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CORTE LIMPO



Sábado, 02.03.19

Liga NOS, 24.ª jornada - FC Porto 1-2 SL Benfica - Fio da navalha

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A época passada ofereceu, por um par de semanas, um vislumbre dos terríveis - para o FC Porto - anos anteriores, com os dragões a perderem a liderança para o Benfica, recuperando-a face a face. Pouco menos de um ano volvido, essas memórias ressurgem não como um vislumbre, mas como uma fotografia de alta resolução. Jogando no fio da navalha, que é como quem diz, com uma vantagem pontual reduzida ao mínimo, o FC Porto estava perante a hipótese de ganhar folga no comando. A busca por esse desiderato começou da melhor maneira, com Alex Telles a rematar com perigo logo na bola de saída. Com o jogo ainda por desatar, o FC Porto beneficiou de um livre em boa posição. Adrián López, imagine-se, foi chamado à cobrança; o primeiro remate ficou na barreira, mas a recarga saiu para o cantinho do poste, onde Vlachodimos já não conseguiu chegar (19'). O lance foi revisto, pois havia dúvidas sobre se Pepe estaria em fora-de-jogo no momento em que se baixa para a bola passar; mais uma vez foi necessário medir até à biqueira da bota antes de confirmar o golo. Podia pensar-se que estava feito o mais difícil, mas o Benfica não tremeu e respondeu pouco depois (26'), numa transição rápida que nasceu em Seferovic na esquerda e terminou com uma entrada de João Félix na zona fatal, sem oposição. Por duas vezes a bola podia ter sido aliviada, pelo mesmo Adrián e por Manafá, mas os dois perderam no corpo a corpo com o suíço. De uma forma talvez demasiado fácil. A primeira parte ainda ia a meio, mas ficou a sensação de que o FC Porto não contava sofrer aquele golo e ficou sem saber bem o que fazer. Além de que este não era o melhor jogo para Brahimi trazer a sua versão menos altruísta. De cada vez que procura escavar mais um pouco com a bola, o argelino acaba por baralhar os próprios colegas de equipa, que acabam por não saber para onde se devem mexer, e em que momento. O intervalo chegou em boa hora. No reatamento, contudo, se houve reacção ela não passou de um esboço. A pressão que os encarnados faziam a cada saída de bola obrigava a voltar a trás e começar de novo. Sem conseguir fazer a bola chegar em condições aos homens da frente o FC Porto ficava exposto ao pior. O que viria a acontecer logo ao minuto 52, numa bola metida por Grimaldo para a área; Felipe cortou para o sítio errado e o resto da defesa entrou em pânico. Rafa recolheu a bola, deu-a a Pizzi e recebeu-a logo de seguida, já enquadrado com a baliza para o remate certeiro. Pepe ainda tentou chegar para remediar, mas o mal já estava feito. Sérgio Conceição só refrescaria a equipa nove minutos mais tarde, lançando Soares e Otávio para os lugares de Adrián e Corona. A mexida fez o FC Porto crescer, mas no melhor lance construído pelos dragões no segundo tempo, Samaris tirou não só o pão, como também a manteiga e até o fiambre da boca de Herrera quando o mexicano já tinha armado um remate flagrante (74'). Houve outros lances de perigo para o lado do FC Porto, nomeadamente em remates de longe. Num deles (90'), Vlachodimos fez a defesa da noite, tirando do ângulo o disparo de Felipe. Minutos antes (85') o central acertara na trave ao desviar de cabeça um canto de Alex Telles. O Benfica foi oportuno na forma como deu a volta ao resultado, mas também foi uma equipa muito física. Por muito que tenha feito um grande corte, Samaris devia ter sido expulso por uma entrada a matar sobre Óliver (60'); Jorge Sousa apenas viu caso para cartão amarelo. A reclamação não serve de desculpa para nada. O resultado significa que o FC Porto vê a sua liderança tomada de assalto e está agora dois pontos atrás dos encarnados. Continua no fio da navalha, no fundo. A lâmina é que fere mais depressa a quem corre atrás do prejuízo.

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por Miran Pavlin às 23:59


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