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CORTE LIMPO

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Quinta-feira, 12.12.19

Liga Europa, fase de grupos - FC Porto 3-2 FC Feyenoord - Coisas incríveis

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É fascinante como já passaram séculos e o futebol continua a presentear-nos com coisas incríveis. Quem diria que a tenebrosa viagem do FC Porto por esta fase da Liga Europa terminaria com os dragões no primeiro lugar do seu grupo? E nem o próprio jogo da confirmação escapou à tendência de exibições portistas pouco convincentes. Apesar de tudo, registaram-se cinco golos, e nem se pode dizer que não houve aviso, pois Luis Díaz já tinha testado a atenção de Marsman com um remate colocado (6'), enquanto Berghuis, num livre directo na meia lua, disparou um míssil que encontrou Marchesín no caminho (10'). Díaz seria mesmo o primeiro a marcar (14'), com o guardião a ser mal batido pelo remate do médio colombiano. Logo de seguida (16'), o FC Porto duplicou a vantagem, com Marega a cruzar na esquerda para um embaraçoso auto-golo de Malacia ao segundo poste. Era um conforto um tanto ou quanto caído do céu. Talvez por isso o Feyenoord tenha chegado rapidamente à igualdade, com Botteghin a desviar de cabeça um canto de Kokçu (19'), e um remate cruzado de Larsson (22'), na sequência de uma boa jogada colectiva. O FC Porto chegaria ao terceiro golo por Soares, no aproveitamento de uma defesa incompleta de Marsman (34'). Terá havido falta do avançado portista, que, no fundo, empurrou a bola para a baliza com um carrinho a pés juntos sobre o defesa. Ainda que nem sempre bem jogada, a partida estava a ser um carrossel de emoções, mas a diversão parou por aí, deixando à vista a falta de criatividade do FC Porto para segurar com as duas mãos um Feyenoord que jogava sem grandes rendilhados. Como se isso não bastasse, em certos momentos os dragões concederam demasiados espaços aos de Roterdão, e foi por pouco que não custou caro. Num cruzamento da direita a bola ressalta em Corona, Toornstra e no poste antes de ir ter com Marchesín (70'). Logo a seguir (73'), o guardião argentino foi decisivo ao fazer a mancha a Narsingh, quando este aparece esquecido nas costas da defesa. Talvez o nervosismo de uma última jornada em que tudo estava em aberto para todos tenha contribuído para a insegurança demonstrada pelo FC Porto. Ou talvez isso não tenha interessado para nada. O que fica na Torre do Tombo do futebol, como quase sempre, é a classificação final, que aqui determina o FC Porto como um dos sobreviventes do grupo da morte. Foi por pouco.

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por Miran Pavlin às 23:59




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