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CORTE LIMPO



Sábado, 03.11.18

Liga NOS, 9.ª jornada - CS Marítimo 0-2 FC Porto - Memória distante

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Os dissabores portistas em casa do Marítimo são regulares, mas a história também guarda períodos em que os dragões têm sucesso. Como é o caso no jogo em apreço. Aliás, esta foi a primeira vez desde 2010/11 e 2011/12 que o FC Porto venceu em épocas consecutivas no reduto maritimista. Nem sequer se viu a ansiedade que frequentemente toma conta da equipa ao pisar este relvado. O que não quer dizer, porém, que o FC Porto tenha tido rédea solta, pois a partida esteve despida de motivos de interesse até perto da recta final. O intervalo chegaria com apenas um lance a assinalar, numa incursão de Joel Tagueu pela esquerda, à qual Casillas respondeu com uma defesa ao primeiro poste, quando o camaronês já tinha pouco ângulo (28'). Com a teia bem armada em frente à sua baliza o Marítimo não deixava o FC Porto aproximar-se do último terço, mas com essa estratégia os próprios verde-rubros acabavam por não conseguir criar perigo por falta de unidades no sector atacante. O bloqueio era total, e nem uma grande penalidade serviu para o romper. É verdade que o lance é um tanto ou quanto forçado por Soares, mas tendo em conta que Lucas Áfrico devia ter sido expulso aos 25 minutos por uma valente tesoura sobre Corona, o castigo acabou por assentar que nem uma luva ao defesa do Marítimo. Na cobrança, Marega permitiu a defesa a Amir Abedzadeh (62'). Sérgio Conceição reagiu tirando Maxi Pereira para meter Otávio, recuando Corona para a posição do uruguaio (67'). A mexida teve efeitos imediatos. Ao minuto 70, um lance iniciado na esquerda por Óliver teve continuação em Brahimi, que deu para o meio, onde Soares e Marega tocaram sucessivamente de calcanhar para desmarcar Otávio, que avançou destemido área adentro e rematou forte para o primeiro golo. Três minutos mais tarde, já com o Marítimo inclinado sobre o outro extremo do campo, Óliver roubou a bola a Bebeto e iniciou um contra-ataque de quatro para um; ao chegar à área deu para Otávio na direita, com o brasileiro a recolocar a bola no meio, onde Marega só teve que encostar. Ficava aí decidido o encontro, mas ainda haveria lugar à expulsão de Danny por agressão a Otávio (82'). Otávio fez uma falta insolente sobre o antigo internacional português - deu-lhe um toque na perna e agarrou-o pela camisola - mas não havia necessidade de Danny perder a cabeça. O lance aconteceu já depois do último momento digno de registo, no caso um remate de Óliver que saiu tão perto do poste esquerdo que parecia golo. Seria merecido, por tudo o que o médio deu à equipa neste jogo. Com o resultado feito Conceição reequilibrou a equipa com as entradas de Herrera (74') e Mbemba (79') para os lugares de Soares e Brahimi, respectivamente. No cômputo geral, o FC Porto passou por tão poucos apuros que os naufrágios na Madeira parecem uma memória distante.

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por Miran Pavlin às 23:55




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