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CORTE LIMPO

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Quarta-feira, 23.12.20

Supertaça Cândido de Oliveira - FC Porto 2-0 SL Benfica - Quem não marca, sofre

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Os encontros da Supertaça portuguesa não costumam ser espectaculares ao ponto de serem recordados durante anos. Nem mesmo por quem os venceu. Talvez isso aconteça por se tratar, normalmente, da abertura oficial da temporada, altura em que as equipas intervenientes nem sempre estão afinadas, nem com o plantel fechado. Esta edição de 2020 foi disputada com a época já a todo o gás, mas nem assim resultou num jogo para a eternidade. De um lado estava um FC Porto que, geralmente, não pratica um futebol de encher o olho; do outro, um Benfica que, apesar do investimento feito e das promessas de Jorge Jesus aquando da sua apresentação, não está suficientemente seguro de si para agarrar os jogos pelos colarinhos. Talvez o facto de esta temporada se estar a desenrolar em modo non stop tenha também influído na abordagem das equipas ao jogo. Os primeiros minutos mostraram dois conjuntos tão bem encaixados, que havia sempre um defesa a antecipar-se e cortar quando a bola chegava à zona das decisões. Só um golo poderia, eventualmente, desatar o nó. Esse surgiu de forma tão fortuita quanto estes jogos por vezes precisam: através de um grande penalidade (25'). Daquelas clássicas, em que o guarda-redes se sai aos pés do avançado e o derruba. Assim, Vlachodimos deitou Taremi ao chão, Sérgio Oliveira converteu o castigo e, por muito que já se tenha visto infinitamente pior, ficamos a perguntar-nos se Taremi terá explorado o contacto. Talvez não... O Benfica respondeu com um remate cruzado de Waldschmidt, bem defendido por Marchesín (28'), e quanto a reacção ao golo, ficamos por aqui. Nem os encarnados conseguiram voltar a incomodar o último reduto portista, nem o próprio FC Porto mostrou afinco para atingir um segundo golo que desse outra segurança ao resultado. Para os dragões, talvez controlar as operações estivesse a ser suficiente. O FC Porto esteve pertíssimo desse segundo golo ao minuto 73, mas Otamendi limpou o lance com um corte acrobático, no limite do jogo perigoso, quando Uribe se aprestava para cabecear rumo à baliza deserta. A jogada tinha começado num primeiro desvio de Zaidu, e terminaria numa recarga de Marega contra o corpo de Gilberto. Marchesín, que já tinha feito nova boa defesa a um livre directo de Grimaldo (59'), nada poderia fazer na segunda tentativa do lateral espanhol (87'), mas o livre acertou em cheio na trave, naquele que foi o último lance de perigo das águias. Não marcou o Benfica, marcou o FC Porto, por Luis Díaz (90'), num movimento rápido de ataque, iniciado por Toni Martínez, conduzido por Corona e finalizado pelo colombiano na esquerda, já com pouco ângulo. Quem não marca sofre, pois. O FC Porto, assim, adiciona ao seu palmarés a 22.ª Supertaça; mais troféus que todos os restantes vencedores juntos.

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por Miran Pavlin às 23:59




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