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CORTE LIMPO

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Domingo, 07.06.15

FC Penafiel 2014/15 – 18.º lugar – 5v, 7e, 22d, 29gm-69gs, 22pts – despromovido

O regresso do Penafiel ao escalão maior pela primeira vez desde 2005/06 durou apenas uma temporada. A culpa tem de ser dos últimos dez minutos dos jogos, altura em que o Penafiel desperdiçou nada menos que 13 pontos, incluindo os dois que perdeu no Dragão na última jornada, quando tudo já estava decidido.

Quando venceu pela primeira vez, num 2-0 diante do Setúbal na quinta ronda, o Penafiel estreava um novo treinador, no caso Rui Quinta. O triunfo foi apenas um brinde de boas-vindas ao novo técnico, que só viu a sua equipa vencer novamente sete jogos mais tarde (0-1 em Arouca). Nova vitória no jogo seguinte (2-1 ao Nacional) fez crer que a recuperação era possível, mas seria sol de pouca dura. Oito jogos sem vencer entre as jornadas 14 e 21, e mais dez entre as rondas 23 e 32 retratam bem por que o Penafiel desceu.

Ainda houve lugar a nova chicotada psicológica, com o Penafiel a ressuscitar Carlos Brito, que estava inactivo há dois anos e meio e rendeu Quinta para os últimos nove jogos, dos quais só venceria um. Foi uma vitória com requintes de crueldade. Já despromovidos, os durienses bateram o Gil Vicente na 33.ª jornada (2-1), levando-o consigo rumo à II Liga.

Dono da pior defesa, e tendo ocupado a zona fatal em 31 das 34 jornadas, o Penafiel conheceu, tal como o Gil, uma morte anunciada. Apesar de contar 13 presenças na I Divisão, o Penafiel regressa ao seu habitat natural, uma vez que vai para a 20.ª presença em 25 edições da II Liga.

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por Miran Pavlin às 15:40

Sexta-feira, 22.05.15

Liga NOS, 34.ª jornada – FC Porto 2-0 FC Penafiel – Marcha fúnebre

É preciso puxar muito pela memória para encontrar a última vez em que o FC Porto viveu uma última jornada de Liga como esta. Depois de ficarem do lado errado da decisão do título, restava aos dragões defrontar um já despromovido Penafiel, o que automaticamente retirava toda e qualquer réstia de interesse que o jogo pudesse despertar. Alguns leitores poderão alertar que na época passada o FC Porto chegou ao estertor do campeonato na mesma situação, mas importa salientar que nessa altura o adversário era o Benfica, e um clássico é sempre um clássico.

Desta vez não. Daí que a atmosfera no Dragão fosse fúnebre. Não só pela fraca assistência, que rondou as 16 mil almas, mas também porque as claques estavam em protesto e não entoaram quaisquer cânticos de apoio. Pareceu um jogo de snooker. Aplausos só pelos adeptos comuns, naquelas jogadas com princípio, meio e fim.

O futebol jogado não teve momentos que fiquem para a história. O FC Porto teve quase sempre a bola, mas não havia crença que resistisse à tristeza de uma época em que se ficou aquém dos objectivos traçados. Apesar de muito ter tentado, o FC Porto poucas vezes construiu lances de perigo objectivo. O ritmo lento fez com que pairasse no ar durante largos e longos minutos a sensação de que os dragões terminariam a temporada com um resultado muito incómodo.

Assim não seria, porque Aboubakar, lançado no decorrer do segundo tempo, aproveitou uma bola que a defensiva penafidelense não conseguiu rebater para apontar o primeiro golo do jogo (82’). O camaronês tocou-lhe só de raspão, mas foi o suficiente para que Coelho não conseguisse defender.

Só aí as claques reagiram, cantando o hino do clube, seguido do “o Porto é nosso e há-de ser”. Terminado o momento musical abandonaram as bancadas e já não viram o golo da despedida de Danilo, que fechou o encontro. Um sinal claro não só da tristeza por o FC Porto não ter vencido o campeonato, mas também da divergência com a direcção portista, por alegadamente querer manter o treinador para a próxima época. Coisa raramente vista no reino do Dragão.

O jogo e a época terminaram segundos depois do golo de Danilo. Alguns adeptos levantaram cartazes agradecendo ao lateral brasileiro e a Jackson Martínez os serviços prestados. O colombiano, apesar de não ter marcado, deverá ser pela terceira vez consecutiva o melhor marcador do campeonato. É o único aspecto que se salva de uma temporada em que o FC Porto deixou os seus pergaminhos esquecidos a um canto. O verão prevê-se agitado em termos de transferências. Pelos sinais dados neste jogo, os adeptos mais indefectíveis não tolerarão mais um ano de passos em falso. Agora é tempo de férias. Até Agosto.

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por Miran Pavlin às 23:55

Sábado, 17.01.15

I Liga, 17.ª jornada – FC Penafiel 1-3 FC Porto – Começar do zero

Tal como na época passada, em que se cruzaram na Taça da Liga, Penafiel e FC Porto voltaram a defrontar-se numa noite de mau tempo. A chuva desta vez não obrigou à interrupção do jogo, como acontecera há um ano, mas foi de novo inclemente ao longo de toda a partida.

Perante um relvado cada vez menos adequado para a prática do futebol, os jogadores tiveram que ser bravos para cumprir a sua missão, mas diga-se que também os adeptos das duas equipas o foram. É verdade que o Estádio 25 de Abril é um recinto pequeno, mas as bancadas estavam bem compostas, numa noite que não convidava a saídas. Antes pelo contrário.

Quanto ao jogo, até ao golo de Herrera não houve momentos dignos de nota, pelo que se pode dizer que o FC Porto construiu a vitória praticamente do zero. Uma ida à baliza, um golo, e à segunda tentativa, novo golo, agora por Jackson Martínez. Iam decorridos pouco mais de trinta minutos. Os lances deixaram dúvidas quanto à existência de fora-de-jogo. Em ambos os casos fica a ideia de os jogadores estarem em linha, se bem que no primeiro lance a colocação da câmara não fosse a melhor para aferir da legalidade da desmarcação de Casemiro.

No reatamento o Penafiel deu um ar de sua graça, e chegou mesmo ao golo, pelo ex-portista Rabiola, aproveitando uma atrapalhação defensiva entre Maicon e Casemiro no lamaçal em que se tinha tornado a grande área.

Lutadores, os durienses equilibraram a partida, mas seria momentâneo, uma vez que os dragões voltariam a colocar dois golos de diferença no resultado no primeiro remate que fizeram no segundo tempo. A jogada foi também ela confusa, e incluiu nova atrapalhação de Casemiro, agora com Herrera, na tentativa de evitar que a bola saísse pela linha de fundo. Não saiu, e chegaria aos pés de Óliver, que só teve que encostar, acabando de vez com o jogo.

O relvado não permitia muito mais, de tão empapado e enlameado que estava. É o inverno em todo o seu esplendor. Não se culpe o clube pequeno por não conseguir gastar fortunas para ter um relvado de luxo. Situações destas já aconteceram quer no Dragão, quer na Luz. Quem paga os rigores de São Pedro é o espectáculo.

E assim o FC Porto conclui a sua primeira volta da Liga 2014/15. Pena que na próxima semana não recomece do zero, mas sim do -6. Bastaria que não tivesse empatado aqueles três jogos seguidos entre as quarta e sexta jornadas.

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por Miran Pavlin às 23:30

Quarta-feira, 15.01.14

Taça da Liga - FC Porto 4-0 FC Penafiel - O preço da chuva

sapodesporto

A Taça da Liga é a competição que menos diz ao FC Porto. Mas depois de uma derrota na Luz os dragões não se podiam dar ao luxo de passar o tempo, apesar da intempérie que por momentos assolou a cidade do Porto.

Não assisti aos primeiros 45 minutos, que coincidiram com o final do dia de trabalho. Só mais tarde vi a obra de arte de Quaresma que abriu o activo, mas só não abre telejornais porque o jogo não tinha significado competitivo por aí além. O antigo Mustang marcou um raro golo de cabeça, de costas para a baliza, mas cheio de intenção, para gáudio dos poucos que estiveram no estádio.

Num jogo com bilhetes ao preço da chuva, foi por pouco que a chuva saiu realmente cara, nos primeiros minutos da segunda parte. Antes disso, porém, foi o vento a fazer das suas ao enviar um placard de publicidade para o relvado. Segundos depois, a forte chuvada alagou o relvado e obrigou à suspensão do encontro por cerca de meia hora.

No reatamento o jogo naturalmente ressentiu-se do relvado pesado, e passou a desenrolar-se predominantemente pelo ar, e pelo lado nascente, onde a relva não estava tão empapada. E foi daí que surgiu o cruzamento de Ghilas, de letra, para Jackson elevar a contagem.

Com o jogo na mão, ainda houve espaço para Jackson bisar e Varela picar o ponto, em posição de fora-de-jogo, que passou despercebida ao assistente.

O 4-0 final permite ao FC Porto entrar para a última ronda da fase de grupos com um golo de vantagem sobre o Sporting. Tudo fica então para decidir dentro de semana e meia, quando o Marítimo visitar o Dragão e o Sporting se deslocar a Penafiel.

Caso o FC Porto passe, tem encontro marcado com o Benfica nas meias-finais. E na Taça de Portugal também, se ambos passarem os quartos-de-final!

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por Miran Pavlin às 23:08



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