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CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário


Quinta-feira, 19.12.19

Taça de Portugal, oitavos-de-final - FC Porto 1-0 CD Santa Clara - Pague um, leve meio

FCPSC.jpgTecnicamente só houve meio jogo. Numa semana marcada pelo rigor do inverno, a chuvada que caiu nos primeiros minutos da segunda parte deixou o relvado impraticável, tornando essa fase do jogo numa pequena lotaria a meio-campo. E insistir em jogar pelo chão não trazia nada de útil. O FC Porto vencia desde o minuto 29, numa finalização de Nakajima na pequena área, após cruzamento de Corona na direita. Os homens do Santa Clara reclaram falta do mexicano antes de cruzar, mas o juiz nada assinalou. Era, portanto, o primeiro golo do FC Porto marcado por um japonês. Se o mau tempo prejudicou as duas equipas, o Santa Clara teve a contrariedade adicional das lesões. Logo ao minuto 22, Nené foi atingido em cheio na cabeça por uma tentativa de remate acrobático de Zé Luís, numa imagem impressionante. O médio seria mesmo levado ao hospital. Mais tarde (66'), o avançado Schettine sairia com uma lesão muscular, aparentemente. O FC Porto não estava a fazer um jogo de encher o olho, pelo que teria sido interessante ver o que o resto do encontro reservava, mas os tais condicionalismos meteorológicos não deixaram. No tocante ao FC Porto, ainda bem que houve aquele golo. Caso contrário, era bem possível que o jogo tivesse durado até às malfadadas grandes penalidades. Nota ainda para a assistência. Se os 19 mil que assistiram à partida anterior foram corajosos, que dizer dos cerca de 11 mil que hoje estiveram nas bancadas?

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por Miran Pavlin às 23:00

Domingo, 24.11.19

Taça de Portugal, 4.ª eliminatória - FC Porto 4-0 Vitória FC

FCPSET.jpg

Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:00

Sábado, 19.10.19

Taça de Portugal, 3.ª eliminatória - SC Coimbrões 0-5 FC Porto - Tão perto e tão longe

COIFCP.jpgEmbora estejam frente a frente nas margens do Douro, no plano futebolístico Vila Nova de Gaia e Porto não podiam estar mais longe. No que ao FC Porto diz respeito, claro. Considerando as provas oficiais hoje existentes esta foi, incrivelmente, a primeira vez que os dragões actuaram em Gaia. Só consultando os jurássicos registos dos antigos campeonatos regionais, disputados até 1947, se poderá detectar uma eventual ocorrência anterior. Dentro do relvado, o próprio Coimbrões acabaria por ficar longe do FC Porto, mas não deixa de ser verdade que praticamente não teve hipóteses de discutir o jogo. Já a perder por 0-3 ao minuto 12, pouco mais restava aos gaienses senão bater-se pela honra com o brio necessário para valorizar o espectáculo. O FC Porto rodou diversos jogadores, aliás como é usual neste momento da prova; de entre os mais utilizados só Otávio, Luiz Díaz e Soares foram a jogo. Estes dois últimos, de resto, assinaram os primeiros golos (6' e 8'), com Mbemba a apontar o terceiro. A segunda parte trouxe o bis de Díaz (69') e a sua saída para a ovação (71'), abrindo caminho ao regresso de Sérgio Oliveira após lesão. Aboubakar também teve direito a alguns minutos (entrou aos 76') e ainda houve tempo para Fábio Silva se tornar no mais jovem jogador de sempre a marcar pelo FC Porto, na recarga a uma primeira iniciativa de Diogo Leite (82'). Tendo prevalecido a lei do mais forte em 90 minutos de igual para igual, Coimbrões e FC Porto regressam à sua distância de duas divisões.

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por Miran Pavlin às 23:20

Sábado, 25.05.19

Final da Taça de Portugal - Sporting CP 2-2 FC Porto (a.p., 5-4 g.p.) - Última impressão

SCPFCP.jpg

Muitos defendem que a primeira impressão é a que fica. Outros entendem que é a última. Talvez os segundos estejam mais correctos. Nesta final, no fundo, foi como se os dragões estivessem a lutar contra as impressões que foram transmitindo ao longo da temporada. Ou seja: o melhor FC Porto da primeira metade da campanha, contra a versão mais insegura da recta final. Com efeito, depois de começar por cima, estar em vantagem e ser a equipa mais agradável de observar durante o jogo, o FC Porto acabou por não dar a machadada final e segurar firme o resultado. A maior iniciativa dos azuis-e-brancos deu frutos já perto do intervalo (41'), quando Soares cabeceou para o primeiro golo do jogo. Ficaram dúvidas sobre se Herrera dominou a bola com o braço antes de cruzar para o ponta-de-lança, mas a jogada foi validada após revisão. Mesmo jogando mais compacto, o Sporting marcaria também antes do descanso (45'), num remate cruzado de Bruno Fernandes que Danilo Pereira desviou para a própria baliza. O internacional português, tendo Luiz Phellype nas costas, tocou na bola apenas ao de leve, mas acabou por encaminhá-la para o cantinho do poste, onde Vaná já não conseguiu chegar. Que galo. Luiz Phellype, caso tivesse tocado na bola, estaria em fora-de-jogo. Essa infelicidade - um tanto ou quanto involuntária - teve repercussões ao longo da segunda parte. Logo ao minuto 48 Soares escapou-se pela esquerda e rematou ao poste, já com pouco ângulo. Em cima do fim do tempo normal (90'+2'), nova bola ao poste, agora por Danilo Pereira, na sequência de um canto.
O Sporting, que tinha mostrado pouco, era ao mesmo tempo uma equipa difícil de vergar. Tem sido assim nos jogos de eliminação directa. Para o confirmar, é favor visitar o minuto 100. Em mais um lance como tantos outros, Felipe tentou cortar o cruzamento de Acuña mas fê-lo com o joelho; com isso, tirou a bola do caminho dos restantes defesas portistas e esta foi ter com Dost, ao segundo poste, para um certeiro remate cruzado. A partir daqui o FC Porto voltou a jogar só com o coração, mas ainda viveu uma redenção momentânea ao chegar ao empate quando a derrota parecia certa (120'+1'). Foi Felipe a compensar o erro e levar a decisão para o desempate.
E assim, mais uma vez, FC Porto e Sporting arrastaram a decisão de um título entre si até à última, na continuação de uma tendência de décadas. Olhando apenas aos tempos mais recentes, os leões confirmaram que são mesmo a némesis do FC Porto. Já os dragões confirmaram eles próprios que os desempates são uma barreira intransponível. O FC Porto até começou melhor, já que acertou as primeiras duas conversões, enquanto Dost acertou na trave. Nem assim. O Sporting não falhou nenhuma das restantes cinco penalidades que tentou, ao passo que Pepe (trave) e Fernando Andrade (defesa) desperdiçaram. A festa foi, portanto, pintada de verde. Já o FC Porto completa oito anos sem vencer a prova rainha.

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por Miran Pavlin às 23:55

Terça-feira, 02.04.19

Taça de Portugal, meias-finais, 2.ª mão - SC Braga 1-1 FC Porto

BRAFCP TP.jpg

Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:30

Terça-feira, 26.02.19

Taça de Portugal, meias-finais, 1.ª mão - FC Porto 3-0 SC Braga - Encaminhado ao intervalo

FCPBRA.jpg

Em 2008/09 a FPF transformou a meia-final da Taça de Portugal numa eliminatória a duas mãos. Uma vez que é a única fase da prova em que tal acontece, o simples facto de ser assim dá sempre nas vistas. Por muito poética que a teoria possa ser, na prática disputar a antecâmara da final em dois jogos traduz-se num desarranjo de calendário, pois é frequente algum dos intervenientes ainda estar vivo na UEFA. Daí que por vezes a segunda mão seja jogada meses depois da primeira, como é o caso este ano. No momento desta primeira mão, talvez FC Porto e Braga preferissem que não se tivesse jogado agora. Enquanto os dragões estão na véspera de defrontar Benfica e Roma, os guerreiros acabam de derrapar na corrida pelo inédito título de campeão, ao sofrer duas derrotas consecutivas. Só isso poderá explicar que se tenha assistido a um jogo, digamos, entreaberto. Não foi um bocejo, mas também não houve ataque desenfreado. Entre um ou outro lance prometedor de parte a parte, o FC Porto beneficiou de uma grande penalidade (33') a punir uma saída de Marafona sobre Herrera; o guarda-redes quis limpar a soco e terá acertado meio na bola, meio no adversário. Pareceu uma disputa de bola, pelo que a decisão terá sido um tanto ou quanto áspera, mas o juiz manteve-a após longa conferência com o vídeo-árbitro. Quatro minutos depois do apito o castigo foi finalmente convertido, por Alex Telles. O golo não fez o jogo mudar de figura. Nem os treinadores terão querido fazê-lo mudar. Ao ponto de a primeira substituição no Braga (71') ter ocorrido já depois do 2-0, apontado por Soares ao minuto 63 com uma boa finalização a cruzamento de Otávio. Mesmo que nenhuma das equipas tenha mostrado a sua melhor cara, a vantagem portista era justa. Brahimi tornou-a exagerada em cima do apito final (90'+4'), finalizando com um belo remate em arco um trabalho igualmente bom de Óliver. Apesar de estar bem encaminhada para o lado do FC Porto, a eliminatória está apenas no intervalo e a segunda mão está então agendada para o início de Abril. Sabe-se lá em que estado as equipas lá chegarão...

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por Miran Pavlin às 23:59

Terça-feira, 15.01.19

Taça de Portugal, quartos-de-final - Leixões SC 1-2 FC Porto (a.p.) - Sofrimento

LEIFCP.jpg

Em teoria não havia necessidade de tanto sofrimento, mas no futebol, como todos estão carecas de saber, a prática frequentemente contraria o que está escrito nos livrinhos. Foi o que aconteceu nesta eliminatória, na qual o FC Porto entrou bem, mas acabou com o credo na boca. Ou quase. A boa entrada dos dragões culminou no tento de Herrera (11'), com o mexicano a fazer a hoje apelidada de "recepção orientada" de pé direito e a rematar cruzado com o esquerdo. Sem espinhas. Talvez o FC Porto se tenha aburguesado por estar cedo em vantagem frente a uma equipa da II Liga; o que é um erro quando o jogo conta para a Taça de Portugal, de resto como o passar dos minutos acabaria por provar. De forma consentida ou não, a turma leixonense começou a passar cada vez mais tempo com a bola, o que ajudou a que a equipa se sentisse gradualmente mais confortável. O FC Porto não matava o jogo, nem reclamava para si o controlo das operações. Até que o pior aconteceu. Num avanço aparentemente inofensivo, Zé Paulo rematou de fora da área para o golo do empate (78'). Acabaria por ser necessário jogar mais meia hora, e aí o jogo mudou de figura. Quiçá sentindo uma quebra física, os homens do Mar não foram tão aventureiros e procuraram segurar a igualdade até ao desempate; o FC Porto mostrava agora mais afinco, ainda que com mais coração que cabeça. No entanto, faltou ao Leixões aquele último esforço. Corria o minuto 118 quando Hernâni, lançado ao minuto 99, aproveitou uma defesa incompleta para atirar a contar e evitar que os corações portistas ficassem em suspenso durante mais tempo. Um alívio para o FC Porto, que fez alinhar Fabiano, Mbemba e Adrián López, bem como os reforços Pepe e Fernando Andrade.

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por Miran Pavlin às 23:59

Terça-feira, 18.12.18

Taça de Portugal, oitavos-de-final - FC Porto 4-3 Moreirense FC - Propaganda

FCPMOR.jpgAconteceu neste jogo o que se esperava que tivesse acontecido aquando da visita do Belenenses na eliminatória anterior. Houve golos, incerteza, alternância, algumas oportunidades claras perdidas e jogo até ao fim. Só não houve Taça em todo o seu esplendor porque ganhou o mais provável. Apesar dos muitos golos, foi como se a partida vivesse de intermitências, começando morna, aquecendo entre os dez e os vinte minutos e arrefecendo até ao golo do empate minhoto em cima do intervalo. Um golo que obrigou o FC Porto a esquecer quaisquer planos que eventualmente tivesse para gerir o esforço na segunda parte. O primeiro pacote de acontecimentos incluiu o golo inaugural dos cónegos, num belo contra-ataque finalizado por Texeira (8'), a saída de Otávio por lesão (11') e a reviravolta portista com golos de Felipe (12') e Hernâni (16'), precisamente homem que entrara minutos antes. O central brasileiro desviou de cabeça um canto de Alex Telles, enquanto o extremo concluiu uma tabelinha pela esquerda com Adrián López com um potente remate cruzado ao ângulo superior contrário.
O resto da primeira parte não foi propriamente monótono, pois o Moreirense quis deixar boa imagem. Tanto que quando se deu por ela o intervalo estava ao virar da esquina, mas ainda houve tempo para o Moreirense desferir um soco no estômago, na forma de um cabeceamento de Iago Santos, a desviar um livre de Bruno Silva (45'+2'). Um tipo de golo que o FC Porto já sofreu algumas vezes nos anos mais recentes. Os dragões reapareceram mais cinzentos após o descanso. Foi preciso suster a respiração até aos 58 minutos, altura em que Hernâni conduziu um contra-ataque acompanhado por Marega, mas o maliano, na cara do golo, não desfeiteou Trigueira. Um lance que motivou o FC Porto a porfiar um pouco mais até Marega finalmente marcar (66'), a passe de Brahimi. A dupla voltaria a causar estragos perto do fim (89'), da mesma forma, mas agora com uma finalização em chapéu. O Moreirense, que nunca baixou os braços, ainda marcou mais um golo (90'+1'), num belo trabalho de Heriberto à entrada da área, concluído com um remate ao ângulo. O hoje titular Fabiano ainda teve que se aplicar para deter um cabeceamento de Texeira (90'+3'). Mais uma prova de que os cónegos foram de facto dignos vencidos num jogo que acabou por ser uma proverbial boa propaganda ao futebol.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 24.11.18

Taça de Portugal, 4.ª eliminatória - FC Porto 2-0 Os Belenenses SAD - Sem tripla

FCPBEL.jpgJogos de Taça entre clubes históricos são, à partida, jogos de tripla. Afinal de contas, não há distâncias pontuais, posições classificativas, nem considerações sobre o que ainda aí vem. Este FC Porto-Belenenses, contudo, não foi um jogo assim. Muito por culpa do Belenenses, que não trouxe o seu melhor fato; outra quota-parte de culpa ficou do lado do FC Porto, que facturou logo à primeira oportunidade (13'), por Soares. Numa transição ofensiva Adrián López recebeu a bola já perto da grande área e levantou para Corona, que ofereceu um golo fácil ao ponta de lança brasileiro. Foi por pouco que o segundo golo não surgiu logo depois (15'), numa insistência em que André Pereira e Herrera se atrapalharam mutuamente na hora do remate. Passado o mau tempo criou-se o espaço para uma reacção dos azuis de Lisboa, mas ela não aconteceu. O que vale por dizer que o encontro se desenrolou de forma bastante enfadonha. Sérgio Conceição até nem mexeu em demasia no onze, dando minutos apenas a Fabiano, Adrián e André Pereira, ao mesmo tempo que experimentou Corona a lateral-direito. Não eram mudanças de fundo, daquelas que interferem com o rendimento global da equipa, mas talvez fosse mesmo o jogo que não estava a exigir grandes esforços. O segundo golo apareceu também ao minuto 13, mas da segunda parte. Otávio foi o autor do mesmo, num lance em que pegou na bola a meio do meio-campo contrário e ultrapassou quem lhe apareceu pelo caminho, antes de colocar suavemente à saída do guarda-redes. Pouco antes (55') o mesmo Otávio tinha desperdiçado uma grande penalidade; a redenção foi mais que oportuna. O 2-0 fez com que os poucos motivos de interesse se transformassem em nenhuns, pelo que pouco mais restou senão aguardar pelo apito final e pela confirmação de que os dragões seguem para a próxima eliminatória. Mbemba, um dos elementos menos utilizados, ainda jogou quatro minutinhos - mais descontos - por troca com um Óliver que vem vivendo a sua melhor fase desde que está no FC Porto.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sexta-feira, 19.10.18

Taça de Portugal, 3.ª eliminatória - SC Vila Real 0-6 FC Porto

SCVRFCP.jpg

Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:20



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