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CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário


Terça-feira, 16.06.20

Liga NOS, 27.ª jornada - CD Aves 0-0 FC Porto - Ter e não ter

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Lembram-se de 2017/18? Essa temporada em que Sérgio Conceição inventou onzes ao sabor das inevitáveis lesões e castigos? Para este jogo em casa do lanterna vermelha o FC Porto não ia ter laterais. Mas teve. Em campo teve avançados, mas na verdade não os teve. Como que por magia negra, eles tiveram a proverbial noite desinspirada em simultâneo. Quem começou foi Zé Luís, ao desperdiçar uma grande penalidade (22'). A falta foi duvidosa, pelo que se terá escrito por linhas tortas, mas com o jogo em 0-0 as consequências de não converter um penálti são mais gravosas. Quanto mais não sejam as anímicas. Entre o deve e o haver está sempre o mérito do adversário, e a defendê-lo estava, pois, o guarda-redes Fábio Szymonek, que assim pôde fazer esquecer Beunardeau, que deixou o Aves durante o interregno. Marega (59') e Soares (77'), foram a jogo, mas tudo o que tentaram ora saía mal, ora mais ou menos ao alcance de Szymonek, que ia brilhando. As cinco substituições, introduzidas temporariamente pelo bem físico dos jogadores, resultam numa salgalhada táctica em jogos como este, de teimoso 0-0. Ainda houve espaço para Aboubakar entrar (89'), mas seria mesmo Marega a ter a última oportunidade (90'+6'), com um remate em boa posição para nova defesa vistosa de Szymonek. E o golo salvador ali tão perto... O sacrificado da noite seria mesmo o lateral direito Tomás Esteves, que estava a fazer um bom jogo mas saiu nesse minuto 59, quando o técnico alterou para um esquema de três centrais, aproveitando ser Diogo Leite quem estava na lateral oposta. Reflexo de um Aves pouco interessado em mais que resistir como puder à tenebrosa aproximação das negras nuvens da descida. Sérgio Oliveira, de meia distância, também tentou romper o golo (81'), mas nem assim. Pela quarta vez em cinco possíveis até ao momento em que terminou este jogo, um dos dois da frente perde pontos. Desde o recomeço, claro. O que mais virá por aí, enquanto, e se, for possível jogar?

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por Miran Pavlin às 23:59

Quarta-feira, 10.06.20

Liga NOS, 26.ª jornada - FC Porto 1-0 CS Marítimo

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:59

Quarta-feira, 03.06.20

Liga NOS, 25.ª jornada - FC Famalicão 2-1 FC Porto - Muda tudo e não muda nada

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Cerca de três meses depois, o futebol de I Liga retomou a actividade. Fora das quatro linhas está tudo bastante diferente. As precauções sanitárias são mais que muitas e as bancadas, em vez da chamada moldura humana, estão emolduradas por lonas alusivas ao clube da casa. Dentro das quatro linhas, porém, é como se nada tivesse mudado. Sem mostrar futebol variado, o FC Porto dominou o primeiro tempo e construiu uma ou outra oportunidade, mas não teve engenho suficiente para converter em golo. Umas vezes por demérito, outras porque o guardião famalicense Defendi fez jus ao nome; nomeadamente ao minuto 35, quando foi buscar, com a perna, uma finalização de Soares colocadíssima ao cantinho inferior do poste direito. Nada mudou, escrevíamos, porque assim que o Famalicão marcou (48'), foi como se o FC Porto ligasse o mais estridente alarme e com isso não conseguisse a concentração necessária para responder em condições à desvantagem. Ainda para mais, os dragões sofreram um golo evitável. Pressionado por Diogo Gonçalves, Manafá atrasou para Marchesín, que devia ter imediatamente batido a bola para longe, pois o famalicense continuou na pressão. Ao invés, o argentino quis lembrar os tempos de Helton, ao fintar e jogar para o lado contrário. Fábio Martins farejou o erro, intrometeu-se, e só teve que empurrar. Paradoxalmente, o golo mudou tudo no jogo. Se o Famalicão esteve confortável numa postura mais retraída, melhor ficou; o FC Porto, como acima se alude, passou a ter mais sofreguidão, mas, à conta desse futebol pouco variado, de pouco lhe servia. Seria Corona - tamanha ironia nos tempos que correm - a acender uma luz de esperança à passagem do minuto 74, com um remate cruzado desde a direita. Foi sol de pouca dura, pois logo a seguir (78') Pedro Gonçalves, com um remate colocado de fora da área, voltou a bater Marchesín, perante o demasiado espaço dado pela defensiva azul-e-branca. Sérgio Conceição já tinha inclinado a equipa para a frente trocando Danilo Pereira por Zé Luís (72') - talvez o segundo golo tenha sido o preço pago pela retirada do internacional português -, e ainda refrescou o ataque com Aboubakar no lugar de Soares, mas foi uma noite em que os avançados portistas - mais Marega - primaram pela inconsequência. Até final, nota para um lance em que Aboubakar ficou a reclamar grande penalidade, não se sabe bem se por eventual derrube, ou eventual mão de Nehuén Pérez. Como sempre, ninguém garante que o eventual penálti seria convertido. O empate seria mais justo, mas só contam as que entram, também como sempre. E assim, as dúvidas - da mais diversa ordem - que havia sobre o recomeço do campeonato estendem-se ao relvado. Quão surreais serão estas jornadas?

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por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 07.03.20

Liga NOS, 24.ª jornada - FC Porto 1-1 Rio Ave FC

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:30

Segunda-feira, 02.03.20

Liga NOS, 23.ª jornada - CD Santa Clara 0-2 FC Porto

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:00

Domingo, 23.02.20

Liga NOS, 22.ª jornada - FC Porto 1-0 Portimonense SC

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:00

Sábado, 08.02.20

Liga NOS, 20.ª jornada - FC Porto 3-2 SL Benfica - A época em 90 minutos

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O FC Porto jogou a época em 90 minutos. Não é chavão. Em caso de derrota, os azuis-e-brancos teriam ficado a dez pontos de distância do topo, o que vale por dizer - com as certezas possíveis quando o assunto é futebol - que o campeonato terminaria por aqui. Ao invés, uma vitória do FC Porto manteria o título mais ou menos em aberto, e seriam essas as linhas com que o campeonato se coseria nos próximos episódios. À semelhança da primeira volta, o FC Porto abordou o jogo de frente, de uma forma como, passe o exagero, não se viu em nenhum dos restantes jogos esta época. E aconteceu tudo muito depressa, com o resultado final a fixar-se a 40 minutos dos descontos. Logo ao minuto 10, numa investida pela direita, Otávio cruza para a entrada da área, onde Sérgio Oliveira não se desconcentrou com a tentativa de bicicleta de Luis Díaz e rematou colocado para o primeiro golo do jogo. Oito minutos depois, Carlos Vinícius igualava, ao aparecer no lugar certo para aproveitar uma defesa incompleta de Marchesín a um cabeceamento alto de Chiquinho. Pouco depois de um lance envolvendo bola e braço protagonizado por Taarabt, uma situação análoga na área com o central Ferro custou uma grande penalidade ao Benfica, que Alex Telles converteu (38'). O intervalo não chegaria sem mais um golo, no caso um auto-golo de Rúben Dias, que desviou mal um cruzamento de Marega (44'). Soares estaria logo atrás com tudo para marcar. O FC Porto entrou bem na segunda parte, mas teve que repensar tudo com o segundo golo de Vinícius (50'), que trabalhou bem na área perante a desconcentração da defesa. A margem mínima por vezes obriga as equipas a ter manha, e o FC Porto teve-a em dose suficiente para ir levando a água ao seu moinho, em contraste com o nervosismo evidenciado pelos encarnados. O treinador Bruno Lage estava em pulgas, mesmo, ao ponto de penetrar na área técnica do adversário e, já sobre o final, entrar em campo até junto da área para dar indicações a um jogador. O triunfo portista significa, para já, que o campeonato continua. É como salvar um match point antes de ver o que vem a seguir.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 01.02.20

Liga NOS, 19.ª jornada - Vitória FC 0-4 FC Porto

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Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:00

Terça-feira, 28.01.20

Liga NOS, 18.ª jornada - FC Porto 2-1 Gil Vicente FC - Ajuste de contas

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A fase minhota da época do FC Porto terminou com uma recepção ao Gil Vicente. Os dragões tinham contas a ajustar, devido ao triunfo gilista no arranque do campeonato, mas nem isso fez com que a equipa segurasse o jogo pelos colarinhos. Numa primeira parte em geral monótona, foi por pouco que o FC Porto não saiu para o intervalo a perder. Ao minuto 45, num contra-ataque bem desenhado, Sandro Lima abriu o activo para os gilistas, com uma finalização que não deixou Marchesín bem visto. Os dragões não se desmoronaram porque Marcano, na jogada seguinte, apareceu a desviar de cabeça um cruzamento de Uribe (45'+2'). Antes, já cada equipa tinha disposto de uma boa oportunidade; o Gil Vicente através de um contra-ataque conduzido pelo mesmo Sandro Lima, que parou na mancha de Marchesín, o FC Porto num passe de Romário Baró a isolar Marega, que estragou tudo com um péssimo domínio. No fundo, fez o que era para ter acontecido em Alvalade no lance do primeiro golo desse jogo. O FC Porto completaria a reviravolta com um bom golo de Sérgio Oliveira (57'), num remate em arco à entrada da área, ajustando assim as contas pelos mesmos números da primeira volta. No cômputo geral, o FC Porto não mostrou muito em campo, nem mesmo nos minutos após a expulsão do gilista João Afonso (73'), por acumulação de cartões amarelos; ao ponto de terem ficado na retina as duas boladas que o árbitro Rui Oliveira inadvertidamente levou. Salvou-se o resultado.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sexta-feira, 17.01.20

Liga NOS, 17.ª jornada - FC Porto 1-2 SC Braga - Má altura

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As jornadas em que há clássico de Lisboa são sempre de responsabilidade acrescida para o FC Porto, que tem aí uma oportunidade de mexer na diferença pontual para os tradicionais rivais. Daí que seja sempre má altura para tudo o que não seja ganhar. E foi isso que não aconteceu - ao FC Porto, claro - no final de um jogo intenso, com muitos contactos, quase sempre no fio da navalha. O Braga abriu o marcador cedo (5'), por Fransérgio, que aproveitou uma segunda bola para rematar por entre o aglomerado de jogadores em frente à baliza. O lance teve escrutínio no vídeo-árbitro, para aferir se um bracarense em fora-de-jogo interferiu com Marchesín. O FC Porto soube reagir. Na verdade, até nem fez um mau jogo, mas o que fez, mesmo assim não foi suficiente. Ter um Marega trapalhão na hora de definir os ataques não ajudou, mas haverá pior que desperdiçar duas grandes penalidades? Na primeira (44'), Alex Telles viu Matheus defender com os pés; depois foi Soares a atirar ao poste (54'). Que galo. O golo portista chegaria quase por acaso, com Soares, meio aos trambolhões, a desviar um cruzamento de Marega. Assistia-se ao que parecia ser um duelo de titãs. E não é para menos, ou não fosse este um encontro que na história já foi Supertaça, final de Taça de Portugal, de Taça da Liga e de Liga Europa. Na dança das substituições seria o Braga a sair por cima, com a entrada de Galeno (60'), que deu um fôlego extra ao ataque. O resultado foi o segundo golo (75'), com um cabeceamento cruzado de Paulinho, ao primeiro poste, a canto de Sequeira. Só aí Sérgio Conceição mexeu, lançando às feras Luis Díaz (76') e Aboubakar (80'), mas sem grandes efeitos. A última oportunidade do jogo seria mesmo dos guerreiros (88'), num bom contra-ataque que parou na mancha de Marchesín. Foi a primeira vitória do Braga em casa do FC Porto para a Liga desde 2004/05.

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por Miran Pavlin às 23:59



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