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CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário


Sexta-feira, 30.10.20

Liga NOS, 6.ª jornada - FC Paços de Ferreira 3-2 FC Porto - Por onde começar?

PFFCP.jpgNão é todos os dias que um jogo do FC Porto na liga portuguesa nos deixa a pensar por onde começar a revê-lo. Parecia a Premier League. E não é exagero. O menos provável bateu o pé à equipa mais forte, o jogo foi intenso de início a fim, houve incerteza no marcador para os minutos finais, e ainda houve polémica. Em dose generosa. A verdade do jogo encontra-se algures entre o demérito do FC Porto e o muito mérito do Paços, que realizou um jogo inexcedível. Não foi preciso muito tempo para que se percebesse que os pequenos-grandes detalhes do jogo estavam a cair mais para o lado pacense. Como no lance do primeiro golo (11'), que nasce de um corte apertado de Corona que inadvertidamente coloca a bola nos pés de Dor Jan. O avançado dos pacenses ficou com o golo à mercê, mas só marcou à segunda, após ressalto. A resposta do FC Porto, num livre directo de Sérgio Oliveira, esbarrou no poste (23'). A imagem do FC Porto pior ficava quando se constatava a facilidade com que os seus jogadores entregavam a bola ao adversário, ou a forma como o Paços antecipava o que os dragões iam fazer. Ao minuto 37, um golo do Paços não contou, por suposta falta de Dor Jan sobre Mbemba, ao assistir o colega. O juiz Nuno Almeida reviu o lance e anulou o golo, mas não parece ter havido qualquer infracção. Felizmente, os castores marcariam mesmo o segundo golo pouco depois (43'), num lance em tudo idêntico; bola metida para as costas da defesa, do seu lado esquerdo, cruzamento de Hélder Ferreira e desvio de Eustáquio no coração da área. Felizmente, porque esse golo veio compensar a aparente má decisão do árbitro, e assim reduzir a intensidade do fogo no debate futebolístico dos próxmos dias. Mas só por uns minutos, pois na compensação, o FC Porto beneficia ele próprio de uma grande penalidade - convertida por Sérgio Oliveira, após revisão das imagens (45'+7'). A falta nasce de um cruzamento rasteiro de Otávio, que prensa em Eustáquio; ao mesmo tempo, o homem do Paços desequilibra-se, apoia-se, e é nesse momento que o braço toca na bola. É involuntário, mas o jogador tira partido desse toque. Deverá ou não ser falta? Quem tiver a resposta, faça favor de dizer.
Certo é que o FC Porto estava por baixo e não mostrava futebol suficiente para se impor. Conforme Sérgio Conceição afirmou entre as primeiras palavras da conferência de imprensa pós-jogo, "o Paços foi melhor que nós". Não o diríamos melhor. Pouco de positivo se via na equipa do FC Porto, além das defesas de Marchesín, do trato de bola de Grujic, e da iniciativa de Nakajima, que o substituiu. Apesar de tudo, o FC Porto não estava apático; tentava, mas não conseguia superiorizar-se a tudo o que os castores iam fazendo bem. O terceiro golo surgiu também de grande penalidade (59'), esta indiscutível, por mão de Marega. Felizmente, Bruno Costa não desperdiçou, caso contrário, arriscava-se a ser acusado de o ter feito de propósito, dado o seu passado portista. O Paços teve oportunidades para mais. Eustáquio atirou à parte inferior da trave (63'), com a bola a ressaltar ainda sobre a linha de golo, enquanto Bruno Costa (66') e João Pedro (90') viram Marchesín defender bem as suas tentativas. O FC Porto reduziria num belo remate de Otávio (78'), de fora da área, naquele que seria o seu último momento de perigo, num jogo que teve um pouco de tudo. Até ambos os treinadores foram expulsos; Pepa por protestar o golo anulado, Sérgio Conceição por protestar depois do apito final. A justiça do resultado é que não tem contestação. São já oito os pontos desperdiçados pelo FC Porto em escassas seis jornadas.

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por Miran Pavlin às 23:59

Terça-feira, 27.10.20

Liga dos Campeões, fase de grupos - FC Porto 2-0 Olympiakos FC - Para memória futura

FCPOLY.jpg

Na época passada o FC Porto regressou à Holanda 21 anos depois. Agora foi a vez de matar saudades do futebol grego, cujos clubes não encontrava desde 2002/03. No caso do Olympiakos, a memória da última visita leva-nos ainda mais longe, até ao Outono de 1999 e a uma partida que terminou com o mesmo resultado de hoje. O FC Porto saltou cedo para o comando (11'), na sequência de um péssimo domínio de Bouchalakis, que viu a bola bater-lhe na canela e sobrar para Sérgio Oliveira. O médio português aproveitou para se isolar e cruzar para um corte incompleto de Cissé, com a bola a sobrar para a direita do ataque, de onde Fábio Vieira rematou cruzado para o seu primeiro golo europeu. O FC Porto ficou por cima, mas teve que lidar com um Olympiakos irrequieto, que fez questão de mostar que veio até ao Dragão para discutir o resultado. Entre uma oportunidade e outra, a mais flagrante até ao intervalo pertenceu ao Olympiakos (40'), que viu Mbemba cortar in extremis uma tentativa de Valbuena aproveitar um mau alívio da defesa portista. O segundo tempo não trouxe grandes mudanças, pelo menos até perto do quarto-de-hora final, altura em que o Olympiakos conseguiu encadear alguns lances bem construídos e uma ou outra recuperação de bola ainda no meio-campo contrário. Os gregos começavam a justificar um golo, mas acabou por prevalecer a velha máxima "quem não marca, sofre". E assim, Sérgio Oliveira faria o segundo golo portista (85'), de cabeça, em antecipação, a cruzamento de Marega. O Olympiakos ainda teve mais uma oportunidade flagrante (88'), com Hassan a aparecer solto na direita, mas Marchesín, que já tinha feito algumas boas defesas, ainda tinha uma última guardada, assegurando que o marcador não voltaria a mexer. O FC Porto não fez muito, mas foi o suficiente para arrecadar os três pontos. Tendo em conta que o registo dos dragões na Grécia não é famoso, talvez seja conveniente guardar para memória futura os melhores momentos do Olympiakos nete jogo.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 24.10.20

Liga NOS, 5.ª jornada - FC Porto 1-0 Gil Vicente FC

FCPGV.jpg

Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:59

Terça-feira, 20.10.20

Liga dos Campeões, fase de grupos - Manchester City 3-1 FC Porto - Entre o possível e o impossível

MCFCP.jpg

Por muito que no futebol tudo seja possível, só um louco esperaria ver o FC Porto trazer alguma coisa deste jogo. No campo, no entanto, durante bastante tempo pareceu que os dragões seriam capazes de trazer mesmo alguma coisa, mas por entre os possíveis e impossíveis do futebol, foi uma noite em que o FC Porto ficou do lado errado de duas decisões, que custaram dois golos. Talvez já se tenha visto pior - surge imediatamente à ideia Hugh Dallas em 2000 -, e tratando-se de uma primeira jornada da fase de grupos as coisas tendem a esfumar-se na memória, mas o juiz Andris Treimanis não teve uma noite para recordar. No lance capital (17'), o letão assinalou grande penalidade numa jogada confusa, que incluiu uma calcadela de Gündogan a Marchesín e um encontrão entre Pepe e Sterling. Talvez nem houvesse nada a assinalar, mas a decisão inicial manteve-se após consulta às imagens e Agüero bateu o castigo para o 1-1 (20'). Antes, Luis Díaz abrira o activo (14') com um lance individual em que sai da esquerda e avança pelo meio-campo dos citizens, ultrapassa com mestria dois adversários e finaliza já descaído para a direita, com um remate cruzado. Os dragões responderam com um lance flagrante (22'), mas Uribe falhou a baliza na ressaca de um mau alívio. Podia ter feito muito melhor. O FC Porto não voltaria a ter um lance tão bom, mas o Manchester City aparentemente também não os tinha. Através de bom posicionamento colectivo e muitas antecipações, os dragões iam impedindo que o City se impusesse. E um empate não seria nada de se deitar fora. Até que chegou o minuto 65 e o golo de Gündogan, num livre frontal que castigou uma falta muito duvidosa de Fábio Vieira. Na única repetição mostrada o médio portista parece jogar a bola. Neste tipo de jogos, de todos os livres que acontecem junto à área, o golo é sempre naquele cuja falta não convenceu. Ferrán Torres ainda faria o 3-1 (73'), partindo Pepe com surpreendente facilidade antes de finalizar em jeito. Foi por pouco que não houve mais um golo a acrescentar (83'), num remate de longe de Rodri, que Marchesín desviou para o poste com as pontas dos dedos. O esquema de três centrais com laterais projectados utilizado por Sérgio Conceição surtiu efeito até onde foi possível, e só sofreu alterações de vulto com o resultado final já fixado. Tudo somado, fica o registo de uma noite difícil tornada fácil para o Manchester City, e o amargo, para o FC Porto, de ver dois momentos infelizes arruinarem o seu esforço. Por muito que, à partida, não fosse neste jogo que o FC Porto teria que fazer os seus pontos.

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por Miran Pavlin às 23:46

Sábado, 17.10.20

Liga NOS, 4.ª jornada - Sporting CP 2-2 FC Porto - O velho normal

SCPFCP.jpg

Dez meses depois de ter vencido em Alvalade pela primeira vez em doze anos, o FC Porto volta a sair do reduto leonino sem os três pontos. Numa era em que se fala do novo normal, é caso para dizer que os dragões voltaram ao velho normal. Mas podia não ter sido assim. Bastaria que o FC Porto se tivesse mantido acordado até ao apito final. Motivos para isso não faltaram, quanto mais não fosse porque o jogo despertou bem cedo (9'), através do golo de Nuno Santos, num remate cruzado após mau alívio da defesa. Se o FC Porto já vinha necessitado de dar uma resposta ao desaire da jornada anterior, mais ficou. Valeu que a equipa reagiu bem a mais esta adversidade, igualando antes da meia hora (26'), por Uribe, que correspondeu da melhor maneira a um cruzamento de Zaidu. Perto do intervalo (45') Corona completou a reviravolta. O mexicano estava no lugar certo para dar seguimento a uma iniciativa de Luis Díaz, que de outra forma se teria perdido. Não foi a única vez no jogo em que Díaz pecou por excesso de individualismo. O descanso não chegaria sem uma pitada de polémica, à conta de uma grande penalidade contra o FC Porto, depois revertida em sede de vídeo-árbitro. Zaidu era expulso por acumulação de amarelos, mas já não foi, o Sporting teria uma oportunidade soberana, mas já não teve, e quem acabou expulso foi o treinador Rúben Amorim, por exagerar nos protestos. O lance só não marcaria o jogo se o Sporting acabasse por ganhá-lo. Resumindo a segunda parte numa frase, o FC Porto brincou demasiadas vezes com o fogo da vantagem mínima. Felipe Anderson e Marega foram a jogo por troca, respectivamente, com Luis Díaz e Marega (59'), mas não trouxeram ideias mais frescas, antes de outras duas substituições com cheirinho a gestão (75'), no caso as entradas de Romário Baró e do reforço Nanu, rendendo Otávio e Manafá. O problema é que nunca se deve gerir uma margem mínima, e o FC Porto pagaria por isso ao minuto 87. Ao sair para o ataque, Felipe Anderson perdeu a bola para Palhinha, que lançou Pedro Gonçalves pela direita, com este a cruzar para Sporar obrigar Marchesín a uma defesa incompleta, aparecendo Vietto para capitalizar. O argentino terá sido a substituição mais acertada deste jogo, não só pelo golo. O FC Porto ainda teria mais um lance perigoso (90'+2'), num remate de Taremi que falhou o alvo por pouco, mas já não ia a tempo de corrigir o que quer que fosse. E assim se deitam dois pontos borda fora. Ainda é cedo no campeonato, mas num ápice o FC Porto vê-se cinco pontos atrás da liderança. Atenção.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 03.10.20

Liga NOS, 3.ª jornada - FC Porto 2-3 CS Marítimo - Foi de vez

FCPMAR.jpgPerdoem-me os que acham que não há duas sem três, mas dizem que à terceira é de vez. E foi. O FC Porto desperdiça os primeiros pontos à jornada 3. Já no caso do Marítimo, à 41.ª é que foi de vez. Esta é a primeira vitória dos insulares em casa do FC Porto para o campeonato. Para o FC Porto, foi um daqueles ingratos jogos em que a equipa tenta de tudo, mas acaba vergada à culpa própria. A grande penalidade desperdiçada por Alex Telles (88'), com defesa de Amir, foi apenas o último sublinhado de um desfile de peripécias que correram sempre de feição ao Marítimo. Desde o lance em que a bola não entra por um triz na sua baliza (70'), até ao segundo golo dos verde-rubros (52'). Aí, foi um livre de Correa contra a barreira a gerar uma recarga de Getterson que bateu na trave e caiu certeira na cabeça de Rodrigo Pinho. E nem se pode dizer que não houve aviso, num golo de Correa que não valeu por fora-de-jogo (12'). Aos 24, contou mesmo, por Rodrigo Pinho, que trabalhou bem na área sobre Mbemba e colocou certeiro no poste mais distante. Diogo Costa ficou sem reacção, e talvez pudesse ter feito mais. O FC Porto ainda empataria, por Pepe (42'), que fugiu bem à marcação e desviou de cabeça um canto de Alex Telles, mas foi como se essa carambola do segundo golo maritimista tivesse derrubado também alguma coisa na psique do FC Porto, que não encontrou forma de transformar o seu pendor ofensivo em golos. Ao mesmo tempo, as vantagens no marcador acabavam por validar tudo o que o Marítimo ia fazendo de bom em campo, principalmente do ponto de vista defensivo. Numa semana em que os comandados de Lito Vidigal foram alvo de críticas por terem abusado do anti-jogo na partida anterior, houve dez minutos de descontos na segunda parte, mas até nem pareceu ter havido motivo para tanto. Foi nesse período, já com o FC Porto inteiramente inclinado sobre a área contrária, e já até com o proscrito Zé Luís em campo, que um contra-ataque finalizado por Nanu deu o terceiro golo do Marítimo (90'+4'). Otávio ainda reduziria (90'+9'), num remate que sofreu um desvio e traiu Amir, mas já era muito tarde. O FC Porto não foi bafejado pela sorte neste jogo. O Marítimo fez por merecê-la, por ter defendido tão bem e aproveitado da melhor forma as poucas saídas ao ataque. Fez lembrar 2018/19, ano em que o FC Porto também sofreu uma derrota caseira por 2-3 à 3.ª jornada, então com o Vitória de Guimarães. Na altura custou caro, nas contas finais.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 26.09.20

Liga NOS, 2.ª jornada - Boavista FC 0-5 FC Porto - Duas partes

BOAFCP.jpgHabitualmente efervescente, o dérbi tripeiro no Bessa teve uma edição jogada num silêncio sepulcral, com uma primeira parte a condizer. Excepção feita a um remate de Uribe ao poste (12'), nada mais houve a registar, à conta da falta de lances perigosos e do futebol pouco intenso. No reatamento, contudo, o FC Porto escreveria uma história diferente e termina o jogo com a sensação de ter arrasado o adversário. Corona abriu o activo ao minuto 47, o Boavista ainda respondeu com um lance tão confuso quanto perigoso, mas a partir daí não voltou a ser capaz de incomodar os dragões. O segundo golo seria de Sérgio Oliveira (59') na conversão de um livre frontal, com a bola a sofrer um ligeiro desvio na barreira, e Marega apontaria o terceiro (67'), desmarcando-se pela direita e finalizando rasteiro, cruzado. Por esta altura já Luis Díaz estava em campo, por troca com Uribe (57'), mas mantinha-se a situação verificada no jogo de abertura: ainda nenhum reforço tinha ido a jogo. O minuto 71 trouxe o momento da noite, num belo livre estudado, entre Sérgio Oliveira, Otávio e Corona, que deixou Marega a precisar só de encostar para o 0-4. Só sete minutos mais tarde é que entrariam Zaidu e Taremi. O seu eventual impacto fica diluído no facto de o resultado estar mais que decidido quando os reforços foram a jogo. Ainda houve tempo para Luis Díaz fechar a manita (90'+2'), trabalhando bem na zona fatal, após cruzamento de Manafá. Foi o proverbial jogo de duas partes distintas. Mais lá para a frente, quando as coisas doerem mais, talvez uma entrada morna como a deste jogo tenha consequências menos positivas para o FC Porto.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 19.09.20

Liga NOS, 1.ª jornada - FC Porto 3-1 SC Braga - Ano novo, vida velha

FCPBRA.jpg

Este primeiro jogo do FC Porto na nova década de futebol foi um caso de ano novo, vida velha. No tocante aos jogadores, já que no resultado os dragões finalmente vergaram o Braga, depois das três derrotas averbadas em 2019/20 frente aos guerreiros. Na ficha de jogo, portanto, Sérgio Conceição não colocou a titular nenhum dos poucos reforços. Garantia de continuidade? Pelo resultado final, de certa forma, sim. No jogo jogado foi mais um FC Porto-Braga de difícil análise, face ao equilíbrio constante entre as duas equipas. O primeiro a tentar romper esse equilíbrio foi o FC Porto, que viu Corona, Marega e Otávio criar uma bela jogada (13'). Deu golo, mas um fora-de-jogo algures no desenrolar do lance invalidou-o. Respondeu o Braga, com uma jogada idêntica, mas sem irregularidades (21'). Ricardo Esgaio cruzou largo desde a direita e do lado contrário Sequeira deu para o meio, onde apareceu o ex-portista Castro para um remate forte e rasteiro que não deu hipótese a Marchesín. No lance seguinte, Abel Ruiz fez o 0-2, mas havia fora-de-jogo. Foi por pouco que o FC Porto não ficou com uma batata a escaldar nas mãos... Certo era que o Braga estava em vantagem e fazia bom uso do seu 3x4x3 para não deixar o FC Porto criar grande perigo. O Braga também não o voltou a criar, e talvez por isso tenha tido uns descontos fatais. O minuto 45'+1' trouxe a igualdade, por Sérgio Oliveira, que cabeceou cruzado após centro de Alex Telles. Pouco depois (45'+3'), o mesmo Alex Telles converteu uma grande penalidade, em mais uma imagem repetida da vida velha da época passada. A falta foi, no mínimo, duvidosa. O reatamento trouxe uma oportunidade flagrante para os guerreiros (49'), mas Ricardo Horta, depois de se colocar na zona frontal, foi traído pela relva e rematou muito por cima quando todos pensavam que ia rematar para golo. E não houve muito mais a contar até final, excepção feita ao terceiro tento portista (89'), novamente de grande penalidade, novamente batida por Alex Telles. A falta, desta vez, foi indiscutível. Foi Taremi que a sofreu, minutos depois de ter entrado em campo (87'). O iraniano foi o segundo dos reforços a ir a jogo, depois de o lateral nigeriano Zaidu ter entrado ao minuto 71. Do lado do Braga, o técnico Carlos Carvalhal bem tentou inclinar a equipa para a frente lançando Schettine, ao mesmo tempo que refrescava ideias metendo também Galeno e André Horta (61'), mas os equilíbrios não se desfizeram. Qualquer análise adicional é, por enquanto, prematura. O Braga parece ter-se reforçado bem, mas não foi tão impositivo em casa do FC Porto como na época passada. Os dragões, em mais um retrato de velhas vidas, aguardam pelo fecho do mercado para saber se entra e/ou sai mais alguém. Até porque os festejos de Alex Telles após os seus golos pareciam de despedida.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 25.07.20

Liga NOS, 34.ª jornada - SC Braga 2-1 FC Porto

BRAFCP.jpg

Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:59

Segunda-feira, 20.07.20

Liga NOS, 33.ª jornada - FC Porto 6-1 Moreirense FC - Entrega dos Óscares

FCPMOR.jpg

Consumada matematicamente a conquista do título na jornada anterior, o derradeiro encontro do FC Porto no Dragão em 2019/20 tornava-se no proverbial jogo de consagração. E não foi um jogo de consagração qualquer, já que houve espaço para um pouco de tudo. Até para o próprio Moreirense discutir o resultado durante os primeiros 45 minutos, com Fábio Abreu a coroar a sua época com o seu 13.º golo no campeonato (20'), num belo cabeceamento. Antes, Luis Díaz tinha aberto o marcador (4'), também de cabeça, sem oposição, a cruzamento de Alex Telles. A segunda parte foi outro filme. Aliás, todo o jogo pareceu uma entrega dos Óscares da temporada, já que foi como se todos os principais nomes tivessem direito a prémio - incluindo o já mencionado Fábio Abreu, pelos cónegos. Logo ao minuto 51, Otávio desempatou o marcador, num lance em que precisou de três tentativas, todas na pequena área, até bater a defesa do Moreirense. Seguiram-se uma grande penalidade de Alex Telles (56') - a oitava convertida pelo lateral brasileiro, para um total de onze golos na Liga - e, imagine-se, um livre directo de Marega (62'). Isso mesmo, um livre de Marega, que assim se tornou no melhor marcador portista no campeonato, com doze golos. O maliano logo cedeu o lugar a Soares (64'), que retribuiu com um bis (78' e 87'). O primeiro desses golos foi uma homenagem ao tiki taka, prestada por Uribe, Otávio e Luis Díaz. Tudo ao primeiro toque, com um calcanhar incluído; Soares só teve que encostar. O último golo da noite também foi só de encostar para Soares, mas a jogada, entre os mesmos Otávio e Luis Díaz foi igualmente bonita, embora não tão elaborada. A robustez do resultado permitiu a Sérgio Conceição estrear o guarda-redes Mbaye, que disputou os últimos quinze minutos. Talvez o Moreirense não contasse com uma segunda metade de prego a fundo por parte dos dragões, mas, na verdade, os cónegos não fizeram nada de errado em campo. O FC Porto é que primou por não deixar os seus créditos por mãos alheias, certamente deixando também muitos portistas a pensar porque é que não houve mais exibições deste nível ao longo da época. E no final ergueu-se o caneco da Liga NOS, para gáudio do estádio vazio. Foi mesmo como a entrega dos Óscares. Normalmente só se vê pela televisão.

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por Miran Pavlin às 23:59



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