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CORTE LIMPO


Terça-feira, 14.03.17

Liga dos Campeões, oitavos-de-final, 2.ª mão – Juventus FC 1-0 FC Porto – Sinal vermelho

A esperança que o FC Porto ainda tinha em discutir a eliminatória caiu por terra de forma semelhante à primeira mão: com a exuplsão de um lateral. Depois de Alex Telles, agora foi Maxi Pereira a parar no sinal vermelho, ao cometer a grande penalidade que definiu o resultado. A inferioridade numérica voltou a condicionar o FC Porto, mas desta vez a equipa não procurou a contenção. Nem podia ser de outra forma, já que para todos os efeitos os dragões não tinham nada a perder. Apresentando o mesmo onze das jornadas mais recentes da I Liga – com Danilo Pereira, André André, Óliver Torres e Brahimi a povoar o meio-campo no apoio a André Silva e Soares – o FC Porto enfrentava uma Juventus com alterações em relação ao jogo do Dragão, principalmente na defesa, onde Lichtsteiner, Chiellini e Barzagli não repetiram a titularidade; mais à frente, Pjanić também ficou no banco. Alinharam então de início Daniel Alves, Bonucci, Benatia e Khedira, e se tivesse corrido mal falar-se-ia em sobranceria, mas como resultou será apenas gestão do plantel, num sinal da tranquilidade com que os bianconeri encararam esta segunda mão.

Sem medo de ter atitude, e com isso não perdendo a bola desnecessariamente, os homens do FC Porto saíram então em busca da baliza de Buffon, principalmente através da imprevisibilidade de Brahimi e de uma ou outra iniciativa de Danilo Pereira. A equipa ia mostrando conforto no jogo, conseguindo com isso algumas recuperações e posse de bola, no entanto os lances de maior perigo voltaram a ser da responsabilidade da Juventus, pois o FC Porto continuou sem conseguir visar as redes contrárias, à excepção de um remate de Soares (12’) que Buffon segurou facilmente. Dybala tentou dois remates de longe que não causaram perigo, antes de um cabeceamento de Mandžukić colocar Casillas à prova (23’). Ao minuto 41 Casillas respondeu com uma boa defesa a um cabeceamento em zona frontal, mas a bola ficou à mercê de novo remate, que Maxi Pereira, deitando-se, bloqueou com o corpo… e com os braços. Grande penalidade indiscutível e cartão vermelho, com Dybala a converter o castigo com mestria, rematando colocadíssimo junto ao poste esquerdo de Casillas.

Só no reatamento Nuno Espírito Santo corrigiu a defesa, lançando Boly em novo sacrifício de André Silva. Danilo Pereira quase fez auto-golo (48’), segundos antes de uma oportunidade para o FC Porto, quando Soares se isolou perigosamente a caminho do golo. Buffon fechou bem a baliza e a finalização saiu rente ao poste. Os dragões nunca desistiram de tentar, mas só estariam cara a cara com Buffon mais uma vez (82’), já com Diogo Jota em campo. O avançado também se isolou sobre o flanco esquerdo e tentou picar a bola sobre o guarda-redes, mas encontrou a malha lateral. Nos minutos em que esteve em campo – entrou aos 67 – Jota voltou a realizar uma sólida exibição, pontuada por mais uma arrancada que levou a bola quase de uma área à outra. Otávio também foi a jogo (70’), numa altura em que a partida começava a ter pouco para dar. A velha senhora também esteve perto do golo na segunda parte, nomeadamente num remate de Pjaca após assistência de calcanhar, no ar, de Mandžukić (60’) e num cabeceamento de Higuaín (66’), contudo não mais se gritaria golo.

Tendo em conta a atitude demonstrada pelo FC Porto, a segunda mão não foi um passeio, mas não deixou de ser uma noite predominantemente tranquila para a Juventus. Já ao FC Porto vale o brinde moral de não sair envergonhado da eliminatória. Uma coisa não ficou clara, nem nunca ficará, no caso o que poderia o FC Porto ter conseguido caso tivesse passado os 180 minutos sempre com onze jogadores; mesmo levando em linha de conta o potencial das duas equipas, que, como se sabe, nem sempre entra em campo.

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por Miran Pavlin às 23:50

Quarta-feira, 22.02.17

Liga dos Campeões, oitavos-de-final, 1.ª mão – FC Porto 0-2 Juventus FC – Limites

Quase todos os anos a história se repete. Independentemente do sucesso que obtenha, na I Liga a equipa do FC Porto é posta à prova nos jogos com os outros grandes e numa ou noutra deslocação. Salvo um fracasso europeu, o teste dos testes fica sempre reservado para o tubarão que inevitavelmente acaba por se cruzar com os azuis-e-brancos na Liga dos Campeões. Esta época o sorteio ditou uma rara visita da Juventus logo nos oitavos-de-final, num jogo que por si só deixaria expostos os limites desta versão do FC Porto. Por outro lado, o Dragão não deixa de ser um recinto que impõe respeito a todos os que o visitam, e isso ficou também à vista logo desde o apito inicial. Embora a Juventus tivesse mais posse de bola, ambos os conjuntos iam praticando um futebol cauteloso, à procura de transições ofensivas pela certa. O FC Porto ia também dando mais uma mostra de acerto defensivo, que ia gorando as trocas de bola mais fluidas dos italianos.

Até que a bomba explodiu. Numa questão de segundos Alex Telles acumulou cartões amarelos e se despediu do jogo e da eliminatória. Uma carga extemporânea a Cuadrado e uma entrada mais ríspida sobre Lichtsteiner foram a sua desdita, ficando aberto o espaço para as interpretações: cartões bem exibidos ou excesso de zelo do juiz alemão Felix Brych? Enquanto muitos decerto debatiam o tema, o FC Porto tinha nas mãos uma batata a escaldar, que obrigou Nuno Espírito Santo a esquecer o plano que trazia para o jogo. Saiu André Silva e entrou Layún para compor a defesa. Em inferioridade os dragões não sentiram quebra na segurança defensiva, mas Soares passou a ser uma ilha remota no meio-relvado da Juventus. As manobras do FC Porto tiveram também que começar mais atrás, e com ainda mais cautela, no sentido de dar à equipa o tempo necessário para ir subindo no terreno. Muitas vezes foi Brahimi que veio até à área de Casillas recuperar a bola e procurar arrancadas para o ataque, mas a velha senhora não encontrou problemas em fechar os acessos à sua zona recuada.

Por uma vez, as estatísticas finais reflectiram o que se passou em campo. Nem era preciso consultar os números da posse de bola, que roçaram o esmagador a favor dos campeões italianos. Bastava ver outros capítulos: apenas um canto para o FC Porto, já nos dez minutos finais, e apenas três remates, nenhum à baliza. O FC Porto ficou restringido a um livre de Brahimi, nos primeiros minutos, que passou um pouco por cima da baliza.

A Juventus ameaçou várias vezes. Dybala acertou em cheio no poste à saída para o intervalo, Higuaín esteve perto do golo durante a segunda parte e Khedira quase marcou num desvio cruzado, já depois dos golpes fatais dados pela Juve no espaço de minutos. Aos 72, em mais um lance de ataque apoiado, Layún não teve reflexos suficentes para dominar uma bola que passou à sua frente e acabou por entregá-la de bandeja ao suplente Pjaca, que rematou cruzado de primeira para o 0-1. Dois minutos depois, e aproveitando o abalo sentido pelo FC Porto, outro suplente utilizado, no caso Daniel Alves, apontou o 0-2 após cruzamento do outro lateral, o ex-portista Alex Sandro.

Mesmo tendo em conta a expulsão, a vitória da Juventus é justa, já que a atitude dos dragões não chegou para pelo menos incomodar Buffon. Curiosamente, o maior perigo foi causado pela própria Juventus, num atraso deficiente de Chiellini que obrigou o veterano guarda-redes a cortar de cabeça para lançamento. Em igualdade numérica não se sabe como seria. Da forma como aconteceu, a Juventus sai do Porto com pé e meio na fase seguinte, enquanto o FC Porto viu os seus limites expostos. Em parte, pelo menos. A tarefa para Turim é mais que hercúlea. É ciclópica.

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por Miran Pavlin às 23:30



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