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CORTE LIMPO

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Quinta-feira, 22.01.15

FC PORTO 2014/15 – Avaliação de Inverno

É aquela altura do ano. Jogadores e treinador deram-me as suas cadernetas e levam agora um recado para os pais.

 

GUARDA-REDES

Fabiano: como se previa, substituiu Helton sem problemas, embora por vezes goste de sair da baliza atrás de bolas que talvez não sejam suas. Em Alvalade e no Estoril deu asneira.

Andrés Fernández: apenas foi utilizado um punhado de vezes, e não comprometeu nem mostrou nada de extraordinário.

Ricardo: ainda não calçou as luvas. Talvez estivesse a ser mais útil na aflita Académica.

Helton: recuperado da lesão, foi titular duas vezes na Taça da Liga. Na primeira foi infeliz ao sofrer um golo num jogo em que foi espectador, na segunda fez uma exibição monstruosa com a equipa reduzida a nove unidades. O seu futuro não deixa de ser uma incógnita.

 

DEFESAS

Danilo: muito melhor que na época passada, mais activo quer a defender, quer a atacar, mesmo que por vezes demore a definir a jogada. O Dragão de Ouro que recebeu em Novembro só lhe fez bem.

Maicon: continua a mostrar a sua qualidade, mas a rotação promovida pelo treinador tem-lhe retirado minutos.

Martins Indi: excelente reforço. Calmo, composto, descomplicado. Até já tem dois golos na conta, um deles de calcanhar.

Marcano: discreto, embora o seu autogolo no jogo com o Sporting para a Taça de Portugal tenha dado nas vistas. Ser utilizado a trinco não o beneficia, mas quando joga na defesa entra e sai da equipa sem se notarem grandes flutuações no rendimento colectivo.

Reyes: apenas foi utilizado na Taça da Liga, o que é uma pena para um jogador que tem qualidade para mais.

Alex Sandro: tal como Danilo, está uns furos acima do que mostrou na época transacta. Gosta de subir no terreno, mas os extremos que vai tendo à sua frente impedem-no de ir até ao cruzamento.

José Ángel: utilizado a espaços, não jogou tempo suficiente para permitir uma avaliação clara das suas qualidades.

Opare: lesionou-se ainda em Agosto e apenas se voltou a ouvir falar do ganês nos últimos dias, altura em que surgiram notícias de um empréstimo ao Beşiktaş.

 

MÉDIOS

Casemiro: duro quanto baste, comete muitas faltas, algumas delas arrepiantes. Destrói muito jogo adversário e ainda dá uma perninha em terrenos mais avançados, como provam os dois golos na Liga.

Herrera: mais adaptado ao futebol europeu, tem sido excelente na ligação entre sectores. Leva mais golos na Liga dos Campeões (três) do que no campeonato (dois).

Ruben Neves: a revelação. O que lhe falta em idade sobeja em qualidade, mas tem que ser afinado, de forma a perceber se é médio defensivo ou ofensivo. Marcou o primeiro golo da Liga.

Campaña: outro dos menos utilizados, maioritariamente na Taça da Liga. É ainda impossível perceber de que fibra é feito.

Evandro: suplente utilizado com frequência, o brasileiro não compromete, e é um dos 14 jogadores do plantel portista que já marcaram no campeonato.

 

AVANÇADOS

Jackson Martínez: mais focado que na época anterior, continua a marcar golos a rodos e ainda vem atrás buscar jogo. Leva já 14 golos no campeonato, mais cinco na Liga dos Campeões e um na Taça de Portugal.

Aboubakar: possante, o camaronês tem feito por aproveitar cada um dos poucos minutos de utilização que teve, levando já quatro golos entre todas as competições. O mais espectacular surgiu contra o Shakhtar na Liga dos Campeões, e valeu um ponto. De momento está na CAN ao serviço da sua selecção.

Tello: traz o selo de qualidade do Barcelona, e isso é bem visível. Veloz e tecnicista, encontra bem espaço para cruzar, o que já lhe rendeu algumas assistências. Peca por frequentemente demorar a decidir se passa, cruza ou remata.

Quaresma: de longe o homem que mais sente a camisola. Menos exuberante que na sua primeira passagem pelo clube, mas nem por isso menos importante para o onze titular. Pena que um desentendimento com o treinador ainda em Agosto lhe tenha custado um papel mais preponderante, e muitos minutos em campo.

Adrián: o parente pobre do plantel. Fez um golo na Liga dos Campeões, mas a sua experiência no FC Porto está a ser um fracasso. Não compromete, mas parece demasiado introvertido e teima em não mostrar atributos condizentes com o seu preço. Como se isso não bastasse, lesionou-se sozinho no jogo em Braga para a Taça da Liga.

Kelvin: lugar garantido no folclore portista já tem. No plantel nem por isso. Jogou apenas alguns minutos e de momento a sua situação emite sinais contrários. O FC Porto renovou-lhe o contrato mas emprestou-o ao Palmeiras.

Ivo Rodrigues: aqui mencionado porque jogou 45 minutos na Taça da Liga, sem mostrar muito.

Gonçalo Paciência: idem, mas com 63 minutos jogados.

 

ALGURES NO CAMPO

Ricardo Pereira: é extremo? É lateral? Já não se sabe bem. Esta época tem estado limitado aos jogos da Taça da Liga, a lateral.

Quintero: já jogou a médio e a extremo. Tem técnica e um pé esquerdo com lume, mas falta-lhe um clique que o faça ser titular indiscutível.

Brahimi: o reforço que mais agradou aos adeptos. Supostamente é médio ofensivo mas tem sido utilizado na extrema, descaindo depois para o meio. Trouxe muita arte nos pés, fez um hat-trick na Liga dos Campeões e até marca livres. Tem sido uma faca de dois gumes: é o único que pega na bola e a leva para a frente, mas isso facilmente o põe a jeito para ser acusado de individualista. Só lerá o recado daqui a umas semanas, pois seguiu para a CAN com a selecção argelina.

Óliver: um craque. Trata a bola com extrema delicadeza e com propósito, finaliza sem problemas e leva já cinco golos no campeonato. Cedido pelo Atlético de Madrid, seria um grande negócio garanti-lo em definitivo. Se tiver a cabeça no lugar pode atingir grandes voos.

 

TREINADOR

A estreia de Julen Lopetegui no futebol português tem tido resultados mistos. Consigo a equipa fez uma Liga dos Campeões tranquila e em Fevereiro/Março encontrará um adversário acessível com vista a uma passagem aos quartos-de-final, no entanto a nível interno existem algumas brasas que por enquanto vão ardendo em lume brando.

Alguns portistas consideram que o técnico basco ainda não percebeu a diferença entre treinar uma selecção jovem e um clube com a exigência do FC Porto, nem o significado de derrotar determinados adversários, bem como da presença de Quaresma no plantel.

As derrotas sofridas em casa com Sporting e Benfica apenas vieram ajudar a esta tese. A primeira custou a Taça de Portugal, enquanto a segunda, além de bater fundo no coração dos portistas, deixou o FC Porto com seis pontos de atraso na classificação. Não foram os únicos jogos que deixaram dúvidas em torno das capacidades de Lopetegui. Também o empate caseiro com o Boavista deixou marca, por ser um dérbi. Foi um de três empates consecutivos sofridos ainda no início da competição, que reduziram imenso a margem de erro.

O treinador foi ainda criticado pela excessiva rotatividade nos titulares, que impediu a criação atempada de um onze-base, ao mesmo tempo que o diferendo com Quaresma, que Lopetegui foi lesto a resolver, fez correr tinta, por se tratar de um jogador querido da massa adepta, e um dos poucos portugueses do plantel. Só a referida rotatividade impede perceber se de outra maneira Quaresma seria mais utilizado, embora seja crível que sim.

Apesar dos contratempos, aos poucos Lopetegui vai construindo uma identidade no futebol portista, e os resultados vão aparecendo. Resta saber se ainda vem a tempo de uma aproximação ao primeiro classificado e um ataque final ao título.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 11:00


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