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O Sporting de Braga viveu um período áureo entre 2008 e 2013. Nessas seis épocas o clube não só conseguiu um inédito vice-campeonato (2009/10), como também teve as suas melhores presenças europeias de sempre, que incluem uma ida à final da Liga Europa (2010/11). Anos de sucesso que começaram com uma simbólica Taça Intertoto e culminaram com a conquista da Taça da Liga.
De então para cá o Braga caiu de rendimento. Alan já não vai para novo, e ter Baiano, Ruben Micael, Rafa e Éder não é a mesma coisa que ter Sílvio, Vandinho, Hugo Viana ou Lima. Daí que o Braga, mesmo num ano sem Europa, não tenha conseguido melhor que um quarto lugar bem distante do terceiro classificado. De resto, os arsenalistas só ocuparam lugares do pódio em duas jornadas: na primeira, quando lideraram a classificação, e na 14.ª, quando ascenderam ao terceiro posto. Foi uma prenda de Natal passageira, já que o Braga logo cairia para quinto classificado, posição que manteria até à ronda 20, quando subiu a quarto, por troca com o Guimarães.
O Braga estava a meio de uma série de cinco vitórias, a sua melhor da temporada, que duraria até à jornada 23. Seis pontos acima do quinto classificado, talvez a equipa tenha centrado em demasia as atenções na Taça de Portugal, já que brincou com o fogo no campeonato por diversas vezes, vencendo apenas três dos últimos onze jogos, permitindo ao Guimarães aproximar-se até aos três pontos abaixo.
A primeira presença no Jamor em 17 anos acabou por justificar a ambição depositada na prova rainha, onde os bracarenses viveram os seus momentos mais memoráveis de 2014/15. Na 4.ª eliminatória fizeram tombar o Guimarães em pleno D. Afonso Henriques (1-2), com golos de Rafa e Pardo, repetindo depois a façanha na Luz, pelo mesmo resultado. Pardo também marcou, com o outro golo a ser apontado por Santos. Seguiu-se uma goleada das antigas sobre o Belenenses (7-1), antes de um hat-trick de Zé Luís na primeira mão das meias-finais deixar os arsenalistas com pé e meio na final. Quão irónico que o adversário das meias tenha sido o Rio Ave, precisamente o carrasco do Braga na mesma fase da edição transacta.
A final teve um desfecho amargo, com o triunfo a escapar nos descontos do tempo regulamentar. A jogar com mais um e a vencer por 0-2 desde cedo, o Braga deixou-se apanhar e ficou por baixo do jogo. O desempate por grandes penalidades foi terrível, com André Pinto, Éder e Salvador Agra a falhar os seus pontapés.
A derrota no Jamor teve efeitos desastrosos para Sérgio Conceição. Nem o quarto lugar valeu ao técnico, que deixou o clube dias depois do final da época, por entre relatos de discussão acesa com o presidente António Salvador.
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