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CORTE LIMPO



Quinta-feira, 19.07.18

Mundial Rússia 2018 - GRUPO F

 

17 Junho - Moscovo (Luzhniki) - Alemanha 0-1 México (Lozano 35')

Nota: 4,5

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Eis a primeira grande surpresa, ao quarto dia de Mundial: o México bateu a campeã em título Alemanha. Se no marcador um golo bastou, sobre a relva foi necessário que os mexicanos resistissem às inúmeras tentativas germânicas de reverter o resultado - foram, tão só, 37 os remates tentados pela Alemanha. Quer isto dizer que o México passou bastante mais tempo a defender, mas o veneno que el tri colocou em cada contra-ataque ajuda a justificar o triunfo. Ao ponto de se poder mesmo dizer que os mexicanos deixaram golos por marcar. Valeu Lozano. E Ochoa, pois...

 

18 Junho - Nizhny Novgorod - Suécia 1-0 Coreia do Sul (Granqvist g.p. 65')

Nota: 2,5

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É preciso recuar a 1958 para encontrar a última vez em que a Suécia entrou a ganhar num Mundial. Face ao domínio que exerceram num encontro em que a Coreia do Sul não conseguiu usar da melhor maneira a velocidade que é sua imagem de marca, os nórdicos poderiam ter sentenciado o jogo de outra forma, mas sucumbiram àquilo que já são fetiches deste Mundial: os golos de bola parada e o chamado golo solitário. Incluindo este, dos doze jogos disputados até ao momento, precisamente metade tiveram um único golo.

 

23 Junho - Rostov-do-Don - Coreia do Sul 1-2 México (Heung-Min Son 90'+3')(Vela 26', Javier Hernández 66')

Nota: 3
O primeiro grande objectivo dos mexicanos está conseguido, graças a uma justa vitória sobre uma Coreia do Sul mais enérgica que na estreia, mas que não conseguiu forçar desequilíbrios na defesa adversária. Os coreanos ainda foram a tempo de saborear um golo cosmético, que deixa para história um resultado que não reflecte as incidências do jogo. Enquanto o México já está apurado, a Coreia do Sul está por um fio, e será mesmo eliminada caso a Suécia vença no outro jogo do grupo.

 

23 Junho - Sochi - Alemanha 2-1 Suécia (Reus 48', Kroos 90'+5')(Toivonen 32')

Nota: 5

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Talvez ainda abalada pela entrada em falso, depressa a Alemanha se via num daqueles jogos que exigem suor para arrancar o resultado. Os suecos defendiam com unhas e dentes e expunham mais uma vez a vulnerabilidade alemã aos contra-ataques. O golo de Toivonen, de contra-ataque, podia não ter sido o único da Suécia até ao intervalo. Esperava-se uma reacção da Mannschaft no reatamento, e ela apareceu, um tanto ou quanto aos trambolhões, logo ao terceiro minuto. A Suécia, porém, nunca desarmou. O golo seguinte era essencial, mas não aparecia. Já mais desgastada, a Suécia preferiu reagir à expulsão de Jérôme Boateng (82') defendendo o ponto que tinham na mão. Era um convite para a Alemanha tentar um último assomo. O tal golo essencial apareceria num livre lateral a castigar uma falta desnecessária. Quando dói mais. O ângulo era pouco mas Kroos arriscou e foi feliz.

 

27 Junho - Kazan - Coreia do Sul 2-0 Alemanha (Young-Gwon Kim 90'+3', Heung-Min Son 90'+6')

Nota: 4,5

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Com estrondo, o campeão em título caiu e está fora do Mundial. A surpresa é grande, não só porque a tarefa dos alemães não era, à partida, do outro mundo, mas também porque a equipa revelou uma ansiedade nada característica. A Coreia do Sul, que ainda tinha uma ténue hipótese de passar, não teve medo de jogar olhos nos olhos com a Mannschaft e construiu diversas oportunidades claras, mas só marcaria quando a Alemanha já tinha feito de tudo, menos acertar com a baliza. Em diversos lances, foi mesmo o central Hummels quem andou pela área contrária em busca do golo. O tento coreano só foi confirmado no vídeo-árbitro, que reverteu a decisão inicial de fora-de-jogo; a bola tinha sido jogada em último lugar pelo alemão Kroos. No desespero, Neuer saiu da baliza e integrou-se no ataque. Não no barulho da grande área, mas sim algures na ala esquerda. Como se não bastasse, alguém lhe entregou a bola, que o guardião logo perderia. A bola estava a uns 75 metros da baliza, mas um lançamento longo permitiu a Heung-Min Son empurrar para a confirmação do histórico triunfo dos guerreiros Taeguk. Uma vitória insuficiente, contudo. Já a Alemanha nunca se tinha despedido do Mundial na fase de grupos.

 

27 Junho - Ekaterinburg - México 0-3 Suécia (Augustinsson 50', Granqvist g.p. 62', Álvarez p.b. 74')

Nota: 4
Tal como a Rússia, também o México teve que descer à terra no fecho da fase de grupos. Talvez aburguesados pelos resultados anteriores, os mexicanos tiveram muitas dificuldades para contrariar a iniciativa de uma equipa sueca que precisava vencer para se apurar. O desenrolar do outro jogo acabou por retirar aos nórdicos a necessidade de se preocuparem com a diferença de golos em caso de desempate com a Alemanha, mas mesmo assim os suecos avançaram até um marcador final robusto, que os fez saltar do terceiro posto para a vitória no grupo. Atordoado, o México caiu para o segundo lugar.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 12:30




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