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CORTE LIMPO

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Terça-feira, 21.11.17

Liga dos Campeões, grupo G - Beşiktaş JK 1-1 FC Porto - Imunidade

BJKFCP.jpg

Sempre que um dos gigantes de Istambul aparece na rota dos clubes portugueses, as antevisões referem invariavelmente as palavras "inferno" e "ambiente escaldante" ou "efervescente", mas o FC Porto, à quarta visita à maior cidade turca, mantém-se imune a tudo isso e mais uma vez regressa sem perder; o que não quer dizer que tenha sido fácil, até porque desafogo só na partida de 2010/11 frente a este mesmo Beşiktaş, que terminou com resultado de 1-3. Principalmente na segunda parte, os bicampeões turcos forçaram o FC Porto a recuar, transformando-o quase numa daquelas equipas menos capazes da I Liga, quando jogam em casa de um dos ditos grandes. Antes, contudo, a única vantagem do jogo foi dos dragões, que executaram na perfeição uma manobra de laboratório. Num livre lateral, Ricardo correu para a bola como quem ia bater para a área mas limitou-se a deixá-la em jogo com um toque, Alex Telles devolveu na direita, e Ricardo cruzou para Felipe, que sozinho no centro da área rematou forte e certeiro (29'). Até aí o encontro fora pautado pelo equilíbrio, havendo a assinalar apenas um remate de Babel que obrigou Jose Sá a uma defesa apertada (19'), completada por um corte de Felipe. À segunda, o Beşiktaş marcou mesmo, após boa finta de Cenk Tosun, que picou a bola sobre Felipe antes de avançar para a área sem oposição, onde ofereceu o golo a Talisca, que só teve que empurrar (41').
O empate ao intervalo era justo. No apito final talvez nem tanto, à conta das oportunidades criadas pelo Beşiktaş. Babel rematou com estrondo à trave (57') e Quaresma, que já tinha posto José Sá à prova no primeiro tempo, voltou a fazê-lo ao minuto 61, ultrapassando Maxi Pereira com classe, antes de desferir um remate directo ao ângulo, onde apareceu a mão de Sá a negar a tentativa do ex-dragão. O FC Porto só por uma vez ameaçou (62'), quando Ricardo teve as portas do golo à sua frente mas finalizou de trivela para onde estava virado. Ou seja, bastante ao lado. A cinco minutos dos descontos Marcano ainda assustou com um cabeceamento que passou perto do golo, mas apenas isso.
Por essa altura já se tinha tornado difícil fazer a leitura das incidências. O empate qualifica desde já o Beşiktaş para a fase a eliminar, e só assim se percebe que as águias negras tenham procurado segurar a igualdade nesses minutos finais, enquanto o FC Porto parecia conformar-se ele próprio com o empate, ainda que só garantisse já hoje o apuramento caso o RB Leipzig não pontue - esse jogo dos alemães no Mónaco ainda decorre, no momento desta publicação. Sem os dados todos sobre a mesa, regista-se apenas essa continuação da imunidade azul-e-branca em solo turco. Não só em Istambul, uma vez que o historial do FC Porto guarda ainda um empate em casa do Denizlispor (2-2), na Taça UEFA de 2002/03, vencida precisamente pelos dragões.

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por Miran Pavlin às 20:55

Quarta-feira, 13.09.17

Liga dos Campeões, grupo G - FC Porto 1-3 Beşiktaş JK - Falta de material

FCPBJK.jpg

O FC Porto não poderia ter escolhido pior jogo para faltar. Ou, pelo menos a avaliar pelas estatísticas finais, para ter o que em linguagem escolar seria apenas falta de material, uma vez que apesar de ter tido muitos cantos (11 contra 3) e ainda mais remates (18), na verdade, no final da partida, é então muito difícil achar que os dragões foram a jogo. Tão difícil como avaliar o que terá corrido mal. Entrar em jogo aparentemente sem vontade foi o primeiro dos males do dragão, com isso permitindo ao Beşiktaş jogar tranquilo. Tão tranquilo que o primeiro golo surgiu bem cedo (13'), num cabeceamento frontal de Talisca a cruzamento de Quaresma, numa insistência após primeiro alívio da defensiva portista. O FC Porto pareceu reagir bem ao golpe. Óliver Torres rematou ao poste quando estava em óptima posição, na sequência de um amortecimento de Soares a cruzamento de Brahimi (19'), e Marega pareceu ter feito o golo do empate (21') ao desviar de cabeça no primeiro poste um canto de Alex Telles. Mas não era, na realidade tinha sido Duško Tošić a introduzir a bola na própria baliza.
Talvez amolecido pelo golo, o FC Porto voltou a ser castigado ao minuto 28, quando Cenk Tosun arrancou um remate de fora da área que o voo de Casillas para a fotografia não conseguiu deter. Os minutos seguintes deixaram claro que os dragões não terão vindo com o espírito certo. Danilo Pereira estava irreconhecível, Corona não existia, Ricardo era continuamente engolido por Talisca, e até Marcano estava estranhamente inseguro. A desinspiração colectiva deixava Brahimi, Óliver, Marega e Soares demasiado sozinhos para serem efectivos. Dito de outra forma, o Beşiktaş estava a ser a melhor equipa em campo e colhia os frutos disso. Ao intervalo Sérgio Conceição procurou corrigir lançando André André e Otávio para os lugares de Óliver e Corona. A equipa ficou mais coesa, mas nem por isso mais perigosa, excepção feita a nova desmarcação prometedora de Soares (62') à qual Fabrício respondeu com uma boa mancha. Por muito que as estatísticas ofensivas do FC Porto indicassem o contrário, era impossível escapar à ideia de que o Beşiktaş continuava a ser a melhor equipa em campo. Para que não houvesse dúvidas, Babel fixou o resultado final (86') com um remate cruzado após tabela à direita com Negredo. A jogada passou por boa parte da equipa do Besiktas.
O resultado final vem reforçar a percepção de que o FC Porto se encontra num grupo de Liga dos Campeões muito aberto, onde qualquer equipa pode ficar em primeiro, ou em último. Não tendo o estatuto de campeões nacionais, os dragões não podem, no mínimo, repetir esta prestação desligada se quiserem pensar em cumprir o objectivo mínimo de se qualificarem para a fase a eliminar.

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por Miran Pavlin às 22:45



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