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CORTE LIMPO

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Segunda-feira, 26.05.14

Balanço da época 2013/14 - Parte IV

sapodesporto

SC BRAGA

A época do Braga, com as devidas distâncias em termos de expectativa classificativa e de impacto mediático, parece tirada a papel químico da do FC Porto.

Terminou muito longe – a 24 pontos – do ambicionado pódio, foi eliminado nas meias-finais das duas Taças domésticas perante o mesmo adversário, a presença europeia foi um desastre, e o chicote estalou à 20.ª jornada – no FC Porto aconteceu na 21.ª.

Jesualdo Ferreira foi o técnico escolhido, graças aos créditos dos dois quartos lugares obtidos há dez anos, mas o primeiro revés surgiu logo em Agosto, com a eliminação da Liga Europa às mãos do desconhecido Pandurii, depois de vencer a primeira mão na Roménia.

O arranque de campeonato com 12 pontos em 15 possíveis prometeu, mas cinco derrotas entre as rondas 6 e 10 colocaram tudo em causa. Correndo atrás do prejuízo, tudo se complicou no início da segunda volta, ao não conseguir bater os aflitos Paços de Ferreira (1-1 na Pedreira) e Belenenses (2-1 no Restelo), e seria um sofrido empate caseiro com o Arouca (2-2) a custar o lugar a Jesualdo.

O escolhido para terminar a temporada foi o desconhecido Jorge Paixão, que apesar da energia no banco, não conseguiu passá-la à equipa, que teve vários elementos abaixo do rendimento esperado – Alan, Rúben Micael, Éder – e Eduardo debaixo de fogo pela insegurança na baliza. Salvou-se o jovem Rafa, de 20 anos, que foi a revelação dos arsenalistas.

O grande carrasco do Braga 2013/14 foi o Rio Ave, que lhe roubou cinco pontos no campeonato e o afastou da Taça da Liga – com arbitragem polémica – e da Taça de Portugal.

O 9.º lugar final é a pior classificação do Braga desde o 14.º posto em 2002/03.

 

 

VITÓRIA SC

A temporada do Vitória minhoto foi muito semelhante à anterior. A braços com problemas financeiros, não houve hipótese de reforçar a equipa, pelo que a juventude e a gente da casa foram mais uma vez a aposta.

Faltou uma presença mais prolongada nas taças nacionais para contrabalançar a carreira modesta no campeonato. Em semanas consecutivas, FC Porto e Leixões empurraram os conquistadores para fora da Taça de Portugal e da Taça da Liga, respectivamente.

Ainda se estava em Novembro, e ao Vitória restava apenas concluir a passagem pela fase de grupos da Liga Europa, onde foi digno, batendo o Rijeka (4-0) e empatando em Lyon (1-1), mas não conseguiu seguir em frente.

Os golos de Tomané e Marco Matias deram cor ao futebol vitoriano, com Maazou, a espaços, a emprestar a sua velocidade, numa equipa que teve em Douglas um guarda-redes sólido, e onde Crivellaro também se fez notar. O defesa Paulo Oliveira deixa o clube a caminho do Sporting.

 

 

RIO AVE FC

Os vilacondenses foram a sensação da temporada… mas apenas nas duas taças, já que no campeonato pagaram bem caro a inépcia caseira.

O Rio Ave apenas registou dois triunfos nos Arcos, contra Setúbal (2-0) e Belenenses (1-0), a juntar a cinco empates. Ninguém, nem mesmo o lanterna vermelha Olhanense, fez sequer semelhante.

Faltou, assim, complemento às seis vitórias fora para algo melhor que o 11.º lugar final. Apenas Benfica, Sporting e Estoril venceram mais partidas a jogar fora que os homens de Vila do Conde.

O Rio Ave fez então das provas a eliminar a sua coutada. Na Taça de Portugal ultrapassou Esperança de Lagos, Sertanense, Setúbal, Académica e Braga; na Taça da Liga desenvencilhou-se de Paços de Ferreira, Setúbal e Covilhã na fase de grupos, e novamente do Braga na meia-final. Em ambos os jogos decisivos o Benfica revelou-se um obstáculo intransponível, impedindo o Rio Ave de coroar o seu trajecto com uma conquista inédita.

De qualquer forma, em Agosto o clube estreia-se na Supertaça Cândido de Oliveira, já depois de se ter estreado nas provas da UEFA, disputando as pré-eliminatórias da Liga Europa.

 

 

FC AROUCA

Em ano de estreia no convívio dos grandes, o Arouca celebrou a permanência, mas vê-se agora na encruzilhada do segundo ano.

Será a afirmação ou d queda? Só o futuro esclarecerá qual o exemplo que o clube vai seguir. Se o do Penafiel de 2004/05 e 2005/06, ou o da Naval, que debutou na divisão maior com uma série de seis temporadas.

A estreia dos arouquenses foi dura – derrota por 5-1 em Alvalade – mas a carreira na Liga não foi um pesadelo. Apesar de ter ocupado sempre a metade baixa da tabela, o Arouca bateu-se com galhardia, conseguindo a sua primeira vitória logo à terceira jornada, diante do Rio Ave.

Com nomes como David Simão, Bruno Amaro, Pintassilgo, Lassad Nouioui ou Roberto em destaque, o Arouca fez furor ao empatar na Luz, em Braga e no Estoril, e ao vencer em Guimarães na 28.ª jornada, ficando a um passo da manutenção, que conseguiria na semana seguinte.

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por Miran Pavlin às 09:25


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