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CORTE LIMPO



Sexta-feira, 02.03.18

Liga NOS, 25.ª jornada - FC Porto 2-1 Sporting CP - Melhor dos quatro

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Os clássicos das segundas voltas de cada campeonato costumam ser apelidados de decisivos, mesmo quando não o são realmente. Este, para o Sporting, era mais que isso, já que uma derrota verde-e-branca, se não significasse um adeus ao título, ficaria lá perto. Face aos cinco pontos de vantagem na classificação, só uma derrota do FC Porto relançava verdadeiramente a discussão pelo título, tendo em conta que o outro habitual candidato também está na corrida. Era, portanto, sob pressão que o Sporting subia ao relvado do Dragão; além de não poder contar com o goleador Dost, lesionado, nem com Gelson, castigado. O próprio FC Porto também tinha baixas importantes, casos de Alex Telles, Danilo Pereira ou Soares. Pesando todas essas condicionantes, o Sporting tinha mesmo que arriscar, eventualmente beneficiando o FC Porto, que assim poderia encontrar os espaços que não teve nas partidas anteriores entre ambos esta época. Exemplo disso foi o lance de Marega (26'), que se isolou ainda longe da baliza, mas finalizou ao lado. Por essa altura, já o perigo tinha rondado as balizas, nomeadamente num outro lance de Marega (12'), que por entre a multidão cabeceou ao poste, antes de ver a sua própria recarga ser aliviada em cima da linha por Bryan Ruiz. Os leões responderam através de um avanço de Doumbia (21') e um remate cruzado de Bruno Fernandes (22'), em ambos os casos para defesas de Casillas.
O jogo estava dividido, embora até aí fosse o FC Porto a ter as oportunidades mais claras. Em cima da meia hora os dragões passaram a ter o golo também. Marcano cabeceou em frente à baliza após combinação na direita entre Maxi Pereira e Herrera; o cruzamento do médio mexicano foi tirado com régua e esquadro. Perto do intervalo Jorge Jesus era obrigado a mexer, por força da lesão de Doumbia, sozinho. Foi a melhor coisa que podia ter acontecido ao Sporting. Quer isto dizer que era a oportunidade de trocar um avançado que não está numa época feliz por outro com vontade de se afirmar. Lançado às feras, o jovem Rafael Leão só precisou tocar uma vez na bola para empatar o jogo (45'+1'), desmarcando-se no momento certo a passe de Bryan Ruiz. Furando por entre os centrais portistas, Leão colocou a bola por entre as pernas de Casillas. Se o golo leonino tinha surgido em boa altura, que dizer então do segundo tento do FC Porto? Logo ao minuto 49, Gonçalo Paciência trabalhou na direita sobre Mathieu e cruzou atrasado, rasteiro, para o segundo poste, onde Brahimi penteou de pé direito e rematou com o esquerdo para o 2-1. Momento de grande classe.
O Sporting voltava a estar encostado à parede, e por conseguinte o jogo não tinha por que não se manter vivo. Estava a ser mesmo o melhor dos quatro encontros entre as duas equipas esta temporada, e melhor ficou com a entrada de Rúben Ribeiro (67', saiu Ristovski). Os leões pressionavam muito um FC Porto que por esta altura procurava as transições rápidas em vez do futebol apoiado. Muito mais quando Marega cedeu o lugar a Reyes, também por lesão (82'); o maliano ficou a queixar-se da coxa depois de fazer um chapéu a Rui Patrício, que saíra das redes para tentar a mancha. Num momento inspirado no filme Matrix, Battaglia parou por um segundo à espera que a bola pinchasse antes de a cortar em cima da linha. Sentindo que os dragões iam recuar no terreno na defesa do resultado, Jesus projectou ainda mais a equipa para a frente trocando Fábio Coentrão por Montero (85'), e o colombiano não demorou a ter o golo nos pés, ao aparecer no segundo poste após livre lateral, mas Casillas opôs-se com uma intervenção no limite. O balde de água fria ainda se inclinou sobre o estádio ao minuto 89, altura em que um cruzamento de Rúben Ribeiro na esquerda encontrou Rafael Leão solto no segundo poste, com tudo para fazer o golo; esse balde não despejou, pois a finalização saiu por cima. É inacreditável não ter sido golo.
O FC Porto aguentou o resultado até final e ainda teve um contra-ataque em superioridade numérica no fim dos descontos, mas o cruzamento de Corona não passou pela defesa contrária. Olhando às estatísticas finais - o Sporting teve mais remates, mais cruzamentos, menos faltas cometidas - o empate seria o resultado mais adequado. Contudo, como disse Jorge Jesus na conferência de imprensa pós-jogo, "o futebol não tem lógica nenhuma". Como só contam as que entram, o FC Porto saboreia um triunfo que o mantém firme na liderança.

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por Miran Pavlin às 23:59




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