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CORTE LIMPO



Terça-feira, 06.11.18

Liga dos Campeões, fase de grupos - FC Porto 4-1 Lokomotiv Moscovo - Linha de sucessão

FCPLOK.jpgTempos houve em que o FC Porto era modesto no número de golos que marcava na Liga dos Campeões. Havia apenas dois incidentes isolados em que a equipa marcou mais de três golos num jogo. Até que em 2014 se iniciou uma linha de sucessão de resultados gordos que passou por BATE Borisov (6-0), Basileia (4-0), Leicester (5-0), Mónaco (5-2) e inclui agora também o Lokomotiv de Moscovo. O primeiro golo não se fez demorar (2'), mas todos os minutos teriam valido a pena só para testemunhar uma bela jogada colectiva, que começou num trabalho de Maxi Pereira no flanco direito, passou por um cruzamento atrasado de Marega e terminou com Herrera a aparecer na zona do ponta-de-lança para desviar. O FC Porto ficou desde logo dono e senhor do jogo, mas optou pelo futebol pausado, com trocas de bola em zonas seguras do relvado, em vez de procurar um segundo golo o quanto antes. E assim os minutos iam passando sem grandes ocasiões de perigo junto às balizas. O Lokomotiv registou dois remates em arco que não passaram nada longe, enquanto o FC Porto se ficou por uma ou outra aproximação, mas sem conclusão. O segundo golo, surgido numa altura tida como crucial (43'), foi importante, mas também lisonjeiro para os dragões. Não deixou de ser um bom movimento, contudo, com Herrera a devolver a Marega a atenção, desmarcando o maliano para um arranque a jacto e uma finalização sob o corpo de Guilherme. A situação tornava-se crítica para o Lokomotiv, que corria o risco de ser eliminado já hoje. Não havia outra opção senão reverter o resultado, e os campeões russos voltaram com Farfán no lugar de Manuel Fernandes e uma atitude diferente. Embora o FC Porto tenha tido duas saídas com perigo, os primeiros minutos do reatamento foram de algum sufoco. Mais subidos no terreno os ferroviários bateram várias vezes à porta da baliza do FC Porto, até que esta se abriu (60'). Na sequência de um canto, Farfán elevou-se e cabeceou cruzado para o golo. A bola saiu bem colocada.
O golo dos russos não significou o proverbial relançamento do jogo; teve, antes, o condão de fazer os dragões acordar. Volvidos apenas sete minutos, num lance em que o Lokomotiv procurava atrair o FC Porto para depois jogar directo para a frente, Brahimi apertou Corluka e o croata atrasou para o guardião Guilherme, que estando ele próprio já pressionado por Marega, acabou por colocar mal. A bola saiu para Óliver, que de imediato deu para a direita, onde aparecia Corona; Idowu falhou o corte e o mexicano ficou com caminho livre para avançar e finalizar certeiro. Daí para a frente o Lokomotiv nunca deixou de querer jogar, mas era o FC Porto quem tinha o jogo na mão. E não mais o largou, justificando assim a robustez do marcador final. A incessante chuva aumentou de intensidade já dentro dos dez minutos finais e só aí o relvado encharcou e dificultou a acção dos jogadores. O último golo surgiria sobre o final da compensação. Após um canto, a tentativa de alívio do Lokomotiv bateu em Ignatyev e sobrou para Otávio, que à entrada da área disparou forte e colocado para um bom golo. O FC Porto fechava assim o encontro em grande e discutirá o primeiro posto do grupo quando receber o Schalke 04 na próxima jornada. Já o Lokomotiv continua sem pontuar, mas ainda pode chegar ao lugar de acesso à Liga Europa.

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por Miran Pavlin às 23:59




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