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CORTE LIMPO



Terça-feira, 09.04.19

Liga dos Campeões, quartos-de-final, 1.ª mão - Liverpool FC 2-0 FC Porto - Mudar o chip

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Defrontavam-se neste jogo um clube portador de um palmarés rico, proveniente de um dos países de topo do futebol europeu - se não é considerado um tubarão, pouco lhe falta -, e um dos clubes de ponta de um país médio/médio-alto. Como frequentemente acontece em encontros deste calibre, o FC Porto estava perante a necessidade de deixar de ser a equipa que passa a maioria do tempo com bola junto à área do adversário, transformando-se precisamente nesse adversário que aceita ficar bem fechado junto ao seu último reduto, sempre à espreita do momento em que se pode desdobrar no contra-ataque. Numa frase, o FC Porto precisava mudar o chip em relação àquilo que habitualmente acontece no futebol doméstico. O que não se revelou fácil, a avaliar pelo nervosismo demonstrado pelos dragões sempre que passavam demasiados segundos subjugados à pressão do Liverpool, principalmente durante a primeira parte. Sofrer cedo (5') também não ajudou, ainda para mais quando o golo aparece não só na primeira investida do adversário, como também num desvio que traiu o guarda-redes; sem essa tentativa de corte de Óliver o remate de Naby Keita teria saído à figura de Casillas. O Liverpool criou várias outras oportunidades e chegou ao segundo golo à passagem do minuto 26, numa simples jogada em que o médio Henderson lançou o lateral Alexander-Arnold pela direita e este cruzou para a entrada sem oposição de Firmino. Também é verdade que o FC Porto procurou jogar sempre que teve a bola. Na melhor oportunidade (30'), Marega viu Alisson parar com os pés o seu remate cruzado. Mais confortável no segundo tempo, o FC Porto não deixou que os reds fizessem o marcador avolumar-se como na época passada, o que vale por dizer que a eliminatória fica por resolver, embora aparente estar encaminhada para o lado dos homens de Merseyside, que, de resto, nunca deixaram de tentar um fatídico - para o adversário, pois - terceiro golo. O FC Porto terminou com queixas relativamente a duas hipotéticas grandes penalidades por mão na bola, mas as decisões do juiz espanhol Mateu Lahoz nesses momentos parecem acertadas. O mesmo não se pode dizer do lance entre Salah e Danilo Pereira (85'). Embora não tenha sido maldoso, em vez de jogar a bola o egípcio do Liverpool acertou em cheio, de sola, na perna do internacional português. Tendo em conta lances análogos, o cartão vermelho não seria desajustado, mas nem o amarelo saiu do bolso do árbitro. Talvez tenha havido respeito a mais pelo Liverpool. Ou medo das críticas por expulsar o seu jogador mais perigoso. Como sempre, é inútil insistir nas reclamações; soado o apito final o jogo passa a existir só nos livros de história. Só a segunda mão poderá repor, ou confirmar, os factos.

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por Miran Pavlin às 23:59




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