Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]

CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário


Quarta-feira, 29.05.19

RIO AVE FC 2018/19

R A - golo.jpg

Mais discreto que noutras temporadas recentes, o Rio Ave repetiu o sétimo lugar final, mas fê-lo a muito custo, pois teve que viver uma série de dez partidas sem vencer (jornadas 9 a 18). Tendo ficado pontualmente longe dos lugares acima, fica a ideia de os vila-condenses terem sido a formação que resistiu melhor aos resultados adversos, ao mesmo tempo que aproveitou da melhor maneira a quebra de uma ou outra equipa que seguiu, nessa fase, mais acima na classificação - nomeadamente o Belenenses. A defesa não esteve particularmente assertiva, ao conceder 52 golos - pior, só em anos de descida de divisão -, mas o ataque bateu o recorde do clube na I Liga; os 50 golos superaram o anterior melhor registo de 44, em 2015/16.
Golos foi o que também não faltou na Taça de Portugal, onde o Rio Ave bateu Torreense (1-5) e Silves (7-0), antes de tombar nos oitavos-de-final, em Alvalade (5-2).
Bruno Moreira foi o artilheiro da equipa na Liga, com nove golos.

 

TREINADORES

R A - José Gomes.jpgJosé Gomes dirigiu os destinos do Rio Ave até à jornada 13, altura em que saiu para o Reading, do Championship inglês.

R A - Augusto Gama (foto vertical).jpg

 

Augusto Gama, mítico médio das equipas dos anos 90, foi técnico interino nas duas jornadas seguintes.

 

R A - Daniel Ramos.jpgO resto da temporada ficou por conta de Daniel Ramos, homem da terra, que tinha deixado o Chaves semanas antes.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 12:00

Sexta-feira, 26.04.19

Liga NOS, 31.ª jornada - Rio Ave FC 2-2 FC Porto - Bomba

RAVFCP.jpg

Nas últimas linhas do texto sobre o FC Porto-Benfica escrevi que os dragões continuavam no fio da navalha e que a lâmina fere mais depressa a quem corre atrás do prejuízo. Estava enganado. A luta pelo título não se faz com armas brancas, antes com artilharia. E foi, justamente, uma bomba que rebentou no caminho por onde passava a coluna portista, na forma de um empate potencialmente catastrófico. Até porque o FC Porto tinha passado largos minutos a vencer por dois golos de diferença, fruto de um início de jogo com foco total na tarefa que tinha em mãos. Brahimi abriu o activo ao minuto 18, de cabeça, solicitado por Otávio, antes de Marega duplicar a vantagem (22'), num remate de ressaca que desviou em Junio Rocha. A Liga considerou mesmo auto-golo do lateral rioavista; erradamente, na opinião do Corte Limpo, mas quem somos nós...
Certo é que a intensidade do futebol portista decresceu após o 0-2. O Rio Ave continuou tranquilamente aquilo que já estava a fazer. Tal traduzia-se numa ou noutra investida de parte a parte, mas muito espaçadas no tempo. Até que o FC Porto desligou. Nem o aviso de Filipe Augusto, através de um remate à trave (73'), serviu para que os azuis-e-brancos percebessem que o jogo ainda estava a rolar. O rastilho acender-se-ia ao minuto 85 com o golo de Nuno Santos, que só teve que encostar após assistência de Gelson Dala, e a tal bomba explodiria no final do tempo regulamentar, através de um remate de Ronan, em zona frontal, que desviou em Alex Telles e traiu Casillas - aqui a Liga entendeu não atribuir auto-golo. Quem somos nós...
Já agarrado a tudo quanto eram adereços religiosos, o FC Porto tentou um último esforço, mas em vão. Os dragões pagavam bem caro o adormecimento nesses dez minutos finais e ficam agora dois pontos abaixo do líder. No próximo episódio, as eventuais ondas de choque da explosão. Não percam...

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 23:59

Domingo, 23.12.18

Liga NOS, 14.ª jornada - FC Porto 2-1 Rio Ave FC

FCPRAV.jpg

Não assisti ao jogo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 22:00

Domingo, 18.02.18

Liga NOS, 23.ª jornada - FC Porto 5-0 Rio Ave FC - Factura

FCPRAFC.jpg

Desde que José Mourinho a proferiu, na ressaca da derrota na Supertaça Europeia de 2003, que esta frase se tornou numa máxima: os próximos pagam. Calhou então ao Rio Ave a indesejável fava de ter que assumir a despesa do desastre portista no jogo anterior. O valor da factura a pagar pelos vila-condenses começou a crescer ainda não tinham passado 90 segundos. Brahimi e Alex Telles trabalharam na esquerda, o argelino cruzou, Soares assistiu Sérgio Oliveira por mero acaso, e o médio disparou rasteiro e colocado, de fora da área, para o primeiro golo do FC Porto. Ao minuto 14 os dragões voltaram a criar perigo, num livre de Brahimi à trave, e aos 22 Soares, elevando-se no centro da área, cabeceou para o 2-0. Tinha decorrido apenas um quarto do jogo e decerto já poucos se recordavam do que acontecera poucos dias atrás. Muito menos quando com 34 minutos um cruzamento de Marega foi desviado por Marcelo para a própria baliza. O Rio Ave aproximava-se pouco da baliza portista e quando o fazia não conseguia mais que rematar de longe, sem perigo.
A defender as redes do FC Porto estava Casillas, que não era titular na I Liga desde a jornada 8. Salta de imediato à memória a situação de Fabiano após os célebres 6-1 sofridos frente ao Bayern Munique em 2015. Aqui, uma nova titularidade de José Sá tanto podia ser vista como um voto de confiança, ou como um risco; jogando Casillas, ou Sá está a ser resguardado, ou então também lhe calhou uma factura da derrota de quarta-feira. De qualquer forma, também essa questão se tornou secundária face ao volume a que o resultado cedo chegou. O Rio Ave apenas criou relativo perigo no início da segunda parte, em dois remates de João Novais que obrigaram Casillas a defesas atentas. O FC Porto mantinha-se motivado e chegaria ao quarto golo ao minuto 72, com Marega a marcar de cabeça, na sequência de um livre lateral de Alex Telles. O resultado final fixou-se já na recta final (84'). Soares desviou à boca da baliza após jogada confusa, mas o tento só foi confirmado pelo vídeo-árbitro, que reverteu a decisão inicial de fora-de-jogo.
Dizem os entendidos que o melhor para esquecer um desaire é que o jogo seguinte não demore a chegar. Talvez não se pedisse tanto, mas o FC Porto acabou por regressar à eficácia que até agora tem sido hábito nesta edição da Liga NOS. Este jogo teve outros lances prometedores, mas quando se marcam cinco golos, mais não se pode exigir. A partida marcou ainda a estreia do lateral direito Diogo Dalot no campeonato (74').

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 21:20

Quinta-feira, 21.12.17

Taça da Liga, fase de grupos - FC Porto 3-0 Rio Ave FC - Pequena goleada

FCPRAFC.jpg

Quando se pensa na Taça da Liga, pelo menos no caso português, pensa-se em gestão com onzes alternativos e jogos pouco entusiasmantes. Principalmente quando está envolvido um dos ditos grandes. Mas não nesta jornada, na qual ficou bem à frente dos olhos o quão reduzido é o plantel do FC Porto. Ao ponto de a única rotação ter ocorrido na baliza, mas quando o contemplado com a titularidade dá pelo nome de Iker Casillas, é crime dizer que é rotação; ter o mítico internacional espanhol no banco é antes um luxo a que o FC Porto se dá. E portanto, como o onze inicial portista era de campeonato, o desenrolar do encontro acabou por também o ser, à conta das inúmeras jogadas de perigo junto à baliza do Rio Ave e do apetite do FC Porto pelo golo. Só na primeira parte houve lances suficientes para um 6-0, que não seria escandaloso. No entanto, apenas por duas vezes os dragões festejaram. Ao minuto 11 Soares abriu o activo com um remate frontal, que castigou uma má reposição do Rio Ave. Nessa mesma jogada, os vilacondenses tinham arriscado sair a jogar uma primeira vez, mas o FC Porto não deixou. A bola voltou ao guarda-redes Cássio, que podia - devia? - ter aliviado para longe, mas preferiu insistir numa saída a jogar, novamente sem sucesso. Brahimi intrometeu-se e deu para Herrera, que assistiu o ponta-de-lança brasileiro. Dez minutos mais tarde, Marega redimiu-se de um falhanço anterior ao recolher um belo passe em profundidade de Brahimi, tirar Cássio do caminho e empurrar para a baliza deserta. Já se via a goleada no horizonte, e as oportunidades foram então mais que muitas, mas o intervalo chegaria sem mais golos a registar. Virando o foco para a equipa do Rio Ave, a sua desarticulação defensiva causou estranheza. Não só nessas más reposições, mas também nos buracos que apareciam de cada vez que o FC Porto se abeirava da área. O Rio Ave não parecia a equipa que tão elogiada tem sido, nesta época como nas anteriores.
A segunda metade abriu com os dragões novamente à procura do golo, mas a fome não durou muito, pelo que ao fim de alguns minutos se assistiu efectivamente a um jogo de Taça da Liga: ritmo médio/baixo, pouca emoção à frente das balizas, o cronómetro a avançar devagarinho e um ou outro tímido bocejo. O despertador, estridente, tocou ao minuto 80, quando Danilo Pereira foi expulso com segundo amarelo por protestar uma falta discutível assinalada contra si. Os adeptos presentes ainda gostaram menos da decisão que o médio, e fizeram ouvir a sua opinião colectiva alto e bom som. Danilo não seria o único a ir ao banho mais cedo, pois o seu homólogo vilacondense Pelé viu cartão vermelho directo (90') por rasteirar Aboubakar quando este seguia isolado para a baliza. Nas imagens, o derrube acontece a meio metro da área, mas à primeira vista é penálti de caras. O camaronês mais uma vez não desperdiça na conversão, oferecendo ao marcador um colorido mais consentâneo com as incidências.
Falando em cor, aproveito o remate do texto para uma menção ao último grito da moda desportiva: mexer nos emblemas dos clubes. No caso portista, os equipamentos alternativos - que hoje até nem foram utilizados - não ostentam o escudo do clube, apenas os seus contornos, sem qualquer cor. No caso do Rio Ave, a sua camisola amarela e vermelha não só dificulta a identificação do clube, como tem no lado esquerdo do peito uma versão esturricada do emblema. Na minha humilde opinião, um emblema é - ou deveria ser - como a bandeira vigente de um país: imutável. Ou alguém aceitaria que no próximo Mundial trouxessem a bandeira portuguesa a preto-e-branco e só com os contornos da esfera armilar e das quinas?

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 23:59

Domingo, 17.09.17

Liga NOS, 6.ª jornada - Rio Ave FC 1-2 FC Porto

RAFCFCP.jpg

Não assisti ao jogo.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 20:30

Quinta-feira, 01.06.17

RIO AVE FC 2016/17

Para um clube da dimensão do Rio Ave, o sucesso tem um preço. Apurado pela segunda vez para a Liga Europa, o clube de Vila do Conde voltou a ter que acelerar a construção do plantel e os trabalhos de pré-temporada, já que o primeiro jogo oficial estava marcado para 28 de Julho. Só faltou a acumulação de jogos, que os clubes desejam, mas depois usam como desculpa quando faltam resultados positivos. O Rio Ave foi então eliminado pelo Slavia Praga nos golos fora, logo nessa 3.ª pré-eliminatória, ao cabo de dois empates. Não conseguindo prolongar a presença internacional da mesma forma que em 2014/15, o Rio Ave apontou então baterias a novo apuramento europeu, mas os altos e baixos que foi vivendo acabaram por ser um obstáculo. Por muito respeitável que o sétimo lugar final seja, ficou a faltar um pontinho apenas para o acesso à UEFA.

Uma coisa não mudou em relação à temporada transacta: o Rio Ave voltou a praticar bom futebol. Principalmente quando Luís Castro tomou conta da equipa após a 10.ª jornada. Até aí, não é que o Rio Ave estivesse a fazer um mau percurso, mas depois da vitória sobre o Sporting (3-1, 5.ª jornada) a equipa bloqueou, perdendo com Paços de Ferreira (2-1), Estoril (1-2), Guimarães (0-3) e Boavista (1-2), com um empate em Moreira de Cónegos (1-1 fora) pelo meio. Dito de outra forma, eram três derrotas consecutivas em casa, e a paciência dos dirigentes vila-condenses esgotou-se. A mudança de treinador teve resultados imediatos, com o Rio Ave a vencer quatro encontros de enfiada – Setúbal (0-1), Tondela (3-1), Arouca (0-2) e Nacional (2-1) –, antes de novo período menos bom, no qual venceu apenas um jogo em nove – 1-0 frente ao Braga na jornada 19. A má fase atirou o Rio Ave para o 10.º posto.

Uma ligeira recuperação, pontuada por seis vitórias e dois empates nos últimos onze jogos, recolocou o Rio Ave na rota da Europa, mas os pontos até aí desperdiçados, aliados à resistência do Marítimo, não permitiram à equipa dos Arcos chegar mais acima. O Rio Ave ocupou em definitivo o sétimo lugar a partir da ronda 25.

Depois de três meias-finais consecutivas na Taça de Portugal, desta vez o Rio Ave caiu à primeira tentativa, eliminado nas grandes penalidades (4-2) pelo Santa Clara, após um empate a um golo nos 120 minutos. Na fase de grupos da Taça da Liga foram os critérios de desempate a virar as costas à equipa de Luís Castro. Por ter melhor diferença de golos, foi o Braga a seguir para as meias-finais da prova. Indigesto para o Rio Ave, que até venceu em Braga (1-2) na segunda jornada.

 

TREINADOR INICIAL

Nuno Capucho estreou-se como treinador principal na I Liga, resistindo dez jornadas e adicionando ao seu currículo um triunfo sobre o Sporting. A ressaca foi forte, traduzindo-se em cinco jornadas sem vencer, que lhe custaram o lugar.

 

PONTO ALTO

A vitória sobre o Sporting (3-1), na quinta jornada, parecia encaminhar o Rio Ave para mais uma época de grande nível, mas seria, como se leu acima, uma espécie de mini canto do cisne.

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 7.º lugar, 14v-7e-13d, 41gm-39gs, 49 pontos;

Taça de Portugal: afastado na 3.ª eliminatória pelo Santa Clara;

Taça da Liga: afastou o Chaves na 2.ª eliminatória (1-1, 3-1 gp); segundo classificado no grupo C (6 pontos), atrás do Braga, e à frente de Marítimo e Covilhã;

Liga Europa: afastado na 3.ª pré-eliminatória pelo Slavia Praga (0-0f, 1-1c).

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 12:00

Sábado, 21.01.17

Liga NOS, 18.ª jornada – FC Porto 4-2 Rio Ave FC – Com cabeça

Numa partida com seis golos e duas reviravoltas, é no mínimo estranho não se chegar ao final e bradar a quem quiser ouvir que se tratou de um dos grandes jogos da temporada. O Rio Ave cumpriu o prometido e não veio ao Dragão fazer figura de corpo presente nem estacionar o autocarro, enquanto o FC Porto tremeu antes de fazer valer o peso de um Dragão que Nuno Espírito Santo insiste em querer transformar numa fortaleza, mas faltou aquela dose de intensidade que transforma jogos como este em clássicos para a história.

Ainda não se tinha passado muito quando o FC Porto abriu o marcador (18’), num cabeceamento de Felipe, na sequência de um livre lateral batido por Alex Telles. O central estava em fora-de-jogo, mas o carácter milimétrico do adiantamento torna admissível as eventuais dúvidas que o juiz de linha possa ter tido. Poucos minutos mais tarde Diogo Jota poderia ter duplicado a vantagem portista, ao aparecer solto em frente ao golo, mas o seu remate bateu com estrondo na trave, gorando-se assim a oportunidade. Com o Rio Ave a procurar estender o seu jogo, e sendo orientado por Luís Castro, técnico que iniciou a temporada ao comando do FC Porto B, decerto que os vila-condenses conheciam alguns segredos dos dragões. Aproveitando um certo conformismo do adversário, o Rio Ave equilibrou o jogo, mas chegaria ao empate num golpe de sorte (35’). Pressionado por Layún junto à lateral, Gil Dias tirou um cruzamento paradoxal; foi tão mau que acabou por sair muito chegado à baliza, apanhando todos desprevenidos. Casillas só conseguiu defender para a frente, onde apareceu Guedes para encostar.

Um potencial escândalo pareceu possível ao minuto 49, quando Roderick converteu com sucesso uma grande penalidade cometida por Layún sobre o mesmo Gil Dias – de regresso após lesão, o mexicano esteve particularmente desastrado, sendo substituído aos 56 minutos, já amarelado, talvez para evitar uma expulsão. O FC Porto não demoraria muito a anular a desvantagem. Corria o minuto 55 quando Marcano, também de cabeça, igualmente após livre lateral de Alex Telles, fez o 2-2. Rui Pedro já estava pronto para entrar e o golo não fez Nuno mudar de ideias; o avançado foi mesmo a jogo, para o lugar de Layún. A reviravolta também não se fez esperar (62’), coroando a melhor fase do FC Porto no jogo. Novamente num livre lateral, Alex Telles completou um hat-trick de assistências graças ao cabeceamento de Danilo Pereira – um dos melhores em campo – junto à pequena área. O Rio Ave não desistiu de tentar novo empate, mas já não conseguiu ser tão expansivo como anteriormente, e veria mesmo o FC Porto chegar aos dois golos de vantagem (88’), por Rui Pedro. Era o póquer portista em cabeceamentos, apesar de o gesto do avançado não ter sido o melhor.

Confirmando a tendência geral no campeonato, enquanto visitado o FC Porto voltou a fazer das fraquezas forças, ainda para mais perante um adversário que justificou plenamente os dois golos que leva para casa. Ainda assim, é bom manter as cautelas; o FC Porto venceu mas não deslumbrou, e ainda não mostrou consistência suficiente para fazer crer que não estará mais um empate ao virar da esquina.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 20:00

Sexta-feira, 12.08.16

Liga NOS, 1.ª jornada – Rio Ave FC 1-3 FC Porto – É como acaba

Quem viu os primeiros minutos oficiais deste FC Porto dificilmente ficou satisfeito. A intensidade era pouca, o rasgo também. A baliza, tanto a do Rio Ave como a do próprio FC Porto, eram como que um pequeno ponto lá longe no horizonte. Durante esse tempo, o jogo foi como que um remake de muitas noites da temporada passada, em que à falta de melhores ideias, o FC Porto se ia deixando enredar pelo adversário, como se estivesse à espera de que algo caísse do céu. Até que, à semelhança de diversas ocasiões em 2015/16, caiu mesmo, mas onde os dragões menos desejariam: na sua baliza.

Na cobrança de um canto, Marcelo escapou à marcação de Felipe e cabeceou cruzado para o primeiro golo desta edição da Liga NOS (36’). Era o ingrediente que faltava para que os adeptos dos azuis-e-brancos levassem as mãos à cabeça e vissem passar à frente dos olhos todo o filme do pretérito ano. Se já era claro, tornou-se inequívoco que Felipe ainda não entrou no ritmo do jogo europeu; o futebol que se pratica por cá está longe da vertigem, por exemplo, do futebol inglês, mas o central brasileiro ainda precisa de adaptar o seu chip.

O filme de terror dos portistas durou apenas quatro minutos. Corona foi mais forte no corpo-a-corpo com o central vila-condense e finalizou em beleza, sem deixar a bola cair, após cruzamento de Alex Telles que ressaltou num adversário antes de André Silva endossar, de cabeça, ao mexicano. O FC Porto foi subindo de rendimento a partir daqui. Sete minutos após o reatamento, Herrera assinou um belo golo, num remate colocado, e à passagem da hora de jogo André Silva picou o ponto, na recarga a uma grande penalidade desperdiçada pelo próprio, que permitiu a defesa, ainda que incompleta, a Cássio.

Marcelo foi expulso no lance da grande penalidade, e Alex Telles acompanhá-lo-ia no banho antecipado aos 65 minutos, quando viu um segundo cartão amarelo, talvez por excesso de zelo do juiz da partida. Nuno Espírito Santo recompôs a defesa retirando Otávio para fazer entrar Layún, mas o jogo cairia de intensidade a partir deste momento. Com uma novidade: o FC Porto controlou as operações sem problemas de maior, ao ponto de se dar ao luxo de refrescar o ataque, dando minutos ao reforço Depoitre, que ainda apalpa terreno enquanto jogador do FC Porto, e também a Adrián López, que procura agarrar uma inesperada segunda oportunidade.

O FC Porto terminou o jogo com uma cara muito melhor que aquela que começou. Poderá ser um bom prenúncio, mas, naturalmente, é demasiado cedo para afirmar o que quer que seja. Era importante começar bem, e isso foi conseguido. Para que o texto não termine de forma abrupta, aqui ficam algumas curiosidades: Nuno Espírito Santo iniciou o seu percurso oficial no comando do FC Porto frente à equipa pela qual se estreou na I Liga como técnico, enquanto Nuno Capucho encontrou o antigo clube na sua própria estreia como treinador na liga principal. Os dragões saem de Vila do Conde com um triunfo por 1-3 pela quarta época consecutiva. O presente jogo copiou até a marcha do marcador verificada no encontro da temporada passada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 23:50

Quarta-feira, 25.05.16

RIO AVE FC 2015/16

Há cerca de três anos era o Estoril quem vivia o melhor período da sua história, graças a boas classificações finais, que garantiram mesmo idas à Liga Europa. Volvido esse tempo, o testemunho passou para as mãos do Rio Ave, que repetiu o sexto posto de 2012/13, conseguindo com isso o seu segundo apuramento para as provas da UEFA.

Os vila-condenses não terão sido extravagantes, em termos do futebol praticado, mãs não deixou de saltar à vista a capacidade da equipa em marcar golos. O Rio Ave realizou esta época 43 jogos, em todas as competições nacionais, e apenas ficou em branco em oito ocasiões. O Rio Ave não só marcou golos em cada uma das primeiras dez jornadas do campeonato – nessa altura os restantes 17 participantes já tinham ficado a seco pelo menos uma vez – como ainda conseguiria outra sequência a marcar, agora de nova jogos, entre as rondas 12 e 20. O Rio Ave terminou com 44 golos marcados na Liga NOS; talvez tivesse conseguido ficar um pouco mais alto se não tivesse sofrido igual número.

A produtividade ofensiva, no entanto, permitiu à equipa de Vila do Conde andar praticamente toda a época entre o quinto e o sétimo lugares, com predominância para o sexto posto, o qual ocupou em 12 jornadas. A época terminaria, então, em festa, mas o Rio Ave não se livrou de um susto, já com a meta à frente do nariz. Um empate em Tondela (1-1), à jornada 32, fez o Rio Ave descer ao sétimo posto, que seria oitavo na semana seguinte, após derrota caseira (1-3) com o FC Porto. Uma quebra semelhante, na mesma fase da temporada passada, atirou o Rio Ave para o décimo lugar, mas o desfecho não se repetiu. Na última jornada os vila-condenses a fizeram a sua parte, e a conjugação de resultados fez o resto, devolvendo o Rio Ave ao mágico sexto posto, que abriu então as portas da Europa do futebol.

 

Sessões contínuas

Rio Ave e Braga parecem ter uma atracção irresistível um pelo outro. Nunca duas equipas se defrontaram tantas vezes no espaço de três temporadas. Vila-condenses e arsenalistas esgrimiram argumentos pela terceira vez consecutiva nas meias-finais da Taça de Portugal, e se no primeiro cruzamento foi o Rio Ave a sair por cima, nos dois anos seguintes o Braga tornou-se na némesis do Rio Ave, que não mais o ultrapassou. Esta época, em cinco jogos, o Rio Ave fez apenas um golo ao Braga, e numa derrota por 5-1, na 19.º jornada da Liga. Confira então a lista dos 15 jogos:

03.11.2013           Braga 0-1 Rio Ave             Liga, 9.ª jornada

13.02.2014           Rio Ave 2-1 Braga             Taça da Liga, meias-finais

21.03.2014           Rio Ave 1-1 Braga             Liga, 24.ª jornada

26.03.2014           Braga 0-0 Rio Ave             Taça de Portugal, meias-finais

16.04.2014           Rio Ave 2-0 Braga             Taça de Portugal, meias-finais

27.09.2014           Braga 3-0 Rio Ave             Liga, 6.ª jornada

04.02.2015           Rio Ave 0-2 Braga             Taça da Liga, fase de grupos

28.02.2015           Rio Ave 0-2 Braga             Liga, 23.ª jornada

07.04.2015           Braga 3-0 Rio Ave             Taça de Portugal, meias-finais

30.04.2015           Rio Ave 1-1 Braga             Taça de Portugal, meias-finais

21.08.2015           Rio Ave 1-0 Braga             Liga, 2.ª jornada

24.01.2016           Braga 5-1 Rio Ave             Liga, 19.ª jornada

27.01.2016           Rio Ave 0-0 Braga             Taça da Liga, fase de grupos

04.02.2016           Braga 1-0 Rio Ave             Taça de Portugal, meias-finais

02.03.2016           Rio Ave 0-0 Braga             Taça de Portugal, meias-finais

O Rio Ave venceu quatro jogos, contra seis do Braga, com cinco igualdades. 19-9 em golos para o Braga.

 

Treinador

Pedro Martins tem construído uma carreira interessante desde que começou a treinar na I Liga, ao serviço do Marítimo, clube que qualificou para a Liga Europa em 2012 e conduziu a uma digna presença na fase de grupos. Martins repetiu a receita nesta primeira época no Rio Ave e o resultado global é novamente positivo, apesar do amargo de boca na Taça de Portugal.

 

Figuras

Tarantini tornou-se no jogador com mais jogos pelo Rio Ave, com 201 jogos, ultrapassando o mítico Niquinha. Guedes e Renan Bressan foram os melhores marcadores da equipa no campeonato, com seis golos cada, enquanto mais atrás Kayembé, Roderick e Marvin Zegelaar, que sairia para o Sporting no mercado de inverno, foram os elementos em destaque. Foi também em Janeiro que Hélder Postiga chegou ao clube, ainda a tempo de apontar cinco golos na Liga. Apesar de influente, Ukra não foi tão letal como em outras campanhas, terminando com apenas um golo marcado.

 

Contas finais

Campeonato: 6.º lugar, com 14v, 8e, 12d, 44gm, 44gs, 50pts

Taça de Portugal: eliminado nas meias-finais (Braga, 0-1f, 0-0c)

Taça da Liga: eliminado na fase de grupos

 

Para mais tarde recordar

12.12.2015, jornada 13 – vence pela primeira vez o Arouca em jogos da I Liga;

06.01.2016, jornada 16 – ao empatar a um golo, o Rio Ave somou o seu primeiro ponto em casa do FC Porto desde 2004/05;

18.03.2016, jornada 27 – primeira vitória do Rio Ave em casa frente ao Marítimo desde 2003/04;

14.05.2016, jornada 34 – apuramento para a Liga Europa, graças a uma vitória em casa do União (1-2).

 

Para esquecer

27.01.2016, Taça da Liga: eliminado na fase de grupos após um nulo caseiro com o Braga, que jogou com menos um homem cerca de meia hora;

13.03.2016, jornada 26 – ao perder por 1-0, o Rio Ave continua sem vencer em casa do Nacional em jogos da I Liga.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Miran Pavlin às 12:45



Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Pesquisar

Pesquisar no Blog  

calendário

Agosto 2019

D S T Q Q S S
123
45678910
11121314151617
18192021222324
25262728293031