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CORTE LIMPO

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Segunda-feira, 27.05.19

FC PORTO 2018/19

FCP - em formação.jpg

Quem olhasse para o FC Porto por alturas da viragem do campeonato não poderia pensar que o final de época seria cinzento. A equipa parecia ter tudo para revalidar o título de campeão, ao mesmo tempo que progredia, com maior ou menor dificuldade, rumo às fases decisivas das restantes provas. No entanto, os sinais de que poderia haver complicações estavam lá para quem os quisesse ver. Desde logo o veto de Sérgio Conceição aos reforços que lhe foram apresentados. As interpretações podiam passar pela falta de qualidade desses jogadores, pela falta de sintonia entre treinador e direcção, ou pela falta de acuidade do departamento de prospecção - sem prejuízo de outras -, mas a realidade era só uma: o FC Porto ia atacar a nova temporada com o mesmo grupo que tinha terminado a anterior. Uma garantia de estabilidade, por um lado, mas por outro uma manutenção da exiguidade que obrigou Conceição a uma gestão extrema e criteriosa dos recursos. Assim, as saídas de vulto cingiram-se a Marcano e Ricardo, tendo entrado Éder Militão para o lugar do primeiro. Numa primeira fase, o principal perigo que o FC Porto eventualmente enfrentaria seria uma fome de vitórias mais reduzida, à conta do campeonato conquistado em 2017/18.

FCP - a erguer Supertaça.jpgO triunfo na Supertaça, frente ao surpreendente Aves (3-1), contrariou essa ideia, servindo também de base para um arranque de campeonato positivo, manchado apenas pela inesperada derrota caseira diante do Vitória de Guimarães (2-3), logo à 3.ª jornada. A equipa não sentiu esse toque, assim como não sentiu a perda de Aboubakar, que se lesionou em finais de Setembro e só voltaria à competição em Abril. A prová-lo está uma primeira volta em que o FC Porto só desperdiçou oito pontos, venceu nove jogos de enfiada (jornadas 8 a 16) e prolongou pela segunda volta a série sem perder (jornadas 8 a 23). Ao mesmo tempo, os dragões assinavam também uma notável presença europeia, na qual igualaram o seu melhor registo de sempre num grupo da Champions (cinco vitórias e um empate, como em 1996/97), que é simultaneamente o melhor registo de qualquer equipa portuguesa nessa fase.
Os indicadores eram, de facto, bons, mas persistia a sensação de que o plantel estava a ser esticado ao máximo - senão mesmo além - das suas capacidades e de que não seria preciso muito para que a equipa cedesse. O que veio efectivamente a acontecer. A queda do FC Porto sintetiza-se em três momentos: os empates consecutivos nas visitas a Moreirense e Vitória de Guimarães (1-1 e 0-0, jornadas 20 e 21), a derrota caseira frente ao Benfica (1-2, jornada 24) e a igualdade em Vila do Conde (2-2, jornada 31), esta depois de estar a vencer por 0-2. De líder com seis pontos de vantagem à jornada 16, o FC Porto desceu nessa jornada 24 ao segundo lugar, com dois pontos de atraso e dependendo de terceiros. O referido empate no Rio Ave foi como que uma confirmação tácita de que a revalidação do título de campeão era pouco mais que um sonho impossível.

FCP - Pepe.jpgTendo em conta que a quebra do FC Porto aconteceu depois de fechado o mercado de inverno, as críticas de boa parte dos adeptos portistas dirigiram-se a Pepe e ao efeito que a sua chegada teve nos equilíbrios defensivos da equipa. O problema não terá estado tanto no regresso de Pepe em si, mas sim na opção de Sérgio Conceição em desfazer a dupla de centrais para acomodar o internacional português. Nem Felipe rendeu o mesmo sem Militão a seu lado, nem o próprio Militão rendeu o mesmo jogando a lateral. Teria sido melhor promover uma utilização rotativa dos três centrais na posição? Não sabemos. Só saberíamos sentando aqui Sérgio Conceição e deixando-o escrever por nossa vez. E Conceição poderia sempre reiterar as decisões que tomou; era provável que o fizesse. Dos restantes reforços de Janeiro Fernando Andrade e Manafá acrescentaram pouco, enquanto Loum nem se viu. O que terá realmente faltado ao FC Porto 2018/19 foi uma clara referência atacante, principalmente durante a ausência de Aboubakar. A demonstrá-lo está o facto de nada menos que 20 jogadores (com mais dois auto-golos) terem marcado pelos dragões no campeonato.
O FC Porto terminaria o campeonato com apenas menos três pontos (85 contra 88) que na edição anterior, e essa foi a diferença entre o tudo e o nada. Tanto na Taça da Liga como na de Portugal os dragões chegaram à final, mas ficariam de mãos a abanar, reforçando assim a tradição de não serem felizes nos desempates por grandes penalidades. A carreira na Liga dos Campeões desta vez terminou nos quartos-de-final, novamente diante do Liverpool, que mais uma vez foi impiedoso. Antes, o FC Porto desenvencilhara-se da Roma, de forma dramática como qualquer adepto que se preze gosta; foi necessária uma reviravolta após prolongamento, na segunda mão no Dragão.

 

TREINADOR

FCP - Sérgio Conceição.jpgSérgio Conceição fez com que a equipa desta vez chegasse mais longe nas taças nacionais e na Liga dos Campeões, e venceu a Supertaça Cândido de Oliveira, mas no prato forte ficou aquém. Não ter conseguido bater quer Vitória de Guimarães, quer Benfica, foi determinante.

 

FIGURAS

FCP - Casillas.jpgCasillas realizou mais uma temporada de grande nível, mas terminou-a de forma tão assustadora quanto ingrata. Um enfarte sofrido em pleno treino, nos últimos dias de Abril, removeu o histórico guarda-redes da recta final do campeonato e, presume-se, dos relvados.

FCP - Soares.jpgSoares foi o melhor marcador da equipa no campeonato, com 15 golos.

FCP - Éder Militão.jpgÉder Militão assinou pelo Real Madrid no decorrer da época, num negócio na casa dos 50 milhões de euros.

FCP - Marega.jpgMarega marcou em seis dos dez jogos do FC Porto na Liga dos Campeões 2018/19.

FCP - Herrera.jpgHerrera, embora em fim de contrato, reforçou o seu estatuto de capitão de equipa.

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por Miran Pavlin às 12:00


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