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CORTE LIMPO



Terça-feira, 26.08.14

Play-off Liga dos Campeões, 2.ª mão – FC Porto 2-0 Lille OSC – Objectivo conseguido

sapodesporto

Pela 19.ª vez em 23 edições o FC Porto está na Liga dos Campeões, após confirmar e ampliar no Dragão a vantagem que trazia do nordeste de França.

Perante uma casa quase cheia, os dragões fizeram crer que a noite seria de gala. O início de jogo foi pleno de intenção, com circulação de bola ao primeiro toque, visão de jogo e um meio-campo a saber abrir os espaços necessários para criar perigo, mas enquanto os golos não apareceram o futebol portista acabou por flutuar entre o brilhante e o desinteressado.

Óliver mostrou fogachos de classe – nomeadamente num lance em que se desenvencilhou de três adversários – mas ainda está verde, e Brahimi, mais maduro, foi o elemento que mais procurou movimentos de ruptura com a bola nos pés, embora por vezes deixe a sensação de não escolher o momento certo para soltar a bola.

Os intentos do FC Porto, contudo, esbarravam na bem montada defesa do Lille, onde o dinamarquês Simon Kjær fez um jogo de grande qualidade, sempre seguro e bem colocado. De resto, e como era esperado, o Lille não veio ao Dragão para atacar sofregamente, preferindo o contra-ataque ou uma eventual bola parada para causar estragos.

Mas o FC Porto não permitiu tais veleidades, e até acabou por beneficiar ele próprio de um livre em posição privilegiada, que Brahimi não enjeitou, convertendo-o sem hipóteses de defesa para Enyeama.

É certo que o Lille continuava a precisar de dois golos para chegar à fase de grupos, mas a balança ficou irremediavelmente desequilibrada para o lado dos azuis-e-brancos, que chegariam ao segundo golo numa recuperação de bola a meio-campo. Evandro lançou Brahimi e o argelino endossou a Jackson Martínez, que se desmarcara no momento certo e de pé esquerdo colocou o apuramento em definitivo no horizonte do FC Porto.

A eternamente insatisfeita turba portista ainda se reservou ao direito de emitir duas assobiadelas. Uma à equipa, após uma sequência de lances perto do intervalo em que os jogadores pareceram adormecer em campo, e outra ao treinador quando preferiu fazer entrar Ricardo para a recta final, quando tinha Quaresma – e outros, diga-se – a aquecer há largos minutos. Outrora falava-se no tribunal das Antas, mas pelos vistos no Dragão o público também é juiz, e não deixou passar em claro a opção de Lopetegui.

Mais ainda quando o técnico coloca Brahimi e Óliver encostados à linha quando há opções para esses lugares, e ambos – ou pelo menos um deles – poderiam actuar nas suas posições de origem.

De qualquer forma, até agora Lopetegui é inatacável. Quatro vitórias em quatro jogos e zero golos sofridos é um excelente arranque. Mas a continuidade da não utilização de Quaresma apenas adensará a dúvida sobre se há mais alguma questão do foro interno a separar o treinador do jogador, ao mesmo tempo que abafa o facto de Adrián ainda não ter mostrado nada que justifique o seu preço.

O primeiro objectivo da época foi completado com sucesso. O jogo de domingo com o Moreirense é o último antes da primeira paragem da época para jogos de selecções. A partir daí a procissão sai do adro.

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por Miran Pavlin às 23:49




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