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CORTE LIMPO



Sexta-feira, 20.07.18

Mundial Rússia 2018 - GRUPO H

19 Junho - Saransk - Colômbia 1-2 Japão (Quintero 39')(Kagawa g.p. 6', Osako 73')

Nota: 4

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Dificilmente a Colômbia podia ter entrado pior em prova. Logo ao terceiro minuto Carlos Sánchez deu mão na bola em plena grande área e foi expulso. O Japão converteu o castigo mas nem por isso teve vida facilitada nos minutos seguintes. Embora com mais ganas que critério, os cafeteros acabaram mesmo por igualar, num livre directo que Quintero fez passar sob a barreira. O peso da inferioridade numérica colombiana só se faria sentir após o intervalo. Os samurai azuis, ainda assim, precisaram de várias oportunidades até finalmente marcar, por Osako, que desviou de cabeça um canto batido na esquerda. Mais um golo-fetiche do Mundial 2018.

 

19 Junho - Moscovo (Spartak) - Polónia 1-2 Senegal (Krychowiak 86')(Cionek p.b. 37', Niang 60')

Nota: 4

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A tradição polaca de entrar em falso em fases finais de Mundial mantém-se. Desta feita, foi o Senegal a dar um amargo de boca à Polónia, com uma exibição a fazer lembrar as da geração que levou o país aos quartos-de-final em 2002. Velozes sempre que surgia a oportunidade de sair para o ataque, os leões de Teranga colocaram a Polónia em apuros várias vezes, até que já perto do intervalo um remate especulativo de Gueye desviou no central Cionek para o primeiro golo. O segundo nasce de um atraso despropositado de Krychowiak, ao qual o guarda-redes Szczesny acorreu ainda mais despropositadamente, desguarnecendo a baliza. Estava um defesa a chegar também à bola e a saída do guardião atrapalhou-os mutuamente. Aproveitou Niang, que se intrometeu, saiu com a bola e só teve que empurrar. O Senegal recuou um pouco e a Polónia acabaria por marcar já na recta final. A proverbial reacção tardia.

 

24 Junho - Ekaterinburg - Japão 2-2 Senegal (Inui 34', Honda 78')(Sadio Mané 11', Wagué 71')

Nota: 4,5

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Os vencedores da primeira jornada tropeçaram um no outro, repartindo os pontos num jogo muito agradável de seguir, no qual a busca do golo foi uma constante e os tempos mortos foram poucos. Afinal de contas, quem ganhasse ficaria com o apuramento para os oitavos-de-final virtualmente garantido. O Senegal esteve por duas vezes em vantagem, mas em ambas sofreu resposta nipónica na mesma moeda. As equipas ficam assim na periclitante posição em que estão um degrau mais perto do objectivo mas ainda não garantiram nada.

 

24 Junho - Kazan - Polónia 0-3 Colômbia (Mina 43', Falcao 70', Cuadrado 75')

Nota: 4

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A Colômbia rectificou a derrota no primeiro jogo através de uma exibição muito convincente. Um pouco à semelhança do seu próprio jogo inaugural, a Polónia não trouxe ideias concretas sobre o que fazer com a bola, ficando assim refém de uma Colômbia com mais fio de jogo. Os cafeteros criaram perigo, mas só marcariam em cima do intervalo, num canto desviado por Mina. O futebol mais físico dos polacos mantinha-os na discussão, mas faltavam no meio-campo referências capazes de servir Lewandowski em condições. A estocada final deu-se em cinco minutos logo após o meio da segunda parte. Era o coroar da exibição dos sul-americanos. Quase sem aquecer o lugar, a Polónia já sabe que está fora do Mundial.

 

28 Junho - Volgograd - Japão 0-1 Polónia (Bednarek 59')

Nota: 3

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Tal como em 2002 e 2006, a Polónia fechou a sua participação no Mundial com uma vitória depois de duas derrotas sem brilho. Um golo foi quanto bastou. Mesmo derrotado, o Japão passa aos oitavos-de-final, na aplicação do critério de desempate relativo à disciplina, por ter visto menos dois cartões amarelos que o Senegal. Na verdade, os nipónicos brincaram com o fogo ao longo de praticamente todo o jogo, já que pouco fizeram para justificar, pelo menos, um triste empate a zero. De resto, com este resultado bastava que a outra partida tivesse terminado empatada para que o destino dos samurai azuis fosse bem diferente...

 

28 Junho - Samara - Senegal 0-1 Colômbia (Mina 74')

Nota: 3
O nervosismo foi a nota dominante de um encontro em que ambas as equipas tinham em cima da mesa o seu futuro na prova. Por momentos, chegou até a parecer que os dois jogos finais deste grupo decorreram em função do que ia acontecendo no outro. O golo polaco na outra partida conjugado com o 0-0 vigente aqui colocava senegaleses e colombianos na fase seguinte, mas, nunca fiando, a Colômbia optou por ficar a salvo de complicações de última hora - apurar-se-iam na por vezes traiçoeira diferença de golos face ao Japão - e Mina voltou a aproveitar um canto para abrir o marcador. O segundo golo do central neste torneio encaminhava o Senegal para a porta de saída e só aí a equipa se soltou, mas o coração foi maior que a cabeça na hora de definir o ataque.

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por Miran Pavlin às 12:30




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