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CORTE LIMPO



Terça-feira, 17.07.18

Mundial Rússia 2018 - GRUPO B

15 Junho - São Petersburgo - Marrocos 0-1 Irão (Bouhaddouz p.b. 90'+5')

Nota: 3,5

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Vinte anos depois, o Irão voltou a vencer uma partida num Mundial, e logo da forma que dói mais: com um golo bem dentro dos descontos. Como se isso não bastasse, tratou-se de um auto-golo, com Bouhaddouz - um avançado - a cabecear para as redes erradas um livre lateral de Hajsafi. Foi um soco no estômago para uma formação marroquina que dominou o encontro e construiu diversas oportunidades claras. Apostado no contra-ataque, o Irão foi escapando por entre os pingos da chuva, embora tenha tido ele próprio algumas oportunidades. A decisão do jogo apareceria, no entanto, num golpe de sorte. O futebol é uma caixinha de surpresas.

 

15 Junho - Sochi - Portugal 3-3 Espanha (Cristiano Ronaldo g.p. 3', 44', 88')(Diego Costa 24', 54', Nacho 58')

Nota: 5

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Fossem todos os dérbis assim. Muitos golos, alternância no marcador, uma reviravolta, e um empate final que deixa mais contentes uns que outros. Portugal entrou bem no jogo, mas a Espanha reagiu em força à desvantagem. Os lusos voltariam ao comando num frango de De Gea, mas a roja teve forças para dar a volta ao marcador - que golaço de Nacho num remate de longe - e podia até ter decidido o resultado. Não o fazendo ficou sujeita ao incerto, o que pode ser fatal se estiver do outro lado um dos melhores jogadores do mundo. E seria, pois, um livre de Cristiano Ronaldo a fixar o resultado final. Portugal bem lhe pode estar grato; pareceu até que este jogo foi uma missão a solo de Ronaldo. A igualdade tardia, apesar de tudo, veio tirar alguma justiça ao resultado.

 

20 Junho - Moscovo (Luzhniki) - Portugal 1-0 Marrocos (Cristiano Ronaldo 4')

Nota: 4

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Portugal voltou a escapar de boa, ao cabo de um jogo em que consentiu demasiados lances perigosos a uma muito incómoda equipa marroquina. O golo madrugador deixava antever outro desfecho, mas a verdade é que Marrocos reagiu, e de que maneira, ao ponto de parecer que os papéis se tinham invertido e que Portugal era a equipa teoricamente inferior. Rui Patrício teve que se aplicar para deter um cabeceamento de Belhanda (57'), na melhor oportunidade dos leões do Atlas. Noutros lances, foi a pontaria a trair Marrocos, quando o golo parecia perto. Portugal sobreviveu. Por pouco.

 

20 Junho - Kazan - Irão 0-1 Espanha (Diego Costa 54')

Nota: 4
Este jogo é um bom exemplo do que pode acontecer quando uma equipa compensa a sua teórica inferioridade com garra e coragem. Sem medo do choque, os iranianos lutaram por cada bola como se fosse a última, e com isso a roja nunca conseguiu assentar o seu jogo como decerto desejaria. No final prevaleceu a lei do mais forte, mas apenas graças a um ressalto feliz. O Irão chegou mesmo a marcar, mas os efusivos festejos pararam na bandeira que apontava o fora-de-jogo. O resultado atira desde já Marrocos para fora do Mundial. Tudo o resto fica para decidir no último capítulo do grupo B.

 

25 Junho - Kaliningrad - Espanha 2-2 Marrocos (Isco 19', Iago Aspas 90'+1')(Boutaib 14', En-Nesyri 81')

Nota: 5
Marrocos já estava eliminado, mas fez questão de vender bem caro o apuramento que a Espanha acabou por averbar com o empate. Num jogo em que os nervos estiveram à flor da pele, os norte-africanos adiantaram-se ainda cedo, e por pouco não fizeram o segundo logo de seguida. O tento de Isco não teria um efeito calmante na roja, que mais uma vez não assentou jogo e revelou mesmo uma estranha insegurança. Os marroquinos voltaram a marcar à entrada da recta final do encontro, quando En-Nesyri se elevou para desviar, na zona frontal e com convicção, um canto. Faltou, mais uma vez, segurar o resultado. O segundo golo espanhol, em cima dos descontos, necessitou de confirmação no vídeo-árbitro, que determinou que Aspas não estava adiantado. Face ao resultado final do outro jogo a Espanha apurar-se-ia mesmo perdendo, mas o segundo golo foi salvador, já que fez a roja saltar do segundo para o primeiro posto do grupo.

 

25 Junho - Saransk - Irão 1-1 Portugal (Ansarifard g.p. 90'+2')(Quaresma 45')

Nota: 4,5

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Com o destino em suas mãos, o Irão serviu a Portugal a mesma receita que a Espanha degustara dias antes: garra. E muita! A tensão foi uma constante ao longo de todo o encontro, principalmente do lado dos iranianos, que reclamaram de inúmeras decisões do árbitro paraguaio Enrique Cáceres, mesmo em lances que não ofereciam grandes dúvidas. Uma trivela de Quaresma deu o golo a Portugal instantes antes do intervalo, mas não se fez sentir o efeito psicológico de marcar nessa altura. A equipa das Quinas não conseguia fechar a sete chaves o jogo, nem mesmo quando dispôs de uma grande penalidade. Cristiano Ronaldo permitiu a defesa a Beiranvand (53'). O Irão redobrou esforços após esse lance. Já não era disputar cada bola como se fosse a última; era como se disso dependesse a vida. A crença do Team Melli chegou mesmo a fazer Portugal ver a vida passar-lhe à frente dos olhos. Já nos descontos, uma grande penalidade de fronteira deu a Ansarifard a hipótese de igualar. O Irão precisava agora de mais um golo, que só não aconteceu por um triz, logo a seguir ao 1-1. A finalização de Jahanbakhsh saiu um nada ao lado do poste. Não era garantido que Rui Patrício lhe chegasse, se a bola tivesse ido à baliza. Não passou de um susto para os portugueses, que mesmo mostrando um futebol de poucas ideias sai vivo do inferno que foi este grupo.

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por Miran Pavlin às 12:30




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