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CORTE LIMPO



Quarta-feira, 24.10.18

Liga dos Campeões, fase de grupos - Lokomotiv Moscovo 1-3 FC Porto - Boas notícias

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Sempre que vai a Moscovo o FC Porto regressa com boas notícias. Mais uma vez foi o caso, naquele que foi o primeiro encontro entre ferroviários e dragões nas provas da UEFA, mas podia não ter sido assim, já que as primeiras oportunidades foram do Lokomotiv. A primeira de todas, de resto, foi bem clara, na forma de uma grande penalidade por derrube de Alex Telles a Aleksei Miranchuk (9'). Encarregado da conversão, o português Manuel Fernandes viu Casillas travar o remate com firmeza. Os campeões russos voltaram à carga e Alex Telles foi mais uma vez protagonista, agora pelos melhores motivos. Já com Casillas fora do lance, o lateral dos dragões deu o corpo às balas e evitou o golo do mesmo Aleksei Miranchuk, impedindo também a recarga de Éder (19'). O minuto 25 trouxe nova grande penalidade, desta feita a favor do FC Porto, a castigar um agarrão de Éder a Felipe. O árbitro escocês Bobby Madden teve certamente visão HD, pois a infracção ocorreu naquele momento em que um canto é batido e há muitas coisas a acontecer ao mesmo tempo no coração da área. Ao contrário de Manuel Fernandes, Marega não falhou e o FC Porto saltava para a frente do marcador. A verdade, contudo, é que os homens da Invicta ainda não tinham criado grande perigo. Quando o fizeram foi a valer, com Corona a partir Höwedes na direita e a cruzar para um bom cabeceamento de Herrera em zona frontal (35'). A execução do 16 do FC Porto nesse lance foi tão boa que até parecia tratar-se de um certo número 16 que há vinte anos fazia os portistas rejubilar. O Lokomotiv relançou o jogo apenas três minutos mais tarde, quando uma combinação entre os gémeos Miranchuk permitiu a Anton, com toda a calma, enganar Éder Militão e atirar a contar. Talvez Casillas pudesse ter feito mais.

O arranque da segunda parte devolveu aos azuis-e-brancos a vantagem de dois golos, numa rápida transição que começou na esquerda em Brahimi, teve a contribuição de Marega no arrastamento de um defesa e terminou numa finalização de Corona, já de ângulo apertado, após passe de morte do argelino (47'). Os moscovitas não desistiram e chegaram a novo golo quando Éder aproveitou uma defesa incompleta de Casillas a um tiro de Manuel Fernandes e só teve que encostar. O problema é que o árbitro assistente estava com a bandeirola bem erguida a assinalar um fora-de-jogo que não existiu; o erro é grosseiro, pois não se tratou propriamente de uma questão de milímetros. Não havendo vídeo-árbitro, uma vez tomada a decisão não havia volta a dar. Quem pagou foi o próprio jogo, que decaiu de qualidade. Houve um ou outro momento de algum sobressalto, quer através de remates que não passaram longe, quer no lance em que Felipe falhou um atraso e só a rápida reacção de Casillas impediu Anton Miranchuk de bisar, mas do resto do jogo acaba por sobressair apenas a expulsão de Kverkvelia por rasteirar Herrera quando este já seguia isolado (76').
A superioridade numérica serviu apenas para confirmar que o FC Porto já não perderia o comando das operações, ao mesmo tempo que abriu caminho para Sérgio Conceição lançar no jogo Adrián López e Bazoer (83'). O holandês ainda foi a tempo de efectuar dois remates, ambos sem direcção (84' e 86'), o último na sequência de um brilhante movimento de André Pereira, que com um toque passou pelo meio de dois adversários. Numa noite em que Herrera, Brahimi e Corona - e Alex Telles - se cotaram como os melhores do FC Porto, a melhor notícia trazida da Rússia foi a exibição ter sido, no global, convincente.

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por Miran Pavlin às 23:59




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