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CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário


Sexta-feira, 31.05.19

CD AVES 2018/19

AVE - golo.jpg

Tendo conseguido em 2017/18 a sua primeira manutenção no escalão máximo, à quarta tentativa, o Desportivo das Aves ainda lhe acrescentou nada menos que a Taça de Portugal, fazendo deste um potencial ano de ressaca. Entretido com uma defesa desse título até aos quartos-de-final - ultrapassando Sacavenense (1-3), Cova da Piedade (0-3 ap) e Chaves (2-0), antes de cair com o Braga (1-2) -, o Aves só entrou realmente em prova no campeonato na segunda volta.

AVE - José Mota.jpgDurante a primeira volta, com José Mota no comando, o Aves somou apenas 12 pontos, dobrando o campeonato como lanterna vermelha. O técnico saiu após essa eliminação na Taça, mas voltaria ao campeonato jornadas mais tarde.

AVE - Augusto Inácio.jpgA segunda metade da Liga, a cargo de Augusto Inácio, rendeu o dobro dos pontos da primeira volta, mas foi preciso agradecer à matemática por proporcionar a manutenção na antepenúltima jornada. É que o Aves perdeu os últimos três jogos, o último dos quais frente a um Feirense que não ganhava desde a jornada 2. Imagine-se o que seria se os pontos ainda estivessem a fazer falta...

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por Miran Pavlin às 12:30

Sábado, 04.05.19

Liga NOS, 32.ª jornada - FC Porto 4-0 CD Aves - Fé depositada

FCPAVE.jpgCom a nau portista a adornar, à conta da agitação da pretérita jornada, a recepção ao Aves podia facilmente tornar-se num presente envenenado. Ainda para mais quando a turma avense ainda não tem a manutenção garantida. As hipóteses de um resultado inesperado começaram a encolher à passagem do minuto 18, quando Corona desviou, na pequena área, um cruzamento de Alex Telles. Um toque subtil do mexicano, de cabeça. À meia hora os dragões elevavam, por Soares, na conversão de uma grande penalidade por mão na bola de Jorge Fellipe. Embora - na maioria dos casos - um jogo de futebol só esteja resolvido quando acaba, na prática esta partida ficava virtualmente resolvida com cerca de uma hora por jogar. Pouco mais se regista além do curto espaço de tempo (68' e 70') no qual o FC Porto transformou o resultado numa goleada. No terceiro golo Manafá estreou-se a marcar pelos azuis-e-brancos, com um remate cruzado, no aproveitamento de uma sobra de uma primeira investida de Marega. Já o último golo da noite foi também o melhor. Parecia mesmo vindo da PlayStation. Marega remata desde a direita, Beunardeau defende para a frente e deixa a bola em Corona, que falha o remate; esta vai ter com Brahimi, que entretanto entrava pela esquerda, e o argelino toca para trás, de calcalnhar, para Soares receber e rematar certeiro para o seu bis. Se já estava resolvido, o jogo ficava agora selado. O último destaque vai para Aboubakar, que voltou à competição pouco mais de sete meses depois da lesão sofrida na recepção ao Tondela, na 6.ª jornada da Liga. O camaronês jogou onze minutos, sem influência no jogo. Corrigindo, na medida do possível, o empate de há uma semana, o FC Porto continua a depositar toda a sua fé num resultado adverso do líder. E todas as esmolas podem não chegar.

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por Miran Pavlin às 23:00

Quinta-feira, 03.01.19

Liga NOS, 15.ª jornada - CD Aves 0-1 FC Porto

AVEFCP.jpg

Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:35

Sábado, 04.08.18

Supertaça Cândido de Oliveira - FC Porto 3-1 CD Aves - Velho hábito

FCPCDA.jpg

Sérgio Conceição sucede a Paulo Fonseca. Vejam bem, portanto, há quanto tempo o FC Porto não ganhava o direito de discutir a Supertaça portuguesa. Enquanto os dragões retomavam o velho hábito de iniciar oficialmente uma nova época no jogo dos campeões, houve outro hábito que não se perdeu: o de o vento que entra pela janela de transferências mexer com a psique dos jogadores. No caso presente a vítima foi Marega, que não ficou satisfeito perante a recusa do FC Porto em considerar a proposta que o West Ham apresentou. O treinador foi firme na resposta. Não só não convocou o maliano, como nem sequer o levou para Aveiro. Em seu lugar alinhou André Pereira, resgatado durante o defeso do empréstimo ao Vitória de Setúbal. Novidades apenas mais uma: Diogo Leite fez dupla com Felipe no centro da defesa. Não havia, de resto, um único reforço nos 18 convocados para o encontro, o que pode ter duas leituras. Ou foi a confirmação de que Sérgio Conceição não ficou mesmo nada satisfeito com as movimentações do clube no mercado, ou continuam a faltar verbas para trazer um ou outro jogador mais sonante.
De uma forma ou de outra, certo é que neste arranque de época o FC Porto mantém o núcleo dos jogadores que três meses antes se sagraram campeões - só o fecho da janela confirmará se Ricardo e Marcano foram as únicas saídas de vulto. O que não quer dizer que o FC Porto tenha encontrado via aberta, pois o próprio Aves também segurou muitos dos nomes que o conduziram ao grande feito que lhe permitiu estar nesta partida. Aboubakar foi o autor do primeiro perigo oficial da temporada, com um remate rasteiro que Beaunardeau defendeu para canto (5'), mas o primeiro golo seria mesmo dos avenses, num remate igualmente bom de Cláudio Falcão (14'). O brasileiro atirou de primeira, na insistência, após ressalto no árbitro, nem mais. Casillas não terá visto a bola partir. A vantagem moralizou a formação do Aves. O equilíbrio mantinha-se, e nem o golo do empate (25') quebrou a crença da equipa de José Mota. Uma tabelinha entre Aboubakar e Brahimi deixou este último frente a frente com o golo, com o argelino, no último momento, a colocar sob o corpo do guardião avense. Seria a última acção relevante de Brahimi no jogo, pois uma lesão forçou à sua troca por Corona (39'). Era, também, reflexo da dureza com que se ia jogando. Particularmente do lado do Aves, que abusou das entradas de sola mas chegaria ao final do encontro empatado a dois em cartões amarelos. Ao intervalo talvez o Aves merecesse estar em vantagem, pelo trabalho que deu a Casillas, mas tinha que se contentar com a igualdade.
O reatamento não trouxe aberturas. O Aves não queria arriscar perder o que tinha alcançado e o FC Porto ia sentindo o peso da responsabilidade inerente à sua dimensão. Embora o marcador já assinalasse 1-1, o jogo tinha-se tornado num daqueles em que quem marcasse, ganhava. E seria o improvável Maxi Pereira a desempatar (68'), com um remate quase sem ângulo, pelo meio das pernas de Beaunardeau, após ter acompanhado um ataque rápido de Corona. A chamada dança das substituições começou nesse momento, sinal de que tanto um treinador como o outro não teriam a maior das certezas sobre aquilo que o jogo poderia dar. Por essa altura já Conceição via o jogo da bancada, por protestar um lance em que Herrera acabou a sangrar do sobrolho após acção de Jorge Felipe. Óliver foi então a jogo no lugar de André Pereira (71'), ao passo que no Aves entrava Michel Douglas para o posto de Braga (69').
O golo deu ao FC Porto o espírito de que precisava para assegurar a vitória, que ficou a um passo quando Corona rematou certeiro, de longe, aproveitando o espaço dado pela defensiva contrária (84'). José Mota jogou mais algumas fichas com as entradas de Fariña e Mama Baldé, mas já não foi a tempo de relançar a partida. Haveria ainda espaço para mais um amargo de boca com contornos físicos do lado do FC Porto. Entrado aos 75 minutos em substituição de Aboubakar, Soares durou pouco mais de dez minutos até uma lesão na virilha o deixar fora do jogo. As consequências para o jogo foram mínimas, mas o caso muda de figura quando se pensa que foi a segunda baixa em menos de 90 minutos e que a bola não vai parar de rolar tão cedo.
Independentemente dessas contrariedades, ninguém - afecto ao FC Porto, claro - deixou de festejar a conquista da 21.ª Supertaça do palmarés dos dragões. Tratando-se da quadragésima edição da prova, o FC Porto tem agora mais triunfos que todos os outros vencedores juntos.

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por Miran Pavlin às 23:59

Domingo, 08.04.18

Liga NOS, 29.ª jornada - FC Porto 2-0 CD Aves - Tranquilidade antecipada

FCPCDA.jpg

Quatro jornadas atrás, no final do encontro com o Sporting, o sol brilhava forte nos céus do dragão e a silhueta do título já se via ao fundo da longa recta que o FC Porto agora percorre. Porém, nas três jornadas seguintes tudo mudou. O céu enegreceu à conta dos três pontos somados em nove possíveis, já não se vê o título ali à frente, e é como se tudo tivesse voltado à estaca zero. Daí que a recepção ao Desportivo das Aves se revestisse de uma importância maior que aquela que a teoria normalmente lhe confere. Não só devido ao desassossego vivido pelo FC Porto, mas também porque o Aves ainda está inserido na luta pela permanência. Era como se este jogo fosse uma corrente com vários elos por onde podia partir. Acabou por quebrar pelo lado avense, que viu Tissone cometer grande penalidade sobre Ricardo logo ao minuto 7. A marca dos onze metros costuma ser nefasta para os dragões, mas Alex Telles bateu bem e abriu o activo, com a bola a subir rumo ao canto esquerdo da baliza. À passagem do minuto 11 os da casa elevaram a contagem num lance fortuito. No centro da área, o trinco Cláudio Falcão recuperou uma bola e tentou enviá-la para longe, mas o alívio saiu rasteiro e contra as pernas de Otávio, que se arrojou ao relvado, pressentindo o que o adversário ia fazer. O ressalto encaminhou-se para o cantinho do poste direito, onde a luva de Adriano já não conseguiu chegar.
Era o golo de uma tranquilidade antecipada. De tal forma, que o jogo perdeu motivos de interesse e lances de perigo. O Aves chegou a romper um par de vezes em contra-ataque mas Casillas terminou o encontro sem uma defesa digna desse nome, enquanto o FC Porto se ficou por três lances passíveis de registo: uma bola de Brahimi à trave após boa jogada (36'), e um cabeceamento de Soares (56') seguido de um remate cruzado de Aboubakar (58'), em ambos os casos para boas defesas de Adriano. O Aves ia procurando jogar, mas os dragões não deixavam. Além disso, o FC Porto também não forçava desequilíbrios, possivelmente por sentir o jogo controlado. Era notório que a cabeça quer de uns, quer de outros, estava já nas batalhas que se seguem para as respectivas lutas.
No caso do FC Porto, é com a cabeça limpa na medida do possível que entrará no importante jogo da próxima jornada, no qual só um triunfo o poderá devolver ao lugar mais alto da classificação.

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por Miran Pavlin às 20:40

Sábado, 25.11.17

Liga NOS, 12.ª jornada - CD Aves 1-1 FC Porto - Jogo de Champions

CDAFCP.jpg

É impossível não colocar a piada fácil no título. Perante um FC Porto para quem aparentemente o jogo não devia ter sido hoje, o Aves acabou por ver a sua coragem recompensada e voou com um ponto no bico. E como na antevisão o técnico dos avenses Lito Vidigal referiu que o FC Porto é uma equipa que luta pela Liga dos Campeões, pode até dizer-se que foi mesmo um jogo de Champions, pois tal como nos seus recentes jogos para essa prova, os dragões marcaram naquela que terá sido a sua única oportunidade clara. Logo ao minuto 5, Ricardo marcou numa movimentação rápida com a surpresa Soares junto à área. Não se esperava que o ponta-de-lança fosse a jogo, tal como Marega, que substituiu Aboubakar aos 68 minutos, mas não terá sido por aí que o FC Porto sentiu problemas. Ou talvez só em parte, porque de facto pela forma como o Aves jogou era necessário que os titulares estivessem com ritmo. O próprio golo do FC Porto surge encravado entre duas oportunidades dos da casa, num remate de Salvador Agra a rasar o poste (4') e numa bola de Arango à trave (10'). A partir daí o Aves não voltou a incomodar seriamente a baliza portista, mas manteve-se insubmisso perante uma certa lentidão de processos do adversário. A expulsão de Corona por acumulação (51') obrigou Sérgio Conceição a corrigir com a entrada de Maxi Pereira para o lugar de Soares (56'), mas não foi suficiente para impedir o golo do Aves, num cabeceamento de Vítor Gomes em posição frontal (62'). De seguida, Aboubakar falhou um lance flagrante (68'), na única resposta azul-e-branca ao golo sofrido. Perdido na eternamente ténue linha entre o coração e a cabeça, o FC Porto não encontrou inspiração para contornar a determinação do Aves. É caso para pensar que ter pela frente um adversário que veste de vermelho e tem uma ave no topo do emblema na véspera de defrontar o Benfica causou frio na barriga ao FC Porto. Ou talvez seja mais um sinal da exigência de abordar uma temporada com um plantel curto. Sérgio Conceição tem dado voltas e voltas para construir cada onze titular, e é assinalável que esta seja apenas a segunda cedência de pontos na Liga. Uma eventual cedência na próxima jornada terá certamente outras consequências.

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por Miran Pavlin às 23:50



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