesta posição.


 

 

De referir que no banco ainda estiveram sentados Steven Vitória (gostei da tua atitude nos golos do Benfica, demonstra felicidade de cá estar), Paulo Lopes, Ruben Amorim e André Almeida.

 

Na bancada estiveram os ilustres : Oscar Cardozo (na versão sem charuto), Melgarejo, Jardel, Lisandro Lopez, Djaló, Carlos Martins, Funes Mori, Fejsa, André Gomes, Urreta, Ola John, Sílvio e Mitrovic ... o conjunto destes jogadores todos ainda dava para ter o Bale a jogar no Benfica.

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por SamuelOkunowo às 00:32



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