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CORTE LIMPO

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Terça-feira, 01.12.20

Liga dos Campeões, fase de grupos - FC Porto 0-0 Manchester City - Metamorfose

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Desta vez resultou na perfeição. O FC Porto transformou-se numa qualquer equipa humilde desta vida, remetendo-se a uma resoluta defesa do seu castelo, e com isso garantiu o ponto de que precisava para atingir os oitavos-de-final. O esquema com cinco defesas utilizado por Sérgio Conceição teve duas consequências práticas: impediu o Manchester City de encontrar os espaços necessários para atacar em velocidade, mas também deixou o próprio FC Porto longe demais da baliza contrária. A estatística final de remates (2-19) atesta-o bem. A verdade é que tudo foi correndo pelo melhor para este FC Porto metamorfoseado. O City teve diversas oportunidades de golo, mas ou não atinou com a baliza, ou encontrou pelo caminho um Marchesín em modo monstro. Nomeadamente na segunda parte, o guardião argentino dos dragões bilhou a grande altura, com algumas defesas vistosas. No lance mais perigoso dos citizens (69'), Marchesín defendeu, à queima-roupa, uma tentativa de Ferrán Torres. O lance tinha começado num cruzamento de Sterling para Rúben Dias fazer daquilo que é: de defesa. Ao tentar desviar para golo, o português acabou por fazer, tecnicamente, um corte in extremis, com a bola a sobrar para Torres. Antes (58'), já Marchesín tinha corrigido a única falha do sector defensivo com uma bela mancha perante o isolado Sterling. Haveria mais de Marchesín, a negar remates de Bernardo Silva (76') e Eric García (80'). A sorte do jogo também sorriu ao argentino, que depois de defender para a trave um primeiro cabeceamento de Gabriel Jesus, nada pôde fazer perante a recarga do mesmo jogador (81'). Pensou-se durante alguns segundos que se tinha feito justiça no resultado, mas o vídeo-árbitro descortinou um fora-de-jogo no desenrolar do lance e, portanto, o golo não valeu. Olhando pelo lado do City, é óbvio que os ingleses deviam ter vencido, quanto mais não seja por terem sido a equipa que tentou activamente ganhar o jogo. No entanto, não se pode culpar ninguém quando não se consegue ultrapassar o guarda-redes contrário. Porque ele, como em qualquer jogo, está lá para defender. E foi isso que Marchesín fez, tornando-se no carregador de piano do FC Porto. Não é todos os dias que um guarda-redes termina o jogo com esse estatuto. A igualdade vem reforçar a tendência histórica de os clubes ingleses não trazerem bons resultados de casa do FC Porto - por favor, não mostrem isto à malta do Liverpool, senão eles riem-se. Face ao enfoque defensivo, o FC Porto não teve lances perigosos a assinalar, mas entre o deve e o haver, pode queixar-se de uma excessiva condescendência do experiente juiz holandês Björn Kuipers para com os cotovelos dos homens do City. Dúvidas ainda num lance em que Ederson parece atropelar Otávio (16'), mas também terá havido falta para grande penalidade contra o FC Porto numa jogada em tudo idêntica à que deu castigo na recepção ao Marselha, pelo que os lances se anularão um ao outro. Certo é que tanto FC Porto como Manchester City seguem em frente. E se ambos se reencontrassem mais lá para os quartos-de-final?

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por Miran Pavlin às 23:59


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