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CORTE LIMPO



Domingo, 18.02.18

Liga NOS, 23.ª jornada - FC Porto 5-0 Rio Ave FC - Factura

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Desde que José Mourinho a proferiu, na ressaca da derrota na Supertaça Europeia de 2003, que esta frase se tornou numa máxima: os próximos pagam. Calhou então ao Rio Ave a indesejável fava de ter que assumir a despesa do desastre portista no jogo anterior. O valor da factura a pagar pelos vila-condenses começou a crescer ainda não tinham passado 90 segundos. Brahimi e Alex Telles trabalharam na esquerda, o argelino cruzou, Soares assistiu Sérgio Oliveira por mero acaso, e o médio disparou rasteiro e colocado, de fora da área, para o primeiro golo do FC Porto. Ao minuto 14 os dragões voltaram a criar perigo, num livre de Brahimi à trave, e aos 22 Soares, elevando-se no centro da área, cabeceou para o 2-0. Tinha decorrido apenas um quarto do jogo e decerto já poucos se recordavam do que acontecera poucos dias atrás. Muito menos quando com 34 minutos um cruzamento de Marega foi desviado por Marcelo para a própria baliza. O Rio Ave aproximava-se pouco da baliza portista e quando o fazia não conseguia mais que rematar de longe, sem perigo.
A defender as redes do FC Porto estava Casillas, que não era titular na I Liga desde a jornada 8. Salta de imediato à memória a situação de Fabiano após os célebres 6-1 sofridos frente ao Bayern Munique em 2015. Aqui, uma nova titularidade de José Sá tanto podia ser vista como um voto de confiança, ou como um risco; jogando Casillas, ou Sá está a ser resguardado, ou então também lhe calhou uma factura da derrota de quarta-feira. De qualquer forma, também essa questão se tornou secundária face ao volume a que o resultado cedo chegou. O Rio Ave apenas criou relativo perigo no início da segunda parte, em dois remates de João Novais que obrigaram Casillas a defesas atentas. O FC Porto mantinha-se motivado e chegaria ao quarto golo ao minuto 72, com Marega a marcar de cabeça, na sequência de um livre lateral de Alex Telles. O resultado final fixou-se já na recta final (84'). Soares desviou à boca da baliza após jogada confusa, mas o tento só foi confirmado pelo vídeo-árbitro, que reverteu a decisão inicial de fora-de-jogo.
Dizem os entendidos que o melhor para esquecer um desaire é que o jogo seguinte não demore a chegar. Talvez não se pedisse tanto, mas o FC Porto acabou por regressar à eficácia que até agora tem sido hábito nesta edição da Liga NOS. Este jogo teve outros lances prometedores, mas quando se marcam cinco golos, mais não se pode exigir. A partida marcou ainda a estreia do lateral direito Diogo Dalot no campeonato (74').

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por Miran Pavlin às 21:20




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