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CORTE LIMPO



Quarta-feira, 07.02.18

Taça de Portugal, meias-finais, 1.ª mão - FC Porto 1-0 Sporting CP - Considerações futuras

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À semelhança do encontro para a Taça da Liga, esta terceira prestação do clássico não foi um bom jogo. Houve pouca acção em frente às balizas, faltou brilhantismo técnico e até o golo foi solitário. Pelo menos para quem vê de fora, é frequente em jogos desta dimensão as equipas optarem por remeter as decisões para considerações futuras. Foi o caso. Até porque em Abril haverá uma segunda mão e nem dragões, nem leões quiseram arriscar-se a lá chegar já fora da discussão. Dos poucos motivos de interesse que sobraram, as melhores - únicas? - oportunidades de golo, novamente em paralelo com os duelos anteriores, ficaram do lado do FC Porto. O primeiro a fazer perigar as redes leoninas foi Sérgio Oliveira (28'), com um livre directo que acertou em cheio no poste, seguindo-se-lhe Soares, que apontou o golo (60') com um forte cabeceamento entre Piccini e Ristovski, e só não repetiu a dose num lance idêntico (65') porque Rui Patrício lhe fez uma majestosa defesa. Herrera teve o golo à sua mercê (31') ao isolar-se perante Patrício, mas precisava de uma perna do comprimento da de um basquetebolista para ter dado o melhor seguimento ao passe picado de Corona. Brahimi também viu as redes, ainda que de ângulo apertado (21'), mas o guardião da selecção nacional fez uma boa mancha.
O Sporting apostou numa defesa de três centrais, ficando Ristovski e Fábio Coentrão com os corredores a seu cargo, mas já em desvantagem Jorge Jesus removeu-os para lançar Rúben Ribeiro (74') e Montero (84') nos seus lugares, inclinando a equipa para a frente. Esse risco quase era premiado em cima dos descontos, quando Ricardo facilitou e deixou que Rúben Ribeiro irrompesse pela área, e com opções de passe. No limite do pânico, Felipe e depois Casillas acabaram por aliviar. O guarda-redes saiu da baliza e foi por pouco que um instante em que paralisou saía caro. O destaque nos leões acabou por recair no inconformismo de Gelson Martins, mas faltou-lhe, de resto tal como a toda a equipa, a referência Dost, que falhou o jogo por lesão. Doumbia não deu o mesmo élan que o holandês. Num jogo em que Felipe se envolveu numa pequena altercação com Fábio Coentrão a propósito de um lançamento (25'), quem acabou expulso foi Acuña (90'+2'), por acumulação.
Ficou até a sensação de que o FC Porto jogou melhor depois de marcar, ainda que essa fase tenha coincidido com o período em que o Sporting se abriu mais. Talvez uma coisa seja consequência da outra. A verdade é que até aí o jogo foi predominantemente equilibrado, por muito que Casillas quase não tenha tido trabalho. A partida ficou ainda marcada pela forma recorrente como o Sporting contrariou o futebol portista através de faltas. Quiçá surpreendentemente, o juiz João Pinheiro fez uma arbitragem bastante positiva. Fica tudo para decidir em Alvalade, então. Felizmente o resultado não foi novamente 0-0.

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por Miran Pavlin às 23:55


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