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CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário


Quinta-feira, 27.02.20

Liga Europa, 16-avos-de-final, 2.ª mão - FC Porto 1-3 Bayer 04 Leverkusen - Contra-golpe

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Jorge Jesus adoraria ser o treinador do Leverkusen só para poder usar a palavra "contra-golpe" vezes sem conta na conferência de imprensa pós-jogo, já que foi dessa forma que o conjunto alemão tirou o FC Porto desta edição da Liga Europa. Embora determinado, o FC Porto voltou a não conseguir superiorizar-se. As dificuldades não tardaram a crescer, face ao golo de Alario (10'), mas seria só na segunda parte que o Leverkusen colocaria a eliminatória fora de questão, através dos tentos de Demirbay (50') e de Havertz (57'). O golo de Marega, num forte cabeceamento frontal (65'), seria apenas de honra para os portistas.

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por Miran Pavlin às 22:30

Quinta-feira, 20.02.20

Liga Europa, 16-avos-de-final, 1.ª mão - Bayer 04 Leverkusen 2-1 FC Porto - Porto cinzento

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O resultado que o FC Porto traz de Leverkusen é bem melhor que a exibição. Aliás, é quase inexplicável como um FC Porto tão cinzento e desconexo conseguiu trazer a eliminatória para casa, ainda por com um golo marcado. O primeiro golo do Leverkusen surgiu por Alario (29'), num cabeceamento frontal após cruzamento de Lars Bender. Depois de muita hesitação, o vídeo-árbitro validou o lance, aparentemente bem. O segundo tento dos alemães chegou numa grande penalidade mandada repetir, depois de Marchesín ter defendido. À segunda, Havertz fez o 2-0 (57'). O FC Porto tinha a vida por um fio e não mostrava futebol para, pelo menos, igualar o que os da casa iam fazendo. Até o golo, por Luis Díaz (50'), foi um tanto ou quanto aos trambolhões. Conta como os outros, claro, o que quer dizer que haverá eliminatória em aberto no Dragão. No papel, pelo menos.

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por Miran Pavlin às 23:59

Quinta-feira, 12.12.19

Liga Europa, fase de grupos - FC Porto 3-2 FC Feyenoord - Coisas incríveis

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É fascinante como já passaram séculos e o futebol continua a presentear-nos com coisas incríveis. Quem diria que a tenebrosa viagem do FC Porto por esta fase da Liga Europa terminaria com os dragões no primeiro lugar do seu grupo? E nem o próprio jogo da confirmação escapou à tendência de exibições portistas pouco convincentes. Apesar de tudo, registaram-se cinco golos, e nem se pode dizer que não houve aviso, pois Luis Díaz já tinha testado a atenção de Marsman com um remate colocado (6'), enquanto Berghuis, num livre directo na meia lua, disparou um míssil que encontrou Marchesín no caminho (10'). Díaz seria mesmo o primeiro a marcar (14'), com o guardião a ser mal batido pelo remate do médio colombiano. Logo de seguida (16'), o FC Porto duplicou a vantagem, com Marega a cruzar na esquerda para um embaraçoso auto-golo de Malacia ao segundo poste. Era um conforto um tanto ou quanto caído do céu. Talvez por isso o Feyenoord tenha chegado rapidamente à igualdade, com Botteghin a desviar de cabeça um canto de Kokçu (19'), e um remate cruzado de Larsson (22'), na sequência de uma boa jogada colectiva. O FC Porto chegaria ao terceiro golo por Soares, no aproveitamento de uma defesa incompleta de Marsman (34'). Terá havido falta do avançado portista, que, no fundo, empurrou a bola para a baliza com um carrinho a pés juntos sobre o defesa. Ainda que nem sempre bem jogada, a partida estava a ser um carrossel de emoções, mas a diversão parou por aí, deixando à vista a falta de criatividade do FC Porto para segurar com as duas mãos um Feyenoord que jogava sem grandes rendilhados. Como se isso não bastasse, em certos momentos os dragões concederam demasiados espaços aos de Roterdão, e foi por pouco que não custou caro. Num cruzamento da direita a bola ressalta em Corona, Toornstra e no poste antes de ir ter com Marchesín (70'). Logo a seguir (73'), o guardião argentino foi decisivo ao fazer a mancha a Narsingh, quando este aparece esquecido nas costas da defesa. Talvez o nervosismo de uma última jornada em que tudo estava em aberto para todos tenha contribuído para a insegurança demonstrada pelo FC Porto. Ou talvez isso não tenha interessado para nada. O que fica na Torre do Tombo do futebol, como quase sempre, é a classificação final, que aqui determina o FC Porto como um dos sobreviventes do grupo da morte. Foi por pouco.

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por Miran Pavlin às 23:59

Quinta-feira, 28.11.19

Liga Europa, fase de grupos - BSC Young Boys 1-2 FC Porto

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:00

Quinta-feira, 07.11.19

Liga Europa, fase de grupos - Rangers FC 2-0 FC Porto - Alguma coisa na água

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Poucos locais trazem memórias tão más ao FC Porto como a cidade de Glasgow. Quatro visitas, quatro derrotas. Deve haver alguma coisa na água. Desta vez o desaire teve um custo acrescido, já que empurrou os dragões para o último lugar do grupo. E não é fácil puxar a brasa à sardinha do FC Porto. O Rangers não foi propriamente uma equipa avassaladora, mas mesmo assim os azuis-e-brancos não conseguiram ser melhores. Ou, pelo menos, iguais. Faltaram ideias e, por conseguinte, outros lances de perigo para juntar a um cabeceamento de Pepe que Kamara limpou em cima da linha de golo (8'). É também verdade que o Rangers não encontrou tantos espaços como no jogo do Dragão, mas voltou a ser uma equipa organizada e, mais importante, com espírito competitivo, a contrastar com um FC Porto expectante quando em posse. Os dragões ficavam assim à mercê de um pouco de tudo. O pior - para o FC Porto, claro - aconteceria na forma de dois golos em cinco minutos (69' e 73'), ambos em lances rápidos junto à área; primeiro marcou Morelos, com uma boa execução em espaço reduzido, seguindo-se Davis com um tiro que desviou em Marcano e traiu Marchesín. O último esforço portista seria infrutífero. Talvez o sistema de três centrais com laterais projectados utilizado por Sérgio Conceição não tenha rendido o esperado. Talvez o retomar de um esquema mais convencional com a saída de Pepe, por lesão, para entrar Luis Díaz tenha, ao invés, baralhado ainda mais a equipa. De outra forma, só se o técnico estiver a utilizar a Liga Europa como tubo de ensaio para soluções alternativas, num sinal de que esta prova não está na lista de desejos do FC Porto. Ou talvez tudo se justifique com a proverbial gestão. Certo é que o FC Porto regressa a casa de calculadora na mão, com duas jornadas por disputar.

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por Miran Pavlin às 23:59

Quinta-feira, 24.10.19

Liga Europa, fase de grupos - FC Porto 1-1 Rangers FC - Deixar a desejar

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FC Porto e Rangers repetiram o resultado e a marcha do marcador do último encontro entre ambos, na Liga dos Campeões de 2005/06. Se nesse jogo de há 14 anos o empate do FC Porto foi inglório, desta vez os dragões podem dar-se por felizes por terem somado um ponto, já que a exibição deixou bastante a desejar. Numa primeira parte em que beneficiou de um domínio consentido pelo bloco baixo dos escoceses, o FC Porto porfiou, mas não deixou grandes momentos de perigo, excepção feita a um cabeceamento de Zé Luís ao poste, a cruzamento de Alex Telles (33'). O golo de Luis Díaz (36') surgiu praticamente do nada, com o colombiano a procurar o espaço necessário junto à quina da área para desferir um remate em arco, ao ângulo. Golaço. Apostado no contra-ataque, foi dessa forma que o Rangers chegou à igualdade (44'). Bem aberto na esquerda, o croata Barisic teve via verde para avançar e solicitar o também colombiano Morelos, que entrou ao segundo poste no aproveitamento do desequilíbrio da defesa portista. No reatamento o Rangers reapareceu mais inclinado para a frente, e era agora o FC Porto quem tinha as linhas mais recuadas. Os azuis-e-brancos acabariam por sacudir a pressão, mas durante boa parte do segundo tempo a sensação era a de que se alguém marcasse, seriam os visitantes. Na melhor oportunidade (53'), Morelos viu o golo reacender-se à sua frente, mas Marchesín negou o cabeceamento à queima-roupa com uma defesa monstruosa. O FC Porto teria dois lances flagrantes. Primeiro num canto de Alex Telles desviado por Danilo Pereira para o segundo poste, onde três homens - Pepe, Uribe e Soares - não conseguiram sequer acertar na bola (80'); pouco depois (86') seria McGregor a brilhar, ao defender uma finalização de Soares, e também a recarga de Uribe. Ambas de forma espectacular. No fundo, o FC Porto de hoje não foi muito diferente daquele que defrontou o Young Boys na primeira jornada. A diferença crucial, claro está, é que nesse dia foi o suficiente para vencer. Hoje não. Com a fase de grupos a meio, e tendo dois dos três jogos restantes fora de casa, será que o somatório das seis partidas vai chegar para passar o ano ainda em prova?

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por Miran Pavlin às 23:50

Quinta-feira, 03.10.19

Liga Europa, fase de grupos - FC Feyenoord 2-0 FC Porto - Provas

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No rescaldo do sorteio desta fase de grupos prevaleceu, entre portistas e observadores, uma sensação de tranquilidade quanto ao futuro dos azuis-e-brancos na prova. Aparentemente, ninguém reparou que se tratava de um grupo de respeito, em que todos os quatro integrantes têm palmarés - 110 campeonatos nacionais conquistados entre si - e só um deles nunca venceu uma competição da UEFA. Faltava apenas uma prova irrefutável de que o FC Porto ia ter que trabalhar no duro para passar. Pois já não falta. Mesmo tendo oportunidades claras suficientes para uma goleada, os dragões regressam de mãos a abanar do seu primeiro jogo na Holanda em 21 anos. A abanar ficaram também os ferros da baliza do Feyenoord, à conta de um livre de laboratório entre Uribe e Otávio, que o brasileiro finalizou ao poste, e um remate flagrante de Luis Díaz, devolvido pela parte inferior da trave (61' e 74'). Pelo meio (68'), Marega teve um falhanço de bradar aos céus junto à pequena área. O Feyenoord optou por jogar com as suas linhas mais recuadas, mas nem por isso deixou de criar perigo. Uma iniciativa de Karsdorp na direita do ataque quase resultou num auto-golo de Marcano (42'), Berghuis rematou de longe com a bola a bater no topo da barra (64') e Larsson isolou-se rumo ao golo, mas à saída de Marchesín picou a bola para a malha lateral (65'). Por esta altura já o Feyenoord estava na dianteira, graças ao tento de Toornstra, na recarga a uma primeira investida de Larsson, que Marchesín limpou. O guarda-redes argentino foi vital noutros momentos, nomeadamente ao negar com defesas vistosas outro lance dividido em duas vagas, este protagonizado por Berghuis e Larsson (53'). O jogo foi disputado a bom ritmo de início a fim, por vezes em toada de parada-resposta, mas nem por isso bem jogado. O espírito de sacrifício dos homens do Feyenoord compensava as limitações técnicas, ao mesmo tempo que ia perturbando um FC Porto que não estava num dia particularmente inspirado. Sérgio Conceição procurou refrescar ideias trocando Zé Luís por Soares (62') - Díaz já tinha entrado para o posto de Nakajima (53') - mas o andamento não mudou. O minuto 80 trouxe o segundo golo dos da casa, por Karsdorp, que pegou na bola junto à divisória e avançou tranquilamente até ao golo, perante as facilidades que não teve quando defrontou os dragões pela Roma na época passada. O FC Porto ainda teve oportunidade de levar um golo para casa (90'), mas o guardião Vermeer defendeu bem o cabeceamento de Soares. O resultado não reflecte bem o que foi o jogo, mas, como sempre, ganha quem marca. A fechar, uma curiosidade: ao cabo de duas jornadas este é o único grupo em que todos estão empatados com três pontos. Mais uma prova de que este grupo é duro. Ou mesmo o grupo da morte desta Liga Europa.

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por Miran Pavlin às 23:30

Quinta-feira, 19.09.19

Liga Europa, fase de grupos - FC Porto 2-1 BSC Young Boys - Entusiasmo

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Para o FC Porto, futebol europeu em Setembro costuma significar luzes da ribalta e aquele hino solene que todos conhecem. Desta vez, contudo, não. Talvez a estranheza de estar no palco secundário da UEFA tenha contribuído para a exibição pouco entusiasmante proporcionada pelos dragões. Entusiasmo - ou a falta dele - é, de resto, a palavra-chave deste encontro, e nem o facto de ter pela frente o bicampeão suíço em título levou a equipa a imprimir um empenho mais notório. Marcar cedo (8') deixou, também, o FC Porto mais próximo daquilo que amiúde faz na Liga NOS; ou seja, gerir calmamente uma vantagem mais ou menos magra, diante de um adversário pouco expansivo. Soares foi então o autor do primeiro golo, num lance em que recebeu com o peito um passe longo de Otávio, com essa recepção a tornar-se numa tabelinha com Luis Díaz antes da finalização do brasileiro. Pese embora o que se escreve acima, o FC Porto tentou resolver o jogo. Danilo Pereira, com um remate de longe, forçou o guarda-redes von Ballmoos a uma defesa apertada (12') e cabeceou ao poste na sequência de um canto de Corona (25'), mas por esta altura o jogo já estava empatado. Na primeira das duas oportunidades claras do Young Boys, Assale isolou-se e acabou derrubado por Marchesin, numa grande penalidade clara que Nsame converteu com mestria (13'). O segundo tento portista surgiria perto da meia hora, numa jogada envolvente pelo flanco direito, finalizada à boca da baliza pelo mesmo Soares. Daqui para a frente os lances relevantes não foram muitos. Soares tentou o hat-trick (69') mas o seu remate rasteiro saiu a rasar o poste, e García, do lado dos helvéticos, esteve perto do golo (71') mas Marchesin defendeu com o pé. Fábio Silva, entrado aos 81 minutos para o lugar de Soares, mexeu com o ataque e teve oportunidade de ensaiar dois remates, mas a sua verdura não lhe permitiu criar mais perigo. Manafá - como extremo - e Romário Baró também somaram alguns minutos, num jogo que, em última análise, vale mais pelos três pontos que por alguma mensagem que houvesse a passar. Essa, fica para a primeira saída nesta fase de grupos.

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por Miran Pavlin às 23:59

Quinta-feira, 25.02.16

Liga Europa, 16-avos-de-final, 2.ª mão – FC Porto 0-1 BV Borussia 09 Dortmund – Infelicidade congénita

Olhando para o jogo de forma simplista, é possível dizer que o Borussia Dortmund foi feliz nesta segunda mão. Em dois lances claros frente à baliza, os alemães conseguiram um golo e uma bola no poste, esta já no estertor do tempo regulamentar. Incluindo na equação as muitas variáveis que estavam em jogo, o Borussia não terá vencido apenas por felicidade, já que soube jogar com a vantagem que trazia de casa e controlou o jogo praticamente como quis.

Do outro lado, o FC Porto não terá tido tanta identidade quanto seria necessário para reverter a eliminatória. Em parte porque José Peseiro apostou num onze, no mínimo, alternativo, com Danilo Pereira, Ruben Neves e Evandro no meio-campo, Marega e Varela nas alas, mas também porque as coisas continuam a não acontecer, por mais que a equipa se esforce. O empenho, de facto, existiu, mas os passes nem sempre saíam nas melhores condições, e quando saíam a bola não era dominada a preceito. Além disso, os jogadores teimam em escolher as piores alturas para escorregar.

E para provar que o que pode correr mal, corre mesmo mal, na primeira ida à área (23’) o Borussia marcou, com uma quota importante de fortuna. Reus rematou forte para uma defesa extraordinária de Casillas, mas Aubameyang – em fora-de-jogo que passou despercebido, até ao árbitro assistente – estava no local certo para uma recarga que bateu na trave e caiu no colo do guarda-redes portista, que se estirava pela segunda vez e até acabou por ajudar a introduzir a bola na baliza.

Mesmo esforçados, os dragões não se conseguiram libertar da teia montada pelo Dortmund. A pressão do conjunto alemão não dava tempo nem espaço para os da casa pensar, e quando tinha a bola a preferência era conservá-la, através de trocas que por vezes se assemelharam a um meiinho. Nas poucas vezes em que o FC Porto colocou a defensiva adversária em sentido, a sorte não esteve consigo. Aos 40 minutos Evandro trabalhou bem na área mas o seu remate cruzado saiu um pouco ao lado do poste; dois minutos mais tarde Varela cabeceou para uma defesa espantosa de Bürki. Não havia meio de violar as redes do Dortmund.

Peseiro só começou a mexer na equipa aos 56 minutos, trocando o desinspirado Aboubakar por Hyun-Jun Suk, numa mexida que trouxe um ânimo passageiro à equipa. Seria a última vez que os azuis-e-brancos teriam uma sucessão de lances junto ao último reduto adversário. Mais tarde entrariam Brahimi para o lugar do indistinto Varela, e Herrera renderia Evandro. Já tinham passado demasiados minutos sem que houvesse a mínima sensação de que a equipa conseguiria marcar um golo que fosse.

Numa derradeira amostra de que a infelicidade do FC Porto neste jogo era mesmo congénita, ao minuto 87 Suk embrulhou-se em si próprio e caiu sobre a bola, que caprichosamente sobrou para Brahimi; mesmo solto, o argelino não fez melhor que acertar em cheio na trave. Numa última nota sobre o encontro, mais uma vez ficou patente que José Ángel é muito limitado e que Marega não estará na sua melhor forma.

O resultado final confirmou uma saída portista da Europa por uma porta bastante mais pequena do que a dada altura, ainda na Liga dos Campeões, se previa. Apesar do agregado de 3-0, e mesmo tendo o FC Porto sido temerário na primeira mão, a diferença entre as equipas não será assim tão grande, pelo que a chave da eliminatória foi o estado de alma de cada um dos plantéis. É até tentador pensar que o FC Porto de Vítor Pereira teria conseguido ultrapassar esta barreira.

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por Miran Pavlin às 23:55

Quinta-feira, 18.02.16

Liga Europa, 16-avos-de-final, 1.ª mão – BV Borussia 09 Dortmund 2-0 FC Porto – Haja respeito

A tarefa do FC Porto em Dortmund afigurava-se mais difícil que na Luz, por força das baixas que massacraram os sectores recuados. Entre lesões e castigos, Maxi Pereira, Marcano e Danilo Pereira estavam indisponíveis, enquanto Chidozie não foi inscrito na UEFA. Maicon decerto seria opção, mas já não mora no Dragão, uma vez que pagou o erro decisivo no jogo com o Arouca com um empréstimo ao São Paulo.

José Peseiro foi então forçado a puxar pela cabeça para montar o onze e a solução encontrada foi colocar José Ángel na esquerda, Layún a central e, imagine-se, Varela na posição habitual do mexicano na direita. Seria uma receita para o desastre, mas tal não se verificou, por diversas razões.

Desde logo porque o Borussia se adiantou logo aos seis minutos de jogo, numa recarga de Piszczek ao seu próprio remate, que Casillas não conseguira deter; mas também porque talvez o Borussia tenha demonstrado demasiado respeito por um FC Porto de bloco baixo, que deixava Aboubakar como uma ilha remota no meio-campo contrário. Por seu turno, também o FC Porto respeitava o Borussia, já que não terá querido abrir o mínimo espaço junto à sua baliza e simplesmente não se esticou o suficente no relvado para chegar ao ataque. Em muitos momentos nem sequer deu para passar a linha divisória.

Seriam necessárias tantas cautelas? A fama do Dortmund provinha mais da velocidade de Aubameyang e da produtividade ofensiva, do que propriamente de um plantel assustador. Não é que os schwarzgelben não tenham um plantel de qualidade, mas não são o Bayern. E o resultado de tanto respeito mútuo foi um jogo que certamente fez os neutros adormecer. O FC Porto estava então fechado na sua gaiola, e quando dela saía, sucumbia sempre à bem aplicada pressão do conjunto alemão. O Dortmund teve quase sempre a bola, mas não carregou incessantemente sobre a área adversária, preferindo um futebol paciente.

Só assim se explica que o resultado se tenha mantido tanto tempo em 1-0. Foi preciso esperar pelo minuto 71 para um ataque mais veloz do Borussia resultar num remate de Reus, que Martins Indi desviou, traindo Casillas. Só aí o FC Porto se soltou um pouco, já com André André em campo, entrando depois Hyun-Jun Suk, que teve a única oportunidade dos azuis-e-brancos, ao minuto 87. Evandro conseguiu desmarcar-se e o guarda-redes Bürki saiu-se, provocando uma carambola que sobrou para Suk, que já em desequilíbrio acabou por rematar frouxo. Antes, os da casa tiveram lances para fechar a eliminatória, incluindo um cabeceamento de Mkhitaryan ao poste, mas o 2-0 era mesmo final.

A segunda mão pode ter várias leituras. Pelo que se viu em campo, e partindo do princípio de que já terá um onze mais composto, não é impossível o FC Porto reequilibrar a eliminatória. Para isso os dragões terão que se abrir mais, o que poderá fazer com que o Dortmund encontre mais espaço para aproveitar. Por outro lado, considerando que não precisa de arriscar muito, como lidará o Borussia com um FC Porto mais ofensivo?

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por Miran Pavlin às 22:15



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