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CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário


Quarta-feira, 25.09.19

Taça da Liga, fase de grupos - FC Porto 1-0 CD Santa Clara - Trabalhos retomados

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Três dias depois, FC Porto e Santa Clara retomaram os trabalhos, agora a contar para a Taça da Liga. Podia não ter mudado nada, mas mudou quase tudo. Ambas as equipas apresentaram onzes bastante diferentes em relação ao jogo anterior e até o Santa Clara envergou o seu equipamento tradicional, ao invés do que acontecera há três dias. A vitória portista é que se manteve, agora graças a um golo do central Diogo Leite (45'+2'), que deu o melhor seguimento, de cabeça, a um bom trabalho de Nakajima no flanco esquerdo. Face à constituição das equipas, tornava-se necessário esclarecer se uma eventual falta de entrosamento retiraria fluência ao jogo, ou se a vontade de os menos utilizados mostrarem serviço proporcionaria mais agitação que no último sábado. Seria a segunda hipótese a prevalecer, ainda que não tenha propriamente havido um festival de oportunidades de golo. Do lado do FC Porto, o aspecto mais notório foram os sete portugueses titulares - Diogo Costa, Manafá, Pepe, Diogo Leite, Bruno Costa, Romário Baró e Fábio Silva -, dos quais só dois não fizeram a formação na casa. A juventude também foi nota marcante, com Fábio Silva a tornar-se mesmo no titular mais jovem de sempre da história do clube. O jogo foi, então, mais dividido, e o Santa Clara teve uma ou outra oportunidade clara, nomeadamente ao minuto 11, altura em que Pineda fugiu à marcação e se isolou frente a Diogo Costa, mas a finalização saiu pouco ao lado. Entre uma ou outra iniciativa mais perigosa, a segunda parte deixou à vista alguma dureza excessiva por parte dos açorianos. Talvez ainda com o lance do jogo anterior na memória - ou a continuação do uso de uma touca não deixou esquecer -, Fábio Cardoso estava particularmente nervoso e acabou por cometer uma falta dura sobre Romário Baró (88'), que obrigou mesmo à substituição do jovem. No momento, o cartão amarelo pareceu adequado, mas Baró saiu em lágrimas, pelo que a falta talvez pedisse um castigo mais veemente. O apito final soaria pouco depois, confirmando a primeira entrada portista a ganhar na Taça da Liga desde 2014/15. Já é um começo...

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por Miran Pavlin às 23:59

Domingo, 22.09.19

Liga NOS, 6.ª jornada - FC Porto 2-0 CD Santa Clara - Necessidade

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A velha pescadinha-de-rabo-na-boca do campeonato português esteve mais uma vez em exposição neste jogo. De um lado, um dos emblemas principais tendo mais bola, mas com pouco interesse em fazer mais que o necessário; do outro, uma equipa que não tenciona abrir-se em demasia, arriscando-se com isso a sofrer uma derrota volumosa. Coube, portanto, ao FC Porto fazer com que o 0-0 não se prolongasse por tempo suficiente para o deixar exposto a eventuais veleidades do Santa Clara. E quinze minutos bastaram para que o marcador funcionasse, por intermédio de Zé Luís, que desviou de cabeça um cruzamento de Danilo Pereira. O segundo golo azul-e-branco apareceria perto do intervalo (41'), numa infelicidade de César, que desviou para a própria baliza um livre de Otávio. Durante o segundo tempo a partida teimou em não sair de uma modorra que a tornou enfadonha para quem assistia. Por volta do minuto 70 houve algum rebuliço, à conta de lances prometedores em ambas as áreas, mas não passou disso. Seria necessário um golo do Santa Clara para que o jogo ganhasse outra dimensão, mas face à sua pouca presença na área oposta dificilmente isso aconteceria de uma forma que não fortuita. O que não se viria a verificar, pois ao minuto 56 o juiz entendeu não sancionar um lance em que Uribe corta de cabeça, ao mesmo tempo que o seu braço aberto atinge Fábio Cardoso, que também se tinha elevado na disputa pela bola. O central dos açorianos ficou a sangrar, mas o árbitro Luís Godinho manteve a decisão após rever as imagens. Mantida a decisão, consequentemente manteve-se também o jogo no seu ritmo pachorrento, não trazendo até final outros momentos que valha a pena assinalar. É bem verdade o que diz o povo: a necessidade aguça o engenho. Não havendo necessidade para mais, o engenho ficou para outras luas.

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por Miran Pavlin às 23:59

Quinta-feira, 30.05.19

CD SANTA CLARA 2018/19

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A quarta temporada dos açorianos na I Liga foi também a melhor do clube até agora. Longe das aflições da despromoção, mas também dos lugares de destaque que fazem os adeptos aumentar a exigência, o Santa Clara passou praticamente toda a época nessa zona segura chamada "meio da tabela". O décimo lugar final trouxe consigo novos recordes de golos marcados (43), de menos golos sofridos (45) e de pontos conquistados (42). Marcar em 14 dos 17 jogos da primeira volta trouxe um acréscimo de confiança à equipa, que viveu da qualidade de Zé Manuel (8 golos) e Osama Rashid (6), além de não ter acusado a saída de Fernando Andrade (4 golos) para o FC Porto na reabertura do mercado. Enquanto visitante, o Santa Clara terminou o campeonato com saldo de golos nulo (19-19); apenas outras quatro formações conseguiram melhor neste capítulo, nada menos que Benfica, FC Porto, Sporting e Braga, todos com diferença de golos positiva nos jogos fora.
O grande desafio para o Santa Clara na próxima temporada será, julga-se, resistir ao maldito síndrome do segundo ano, que tantas vítimas faz. Afinal de contas, foram 15 épocas afastado da divisão maior.

 

TREINADOR

S C - João Henriques.jpgJoão Henriques conduziu a equipa a uma época tranquila.

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por Miran Pavlin às 12:00

Sábado, 20.04.19

Liga NOS, 30.ª jornada - FC Porto 1-0 CD Santa Clara - Sem sal

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Não é fácil começar a escrever um texto sobre um jogo em que a equipa mais provável, jogando em casa, vence com um golo solitário e pouco mais há a registar. Não querendo agarrar-nos à proverbial ressaca europeia, também não nos é possível desbravar caminho pela igualmente proverbial incerteza da margem mínima, pois o Santa Clara não foi uma equipa particularmente ameaçadora. Ainda assim, os açorianos tiveram dois golos invalidados por fora-de-jogo (9' e 41'), ambos em lances de contra-ataque. Noutra jogada de transição rápida (23'), o Santa Clara criou perigo, mas o remate cruzado de Osama Rashid saiu uma nesga ao lado do poste. O FC Porto pouco mais deixou que o golo de Marega (18'), no aproveitamento de uma defesa de Marco para a frente, após remate de Otávio. Com efeito, o mais perto que os dragões estiveram de resolver o jogo foi já aos 75 minutos, quando o guardião dos insulares se estirou para uma óptima defesa a um remate de Fernando Andrade - ele que tinha começado a época precisamente no Santa Clara. O sal deste jogo foi tão pouco que o próprio golo, o também proverbial sal do futebol, parece nem ter existido. Mas existiu. E ainda bem - para os portistas, claro -, caso contrário teria sido o fim da picada.

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por Miran Pavlin às 23:30

Sábado, 15.12.18

Liga NOS, 13.ª jornada - CD Santa Clara 1-2 FC Porto - Contas de somar

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Depois de seis jogos consecutivos na cidade do Porto, os dragões somaram milhas valentes ao seu cartão, ao visitar os Açores depois de uma ida às portas da Ásia Menor. À entrada para esta jornada o Estádio de São Miguel é aquele onde se viram mais golos neste campeonato (25 em seis jogos), pelo que não se esperava tarefa fácil para nenhum dos intervenientes. Até porque ambas as equipas vinham motivadas por defeito; os dragões por estarem numa série de doze vitórias consecutivas incluindo todas as competições, os açorianos por militarem na I Liga pela primeira vez em quinze anos. Como que a confirmar as indicações, o primeiro a marcar foi mesmo o Santa Clara, por intermédio de Zé Manuel (38'), que furou por entre os centrais portistas para desviar um cruzamento de Chrien. Já não era a primeira vez que os insulares criavam perigo claro, pois ao minuto 26 Patrick apareceu isolado e teve a frieza de contornar o guarda-redes, mas Éder Militão colocou-se bem na rectaguarda de Casillas e tirou para canto. O FC Porto ficava-se por um ou outro remate, mas nada que obrigasse o Santa Clara a entrar em pânico. Os dragões marcariam ainda antes do intervalo (45'+1'), por Soares, que cabeceou à boca da baliza após cruzamento de Marega, na insistência a um primeiro remate de Óliver que Serginho defendeu bem. O ponta-de-lança brasileiro foi novamente decisivo mais à frente (56'), ao iniciar a jogada do segundo golo azul-e-branco. Soares ganhou sobre Patrick ainda longe da área, enquadrou-se e rematou colocado; Serginho defendeu para a frente e Marega aproveitou. O Santa Clara respondeu com um livre de Bruno Lamas que por pouco não foi ao ângulo superior, opondo-se Casillas com uma boa defesa. O Santa Clara não quis nada com autocarros e por isso o jogo foi vivo e mexido, obrigando ambas as equipas a nunca baixarem a guarda. Não foi, ainda assim, um jogo de encher o olho por parte do FC Porto, que fez o suficiente para vencer. Talvez os adeptos do Santa Clara não tenham ficado convencidos; já os portistas não precisam de se esforçar muito para perdoar que a equipa não vinque melhor o seu estatuto. Afinal, as contas que os dragões têm feito nas últimas semanas são sempre de somar.

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por Miran Pavlin às 23:35



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