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CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário


Domingo, 29.09.19

Liga NOS, 7.ª jornada - Rio Ave FC 0-1 FC Porto - À chuva

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Na antevisão ao jogo, quando questionado sobre se o Rio Ave-FC Porto da época passada ainda estava na memória, Sérgio Conceição atirou para canto dizendo que já nem se lembrava do que fez nas férias. No entanto, teria sido útil que Conceição se lembrasse quer desse jogo, quer da recente deslocação a Portimão; em ambos os casos o FC Porto desperdiçou vantagens de dois golos. Não havendo memória, a equipa tratou de oferecer um vislumbre dessa visita de Abril último aos Arcos. O FC Porto saltou para a liderança do marcador logo ao minuto 12, com Marega, ao primeiro poste, a cabecear certeiro após canto de Alex Telles, mas o que se seguiu não foi propriamente convincente. De forma gradual, principalmente no segundo tempo, os dragões baixaram o ritmo e a intensidade, permitindo com isso que o Rio Ave crescesse. À passagem do minuto 63 o FC Porto apanharia um valente susto. Lançado por Bruno Moreira, Taremi desfeiteou Marchesín, mas o festejo parou na bandeirola erguida do árbitro assistente. Após longa revisão na Cidade do Futebol, determinou-se que o iraniano estava em fora-de-jogo por 64 centímetros. Foi um sério aviso, que conheceu reacção apenas de bola parada, num livre de Alex Telles que embateu na barra (77'). Em suma, o FC Porto andou à chuva durante boa parte do encontro, mas acabou por não se molhar. Em Portimão a salvação apareceu no último suspiro. Aqui, os salvadores foram esses 64 centímetros. Estrelinha? Talvez, mas de uma luz muito tímida.

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por Miran Pavlin às 23:59

Domingo, 22.09.19

Liga NOS, 6.ª jornada - FC Porto 2-0 CD Santa Clara - Necessidade

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A velha pescadinha-de-rabo-na-boca do campeonato português esteve mais uma vez em exposição neste jogo. De um lado, um dos emblemas principais tendo mais bola, mas com pouco interesse em fazer mais que o necessário; do outro, uma equipa que não tenciona abrir-se em demasia, arriscando-se com isso a sofrer uma derrota volumosa. Coube, portanto, ao FC Porto fazer com que o 0-0 não se prolongasse por tempo suficiente para o deixar exposto a eventuais veleidades do Santa Clara. E quinze minutos bastaram para que o marcador funcionasse, por intermédio de Zé Luís, que desviou de cabeça um cruzamento de Danilo Pereira. O segundo golo azul-e-branco apareceria perto do intervalo (41'), numa infelicidade de César, que desviou para a própria baliza um livre de Otávio. Durante o segundo tempo a partida teimou em não sair de uma modorra que a tornou enfadonha para quem assistia. Por volta do minuto 70 houve algum rebuliço, à conta de lances prometedores em ambas as áreas, mas não passou disso. Seria necessário um golo do Santa Clara para que o jogo ganhasse outra dimensão, mas face à sua pouca presença na área oposta dificilmente isso aconteceria de uma forma que não fortuita. O que não se viria a verificar, pois ao minuto 56 o juiz entendeu não sancionar um lance em que Uribe corta de cabeça, ao mesmo tempo que o seu braço aberto atinge Fábio Cardoso, que também se tinha elevado na disputa pela bola. O central dos açorianos ficou a sangrar, mas o árbitro Luís Godinho manteve a decisão após rever as imagens. Mantida a decisão, consequentemente manteve-se também o jogo no seu ritmo pachorrento, não trazendo até final outros momentos que valha a pena assinalar. É bem verdade o que diz o povo: a necessidade aguça o engenho. Não havendo necessidade para mais, o engenho ficou para outras luas.

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por Miran Pavlin às 23:59

Domingo, 15.09.19

Liga NOS, 5.ª jornada - Portimonense SC 2-3 FC Porto

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 21:45

Domingo, 01.09.19

Liga NOS, 4.ª jornada - FC Porto 3-0 Vitória SC

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 22:00

Sábado, 24.08.19

Liga NOS, 3.ª jornada - SL Benfica 0-2 FC Porto - Teia

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Esta terá sido a exibição mais conseguida do FC Porto em casa do Benfica desde, provavelmente, 2002/03. A consideração pode eventualmente pecar pelo exagero, mas assim que soou o apito final a imagem era nítida: os dragões tinham sido superiores em cada momento, em cada minuto, e o que fizeram, fizeram tão bem que o Benfica nunca conseguiu verdadeiramente impor o seu jogo de passes e movimentações rápidas. Ora cobrindo espaços, ora jogando na antecipação, os azuis-e-brancos goravam cada tentativa contrária. Com Romário Baró e Luis Díaz em alta rotação, o FC Porto ia ganhando as batalhas a meio-campo, mas o primeiro lance de perigo só surgiria ao minuto 21, num remate de Zé Luís, isolado, para defesa vistosa de Vlachodimos. Na sequência do canto o avançado marcaria mesmo, aproveitando da melhor maneira um corte falhado de Ferro, contra o corpo de Rúben Dias (22'). Enquanto os dragões foram tendo outros lances de perigo, como o remate de Luis Díaz, numa sobra (48'), para nova defesa aparatosa de Vlachodimos, o Benfica só se mostraria à passagem da hora de jogo, quando Seferovic finalmente escapou à marcação e rematou um nada ao lado do poste. Ainda assim, o suíço estava ligeiramente adiantado, pelo que o lance não contou. Falando em marcação, ela foi impiedosa, nomeadamente sobre Rafa. Pepe chegou mesmo a pisar o risco aqui e ali, com o juiz Jorge Sousa a condescender talvez em demasia - especialmente quando tinha amarelado Marchesín logo ao minuto 41 por atrasar uma reposição. Falando agora em Marchesín, o argentino terminaria o encontro com apenas uma defesa, a um tímido remate de Rafa, já de ângulo apertado (74'). O FC Porto teria um match point ao minuto 78, quando Marega correu uns bons 30 metros sozinho mas colocou um nada ao lado perante a mancha possível de Vlachodimos. Só à segunda Marega marcaria, num lance em tudo idêntico. Desta vez o passe a rasgar saiu suculento desde a direita, onde Otávio teve todo o tempo do mundo. O Benfica ainda introduziria a bola na baliza portista (90'+5'), mas mais uma vez o lance seria invalidado. O facto de os dois lances mais perigosos dos encarnados terem sido fora-de-jogo espelha bem o quanto o Benfica passou 90 minutos, mais descontos, preso na teia do FC Porto, que assim dá um sinal de vida que corta pela raiz - pelo menos por uns tempos - toda a incerteza que pairava sobre si.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 17.08.19

Liga NOS, 2.ª jornada - FC Porto 4-0 Vitória FC - Correcção

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É cada vez mais difícil escrever sobre uma visita do Vitória de Setúbal a casa do FC Porto. Excepção feita aos encontros de 2016/17 e 2017/18, é justo dizer que oito dos últimos dez jogos entre dragões e sadinos na Invicta foram vencidos, com maior ou menor dificuldade, pelos da casa. Neste, a entrada forte do FC Porto deu frutos à terceira tentativa clara (11'), com Zé Luís a abrir o activo através de um remate colocado, de fora da área. À passagem do minuto 20 o avançado bisou, em salto de peixe, depois de ter ficado esquecido ao segundo poste na sequência de um lance de bola parada. A tarefa setubalense, já de si enorme, era agora praticamente impossível. O próprio técnico sadino, Sandro Mendes, referiu na conferência de imprensa de antevisão que considerava difícil o FC Porto perder um terceiro jogo consecutivo. De facto não perderia, e não se quer com estas linhas retirar mérito ao FC Porto, ou sequer denegrir o Vitória. Os jogos são o que são e as equipas estiveram - e estão - lá para os disputar; se a bola não for jogada de alguma maneira, não há golos. O FC Porto acrescentaria mais dois golos ao resultado, em rápida sucessão (63 e 65 minutos). Primeiro, Zé Luís completou o hat-trick ao desviar de cabeça um canto de Alex Telles - e deixar o guardião Makaridze mal na fotografia -, depois Luis Díaz fechou o marcador, a finalizar uma transição rápida. Marchesín seria chamado a intervir de forma decisiva em dose dupla (77'), a negar a finalização de Hachadi e a desviar para a trave a recarga de Éber Bessa, recolhendo depois o ressalto. Antes desse momento, o Vitória esteve perto do golo numa outra ocsião (18'), quando Danilo Pereira se intrometeu numa jogada aparentemente inofensiva e mais não fez que colocar a bola em Hachadi, que esbarrou em Marchesin. Makaridze ainda teve tempo para um par de defesas mais vistosas antes do apito final, numa fase do jogo em que Nakajima, Soares e Fábio Silva - de 17 anos apenas - ganhavam minutos, face às titularidades de nomes como Romário Baró, Uribe ou o próprio Díaz. Foi, no fundo, mais uma correcção da imagem deixada que por vezes as equipas têm que fazer para ganhar fôlego. E tempo.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 10.08.19

Liga NOS, 1.ª jornada - Gil Vicente FC 2-1 FC Porto

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:50

Sábado, 18.05.19

Liga NOS, 34.ª jornada - FC Porto 2-1 Sporting CP - Espectros

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Desde que se mudou para o Dragão o FC Porto só em 2004/05 viveu uma derradeira jornada em casa como esta, jogando ainda a poder chegar ao topo, mas a depender de terceiros para o atingir. Ter que defrontar o Sporting não era, ainda, a melhor das proposições; além do desagradável espectro da derrota final que pairava sobre os dragões, estes tinham ainda que se debater com o espectro da iminente final da Taça frente a este mesmo adversário. A partida só não foi uma antevisão dessa final porque só o FC Porto ainda tinha alguma coisa em jogo. Ainda assim, a primeira parte foi pouco mais que o proverbial jogo de fim de época. O futebol morno de parte a parte fazia com que até desse para ouvir os ponteiros do relógio a contar os minutos até ao intervalo. A única agitação resultou da expulsão de Borja (20'), por impedir Corona quando este se isolava rumo à baliza. No reatamento o FC Porto pareceu entrar com outra iniciativa, mas foi sol de pouca dura. Esse aparente desinteresse portista foi punido com um golo do Sporting (61'), numa das poucas subidas dos leões. Lançado por Diaby, Acuña conduziu o contra-ataque e assistiu Luiz Phellype, que rematou cruzado à saída de Vaná.
O FC Porto jogava contra dez há cerca de 40 minutos, mas não conseguia estabelecer um domínio claro sobre o jogo. E como tantas vezes acontece, o golo do adversário tornou-se no melhor remédio para espicaçar quem o sofre. Com outra vontade, e também beneficiando de um retraimento ainda maior por parte do Sporting, os dragões tornaram-se mais ameaçadores. O empate surgiria ao minuto 78, por Danilo Pereira, que à boca da baliza empurrou de cabeça, após desvio de Soares a um canto de Corona. Ao minuto 85 o FC Porto esteve perto do golo em dose tripla, mas Renan Ribeiro, André Pinto e Mathieu estiveram em grande para negar Aboubakar, Herrera e Soares, respectivamente. Face ao resultado do outro jogo relevante para as contas do título, já era certo que o FC Porto nunca sairia do segundo posto, mas pairava agora sobre o Dragão o espectro de uma não-vitória tão desagradável quanto o título perdido. Herrera assim não quis, e tratou de apontar, com um remate acrobático, de ângulo apertado, o golo que consumou a reviravolta (87'). O mexicano festejou com vontade, mas esse golo significou apenas que o FC Porto fez a sua parte até ao fim. As restantes partes ficaram por fazer. O Sporting, que procurou pouco mais que não perder peças para a Taça, acabou por não aguentar até final.
Falando em perder peças, o jogo não terminaria sem que se gerasse um enorme sururu a propósito de um lançamento lateral (90'). Sem que houvesse grande justificação para que os jogadores do FC Porto se envolvessem nessa confusão, Corona abusou e foi expulso. E fará muito mais falta ao FC Porto do que Borja ao Sporting.

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por Miran Pavlin às 23:59

Domingo, 12.05.19

Liga NOS, 33.ª jornada - CD Nacional 0-4 FC Porto

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 21:25

Sábado, 04.05.19

Liga NOS, 32.ª jornada - FC Porto 4-0 CD Aves - Fé depositada

FCPAVE.jpgCom a nau portista a adornar, à conta da agitação da pretérita jornada, a recepção ao Aves podia facilmente tornar-se num presente envenenado. Ainda para mais quando a turma avense ainda não tem a manutenção garantida. As hipóteses de um resultado inesperado começaram a encolher à passagem do minuto 18, quando Corona desviou, na pequena área, um cruzamento de Alex Telles. Um toque subtil do mexicano, de cabeça. À meia hora os dragões elevavam, por Soares, na conversão de uma grande penalidade por mão na bola de Jorge Fellipe. Embora - na maioria dos casos - um jogo de futebol só esteja resolvido quando acaba, na prática esta partida ficava virtualmente resolvida com cerca de uma hora por jogar. Pouco mais se regista além do curto espaço de tempo (68' e 70') no qual o FC Porto transformou o resultado numa goleada. No terceiro golo Manafá estreou-se a marcar pelos azuis-e-brancos, com um remate cruzado, no aproveitamento de uma sobra de uma primeira investida de Marega. Já o último golo da noite foi também o melhor. Parecia mesmo vindo da PlayStation. Marega remata desde a direita, Beunardeau defende para a frente e deixa a bola em Corona, que falha o remate; esta vai ter com Brahimi, que entretanto entrava pela esquerda, e o argelino toca para trás, de calcalnhar, para Soares receber e rematar certeiro para o seu bis. Se já estava resolvido, o jogo ficava agora selado. O último destaque vai para Aboubakar, que voltou à competição pouco mais de sete meses depois da lesão sofrida na recepção ao Tondela, na 6.ª jornada da Liga. O camaronês jogou onze minutos, sem influência no jogo. Corrigindo, na medida do possível, o empate de há uma semana, o FC Porto continua a depositar toda a sua fé num resultado adverso do líder. E todas as esmolas podem não chegar.

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por Miran Pavlin às 23:00



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