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CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário


Domingo, 10.11.19

Liga NOS, 11.ª jornada - Boavista FC 0-1 FC Porto - Entre o bem e o mal

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A bomba rebentou na véspera do jogo. Numa fase em que o FC Porto vinha deixando a sua nação em sobressalto, à conta de uma exibições entre o cinzento e o negro, Marchesín, Saravia, Luis Díaz e Uribe eram apanhados nas malhas das redes sociais, alegadamente a horas impróprias, na festa de aniversário da esposa deste último, ficando assim fora das contas para o dérbi. Talvez avisado pelas memórias de recentes edições, o Boavista não foi tão físico - embora calcadelas não tenham faltado -, o que acabava por expor um FC Porto que, na verdade, voltou a não ter muitas ideias. A sensação de segurança, contudo, foi outra. O dérbi, especialmente no Bessa, é sempre um jogo diferente, e quem subiu ao relvado pelo FC Porto esteve à altura das exigências. Pouco incomodado, o guardião Diogo Costa terminou com a folha limpa, enquanto Loum, surpreendente titular, terá sido o melhor dos dragões. Fábio Silva jogou de início pela primeira vez e deixou tudo em campo, ao passo que Mbemba continua a aproveitar da melhor maneira todos os minutos que tem somado recentemente. Os dragões tiveram diversos avanços sobre a baliza axadrezada, mas sem grande perigo, excepção feita a uma desmarcação de Zé Luís, cuja finalização bateu no poste (90'). O golo surgiu cedo (9'), num belo remate cruzado de Alex Telles, de fora da área, no aproveitamento de uma sobra. Foi o suficiente para o FC Porto terminar do lado do bem esta viagem entre o bem e o mal. Leia-se, entre a falta que fariam os quatro castigados, ou o bem que faria aos que têm jogado menos terem a oportunidade de, pelo menos, ameaçar ficar com o lugar. Este encontro foi o último de sete em pouco menos de um mês, desde a última paragem para jogos de selecções.

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por Miran Pavlin às 23:59

Quinta-feira, 07.11.19

Liga Europa, fase de grupos - Rangers FC 2-0 FC Porto - Alguma coisa na água

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Poucos locais trazem memórias tão más ao FC Porto como a cidade de Glasgow. Quatro visitas, quatro derrotas. Deve haver alguma coisa na água. Desta vez o desaire teve um custo acrescido, já que empurrou os dragões para o último lugar do grupo. E não é fácil puxar a brasa à sardinha do FC Porto. O Rangers não foi propriamente uma equipa avassaladora, mas mesmo assim os azuis-e-brancos não conseguiram ser melhores. Ou, pelo menos, iguais. Faltaram ideias e, por conseguinte, outros lances de perigo para juntar a um cabeceamento de Pepe que Kamara limpou em cima da linha de golo (8'). É também verdade que o Rangers não encontrou tantos espaços como no jogo do Dragão, mas voltou a ser uma equipa organizada e, mais importante, com espírito competitivo, a contrastar com um FC Porto expectante quando em posse. Os dragões ficavam assim à mercê de um pouco de tudo. O pior - para o FC Porto, claro - aconteceria na forma de dois golos em cinco minutos (69' e 73'), ambos em lances rápidos junto à área; primeiro marcou Morelos, com uma boa execução em espaço reduzido, seguindo-se Davis com um tiro que desviou em Marcano e traiu Marchesín. O último esforço portista seria infrutífero. Talvez o sistema de três centrais com laterais projectados utilizado por Sérgio Conceição não tenha rendido o esperado. Talvez o retomar de um esquema mais convencional com a saída de Pepe, por lesão, para entrar Luis Díaz tenha, ao invés, baralhado ainda mais a equipa. De outra forma, só se o técnico estiver a utilizar a Liga Europa como tubo de ensaio para soluções alternativas, num sinal de que esta prova não está na lista de desejos do FC Porto. Ou talvez tudo se justifique com a proverbial gestão. Certo é que o FC Porto regressa a casa de calculadora na mão, com duas jornadas por disputar.

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por Miran Pavlin às 23:59

Domingo, 03.11.19

Liga NOS, 10.ª jornada - FC Porto 1-0 CD Aves - Suficiente menos

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Um solitário golo, marcado na primeira ocasião criada (13'), foi o quanto bastou para o FC Porto levar de vencida o Aves. Na direita, Otávio cruzou para o lado contrário, onde apareceu Marcano para um belo remate cruzado que tocou no poste antes de entrar. Os dragões teriam apenas mais uma oportunidade clara (65'), num cabeceamento de Pepe que parou numa vistosa defesa para a trave. Do outro lado, o Aves pouco - ou nenhum - perigo criou, contribuindo com a sua parte para um jogo que não deixa um relevante legado futebolístico para os vindouros. Por ter havido tão pouca acção, salta a vista a simulação de Bruno Costa (23'), fazendo-se tropeçar na própria perna na tentativa de cavar uma grande penalidade. O juiz Hélder Malheiro foi mesmo na cantiga e apontou para a marca dos onze metros, mas as imagens desmascararam o médio portista e a decisão foi revertida. Faltou só o cartão amarelo. Faltaria ainda um raspanete público ao jogador, à moda daquele que Nakajima levou por outros motivos; uma pena, portanto, que Sérgio Conceição tenha achado que era falta, conforme defendeu na conferência de imprensa pós-jogo. Perdeu-se assim uma bela oportunidade de passar a mensagem de que aquela não é uma atitude consentânea com um jogador do FC Porto. Assim como não foi consentânea a exibição da equipa. Nem sequer se pode dizer que os dragões fizeram o suficiente. Suficiente menos, talvez. Só mesmo para salvar os três pontos.

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por Miran Pavlin às 23:59

Quarta-feira, 30.10.19

Liga NOS, 9.ª jornada - CS Marítimo 1-1 FC Porto - Retrospectiva ou antevisão?

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Este jogo foi todo ele um retrospectiva de tantas visitas passadas do FC Porto ao Caldeirão. As maleitas do costume estavam todas lá; a incapacidade de articular jogo por mais que alguns segundos, a falta de cabeça fria, os ocasionais momentos de desnorte... Nem o golo sofrido cedo faltou, com Bambock, ao minuto 11, a aproveitar uma bola mal aliviada pela defensiva portista para rematar a contar. A bola ainda sofre um desvio em Danilo Pereira. Enquanto Pepe oferecia um canto desnecessário algures na primeira parte e, mais tarde, até Marchesín tentava um passe visionário, mas para fora, o jogo transformava-se numa mini-batalha em que o principal protagonista era o som do apito do árbitro. Nomeadamente na segunda parte, o jogo desceu a uma sucessão de faltas, faltinhas e incidentes, polvilhados por dez cartões amarelos, incluindo um para Sérgio Conceição após o final. O futebol jogado foi parco, e em pequenos fogachos de curtíssima duração. Ao ponto de até o golo do FC Porto (84') ser quase impossível de detectar a olho nu e resultar de um lance em que Soares faz de defesa e acerta nas costas de Pepe, a quem foi atribuído o golo. Os dragões ainda tiveram forças para criar um par de lances prometedores, mas já não havia discernimento para finalizar melhor. De certa forma, o empate é um prémio para as duas equipas. Para o Marítimo por tê-lo conseguido jogando feio e duro, e não mostrando muito mais que o golo; para o FC Porto por ter sobrevivido a esse tipo de jogo. Tudo somado e afinal talvez este jogo não seja só uma retrospectiva. Talvez seja também uma antevisão do Boavista-FC Porto que está aí ao virar da esquina.

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por Miran Pavlin às 23:00

Domingo, 27.10.19

Liga NOS, 8.ª jornada - FC Porto 3-0 FC Famalicão - Mundo ao contrário

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À oitava jornada o Estádio do Dragão recebia o jogo do líder invicto do campeonato, que em caso de derrota perderia a liderança precisamente para a outra equipa. E se houvesse empate poderiam até ser terceiros a assumir o comando. As condicionantes e implicações deste encontro assemelham-se às dos clássicos, mas a verdade é que estas linhas não se referem sequer ao FC Porto, porque o mundo da I Liga tem estado ao contrário e o líder invicto era mesmo o Famalicão. Motivados pelo surpreendente arranque, os minhotos apresentaram-se abertos, à procura de jogar o mais próximo possível dos olhos do FC Porto e dispostos a pagar o preço dessa atitude. Havendo mais espaços junto à sua baliza, o Famalicão permitia diversos lances prometedores aos dragões, que perceberam bem a exigência do jogo. O Famalicão apareceu menos vezes com perigo frente a Marchesín, e foi por um triz que não levou o nulo para o descanso. Ao sair a jogar, Patrick William entregou a bola a Otávio, que lançou Luiz Díaz para uma boa tabelinha com Corona antes da finalização do colombiano (45'). A toada manteve-se na segunda parte. Até ao momento em que o Famalicão mete o pé pela segunda vez na mesma argola (73'). Desta vez foi Lionn a colocar em Soares, que avançou, ficou sem ideias, teve sorte no ressalto e acabou por disfarçar fintando com classe o guarda-redes. Como não há duas sem três, outra perda de bola desnecessária culminou em novo golo portista (88'). Agora foi o próprio guarda-redes Defendi a sucumbir à pressão de dois contrários, permitindo a Fábio Silva apontar o seu primeiro golo na Liga. No final, a liderança mudou de mãos e o Famalicão sai como um digno vencido, embora o 2-0 talvez fosse mais ajustado. A luta, como sempre, continua até à 34.ª jornada.

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por Miran Pavlin às 23:59

Quinta-feira, 24.10.19

Liga Europa, fase de grupos - FC Porto 1-1 Rangers FC - Deixar a desejar

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FC Porto e Rangers repetiram o resultado e a marcha do marcador do último encontro entre ambos, na Liga dos Campeões de 2005/06. Se nesse jogo de há 14 anos o empate do FC Porto foi inglório, desta vez os dragões podem dar-se por felizes por terem somado um ponto, já que a exibição deixou bastante a desejar. Numa primeira parte em que beneficiou de um domínio consentido pelo bloco baixo dos escoceses, o FC Porto porfiou, mas não deixou grandes momentos de perigo, excepção feita a um cabeceamento de Zé Luís ao poste, a cruzamento de Alex Telles (33'). O golo de Luis Díaz (36') surgiu praticamente do nada, com o colombiano a procurar o espaço necessário junto à quina da área para desferir um remate em arco, ao ângulo. Golaço. Apostado no contra-ataque, foi dessa forma que o Rangers chegou à igualdade (44'). Bem aberto na esquerda, o croata Barisic teve via verde para avançar e solicitar o também colombiano Morelos, que entrou ao segundo poste no aproveitamento do desequilíbrio da defesa portista. No reatamento o Rangers reapareceu mais inclinado para a frente, e era agora o FC Porto quem tinha as linhas mais recuadas. Os azuis-e-brancos acabariam por sacudir a pressão, mas durante boa parte do segundo tempo a sensação era a de que se alguém marcasse, seriam os visitantes. Na melhor oportunidade (53'), Morelos viu o golo reacender-se à sua frente, mas Marchesín negou o cabeceamento à queima-roupa com uma defesa monstruosa. O FC Porto teria dois lances flagrantes. Primeiro num canto de Alex Telles desviado por Danilo Pereira para o segundo poste, onde três homens - Pepe, Uribe e Soares - não conseguiram sequer acertar na bola (80'); pouco depois (86') seria McGregor a brilhar, ao defender uma finalização de Soares, e também a recarga de Uribe. Ambas de forma espectacular. No fundo, o FC Porto de hoje não foi muito diferente daquele que defrontou o Young Boys na primeira jornada. A diferença crucial, claro está, é que nesse dia foi o suficiente para vencer. Hoje não. Com a fase de grupos a meio, e tendo dois dos três jogos restantes fora de casa, será que o somatório das seis partidas vai chegar para passar o ano ainda em prova?

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por Miran Pavlin às 23:50

Sábado, 19.10.19

Taça de Portugal, 3.ª eliminatória - SC Coimbrões 0-5 FC Porto - Tão perto e tão longe

COIFCP.jpgEmbora estejam frente a frente nas margens do Douro, no plano futebolístico Vila Nova de Gaia e Porto não podiam estar mais longe. No que ao FC Porto diz respeito, claro. Considerando as provas oficiais hoje existentes esta foi, incrivelmente, a primeira vez que os dragões actuaram em Gaia. Só consultando os jurássicos registos dos antigos campeonatos regionais, disputados até 1947, se poderá detectar uma eventual ocorrência anterior. Dentro do relvado, o próprio Coimbrões acabaria por ficar longe do FC Porto, mas não deixa de ser verdade que praticamente não teve hipóteses de discutir o jogo. Já a perder por 0-3 ao minuto 12, pouco mais restava aos gaienses senão bater-se pela honra com o brio necessário para valorizar o espectáculo. O FC Porto rodou diversos jogadores, aliás como é usual neste momento da prova; de entre os mais utilizados só Otávio, Luiz Díaz e Soares foram a jogo. Estes dois últimos, de resto, assinaram os primeiros golos (6' e 8'), com Mbemba a apontar o terceiro. A segunda parte trouxe o bis de Díaz (69') e a sua saída para a ovação (71'), abrindo caminho ao regresso de Sérgio Oliveira após lesão. Aboubakar também teve direito a alguns minutos (entrou aos 76') e ainda houve tempo para Fábio Silva se tornar no mais jovem jogador de sempre a marcar pelo FC Porto, na recarga a uma primeira iniciativa de Diogo Leite (82'). Tendo prevalecido a lei do mais forte em 90 minutos de igual para igual, Coimbrões e FC Porto regressam à sua distância de duas divisões.

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por Miran Pavlin às 23:20

Quinta-feira, 03.10.19

Liga Europa, fase de grupos - FC Feyenoord 2-0 FC Porto - Provas

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No rescaldo do sorteio desta fase de grupos prevaleceu, entre portistas e observadores, uma sensação de tranquilidade quanto ao futuro dos azuis-e-brancos na prova. Aparentemente, ninguém reparou que se tratava de um grupo de respeito, em que todos os quatro integrantes têm palmarés - 110 campeonatos nacionais conquistados entre si - e só um deles nunca venceu uma competição da UEFA. Faltava apenas uma prova irrefutável de que o FC Porto ia ter que trabalhar no duro para passar. Pois já não falta. Mesmo tendo oportunidades claras suficientes para uma goleada, os dragões regressam de mãos a abanar do seu primeiro jogo na Holanda em 21 anos. A abanar ficaram também os ferros da baliza do Feyenoord, à conta de um livre de laboratório entre Uribe e Otávio, que o brasileiro finalizou ao poste, e um remate flagrante de Luis Díaz, devolvido pela parte inferior da trave (61' e 74'). Pelo meio (68'), Marega teve um falhanço de bradar aos céus junto à pequena área. O Feyenoord optou por jogar com as suas linhas mais recuadas, mas nem por isso deixou de criar perigo. Uma iniciativa de Karsdorp na direita do ataque quase resultou num auto-golo de Marcano (42'), Berghuis rematou de longe com a bola a bater no topo da barra (64') e Larsson isolou-se rumo ao golo, mas à saída de Marchesín picou a bola para a malha lateral (65'). Por esta altura já o Feyenoord estava na dianteira, graças ao tento de Toornstra, na recarga a uma primeira investida de Larsson, que Marchesín limpou. O guarda-redes argentino foi vital noutros momentos, nomeadamente ao negar com defesas vistosas outro lance dividido em duas vagas, este protagonizado por Berghuis e Larsson (53'). O jogo foi disputado a bom ritmo de início a fim, por vezes em toada de parada-resposta, mas nem por isso bem jogado. O espírito de sacrifício dos homens do Feyenoord compensava as limitações técnicas, ao mesmo tempo que ia perturbando um FC Porto que não estava num dia particularmente inspirado. Sérgio Conceição procurou refrescar ideias trocando Zé Luís por Soares (62') - Díaz já tinha entrado para o posto de Nakajima (53') - mas o andamento não mudou. O minuto 80 trouxe o segundo golo dos da casa, por Karsdorp, que pegou na bola junto à divisória e avançou tranquilamente até ao golo, perante as facilidades que não teve quando defrontou os dragões pela Roma na época passada. O FC Porto ainda teve oportunidade de levar um golo para casa (90'), mas o guardião Vermeer defendeu bem o cabeceamento de Soares. O resultado não reflecte bem o que foi o jogo, mas, como sempre, ganha quem marca. A fechar, uma curiosidade: ao cabo de duas jornadas este é o único grupo em que todos estão empatados com três pontos. Mais uma prova de que este grupo é duro. Ou mesmo o grupo da morte desta Liga Europa.

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por Miran Pavlin às 23:30

Domingo, 29.09.19

Liga NOS, 7.ª jornada - Rio Ave FC 0-1 FC Porto - À chuva

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Na antevisão ao jogo, quando questionado sobre se o Rio Ave-FC Porto da época passada ainda estava na memória, Sérgio Conceição atirou para canto dizendo que já nem se lembrava do que fez nas férias. No entanto, teria sido útil que Conceição se lembrasse quer desse jogo, quer da recente deslocação a Portimão; em ambos os casos o FC Porto desperdiçou vantagens de dois golos. Não havendo memória, a equipa tratou de oferecer um vislumbre dessa visita de Abril último aos Arcos. O FC Porto saltou para a liderança do marcador logo ao minuto 12, com Marega, ao primeiro poste, a cabecear certeiro após canto de Alex Telles, mas o que se seguiu não foi propriamente convincente. De forma gradual, principalmente no segundo tempo, os dragões baixaram o ritmo e a intensidade, permitindo com isso que o Rio Ave crescesse. À passagem do minuto 63 o FC Porto apanharia um valente susto. Lançado por Bruno Moreira, Taremi desfeiteou Marchesín, mas o festejo parou na bandeirola erguida do árbitro assistente. Após longa revisão na Cidade do Futebol, determinou-se que o iraniano estava em fora-de-jogo por 64 centímetros. Foi um sério aviso, que conheceu reacção apenas de bola parada, num livre de Alex Telles que embateu na barra (77'). Em suma, o FC Porto andou à chuva durante boa parte do encontro, mas acabou por não se molhar. Em Portimão a salvação apareceu no último suspiro. Aqui, os salvadores foram esses 64 centímetros. Estrelinha? Talvez, mas de uma luz muito tímida.

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por Miran Pavlin às 23:59

Quarta-feira, 25.09.19

Taça da Liga, fase de grupos - FC Porto 1-0 CD Santa Clara - Trabalhos retomados

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Três dias depois, FC Porto e Santa Clara retomaram os trabalhos, agora a contar para a Taça da Liga. Podia não ter mudado nada, mas mudou quase tudo. Ambas as equipas apresentaram onzes bastante diferentes em relação ao jogo anterior e até o Santa Clara envergou o seu equipamento tradicional, ao invés do que acontecera há três dias. A vitória portista é que se manteve, agora graças a um golo do central Diogo Leite (45'+2'), que deu o melhor seguimento, de cabeça, a um bom trabalho de Nakajima no flanco esquerdo. Face à constituição das equipas, tornava-se necessário esclarecer se uma eventual falta de entrosamento retiraria fluência ao jogo, ou se a vontade de os menos utilizados mostrarem serviço proporcionaria mais agitação que no último sábado. Seria a segunda hipótese a prevalecer, ainda que não tenha propriamente havido um festival de oportunidades de golo. Do lado do FC Porto, o aspecto mais notório foram os sete portugueses titulares - Diogo Costa, Manafá, Pepe, Diogo Leite, Bruno Costa, Romário Baró e Fábio Silva -, dos quais só dois não fizeram a formação na casa. A juventude também foi nota marcante, com Fábio Silva a tornar-se mesmo no titular mais jovem de sempre da história do clube. O jogo foi, então, mais dividido, e o Santa Clara teve uma ou outra oportunidade clara, nomeadamente ao minuto 11, altura em que Pineda fugiu à marcação e se isolou frente a Diogo Costa, mas a finalização saiu pouco ao lado. Entre uma ou outra iniciativa mais perigosa, a segunda parte deixou à vista alguma dureza excessiva por parte dos açorianos. Talvez ainda com o lance do jogo anterior na memória - ou a continuação do uso de uma touca não deixou esquecer -, Fábio Cardoso estava particularmente nervoso e acabou por cometer uma falta dura sobre Romário Baró (88'), que obrigou mesmo à substituição do jovem. No momento, o cartão amarelo pareceu adequado, mas Baró saiu em lágrimas, pelo que a falta talvez pedisse um castigo mais veemente. O apito final soaria pouco depois, confirmando a primeira entrada portista a ganhar na Taça da Liga desde 2014/15. Já é um começo...

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por Miran Pavlin às 23:59



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