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CORTE LIMPO



Quarta-feira, 18.07.18

Mundial Rússia 2018 - GRUPO D

16 Junho - Moscovo (Spartak) - Argentina 1-1 Islândia (Agüero 19')(Finnbogason 23')

Nota: 4

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Não satisfeita com o brilharete no Euro 2016, a Islândia assinalou a sua estreia na fase final mundial com um empate que dá nas vistas pelo nome do adversário. Os nórdicos criaram perigo sério dentro dos primeiros dez minutos, mas seria a Argentina a abrir o activo, num bom trabalho de Agüero na área. Finnbogason aproveitou uma segunda bola junto à pequena área para igualar volvidos apenas quatro minutos, forçando a albiceleste a começar de novo. A partir daqui a intranquilidade dos homens das pampas foi notória, ficando espelhada no penálti perdido por Messi (64'), que bateu fraco e deninciado para defesa de Halldórsson. Muito física - mas leal -, a Islândia segurou o empate até final.

 

16 Junho - Kaliningrad - Croácia 2-0 Nigéria (Etebo p.b. 32, Modric g.p. 71')

Nota: 2,5
Uma Croácia firme levou de vencida a Nigéria, tirando o melhor partido do empate no outro jogo do grupo. Ainda assim, os golos surgiram de forma fortuita, com Etebo a desviar para a própria baliza um cabeceamento de um croata após canto, e com uma grande penalidade a meio do segundo tempo. Os balcânicos ainda poderiam ter elevado nos minutos finais, mas faltou acerto.

 

21 Junho - Nizhny Novgorod - Argentina 0-3 Croácia (Rebic 53', Modric 80', Rakitic 90'+1')

Nota: 4

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Ao longo da sua história em fases finais a Croácia foi coleccionando vitórias diante da fina flor do futebol internacional. Alemanha (Mundial'98, Euro 2008), Holanda (Mundial'98), Itália (Mundial 2002) e Espanha (Euro 2016); todos caíram aos pés dos croatas. Agora foi a vez de a Argentina se vergar. Personalizada, a Croácia tirou todo o partido de uma albiceleste com mais problemas que soluções. No entanto, foi preciso um erro incrível de Caballero para desbloquear o marcador. O guarda-redes colocou inadvertidamente em Rebic quando queria passar pelo ar para o lateral-direito. A partir desse momento, a Croácia avançou para números que só surpreendem quem não viu o jogo. Modric fez um golaço, num remate colocado de fora da área.

 

22 Junho - Volgograd - Nigéria 2-0 Islândia (Musa 49', 75')

Nota: 4
O encontro seguiu o padrão habitual deste Mundial: primeira parte equilibrada, com mais ou menos oportunidades para cada lado, e os golos a aparecerem apenas na segunda metade. Este jogo era uma óptima oportunidade para qualquer das equipas marcar posição na luta pelo acesso à fase a eliminar, em face das dificuldades sentidas pela Argentina. O segundo tempo foi então mais aberto, também porque a Nigéria saltou para o comando logo nos primeiros minutos. A Islândia teve bons momentos e beneficiou mesmo de uma grande penalidade (83'), mas Gylfi Sigurdsson atirou alto demais. Esse desperdício esmoreceu uma recta final que se previa electrizante, pois a Islândia estava no seu melhor momento em todo o encontro.

 

26 Junho - São Petersburgo - Nigéria 1-2 Argentina (Moses g.p. 51')(Messi 14', Rojo 86')

Nota: 4
Com o espectro da eliminação precoce bem à sua frente, a Argentina pensou ter vivido um momento talismânico quando Messi se desmarcou e inaugurou o marcador ainda cedo. Seria engano, pois a Nigéria não estava pronta para sair sem dar luta. Afinal de contas, à entrada para o jogo os nigerianos tinham três pontos contra um do adversário. Daí que a Argentina tenha sofrido a bom sofrer para se apurar, principalmente depois de as super águias chegarem ao golo através de uma grande penalidade descortinada no vídeo-árbitro. Nenhuma das equipas parecia tranquila no jogo, num equilíbrio instável que cedeu já na hora do desespero, quando Rojo, o lateral-esquerdo, imagine-se, apareceu na pequena área para finalizar um lance de insistência e colocar a Argentina nos oitavos-de-final. Foi uma repetição do encontro de há quatro anos (2-3), no qual Rojo também foi herói; desta vez em cima da hora. Messi também marcou nesse dia.

 

26 Junho - Rostov-do-Don - Islândia 1-2 Croácia (Gylfi Sigurdsson g.p. 76')(Badelj 53', Perisic 90')

Nota: 3,5

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Já com o apuramento na mão, a Croácia optou por rodar jogadores, mas nem por isso a Islândia teve a vida facilitada. A partoda demorou, contudo, a desbloquear. A partir do quarto de hora os nórdicos jogavam também com a pressão psicológica de o resultado do outro jogo lhes ser desfavorável, o que terá tolhido a equipa. A Croácia marcaria apenas na segunda parte, com Badelj a acorrer a uma segunda bola e disparar forte para o 0-1. Só encostada às cordas a Islândia procurou pegar mais firmemente no jogo e houve perigo para os croatas. O golo é que só surgiria de grande penalidade, que foi a única forma de ultrapassar o sólido bloco dos vatreni. Nas contas finais, mesmo o empate não chegava para a Islândia se apurar, mas seria um prémio merecido no culminar dos quatro anos mais improváveis de sempre do futebol islandês.

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por Miran Pavlin às 12:30




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