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CORTE LIMPO


Sábado, 15.12.18

Liga NOS, 13.ª jornada - CD Santa Clara 1-2 FC Porto - Contas de somar

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Depois de seis jogos consecutivos na cidade do Porto, os dragões somaram milhas valentes ao seu cartão, ao visitar os Açores depois de uma ida às portas da Ásia Menor. À entrada para esta jornada o Estádio de São Miguel é aquele onde se viram mais golos neste campeonato (25 em seis jogos), pelo que não se esperava tarefa fácil para nenhum dos intervenientes. Até porque ambas as equipas vinham motivadas por defeito; os dragões por estarem numa série de doze vitórias consecutivas incluindo todas as competições, os açorianos por militarem na I Liga pela primeira vez em quinze anos. Como que a confirmar as indicações, o primeiro a marcar foi mesmo o Santa Clara, por intermédio de Zé Manuel (38'), que furou por entre os centrais portistas para desviar um cruzamento de Chrien. Já não era a primeira vez que os insulares criavam perigo claro, pois ao minuto 26 Patrick apareceu isolado e teve a frieza de contornar o guarda-redes, mas Éder Militão colocou-se bem na rectaguarda de Casillas e tirou para canto. O FC Porto ficava-se por um ou outro remate, mas nada que obrigasse o Santa Clara a entrar em pânico. Os dragões marcariam ainda antes do intervalo (45'+1'), por Soares, que cabeceou à boca da baliza após cruzamento de Marega, na insistência a um primeiro remate de Óliver que Serginho defendeu bem. O ponta-de-lança brasileiro foi novamente decisivo mais à frente (56'), ao iniciar a jogada do segundo golo azul-e-branco. Soares ganhou sobre Patrick ainda longe da área, enquadrou-se e rematou colocado; Serginho defendeu para a frente e Marega aproveitou. O Santa Clara respondeu com um livre de Bruno Lamas que por pouco não foi ao ângulo superior, opondo-se Casillas com uma boa defesa. O Santa Clara não quis nada com autocarros e por isso o jogo foi vivo e mexido, obrigando ambas as equipas a nunca baixarem a guarda. Não foi, ainda assim, um jogo de encher o olho por parte do FC Porto, que fez o suficiente para vencer. Talvez os adeptos do Santa Clara não tenham ficado convencidos; já os portistas não precisam de se esforçar muito para perdoar que a equipa não vinque melhor o seu estatuto. Afinal, as contas que os dragões têm feito nas últimas semanas são sempre de somar.

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por Miran Pavlin às 23:35

Sexta-feira, 07.12.18

Liga NOS, 12.ª jornada - FC Porto 4-1 Portimonense SC

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:30

Domingo, 02.12.18

Liga NOS, 11.ª jornada - Boavista FC 0-1 FC Porto - Essência

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Já se viu pior, mas o Boavista-Porto voltou a ser um encontro em que os axadrezados disputaram cada lance com a faca entre os dentes. Talvez faça parte da essência do clube. Talvez sejam memórias vivas do Boavista da década de 90. Ou então é simplesmente inevitável sempre que o dérbi tripeiro decorre no Bessa. E diga-se que o FC Porto teve uma postura notável perante um adversário que não se coibia de usar da dureza. Dessa forma, a chamada "bola corrida" não durava muito tempo. Ainda assim, o FC Porto teve alguns lances prometedores, como ao minuto 43, altura em que Brahimi viu Helton Leite deter o seu remate à queima-roupa, após assistência de Herrera; ou o cabeceamento de Felipe (60'), que embora estivesse bem colocado atirou por cima. O tempo regulamentar estava prestes a expirar quando uma bola metida para a zona frontal apanhou Soares a avançar sem oposição, mas o brasileiro apenas encostou o pé à bola em vez de rematar, e esta escapou tranquilamente rumo ao pontapé de baliza. O Boavista apenas foi visto na área contrária em três ocasiões: num lance em que Rochinha ficou a reclamar grande penalidade por derrube de Brahimi (70') e em dois momentos em que Casillas foi carregado quando se preparava para pontapear para a frente depois de recolher bolas perdidas. Na alegada grande penalidade o ângulo de observação teve grande importância. Visto de um lado tratou-se de um aproveitamento do jogador axadrezado; do ângulo oposto era mesmo grande penalidade. Uma vez que é impossível estar em dois lados ao mesmo tempo, o lance passou em claro. A não-intervenção do vídeo-árbitro é mais uma acha para a fogueira onde ardem as aparentes disparidades na sua utilização. E quando o empate parecia certo, o futebol fez questão de lembrar que um jogo só acaba quando acaba. Numa última insistência (90'+5'), Marega cruzou rasteiro desde a direita, o central boavisteiro Gonçalo Cardoso falhou o corte e a bola ficou à solta na pequena área. Soares ameaçou o remate mas ofereceu o golo a Adrián López, que viu o mesmo Cardoso dar o corpo às balas. Mas também isso não seria suficiente, pois a bola ficou em Hernâni, que finalmente encostou para o golo solitário. Na euforia dos subsequentes festejos Sérgio Conceição foi expulso. As imagens não esclareceram porquê. Talvez também isso faça parte da essência do treinador nos momentos de maior tensão.

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por Miran Pavlin às 23:40

Sábado, 10.11.18

Liga NOS, 10.ª jornada - FC Porto 1-0 SC Braga - Única justiça

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Não é frequente haver na Liga portuguesa jogos que coloquem frente a frente primeiro e segundo classificados com hipótese de um ultrapassar o outro. Quando tal acontece, normalmente trata-se de um clássico já bem dentro da segunda volta. À 10.ª jornada é muito, muito raro. Ainda mais quando um dos intervenientes não é um dos ditos três grandes. Mas era esse, de facto, o cenário para o presente jogo. FC Porto e Sporting de Braga chegavam aqui igualados nos 21 pontos, o que permitia todas as conjecturas. No campo, não se podia pedir mais equilíbrio. As equipas equivaleram-se palmo a palmo, lance a lance, mas acabou por não ser um daqueles jogos com tanta acção que se torna impossível assistir refastelado na cadeira. Talvez por terem faltado os golos. Entre as oportunidades mais claras destacam-se os remates de Esgaio ao poste (55') e de Fransérgio à trave (77'); no segundo caso o Dragão assustou-se a sério, pois o golo estava ali à espera de ser feito. Ao longo de todo o jogo houve lugar também a defesas mais apertadas tanto de Casillas como de Tiago Sá, a um cabeceamento de Dyego Sousa que só por acaso não deu em golo (25') e, claro está, ao momento do jogo (88'), surgido quando muitos decerto já pensavam ir para casa sem ter visto golos. A jogada nasce de um lançamento lateral de Corona na direita, que solicita Hernâni para um primeiro corte da defensiva minhota; a bola volta à direita, de onde Otávio levanta um cruzamento teleguiado para a cabeça de Soares, que se elevou e empurrou para o tento solitário. De resto, e voltando ao que foi escrito acima, o equilíbrio foi total.
Sem autocarros e sem enervantes perdas de tempo, o Braga jogou olhos nos olhos com o FC Porto e pese embora tenha estado perto, não encontrou solução para o seu problema recorrente dos últimos anos: como bater mais vezes os grandes no campeonato e manter-se na discussão pelo título até tarde? A época passada exemplifica bem o que atrás se escreve. Dos 12 pontos possíveis de somar frente a FC Porto e Benfica, o Braga não averbou nenhum e terminou a 13 pontos do primeiro posto. Bastava - entre aspas - ter ganhado os dois jogos aos dragões e empatado um dos que perdeu para que o título tivesse ido para a Cidade dos Arcebispos em vez da Invicta.
Mas isso foi na temporada passada. Nesta, o Braga espera agora entrar numa perseguição de 24 jogos. O FC Porto fica sozinho na liderança. O resultado mais justo era o empate, mas no futebol, nunca é demais repetir, a única justiça que existe é a dos golos.

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por Miran Pavlin às 23:45

Sábado, 03.11.18

Liga NOS, 9.ª jornada - CS Marítimo 0-2 FC Porto - Memória distante

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Os dissabores portistas em casa do Marítimo são regulares, mas a história também guarda períodos em que os dragões têm sucesso. Como é o caso no jogo em apreço. Aliás, esta foi a primeira vez desde 2010/11 e 2011/12 que o FC Porto venceu em épocas consecutivas no reduto maritimista. Nem sequer se viu a ansiedade que frequentemente toma conta da equipa ao pisar este relvado. O que não quer dizer, porém, que o FC Porto tenha tido rédea solta, pois a partida esteve despida de motivos de interesse até perto da recta final. O intervalo chegaria com apenas um lance a assinalar, numa incursão de Joel Tagueu pela esquerda, à qual Casillas respondeu com uma defesa ao primeiro poste, quando o camaronês já tinha pouco ângulo (28'). Com a teia bem armada em frente à sua baliza o Marítimo não deixava o FC Porto aproximar-se do último terço, mas com essa estratégia os próprios verde-rubros acabavam por não conseguir criar perigo por falta de unidades no sector atacante. O bloqueio era total, e nem uma grande penalidade serviu para o romper. É verdade que o lance é um tanto ou quanto forçado por Soares, mas tendo em conta que Lucas Áfrico devia ter sido expulso aos 25 minutos por uma valente tesoura sobre Corona, o castigo acabou por assentar que nem uma luva ao defesa do Marítimo. Na cobrança, Marega permitiu a defesa a Amir Abedzadeh (62'). Sérgio Conceição reagiu tirando Maxi Pereira para meter Otávio, recuando Corona para a posição do uruguaio (67'). A mexida teve efeitos imediatos. Ao minuto 70, um lance iniciado na esquerda por Óliver teve continuação em Brahimi, que deu para o meio, onde Soares e Marega tocaram sucessivamente de calcanhar para desmarcar Otávio, que avançou destemido área adentro e rematou forte para o primeiro golo. Três minutos mais tarde, já com o Marítimo inclinado sobre o outro extremo do campo, Óliver roubou a bola a Bebeto e iniciou um contra-ataque de quatro para um; ao chegar à área deu para Otávio na direita, com o brasileiro a recolocar a bola no meio, onde Marega só teve que encostar. Ficava aí decidido o encontro, mas ainda haveria lugar à expulsão de Danny por agressão a Otávio (82'). Otávio fez uma falta insolente sobre o antigo internacional português - deu-lhe um toque na perna e agarrou-o pela camisola - mas não havia necessidade de Danny perder a cabeça. O lance aconteceu já depois do último momento digno de registo, no caso um remate de Óliver que saiu tão perto do poste esquerdo que parecia golo. Seria merecido, por tudo o que o médio deu à equipa neste jogo. Com o resultado feito Conceição reequilibrou a equipa com as entradas de Herrera (74') e Mbemba (79') para os lugares de Soares e Brahimi, respectivamente. No cômputo geral, o FC Porto passou por tão poucos apuros que os naufrágios na Madeira parecem uma memória distante.

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por Miran Pavlin às 23:55

Domingo, 28.10.18

Liga NOS, 8.ª jornada - FC Porto 2-0 CD Feirense

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 19:45

Domingo, 07.10.18

Liga NOS, 7.ª jornada - SL Benfica 1-0 FC Porto - Pobre

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Este terá sido o clássico mais pobre dos últimos anos entre águias e dragões no campeonato, sendo mesmo candidato ao título de pior da década no que à I Liga diz respeito. Não houve superioridade vincada de nenhum dos conjuntos, houve muito poucas oportunidades de golo e nem os ânimos aqueceram até rebentar a escala. E se o Benfica sai, evidentemente, satisfeito, o FC Porto não o pode estar, pois manteve-se no mesmo trilho que vinha seguindo: o de esperar que algo aconteça em vez de tentar fazer acontecer. Valeu que o próprio Benfica - apesar de ter vencido bem - ainda não pise terra firme, pois se assim fosse talvez o FC Porto não tenha estado dentro do jogo até final. A primeira parte resume-se a uma bola bem tirada por Casillas quando Seferovic se preparava para rematar (15') e a uma oportunidade flagrante que não contou (43'); o mesmo Seferovic isolou-se a passe de Cervi e à saída de Casillas falhou a baliza, mas estava em fora-de-jogo. O assistente só o assinalou depois de o suíço rematar. Os primeiros minutos após o reatamento fizeram crer que o FC Porto vinha com outras ideias, mas foi uma crença breve e não tardou para que a balança do jogo se reequilibrasse. O golo também não se fez tardar. Em mais uma transição rápida, Seferovic desta vez rematou com sucesso, mesmo com pressão de um contrário e com Casillas a tentar fechar a baliza (62'). A resposta dos dragões foi demasiado curta. Ficam para registo apenas um remate em arco de Brahimi ao qual faltou um pouco mais de efeito (86') - Vlachodimos estava batido - e um cabeceamento de Danilo Pereira que passou muito perto, mas ao lado (90'+5'). Sérgio Conceição ainda tentou jogar no risco ao tirar Maxi Pereira para lançar Corona (70'), mas a mexida não teve efeito, assim como não tiveram as tentativas de Soares dinamizar o araque; o brasileiro retirou-se ao minuto 76, por troca com André Pereira.
A derrota faz o FC Porto ficar dois pontos atrás da liderança. Por enquanto não é nada de alarmante, mas se a falta de iniciativa da equipa se mantiver, os dragões estarão mais perto de um novo desaire que, aí sim, trará contestação da grossa.

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por Miran Pavlin às 21:05

Sexta-feira, 28.09.18

Liga NOS, 6.ª jornada - FC Porto 1-0 CD Tondela - Perto do embaraço

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O Tondela é um adversário tradicionalmente incómodo para o FC Porto. Nem é dos que mais vezes trazem o autocarro para dentro das quatro linhas, mas sabe como fazer para embaraçar a manobra dos dragões. E cedo se ficou a perceber como seria o jogo. O Tondela procurava o contra-ataque e aproveitava cada posse de bola que ganhava para fazer passar alguns segundos sem arriscar ver cartão amarelo; sem esquecer o jogador que ocasionalmente se prostrava queixoso no relvado. Isso deixava o FC Porto com a responsabilidade de comandar o jogo. Sem que o golo aparecesse, ia nascendo a incerteza sobre se os dragões iriam consegui-lo. O FC Porto nem por isso estava a fazer um mau jogo, mas faltava o essencial. Quando não era o desacerto dos avançados, como no lance em que Aboubakar só tinha que encostar mas fincou o pé na relva e caiu (43'), era o guardião Cláudio Ramos que resolvia o problema. O jogo estava vivo e assim continuou depois do descanso. O FC Porto pressionou mais, a bola andou muitas vezes perto da área tondelense, mas os beirões não cediam. Sérgio Conceição mexeu na equipa à passagem da hora de jogo para a inclinar ainda mais para a frente, através da troca de Sérgio Oliveira por Corona, mas o resultado foi praticamente nulo. Pouco depois (64') surgia o revés da noite, com Aboubakar a elevar-se para cabecear e a sair lesionado. Pelas imagens televisivas não foi perceptível exactamente como o camaronês se terá lesionado. Para o seu lugar entrou Soares, ele próprio de regresso após lesão, e seria precisamente o brasileiro o herói da noite, ao aproveitar a única mancha no trabalho de Cláudio Ramos para apontar o golo decisivo (85'). Brahimi disparou forte, Ramos não segurou e deixou a bola à disposição de Soares, que ainda assim teve que ser convicto na finalização, pois Ricardo Costa já se lançava no corte. O antigo central do FC Porto - formado no clube, de resto - foi dos que menos mereceram sair derrotados, tal como Ramos, Ícaro - o outro central -, Joãozinho e Xavier, este pelo inconformismo. No dia em que o FC Porto celebrava os seus 125 anos de história, foi por pouco que o Tondela não fez o bolo amargar. Um erro involuntário foi quanto bastou.

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por Miran Pavlin às 23:55

Sábado, 22.09.18

Liga NOS, 5.ª jornada - Vitória FC 0-2 FC Porto - Sequela

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Tinham passado quatro dias, mas quem ligasse a televisão poderia pensar estar a assistir a uma reposição do encontro anterior e não à 5.ª jornada da Liga portuguesa. Com o futebol escorreito novamente de folga, para o FC Porto a diferença em relação a esse jogo com o Schalke foi ter ficado em vantagem pouco depois do quarto de hora, numa sobra aproveitada por Aboubakar após primeiro trabalho de Maxi Pereira na direita da área. Até porque durante toda a primeira parte os dragões se bateram com um Vitória bastante fechado. Numa das poucas saídas dos sadinos ao ataque (21') pediu-se falta e expulsão por derrube de Felipe a Berto quando este se isolava rumo à baliza. O lance deixou dúvidas; Manuel Oliveira nada assinalou. O Vitória surgiu mais desperto no segundo tempo, ao contrário do FC Porto, que parecia sentar-se junto à bananeira. Não tardou que Valdu Té fizesse os dragões se levantarem (50'), mas o lance não contaria. Depois de rever as imagens o árbitro considerou que o ponta-de-lanca ajeitara a bola com o braço antes de fazer golo. Ficava então tudo na mesma, mas o Vitória não virou a cara à luta, forçando o FC Porto a batalhar pelo resultado. Os lances flagrantes de golo foram tão escassos que só de bola parada a rede voltou a abanar. E de que maneira, à conta do livre batido rasteiro e com força por Sérgio Oliveira (78'). Era o célebre golo da tranquilidade, que acabaria por confirmar um triunfo portista que, qual sequela de Gelsenkirchen, voltou a ser melhor que a exibição.

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por Miran Pavlin às 23:45

Domingo, 02.09.18

Liga NOS, 4.ª jornada - FC Porto 3-0 Moreirense FC - Três pontos

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Ao quarto jogo do campeonato Diogo Leite e André Pereira desapareceram dos titulares, deixando o onze portista ainda mais igual ao da época anterior. Só não o foi na totalidade porque o lugar vago no centro da defesa foi ocupado por Éder Militão, reforço que assim se estreou de dragão ao peito. O FC Porto ia a jogo na incumbência de corrigir o desaire da pretérita jornada, mas também de terminar a partida sem sofrer golos, coisa que só por uma vez conseguiu nos quatro jogos oficiais até aqui. A primeira parte da tarefa começou a desenhar-se ao quarto de hora, na sequência de um canto cobrado por Alex Telles, com Militão a desviar de cabeça para o segundo poste, onde Herrera amorteceu a bola e colocou para o golo. Antes (9'), já as luzes do golo tinham ameaçado acender-se, quando foi assinalada grande penalidade a favor dos dragões. Só quando já estava tudo a postos para a cobrança é que o juiz teve ordens para ir ver as imagens e voltar atrás com a decisão. E bem, pois Loum tinha mesmo cortado a bola. Era mesmo necessária tanta demora? Ao minuto 28 Aboubakar fazia o segundo golo portista, após primeiro remate de Marega ao poste. O FC Porto via-se pela terceira vez consecutiva com dois golos à maior. Nas anteriores ocasiões a equipa relaxou. Desta vez... também. Ao ponto de a segunda parte ter sido intragável. O FC Porto só não sofreu porque o Moreirense não foi capaz de mais que um remate de Chiquinho para defesa apertada de Casillas, à passagem do minuto 67. A emoção maior ficou guardada para o regresso de Danilo Pereira (82'), que finalmente debelou a lesão que desde Janeiro o atormentava. O próprio terceiro golo, apontado por Marega (90'+4'), apareceu numa altura em que o jogo já estava morto e enterrado. Não foi bonito. Valeram os três pontos.

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por Miran Pavlin às 23:35



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