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CORTE LIMPO

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Sexta-feira, 22.05.15

Liga NOS, 34.ª jornada – FC Porto 2-0 FC Penafiel – Marcha fúnebre

É preciso puxar muito pela memória para encontrar a última vez em que o FC Porto viveu uma última jornada de Liga como esta. Depois de ficarem do lado errado da decisão do título, restava aos dragões defrontar um já despromovido Penafiel, o que automaticamente retirava toda e qualquer réstia de interesse que o jogo pudesse despertar. Alguns leitores poderão alertar que na época passada o FC Porto chegou ao estertor do campeonato na mesma situação, mas importa salientar que nessa altura o adversário era o Benfica, e um clássico é sempre um clássico.

Desta vez não. Daí que a atmosfera no Dragão fosse fúnebre. Não só pela fraca assistência, que rondou as 16 mil almas, mas também porque as claques estavam em protesto e não entoaram quaisquer cânticos de apoio. Pareceu um jogo de snooker. Aplausos só pelos adeptos comuns, naquelas jogadas com princípio, meio e fim.

O futebol jogado não teve momentos que fiquem para a história. O FC Porto teve quase sempre a bola, mas não havia crença que resistisse à tristeza de uma época em que se ficou aquém dos objectivos traçados. Apesar de muito ter tentado, o FC Porto poucas vezes construiu lances de perigo objectivo. O ritmo lento fez com que pairasse no ar durante largos e longos minutos a sensação de que os dragões terminariam a temporada com um resultado muito incómodo.

Assim não seria, porque Aboubakar, lançado no decorrer do segundo tempo, aproveitou uma bola que a defensiva penafidelense não conseguiu rebater para apontar o primeiro golo do jogo (82’). O camaronês tocou-lhe só de raspão, mas foi o suficiente para que Coelho não conseguisse defender.

Só aí as claques reagiram, cantando o hino do clube, seguido do “o Porto é nosso e há-de ser”. Terminado o momento musical abandonaram as bancadas e já não viram o golo da despedida de Danilo, que fechou o encontro. Um sinal claro não só da tristeza por o FC Porto não ter vencido o campeonato, mas também da divergência com a direcção portista, por alegadamente querer manter o treinador para a próxima época. Coisa raramente vista no reino do Dragão.

O jogo e a época terminaram segundos depois do golo de Danilo. Alguns adeptos levantaram cartazes agradecendo ao lateral brasileiro e a Jackson Martínez os serviços prestados. O colombiano, apesar de não ter marcado, deverá ser pela terceira vez consecutiva o melhor marcador do campeonato. É o único aspecto que se salva de uma temporada em que o FC Porto deixou os seus pergaminhos esquecidos a um canto. O verão prevê-se agitado em termos de transferências. Pelos sinais dados neste jogo, os adeptos mais indefectíveis não tolerarão mais um ano de passos em falso. Agora é tempo de férias. Até Agosto.

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por Miran Pavlin às 23:55




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