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CORTE LIMPO

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Quarta-feira, 05.11.14

Liga dos Campeões, grupo H – Athletic Bilbao 0-2 FC Porto – Reserva antecipada

O FC Porto assegurou a passagem aos oitavos-de-final da Liga dos Campeões com dois jogos de antecedência, num encontro em que dominou de início a fim, mesmo que a exibição no primeiro tempo tenha estado longe de encantar.

Se no jogo do Dragão a defesa pareceu hesitante, em Bilbau foi o sector avançado que nem sempre tomou as melhores decisões na hora de definir as jogadas. Tello esteve muito individualista, assim como Brahimi, e Jackson passou bastante tempo mais afastado da área, batalhando contra a forte marcação dos defensores do Athletic.

Não é que a falta de acutilância ofensiva tenha prejudicado o FC Porto. Tranquilos na classificação, os azuis-e-brancos foram sólidos na defesa, não consentindo lances de perigo para as suas redes.

O primeiro momento de frisson aconteceu aos 12 minutos, quando Jackson rematou pouco ao lado do poste esquerdo de Iraizoz, a culminar uma jogada com princípio, meio e fim. Com o Athletic incapaz de ver com clareza de que cor vestia Fabiano, seria o FC Porto a dispor de nova oportunidade soberana para abrir o activo aos 42 minutos, numa grande penalidade mais forçada por Danilo do que sofrida. Jackson rematou à trave e o encontro iria mesmo para intervalo sem golos.

A segunda parte não trouxe grandes alterações ao figurino. O FC Porto continuou em velocidade de cruzeiro, com bola e segurança defensiva e as alterações no onze do Athletic não trouxeram nada de novo.

Os dragões acabaram por desequilibrar a balança num movimento de Brahimi, aos 56 minutos. Partindo da esquerda com um arranque a jacto que deixou de Marcos fora do lance, o argelino flectiu para a área junto à linha de fundo e avançou até servir Jackson, que à boca da baliza só teve que empurrar.

Face ao que vinha acontecendo em campo, o golo deitou por terra quaisquer ideias que os bilbaínos ainda tivessem na manga. O golo da tranquilidade surgiria à entrada do último quarto de hora, numa infelicidade de Iraizoz, traído pela relva ao dominar um passe simples do central Laporte. A bola saltou sobre o seu pé – foi um pé furado, como se diz em futebolês – e ficou mesmo a jeito para Brahimi, que avançara até perto da pequena área, como que pressentindo o erro.

O mais que os da casa conseguiram foi enviar uma bola ao poste, numa fotografia em que Fabiano teria ficado muito mal, caso a bola tivesse entrado. O 0-2 talvez seja exagerado, porque o FC Porto, apesar de dominar, não foi avassalador. Além do apuramento portista, o resultado dita também que o Athletic não passará à fase seguinte.

Apenas mais uma nota sobre a partida: o relvado já estava bastante maltratado no corredor junto aos bancos de suplentes, e mais pesado ficou com a chuva que caiu em Bilbau nas horas antes do jogo. Relva molhada por vezes leva a que os jogadores deslizem por mais tempo quando se lançam para o carrinho, mas não é crível que isso justifique a frugalidade do árbitro alemão Felix Brych na exibição de cartões. Ficou a ideia de ter havido dureza a mais, nomeadamente da parte de Casemiro e Gurpegui, que só na primeira parte fizeram faltas suficientes para serem expulsos. Não o foram, e a verdade é que com o decorrer do jogo ambos dosearam o arreganho.

Com o objectivo Champions cumprido antecipadamente, é tempo de voltar a focar atenções nas lides da liga doméstica, que segue já no próximo fim-de-semana com a deslocação ao Estoril.

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por Miran Pavlin às 23:50

Terça-feira, 21.10.14

Liga dos Campeões, grupo H – FC Porto 2-1 Athletic Bilbao – Escapar ileso

Este jogo permitiu perceber que ainda há paciência no reservatório dos adeptos do FC Porto. E ainda mostrou que a mesma tem limites, e é mais para com a equipa que para com o treinador.

Nos segundos após o golo do empate do Athletic os adeptos tornaram-se mais ruidosos no apoio à equipa, mas assim que os jogadores do FC Porto traziam a bola até à defesa ou atrasavam para o guarda-redes, os incentivos transformavam-se em assobios, que triplicaram de intensidade quando Julen Lopetegui decidiu retirar do jogo Quintero, que estava a ser dos melhores da equipa. Entrava Ruben Neves – pausa nos assobios para o aplaudir – e Quaresma continuava tranquilamente a aquecer.

Os clamores pela entrada do Cigano eram mais que muitos, por entre mais algumas vaias, e seriam satisfeitos aos 70 minutos, quando Quaresma foi a jogo. Bastaram cinco minutos para que fosse herói, ao apontar o golo da vitória, num remate que passou por baixo do corpo de Iraizoz.

O golo foi gritado e festejado bem do fundo da alma azul-e-branca, e com ele o FC Porto escapou ileso de um jogo em que a exibição não convenceu plenamente. Fabiano não comprometeu, Martins Indi é um jogador de qualidade e Herrera começa a ser uma excelente peça de ligação no meio-campo, mas Danilo é inconclusivo, Tello e Brahimi demoram demasiado tempo a soltar a bola – e por vezes não a soltam –, Casemiro fez um jogo muito fraco, muito faltoso, e Jackson esteve demasiado sozinho na frente.

O somatório resultou numa exibição em que o FC Porto pareceu ter medo de rematar, nem sempre jogou em equipa, abusou dos passes pelo ar e várias vezes não definiu bem na hora de sair com a bola da defesa. Custaria caro aos 58 minutos, quando um passe de Herrera se perdeu nos pés de Guillermo, que avançou até ao 1-1.

O Athletic é um clube de tradição em Espanha e arrastou milhares de adeptos, mas parece estar na ressaca da boa campanha do ano passado, e não foi nem mais, nem menos convincente que os dragões. Deu sinal de se querer proteger de Quaresma – e talvez conformar-se com o empate – quando trocou Mikel Rico por Gurpegui, mas a manobra não deu resultado, já que os leões de Bilbau sofreram o golo decisivo logo de seguida, e não teriam o discernimento suficiente para causar perigo num par de lances em que andaram perto da baliza portista, nos descontos.

Chega a ser incrível como o resultado se saldou por um 2-1. Houve momentos na primeira parte em que parecia que o 0-0 se iria manter. Herrera, em cima do intervalo, apagou essa ideia. A sua perda de bola acrescentou ao jogo um capítulo que fez com que Lopetegui tivesse que afagar o ego dos adeptos e ainda levar um estalo de luva branca. Será que aprendeu?

O triunfo deixa o FC Porto em posição privilegiada para chegar à fase seguinte. Se vencer o jogo caseiro que lhe resta e trouxer pontos de uma das próximas deslocações – Athletic e depois BATE Borisov – deve assegurar o lugar nas eliminatórias.

À margem do jogo, a noite de Champions foi histórica. Bateu-se o recorde de golos num só dia – 40 em oito jogos – a Roma sofreu a sua pior derrota caseira de sempre na Europa – 1-7 com o Bayern – e o BATE seguiu-lhe as pisadas, perdendo por 0-7 com o Shakhtar, por quem Luiz Adriano assinou cinco golos, igualando o recorde da Liga dos Campeões, estabelecido por Messi em 2013.

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por Miran Pavlin às 23:40



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