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CORTE LIMPO

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Sábado, 05.12.20

Liga NOS, 9.ª jornada - FC Porto 4-3 CD Tondela - Não é todos os dias

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Sérgio Conceição já disse várias vezes que prefere ganhar por 1-0 do que por 4-3, mas hoje o futebol não lhe fez a vontade. Foi mesmo 4-3 o resultado final, num jogo que teve tudo para deixar Conceição sem dormir. Para os adeptos, especialmente para os neutros, foi um fartote ao nível da Premier League, com sete golos, duas reviravoltas e uma ponta final de nervos. O FC Porto entrou forte e abriu o activo logo ao minuto 4 por Zaidu, que, assistido por Otávio, só teve que encostar. A jogada seguinte por um triz não deu novo golo para os dragões, e a partir daí, lentamente, o Tondela foi-se libertando e começando a lançar contra-ataques bem pensados. Num deles (20'), Mario González isolou-se no momento certo e não teve dificuldades para bater Marchesín. Presume-se que González estava em jogo, mas por pouco. Logo depois (33'), o Tondela dava mesmo a volta ao marcador, por Rafael Barbosa, que na direita recebeu um cruzamento largo de Enzo Martínez e atirou a contar; Marchesín ainda ajudou a bola a entrar. Marega repôs a igualdade num ápice (36'), aproveitando uma bola mal aliviada pela defesa contrária. Os dragões completaram a reviravolta após o descanso, em novo golo de Marega (48'). De seguida, foi Taremi a marcar (56'), com uma boa finalização na zona fatal, a cruzamento de Uribe. O FC Porto não baixou o ritmo e construiu outras oportunidades, nomeadamente ao minuto 60, numa bela jogada de entendimento entre Taremi e Sérgio Oliveira. O médio foi Messi por um segundo, enquanto furou a defesa do Tondela, mas na hora de chutar desequilibrou-se e o tiro saiu muito ao lado. Teria sido o momento do jogo. Não o foi, mas o FC Porto estava tranquilo com os dois golos de vantagem. Mas estaria mesmo? O Tondela não estava propriamente fechado sobre si mesmo à espera do apito final, e seria premiado com mais um golo (74'), novamente por Mario González, agora num cabeceamento colocado após centro de Pedro Augusto na esquerda. Com o jogo suficientemente vivo para que tudo fosse possível, foi sofrer a bom sofrer até final. Já com Uribe expulso por acumulação (90'+3'), o último lance do encontro trouxe mais uma jogada bem construída pelo Tondela, que permitiu a Khacef aparecer sozinho pela esquerda... e rematar, com a bola a bater em cheio na trave. Marchesín não tinha hipóteses. Foi por pouco que os portistas não levaram com um jacto de água fria na cara. Ambas as equipas têm mérito nos golos que obtiveram, os quais premiaram a atitude positiva dos jogadores. Tanto, que até o juiz Tiago Martins teve uma prestação exemplar, apenas manchada pela enxurrada de cartões amarelos nos minutos finais. Não é todos os dias que o campeonato português nos presenteia com jogos tão ricos.

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por Miran Pavlin às 23:59


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