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CORTE LIMPO



Domingo, 08.04.18

Liga NOS, 29.ª jornada - FC Porto 2-0 CD Aves - Tranquilidade antecipada

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Quatro jornadas atrás, no final do encontro com o Sporting, o sol brilhava forte nos céus do dragão e a silhueta do título já se via ao fundo da longa recta que o FC Porto agora percorre. Porém, nas três jornadas seguintes tudo mudou. O céu enegreceu à conta dos três pontos somados em nove possíveis, já não se vê o título ali à frente, e é como se tudo tivesse voltado à estaca zero. Daí que a recepção ao Desportivo das Aves se revestisse de uma importância maior que aquela que a teoria normalmente lhe confere. Não só devido ao desassossego vivido pelo FC Porto, mas também porque o Aves ainda está inserido na luta pela permanência. Era como se este jogo fosse uma corrente com vários elos por onde podia partir. Acabou por quebrar pelo lado avense, que viu Tissone cometer grande penalidade sobre Ricardo logo ao minuto 7. A marca dos onze metros costuma ser nefasta para os dragões, mas Alex Telles bateu bem e abriu o activo, com a bola a subir rumo ao canto esquerdo da baliza. À passagem do minuto 11 os da casa elevaram a contagem num lance fortuito. No centro da área, o trinco Cláudio Falcão recuperou uma bola e tentou enviá-la para longe, mas o alívio saiu rasteiro e contra as pernas de Otávio, que se arrojou ao relvado, pressentindo o que o adversário ia fazer. O ressalto encaminhou-se para o cantinho do poste direito, onde a luva de Adriano já não conseguiu chegar.
Era o golo de uma tranquilidade antecipada. De tal forma, que o jogo perdeu motivos de interesse e lances de perigo. O Aves chegou a romper um par de vezes em contra-ataque mas Casillas terminou o encontro sem uma defesa digna desse nome, enquanto o FC Porto se ficou por três lances passíveis de registo: uma bola de Brahimi à trave após boa jogada (36'), e um cabeceamento de Soares (56') seguido de um remate cruzado de Aboubakar (58'), em ambos os casos para boas defesas de Adriano. O Aves ia procurando jogar, mas os dragões não deixavam. Além disso, o FC Porto também não forçava desequilíbrios, possivelmente por sentir o jogo controlado. Era notório que a cabeça quer de uns, quer de outros, estava já nas batalhas que se seguem para as respectivas lutas.
No caso do FC Porto, é com a cabeça limpa na medida do possível que entrará no importante jogo da próxima jornada, no qual só um triunfo o poderá devolver ao lugar mais alto da classificação.

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por Miran Pavlin às 20:40




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