Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário


Sábado, 19.09.20

Liga NOS, 1.ª jornada - FC Porto 3-1 SC Braga - Ano novo, vida velha

FCPBRA.jpg

Este primeiro jogo do FC Porto na nova década de futebol foi um caso de ano novo, vida velha. No tocante aos jogadores, já que no resultado os dragões finalmente vergaram o Braga, depois das três derrotas averbadas em 2019/20 frente aos guerreiros. Na ficha de jogo, portanto, Sérgio Conceição não colocou a titular nenhum dos poucos reforços. Garantia de continuidade? Pelo resultado final, de certa forma, sim. No jogo jogado foi mais um FC Porto-Braga de difícil análise, face ao equilíbrio constante entre as duas equipas. O primeiro a tentar romper esse equilíbrio foi o FC Porto, que viu Corona, Marega e Otávio criar uma bela jogada (13'). Deu golo, mas um fora-de-jogo algures no desenrolar do lance invalidou-o. Respondeu o Braga, com uma jogada idêntica, mas sem irregularidades (21'). Ricardo Esgaio cruzou largo desde a direita e do lado contrário Sequeira deu para o meio, onde apareceu o ex-portista Castro para um remate forte e rasteiro que não deu hipótese a Marchesín. No lance seguinte, Abel Ruiz fez o 0-2, mas havia fora-de-jogo. Foi por pouco que o FC Porto não ficou com uma batata a escaldar nas mãos... Certo era que o Braga estava em vantagem e fazia bom uso do seu 3x4x3 para não deixar o FC Porto criar grande perigo. O Braga também não o voltou a criar, e talvez por isso tenha tido uns descontos fatais. O minuto 45'+1' trouxe a igualdade, por Sérgio Oliveira, que cabeceou cruzado após centro de Alex Telles. Pouco depois (45'+3'), o mesmo Alex Telles converteu uma grande penalidade, em mais uma imagem repetida da vida velha da época passada. A falta foi, no mínimo, duvidosa. O reatamento trouxe uma oportunidade flagrante para os guerreiros (49'), mas Ricardo Horta, depois de se colocar na zona frontal, foi traído pela relva e rematou muito por cima quando todos pensavam que ia rematar para golo. E não houve muito mais a contar até final, excepção feita ao terceiro tento portista (89'), novamente de grande penalidade, novamente batida por Alex Telles. A falta, desta vez, foi indiscutível. Foi Taremi que a sofreu, minutos depois de ter entrado em campo (87'). O iraniano foi o segundo dos reforços a ir a jogo, depois de o lateral nigeriano Zaidu ter entrado ao minuto 71. Do lado do Braga, o técnico Carlos Carvalhal bem tentou inclinar a equipa para a frente lançando Schettine, ao mesmo tempo que refrescava ideias metendo também Galeno e André Horta (61'), mas os equilíbrios não se desfizeram. Qualquer análise adicional é, por enquanto, prematura. O Braga parece ter-se reforçado bem, mas não foi tão impositivo em casa do FC Porto como na época passada. Os dragões, em mais um retrato de velhas vidas, aguardam pelo fecho do mercado para saber se entra e/ou sai mais alguém. Até porque os festejos de Alex Telles após os seus golos pareciam de despedida.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 25.07.20

Liga NOS, 34.ª jornada - SC Braga 2-1 FC Porto

BRAFCP.jpg

Não assisti ao jogo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 25.01.20

Final da Taça da Liga - SC Braga 1-0 FC Porto - No poste

BRAFCP.jpg

Dê por onde der, o FC Porto não consegue ganhar a Taça da Liga. Acontece sempre alguma coisa pelo caminho. Desta vez aconteceu quando o FC Porto já tinha um pé sobre a meta - leia-se minuto 90+5 -, altura em que Ricardo Horta apareceu no lugar certo para aproveitar uma bola desviada pela defesa dos dragões. Não havia mesmo tempo para mais. A partida teve a mesma intensidade do recente encontro do Dragão, mas sem golos e com menos peripécias. Foi, isso sim, um jogo sob o signo dos postes. Nesse capítulo, é difícil entender como pôde Soares acertar na trave quando estava numa posição tão boa (38'). O lance foi muito mais flagrante que o cabeceamento do bracarense Raul Silva, já sobre o final do tempo regulamentar. A partida terminou, literalmente, quando já não se esperava outra coisa que não as grandes penalidades. É a segunda Taça da Liga a entrar no museu do Braga. Uma prova que o FC Porto tanto desprezou, que agora que a quer, ela se transformou num sonho inatingível. Até ao dia.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 23:59

Sexta-feira, 17.01.20

Liga NOS, 17.ª jornada - FC Porto 1-2 SC Braga - Má altura

FCPBRA.jpg

As jornadas em que há clássico de Lisboa são sempre de responsabilidade acrescida para o FC Porto, que tem aí uma oportunidade de mexer na diferença pontual para os tradicionais rivais. Daí que seja sempre má altura para tudo o que não seja ganhar. E foi isso que não aconteceu - ao FC Porto, claro - no final de um jogo intenso, com muitos contactos, quase sempre no fio da navalha. O Braga abriu o marcador cedo (5'), por Fransérgio, que aproveitou uma segunda bola para rematar por entre o aglomerado de jogadores em frente à baliza. O lance teve escrutínio no vídeo-árbitro, para aferir se um bracarense em fora-de-jogo interferiu com Marchesín. O FC Porto soube reagir. Na verdade, até nem fez um mau jogo, mas o que fez, mesmo assim não foi suficiente. Ter um Marega trapalhão na hora de definir os ataques não ajudou, mas haverá pior que desperdiçar duas grandes penalidades? Na primeira (44'), Alex Telles viu Matheus defender com os pés; depois foi Soares a atirar ao poste (54'). Que galo. O golo portista chegaria quase por acaso, com Soares, meio aos trambolhões, a desviar um cruzamento de Marega. Assistia-se ao que parecia ser um duelo de titãs. E não é para menos, ou não fosse este um encontro que na história já foi Supertaça, final de Taça de Portugal, de Taça da Liga e de Liga Europa. Na dança das substituições seria o Braga a sair por cima, com a entrada de Galeno (60'), que deu um fôlego extra ao ataque. O resultado foi o segundo golo (75'), com um cabeceamento cruzado de Paulinho, ao primeiro poste, a canto de Sequeira. Só aí Sérgio Conceição mexeu, lançando às feras Luis Díaz (76') e Aboubakar (80'), mas sem grandes efeitos. A última oportunidade do jogo seria mesmo dos guerreiros (88'), num bom contra-ataque que parou na mancha de Marchesín. Foi a primeira vitória do Braga em casa do FC Porto para a Liga desde 2004/05.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 23:59

Terça-feira, 28.05.19

SC BRAGA 2018/19

BRA - golo.jpg

Os guerreiros do Minho terminaram a Liga na quarta posição pela nona vez nos últimos quinze anos, que correspondem à era António Salvador. É fácil pensar-se que foi uma época de serviços mínimos, mas a verdade é que o Sporting de Braga não só se voltou a imiscuir na corrida pelo título, como também beneficiou, em certos momentos, de uma cobertura mediática mais próxima daquela que é conferida aos três crónicos candidatos. Os bracarenses foram a equipa que se manteve invicta mais tempo (só à 10.ª jornada perderam pela primeira vez), lideraram (jornadas 3 e 6) ou repartiram o comando, e só na 14.ª jornada deixaram de ter acesso directo para a liderança, ao ficar seis pontos abaixo por via de um adverso 6-2 na Luz. O resultado deu nas vistas e a reacção foi veemente, com 19 pontos conquistados em 21 possíveis - vitórias sobre Marítimo (2-0), Boavista (1-0), Nacional (0-3), Santa Clara (1-0), Aves (0-2) e Chaves (2-1) e um empate com o Portimonense (1-1 f). O Braga chegava assim à 21.ª jornada apenas dois pontos atrás do então líder FC Porto, mas não aguentou a pedalada, perdendo de imediato em Alvalade (3-0) e também com o Belenenses, este na Pedreira (0-2).
Falando em Pedreira, os azuis foram uma de apenas três equipas a sair do reduto arsenalista com os três pontos (FC Porto e Benfica foram as outras); e só o Rio Ave aí logrou empatar. Uma performance que não encontrou paralelo nos jogos fora. Terá estado aí a razão de o Braga se ter desvanecido mais cedo do que decerto gostaria. Três dias depois desse desaire em casa, o FC Porto colocou pé e meio no Jamor ao vencer a primeira mão da meia-final por 3-0; uma vez que a desvantagem não seria revertida no jogo de retorno, gorava-se o objectivo Taça, na mesma fase em que tinha ocorrido a saída da Taça da Liga. A própria presença do Braga nessas meias-finais apenas sublinhou a ideia de que o clube subiu um nível em relação aos demais ao fim de década e meia.
O Braga terminaria então com mais um quarto lugar seguro, mas mais longe do topo. E, consequentemente, mais perto de quem vem atrás. Apesar de um final pontuado por derrotas consecutivas com Benfica (1-4), Marítimo (1-0) e Boavista (4-2), dificilmente se poderia pedir mais a uma equipa que na temporada transacta tinha conseguido números ao nível dos ditos grandes. Números esses que seriam suficientes para vencer uma das edições com 18 clubes e três pontos por vitória; e igualar outro dos campeões.
A retrospectiva do 2018/19 bracarense termina como ele começou: com o Braga a despedir-se da Liga Europa logo à terceira pré-eliminatória, nos golos fora, frente aos ucranianos do Zorya Lugansk. A situação trouxe à memória a época 2009/10, na qual os guerreiros caíram na mesma fase, então com o Elfsborg, avançando depois até ao único segundo lugar da sua história. Não ter Europa para disputar é uma faca de dois gumes; há menos motivação, mas também menos desgaste. Desta vez o Braga não aproveitou como há nove anos. Tendo já feito melhor que este ano, mas nunca o suficiente, mantém-se a pergunta: haverá um dia Braga campeão?

 

TREINADOR

BRA - Abel Ferreira.jpgAbel Ferreira - Professor Abel Ferreira, perdão - realizou a sua segunda temporada completa consecutiva como treinador do Braga. Desde Domingos Paciência (2009/10 e 2010/11) que ninguém o conseguia.

 

FIGURA

BRA - Dyego Sousa.jpgDyego Sousa foi o melhor marcador da equipa no campeonato, com 15 golos. Tendo garantido a cidadania portuguesa, o avançado estreou-se mesmo na Selecção, durante as jornadas de Março de qualificação para o Euro 2020.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 12:00

Terça-feira, 02.04.19

Taça de Portugal, meias-finais, 2.ª mão - SC Braga 1-1 FC Porto

BRAFCP TP.jpg

Não assisti ao jogo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 23:30

Sábado, 30.03.19

Liga NOS, 27.ª jornada - SC Braga 2-3 FC Porto - À portuguesa

BRAFCP.jpg

Se um triunfo sofrido conseguido nos derradeiros minutos é apelidado de "à italiana", então uma reviravolta igualmente sofrida obtida com duas grandes penalidades só pode ser uma vitória à portuguesa. Ainda com aspirações legítimas em matéria de título, o Braga tinha aqui um dos dois jogos absolutamente cruciais que lhe restam - ainda há uma recepção ao Benfica mais à frente. Na verdade, todos os jogos envolvendo Braga e FC Porto até final o são, já que nenhum dos dois se pode dar ao luxo de perder pontos. E foram os guerreiros a entrar melhor, capitalizando logo na primeira oportunidade do encontro (4'). Dyego Sousa lançou Claudemir pela esquerda e o brasileiro cruzou para Wilson Eduardo empurrar para o golo. Talvez Casillas pudesse ter feito mais - defendido, mesmo -, mas preocupou-se mais em levantar o braço a reclamar fora-de-jogo, perdendo assim uma preciosa fracção de segundo. O lance, de resto, é perfeitamente legal. O golo foi a confirmação de que o FC Porto ia mesmo precisar de trabalhar muito. Talvez por causa desse golo madrugador assistiu-se a uma partida aberta, em que ambos os conjuntos lutaram com afinco, não havendo autocarros nem artimanhas afins. Os dragões igualaram à passagem do minuto 26, quando Soares, à boca da baliza, encostou de cabeça após canto de Corona e desvio de Felipe ao primeiro poste; o bracarense Bruno Viana nem deve conseguir dormir, de tão desnecessário que foi o canto. O arranque do segundo tempo trouxe novo dissabor aos azuis-e-brancos. Desta vez, foi um desentendimento entre Casillas e Éder Militão a deixar Murilo a sós com a baliza (47'). Não havia como não marcar. Estava desequilibrado novamente o marcador, mas em campo o nó mantinha-se. Ambas as equipas continuaram o que estavam a fazer até aí, numa luta de igual para igual. Era impossível prever quem venceria. E seria o juiz Jorge Sousa a chamar a si os restantes desenvolvimentos (69' e 77'). No segundo lance parece claro que Claudemir derruba Fernando Andrade, mas a primeira grande penalidade, entre o mesmo Claudemir e Éder Militão, é muito duvidosa. Alex Telles lesionou-se na conversão de forma tão caricata quanto cómica, num misto de ballet com dança contemporânea. Mais escorreito, Soares também não deu hipótese a Tiago Sá, que teve que se contentar com duas belas defesas noutros momentos. O FC Porto prevaleceria, mas houve jogo até ao fim. Para a história, como sempre, fica o resultado. O Braga aparentemente belisca de forma irremediável a sua corrida. Já o FC Porto volta a fazer a sua parte.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 23:59

Terça-feira, 26.02.19

Taça de Portugal, meias-finais, 1.ª mão - FC Porto 3-0 SC Braga - Encaminhado ao intervalo

FCPBRA.jpg

Em 2008/09 a FPF transformou a meia-final da Taça de Portugal numa eliminatória a duas mãos. Uma vez que é a única fase da prova em que tal acontece, o simples facto de ser assim dá sempre nas vistas. Por muito poética que a teoria possa ser, na prática disputar a antecâmara da final em dois jogos traduz-se num desarranjo de calendário, pois é frequente algum dos intervenientes ainda estar vivo na UEFA. Daí que por vezes a segunda mão seja jogada meses depois da primeira, como é o caso este ano. No momento desta primeira mão, talvez FC Porto e Braga preferissem que não se tivesse jogado agora. Enquanto os dragões estão na véspera de defrontar Benfica e Roma, os guerreiros acabam de derrapar na corrida pelo inédito título de campeão, ao sofrer duas derrotas consecutivas. Só isso poderá explicar que se tenha assistido a um jogo, digamos, entreaberto. Não foi um bocejo, mas também não houve ataque desenfreado. Entre um ou outro lance prometedor de parte a parte, o FC Porto beneficiou de uma grande penalidade (33') a punir uma saída de Marafona sobre Herrera; o guarda-redes quis limpar a soco e terá acertado meio na bola, meio no adversário. Pareceu uma disputa de bola, pelo que a decisão terá sido um tanto ou quanto áspera, mas o juiz manteve-a após longa conferência com o vídeo-árbitro. Quatro minutos depois do apito o castigo foi finalmente convertido, por Alex Telles. O golo não fez o jogo mudar de figura. Nem os treinadores terão querido fazê-lo mudar. Ao ponto de a primeira substituição no Braga (71') ter ocorrido já depois do 2-0, apontado por Soares ao minuto 63 com uma boa finalização a cruzamento de Otávio. Mesmo que nenhuma das equipas tenha mostrado a sua melhor cara, a vantagem portista era justa. Brahimi tornou-a exagerada em cima do apito final (90'+4'), finalizando com um belo remate em arco um trabalho igualmente bom de Óliver. Apesar de estar bem encaminhada para o lado do FC Porto, a eliminatória está apenas no intervalo e a segunda mão está então agendada para o início de Abril. Sabe-se lá em que estado as equipas lá chegarão...

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 10.11.18

Liga NOS, 10.ª jornada - FC Porto 1-0 SC Braga - Única justiça

FCPSCB.jpg

Não é frequente haver na Liga portuguesa jogos que coloquem frente a frente primeiro e segundo classificados com hipótese de um ultrapassar o outro. Quando tal acontece, normalmente trata-se de um clássico já bem dentro da segunda volta. À 10.ª jornada é muito, muito raro. Ainda mais quando um dos intervenientes não é um dos ditos três grandes. Mas era esse, de facto, o cenário para o presente jogo. FC Porto e Sporting de Braga chegavam aqui igualados nos 21 pontos, o que permitia todas as conjecturas. No campo, não se podia pedir mais equilíbrio. As equipas equivaleram-se palmo a palmo, lance a lance, mas acabou por não ser um daqueles jogos com tanta acção que se torna impossível assistir refastelado na cadeira. Talvez por terem faltado os golos. Entre as oportunidades mais claras destacam-se os remates de Esgaio ao poste (55') e de Fransérgio à trave (77'); no segundo caso o Dragão assustou-se a sério, pois o golo estava ali à espera de ser feito. Ao longo de todo o jogo houve lugar também a defesas mais apertadas tanto de Casillas como de Tiago Sá, a um cabeceamento de Dyego Sousa que só por acaso não deu em golo (25') e, claro está, ao momento do jogo (88'), surgido quando muitos decerto já pensavam ir para casa sem ter visto golos. A jogada nasce de um lançamento lateral de Corona na direita, que solicita Hernâni para um primeiro corte da defensiva minhota; a bola volta à direita, de onde Otávio levanta um cruzamento teleguiado para a cabeça de Soares, que se elevou e empurrou para o tento solitário. De resto, e voltando ao que foi escrito acima, o equilíbrio foi total.
Sem autocarros e sem enervantes perdas de tempo, o Braga jogou olhos nos olhos com o FC Porto e pese embora tenha estado perto, não encontrou solução para o seu problema recorrente dos últimos anos: como bater mais vezes os grandes no campeonato e manter-se na discussão pelo título até tarde? A época passada exemplifica bem o que atrás se escreve. Dos 12 pontos possíveis de somar frente a FC Porto e Benfica, o Braga não averbou nenhum e terminou a 13 pontos do primeiro posto. Bastava - entre aspas - ter ganhado os dois jogos aos dragões e empatado um dos que perdeu para que o título tivesse ido para a Cidade dos Arcebispos em vez da Invicta.
Mas isso foi na temporada passada. Nesta, o Braga espera agora entrar numa perseguição de 24 jogos. O FC Porto fica sozinho na liderança. O resultado mais justo era o empate, mas no futebol, nunca é demais repetir, a única justiça que existe é a dos golos.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 23:45

Sábado, 03.02.18

Liga NOS, 21.ª jornada - FC Porto 3-1 SC Braga - Empurrar com a cabeça

FCPSCB.jpg

O Corte Limpo reclamou, Conceição satisfez: Sérgio Oliveira ascendeu à titularidade e a escolha do técnico mais legitimada ficou quando o médio abriu o activo ao cabo de 13 minutos. O golo surgiu na insistência, após uma primeira jogada em que o guardião bracarense Matheus repeliu um cabeceamento perigoso de Aboubakar. A bola sobrou para o flanco esquerdo portista, onde Brahimi solicitou um cruzamento de Alex Telles que encontraria a cabeça de Sérgio Oliveira, que estava livre de marcação na zona fatal. Concretizava-se aí uma primeira ameaça de Marega (5'), cuja finalização saiu pouco ao lado. Embora pouco expansivo, o Braga nem por isso esteve por baixo do jogo durante a primeira metade, conseguindo também lances prometedores, como aconteceu ao minuto 24 através de um cabeceamento de Paulinho, que ficou pertíssimo do golo. Os guerreiros facturariam em nova bola parada, no caso um canto de Jefferson que o central Raúl Silva desviou no centro da área, com a parte de fora do pé, depois de fugir à marcação de Reyes (31'). Tornava-se claro que ia haver jogo, mas o FC Porto não estava interessado em passar uma noite de sofrimento e respondeu da mesma forma sete minutos mais tarde; Alex Telles bateu um canto e Reyes fez o 2-1 com uma bela cabeçada, mais alto que todos. Matheus bem se esticou, mas em vão.
O jogo esteve longe de ser frenético, mas foi suficientemente movimentado para justificar mais golos de parte a parte. O bom colectivo do Braga não permitia que o FC Porto adormecesse. Ora pela capacidade de furar de Brahimi, ora pela alta rotação de Ricardo, ora pela intensidade de Marega, os azuis-e-brancos iam colocando à prova o último reduto minhoto com regularidade, chegando ao terceiro tento perto do quarto de hora final (73'). Na esquerda, Brahimi segurou a bola no limite junto à linha lateral, trabalha sobre um adversário e mais uma vez entrega a Alex Telles, que entretanto chegara no apoio; o lateral voltou a tirar um bom cruzamento e Aboubakar completou o hat-trick de cabeceamentos do FC Porto esta noite. Só aí o Braga esqueceu a táctica e carregou mais vincadamente sobre a defesa dos dragões. José Sá, que já antes (61') tinha feito uma majestosa defesa à queima-roupa a remate de Paulinho, voltou a brilhar e manteve como final o resultado vigente.
O FC Porto empurrou o empate com o Moreirense não com a barriga, mas com a cabeça. Ao mesmo tempo, marcou o triplo dos golos que obtivera nos três encontros anteriores. Numa altura em que o equilíbrio é grande no topo da classificação, é importante não ceder terreno em jogos consecutivos. Muito mais quando ainda falta reverter a derrota ao intervalo com o Estoril.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 23:45



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Outubro 2020

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031

Posts mais comentados