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CORTE LIMPO



Quarta-feira, 21.02.18

Liga NOS, 18.ª jornada (conclusão) - GD Estoril Praia 1-3 FC Porto - Espírito de missão

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As duas partes do jogo, separadas por mais de um mês, não podiam ter sido mais diferentes. Na primeira, um FC Porto desconexo não encontrava forma de contrariar um Estoril motivado pela vantagem no marcador. No reatamento, os dragões roçaram o avassalador. Foram verdadeiramente dois jogos num só. No fundo, quem acabou por sair prejudicado pela suspensão do encontro foi o Estoril, que numa questão de minutos viu esfumar-se um potencial resultado positivo. Imbuído de um notável espírito de missão, o FC Porto carregou de imediato sobre a defensiva canarinha, com Herrera a ameaçar o golo logo ao minuto 47, respondendo Renan Ribeiro com a primeira das suas várias defesas difíceis. Aos 53, o golo azul-e-branco, por Alex Telles na cobrança de um livre lateral na direita do ataque. Certamente que se seguirá polémica, pois quando o livre é batido três homens do FC Porto arrancam para a bola em posição de fora-de-jogo; nenhum tocou na bola, mas deveria ter sido assinalado fora-de-jogo posicional a Soares, que mesmo nessa circunstância toma parte activa na jogada. O árbitro João Pinheiro consultou o vídeo-árbitro, que validou a decisão inicial. De seguida, Alex Telles desceu a pique na montanha russa das emoções, ao colocar mal o pé depois de efectuar um corte, lesionando-se com aparente gravidade (55'). O lateral cederia o lugar a Diogo Dalot, não contendo as lágrimas, já no banco de suplentes.
A reviravolta consumou-se por Soares (59'), que finalizou uma jogada de insistência que incluiu remates de Marega - defendido por Renan - e de Herrera, este tão desenquadrado que foi parar aos pés de Soares. O sufoco era grande e a acção parecia nunca sair das imediações da área estorilista, onde os da casa eram frequentemente obrigados a limpar de qualquer maneira. O FC Porto recuperava a bola na primeira zona de construção dos canarinhos e os lances de perigo sucediam-se. Foi precisamente isso que aconteceu no terceiro tento dos dragões (67'). Na direita, Herrera aproveitou uma má saída do Estoril e avançou até ao cruzamento; Corona rematou para defesa incompleta de Renan, e Soares estava no lugar certo para capitalizar o ressalto. Foi, de facto, um golo da tranquilidade, já que o FC Porto abrandou a pressão e recebeu na sua defesa a visita dos atacantes contrários, que conquistaram alguns cantos e obrigaram Casillas a redobrar atenções. O FC Porto também dispôs de outros lances perigosos, mas o marcador não sofreria mais alterações.
Este terá sido um dos jogos mais surreais da história do FC Porto, à conta das diferentes datas, contextos e onzes de cada parte. Até se deu o caso de Layún, que jogou os primeiros 45 minutos, já cá não estar para o resto do jogo por ter sido emprestado ao Sevilha. Valeu a disponibilidade física e mental do FC Porto para a reversão do marcador ao intervalo, colocando assim os azuis-e-brancos com cinco pontos de vantagem sobre o duo perseguidor, composto pelos nomes habituais da capital.

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por Miran Pavlin às 20:10




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