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CORTE LIMPO

Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário


Domingo, 13.12.20

Taça de Portugal, 4.ª eliminatória - FC Porto 2-1 CD Tondela

FCPTON TP.jpg

Não assisti ao jogo.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sábado, 05.12.20

Liga NOS, 9.ª jornada - FC Porto 4-3 CD Tondela - Não é todos os dias

FCPTON.jpg

Sérgio Conceição já disse várias vezes que prefere ganhar por 1-0 do que por 4-3, mas hoje o futebol não lhe fez a vontade. Foi mesmo 4-3 o resultado final, num jogo que teve tudo para deixar Conceição sem dormir. Para os adeptos, especialmente para os neutros, foi um fartote ao nível da Premier League, com sete golos, duas reviravoltas e uma ponta final de nervos. O FC Porto entrou forte e abriu o activo logo ao minuto 4 por Zaidu, que, assistido por Otávio, só teve que encostar. A jogada seguinte por um triz não deu novo golo para os dragões, e a partir daí, lentamente, o Tondela foi-se libertando e começando a lançar contra-ataques bem pensados. Num deles (20'), Mario González isolou-se no momento certo e não teve dificuldades para bater Marchesín. Presume-se que González estava em jogo, mas por pouco. Logo depois (33'), o Tondela dava mesmo a volta ao marcador, por Rafael Barbosa, que na direita recebeu um cruzamento largo de Enzo Martínez e atirou a contar; Marchesín ainda ajudou a bola a entrar. Marega repôs a igualdade num ápice (36'), aproveitando uma bola mal aliviada pela defesa contrária. Os dragões completaram a reviravolta após o descanso, em novo golo de Marega (48'). De seguida, foi Taremi a marcar (56'), com uma boa finalização na zona fatal, a cruzamento de Uribe. O FC Porto não baixou o ritmo e construiu outras oportunidades, nomeadamente ao minuto 60, numa bela jogada de entendimento entre Taremi e Sérgio Oliveira. O médio foi Messi por um segundo, enquanto furou a defesa do Tondela, mas na hora de chutar desequilibrou-se e o tiro saiu muito ao lado. Teria sido o momento do jogo. Não o foi, mas o FC Porto estava tranquilo com os dois golos de vantagem. Mas estaria mesmo? O Tondela não estava propriamente fechado sobre si mesmo à espera do apito final, e seria premiado com mais um golo (74'), novamente por Mario González, agora num cabeceamento colocado após centro de Pedro Augusto na esquerda. Com o jogo suficientemente vivo para que tudo fosse possível, foi sofrer a bom sofrer até final. Já com Uribe expulso por acumulação (90'+3'), o último lance do encontro trouxe mais uma jogada bem construída pelo Tondela, que permitiu a Khacef aparecer sozinho pela esquerda... e rematar, com a bola a bater em cheio na trave. Marchesín não tinha hipóteses. Foi por pouco que os portistas não levaram com um jacto de água fria na cara. Ambas as equipas têm mérito nos golos que obtiveram, os quais premiaram a atitude positiva dos jogadores. Tanto, que até o juiz Tiago Martins teve uma prestação exemplar, apenas manchada pela enxurrada de cartões amarelos nos minutos finais. Não é todos os dias que o campeonato português nos presenteia com jogos tão ricos.

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por Miran Pavlin às 23:59

Quinta-feira, 09.07.20

Liga NOS, 31.ª jornada - CD Tondela 1-3 FC Porto - Valores mais altos

TONFCP.jpg

Três jornadas, três adversários com a corda na garganta. Seria desta que a corda seria gentilmente cedida ao pescoço do FC Porto? Um primeiro tempo dividido manteve essa dúvida no ar, confirmando, por um lado, que o Tondela não é equipa para ir a jogo de autocarro, e por outro, que o FC Porto raramente tem momentos tranquilos quando visita o Estádio João Cardoso. Tal como tinha acontecido aos dragões em Famalicão, seria um golo no arranque da segunda parte a mudar o figurino do jogo. O autor da gracinha foi Danilo Pereira, que desviou de cabeça, ao primeiro poste, um canto de Alex Telles (47'). O guarda-redes Babacar não ficou nada bem na fotografia. Marega faria o 0-2, novamente num lance em que se isola perante o guardião contrário (64'), colocando, aparentemente, o resultado fora de questão. Assim não seria, porque o Tondela beneficiou de uma grande penalidade (73'), por derrube de Uribe sobre Jonathan Toro, após uma perda de bola um tanto ou quanto infantil de Manafá. Ronan não desperdiçaria a conversão (77'). A falta de Uribe talvez nunca tivesse acontecido se o árbitro Fábio Veríssimo tivesse ajuizado bem um lance ocorrido segundos antes, no qual o colombiano entra sobre um adversário a pés juntos, de sola. O cartão vermelho era tão óbvio que é impossível entender como não foi exibido. Ainda assim, o golo deu ao Tondela ânimo suficiente para acreditar que o empate era possível, e foi por pouco que não aconteceu (87'), com Strkalj a receber um passe a rasgar de Murillo e finalizar por entre as pernas de Marchesín; os deuses não quiseram que fosse golo, fazendo a bola desviar no calcanhar do guardião portista e sair bem juntinho ao poste, mas para fora. O encontro ficaria definitivamente resolvido no tempo de compensação (90'+5'), com a conversão de nova grande penalidade, agora a punir falta de Philipe Sampaio sobre Marega. O maliano quis tanto bater o castigo... que amuou quando Sérgio Conceição ordenou que fosse Fábio Vieira a fazê-lo e pontapeou a bola para longe, antes de resmungar até ao apito final e recolher ao balneário sem participar na habitual roda pós-jogo. Como diz o outro, não havia necessidade, mas é sempre possível pintar a ocorrência com as cores da vontade de marcar própria de qualquer avançado. O próprio Sérgio Conceição não empolou o assunto, referindo na conferência de imprensa que o mesmo já estava resolvido. E por certo, esquecido, pelo menos até um dia em que Marega pise o risco novamente. Por agora talvez haja valores mais altos a levantar-se.

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por Miran Pavlin às 23:59

Segunda-feira, 16.12.19

Liga NOS, 14.ª jornada - FC Porto 3-0 CD Tondela - Noventa minutos

Os corajosos que se deslocaram ao Dragão numa fria segunda à noite de Dezembro receberam uma prendinha de Natal, na forma de uma exibição portista mais colorida do que tem sido habitual. Soares adiantou cedo o FC Porto com um cabeceamento colocado após cruzamento de Corona na direita (10'), repetindo a dose ao minuto 32 com novo golpe de cabeça, agora na sequência de um canto de Alex Telles desviado por Marega ao primeiro poste. Os golos deram confiança suficiente para o FC Porto lidar bem com um Tondela que nunca deixou de procurar jogar, aliás como costuma acontecer sempre que visita o reduto azul-e-branco. Ainda assim, os beirões não conseguiram criar grande perigo. Como frequentemente acontece neste tipo de jogos, o guarda-redes termina como o melhor da sua equipa. Principalmente na segunda parte, o tondelense Cláudio Ramos foi o homem em foco, mostrando várias vezes serviço com a qualidade que lhe é reconhecida. Toda essa qualidade, no entanto, não chegou para impedir o terceiro tento portista (51'), numa jogada colectiva de fazer inveja ao Barcelona de Guardiola. A movimentação passou por Nakajima e Corona, antes de Soares, de calcanhar, desmarcar Otávio para o golo. Fixava-se aí o resultado final. Com o jogo virtualmente decidido, Sérgio Conceição aproveitou para dar minutos a Fábio Silva (entrou aos 74') e Sérgio Oliveira (aos 79'). A imagem positiva deixada pelo FC Porto no final do encontro resulta da sensação de se ter assistido a uma exibição que durou noventa minutos. Devia ser a norma por esta altura do campeonato, independentemente de qual tivesse sido o resultado, mas não tem sido bem assim.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sexta-feira, 31.05.19

CD TONDELA 2018/19

TON - golo.jpg

O Houdini do campeonato português desta vez viveu uma luta pela manutenção mais convencional. Ou seja, sem as longas séries negativas - excepção feita a 15 jogos consecutivos a sofrer - e os tempos intermináveis de lanterna vermelha na mão. Mesmo não tendo sido último classificado neste campeonato, o Tondela passou onze jornadas nos lugares que não interessam e não conseguiu mais que seis pontos de vantagem sobre a linha de água (à jornada 16). A permanência só seria selada, como não podia deixar de ser, na última jornada. E com um daqueles jogos que não acontecem muitas vezes.

TONCHA.jpgChegados à derradeira jornada, faltava saber quem era o último despromovido à II Liga. Ou Tondela, ou Chaves. E o caprichoso calendário, taxativo, decretava precisamente um Tondela-Chaves! Tecnicamente, uma final. Ícaro abriria o marcador logo aos 4 minutos, e antes da meia hora o Tondela já vencia por 4-0. O Chaves reduziu a diferença para metade ainda antes do intervalo, mas seriam os da casa a fixar o 5-2 final, pelo venezuelano Murillo (78').

 

TREINADOR

TON - Pepa.jpg

Pepa completou duas épocas e meia ao comando dos beirões, e esteve à altura das exigências em cada momento.

 

FIGURA

TON - Tomané.jpgTomané (à esquerda) marcou doze golos no campeonato.

 

GALO
Na Taça de Portugal o Tondela foi eliminado pelo Leixões pela terceira época consecutiva.

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por Miran Pavlin às 13:00

Sexta-feira, 22.02.19

Liga NOS, 23.ª jornada - CD Tondela 0-3 FC Porto - Melhor de todos os tempos

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A visita ao Tondela costuma trazer grandes dificuldades ao FC Porto. Até hoje. O Tondela voltou a não querer nada com autocarros na forma como encarou o jogo, mas desta vez os dragões estiveram irrepreensíveis, pelo que este foi o melhor jogo de todos os tempos do FC Porto em Tondela - e Aveiro (2015/16). Ainda para mais quando o departamento médico dos da Invicta vive um período bem atarefado. Com efeito, Manafá, Óliver Torres, Adrián López e Fernando Andrade foram todos titulares, não se tendo sentido qualquer decréscimo no rendimento global da equipa. Tal como no jogo anterior, marcar cedo (11') ajudou a que os dragões se tranquilizassem e lidassem da melhor maneira com qualquer atrevimento do aversário. O golo pertenceu a Pepe, na insistência a uma primeira investida de Herrera. O momento da noite ficou guardado até ao minuto 52. Corona cruzou para Fernando Andrade, mas o brasileiro não fez melhor que rematar contra Ricardo Costa; a sobra caiu direitinha em Óliver, que sem deixar a bola cair desferiu um brilhante remate que bateu no interior do poste direito de Cláudio Ramos antes de cruzar a linha. Que golaço! Candidato a golo da época do FC Porto. O resultado final foi fixado aos 74 minutos por intermédio de Herrera, na sequência de uma bola não aliviada pelo sector recuado dos beirões. O lance começou num cruzamento de Otávio na esquerda, ficando a assistência para Brahimi, do lado contrário. O Tondela não merecia um resultado tão pesado, mas o triunfo do FC Porto não merece contestação.

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por Miran Pavlin às 23:59

Sexta-feira, 28.09.18

Liga NOS, 6.ª jornada - FC Porto 1-0 CD Tondela - Perto do embaraço

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O Tondela é um adversário tradicionalmente incómodo para o FC Porto. Nem é dos que mais vezes trazem o autocarro para dentro das quatro linhas, mas sabe como fazer para embaraçar a manobra dos dragões. E cedo se ficou a perceber como seria o jogo. O Tondela procurava o contra-ataque e aproveitava cada posse de bola que ganhava para fazer passar alguns segundos sem arriscar ver cartão amarelo; sem esquecer o jogador que ocasionalmente se prostrava queixoso no relvado. Isso deixava o FC Porto com a responsabilidade de comandar o jogo. Sem que o golo aparecesse, ia nascendo a incerteza sobre se os dragões iriam consegui-lo. O FC Porto nem por isso estava a fazer um mau jogo, mas faltava o essencial. Quando não era o desacerto dos avançados, como no lance em que Aboubakar só tinha que encostar mas fincou o pé na relva e caiu (43'), era o guardião Cláudio Ramos que resolvia o problema. O jogo estava vivo e assim continuou depois do descanso. O FC Porto pressionou mais, a bola andou muitas vezes perto da área tondelense, mas os beirões não cediam. Sérgio Conceição mexeu na equipa à passagem da hora de jogo para a inclinar ainda mais para a frente, através da troca de Sérgio Oliveira por Corona, mas o resultado foi praticamente nulo. Pouco depois (64') surgia o revés da noite, com Aboubakar a elevar-se para cabecear e a sair lesionado. Pelas imagens televisivas não foi perceptível exactamente como o camaronês se terá lesionado. Para o seu lugar entrou Soares, ele próprio de regresso após lesão, e seria precisamente o brasileiro o herói da noite, ao aproveitar a única mancha no trabalho de Cláudio Ramos para apontar o golo decisivo (85'). Brahimi disparou forte, Ramos não segurou e deixou a bola à disposição de Soares, que ainda assim teve que ser convicto na finalização, pois Ricardo Costa já se lançava no corte. O antigo central do FC Porto - formado no clube, de resto - foi dos que menos mereceram sair derrotados, tal como Ramos, Ícaro - o outro central -, Joãozinho e Xavier, este pelo inconformismo. No dia em que o FC Porto celebrava os seus 125 anos de história, foi por pouco que o Tondela não fez o bolo amargar. Um erro involuntário foi quanto bastou.

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por Miran Pavlin às 23:55

Sexta-feira, 19.01.18

Liga NOS, 19.ª jornada - FC Porto 1-0 CD Tondela - Goleada mínima

FCPCDT.jpg

A margem mínima com que o jogo terminou é enganadora face às incidências do jogo, e assenta num pilar chamado Cláudio Ramos. O guarda-redes do Tondela foi o homem do jogo, e quando assim é fica à vista que as operações atacantes foram responsabilidade da outra equipa. Ainda assim, o FC Porto apenas marcou num erro horrível do central tondelense Sulley, que após receber um passe do seu guarda-redes lateralizou para o outro central; só que a meio dos vinte metros que separavam Sulley de Ricardo Costa estava Marega, que se intrometeu, aproximou-se da baliza e colocou para o golo (13'). É tentador pensar que o jogo teria sido diferente sem esse momento de desacerto, até porque Cláudio Ramos só não agarrou aquilo que não foi à baliza, com uma excepção: o cabeceamento de Aboubakar ao poste em canto de Alex Telles (31') - é a nona vez esta temporada que as palavras "canto de Alex Telles" são escritas no Corte Limpo, sinal de que com o lateral brasileiro esse tipo de lance a favor do FC Porto ganhou uma nova dimensão. O minuto 65 trouxe a melhor oportunidade dos dragões, num remate de Felipe, numa insistência junto à pequena área. Cheirava fortemente a golo, mas o tiro do central saiu por cima. Na retina ficou também uma tabelinha entre Danilo Pereira e Corona (36'). Merecia golo, mas a finalização do extremo não foi a melhor.
Tudo o resto se traduziu, como já se disse, numa batalha entre a armada portista e Cláudio Ramos. O Tondela teve um ou outro remate mais perigoso, pelo inconformado Tomané, a quem faltou acerto. Marega ainda festejou o 2-0 (75'), mas o vídeo-árbitro anulou o golo por fora-de-jogo. Na resposta, o maliano isolou-se e contornou Ramos, mas não iria além da malha lateral. A fechar (90'+3'), Hernâni tentou mais um remate de longe, mas o guarda-redes dos beirões fez questão de fechar a sua actuação com mais uma candidata a defesa da noite. No fundo, o jogo não foi muito diferente do da época passada, mas nesse dia os azuis-e-brancos apontaram quatro golos. Desta vez, o escasso resultado decerto fará com que a história continue a realçar que o Tondela é dos adversários mais problemáticos para o FC Porto.
Tendo perdido a liderança em virtude da não-conclusão da partida com o Estoril, os dragões aproveitaram da melhor maneira o empate do Sporting no jogo que terminou minutos antes de este começar e reassumiram o comando da classificação. Uma nota ainda para Ricardo Costa. A qualidade da exibição do ex-portista torna obrigatório questionar o porquê de não estar neste FC Porto.

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por Miran Pavlin às 23:55

Domingo, 13.08.17

Liga NOS, 2.ª jornada - CD Tondela 0-1 FC Porto - À justa

 

CDTFCP.jpg

Principalmente enquanto visitante, ao longo dos tempos o FC Porto tem-se cruzado com uma ou outra besta negra que lhe custa pontos atrás de pontos, como o Estoril de meados do século passado, ou, a partir da década de 1990, o Marítimo. Esse testemunho, aparentemente, está agora nas mãos do Tondela, que voltou a impedir os azuis-e-brancos de viver uma jornada tranquila. Este foi o quinto encontro entre os dois emblemas, e só por uma vez o FC Porto terminou com mais que um golo marcado - e em duas ocasiões nem isso conseguiu. Não se pense, porém, que se assistiu a um jogo de Champions, como diria Jorge Jesus. Longe disso. Oportunidades contaram-se três: o golo de Aboubakar (37'), quase fortuito, com o camaronês a aproveitar, à segunda, um remate falhado de Alex Telles que acabou por o deixar sozinho na zona proibida; um remate do mesmo Aboubakar ao poste (63'); e um lance do Tondela (70') que Casillas abordou de forma terrível e quase sofria um golo extraído do seu terrível 2015/16, não fosse o corte in extremis de Alex Telles.
Só aquando do remate de Aboubakar ao poste se tornou possível ponderar se o FC Porto fizera o suficiente para estar em vantagem, o que diz bem das já históricas dificuldades que os dragões encontram quando do outro lado está a formação beirã. Mais ainda quando a defesa tondelense é agora liderada por Ricardo Costa, homem com um passado de glória como jogador do FC Porto. Por outro lado, talvez esta vitória à justa tenha vindo na altura certa para fazer os jogadores e os adeptos portistas manter os pés na terra. A época não vai ser o jackpot de golos que saiu nos jogos de preparação e na partida inaugural. O lado mental e a capacidade de sofrimento terão que estar ao máximo para que o FC Porto atinja o objectivo máximo da época.

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por Miran Pavlin às 23:10

Domingo, 04.06.17

CD TONDELA 2016/17

Cale-se quem pensava que era irrepetível! O Tondela voltou a contrariar as previsões e alcançou mais uma permanência sobre a meta. Embora não tenha estado pontualmente tão afastado do mágico 16.º lugar como na época anterior, o Tondela voltou a reunir e sobreviver a estatísticas que habitualmente levam o carimbo de “condenado”. Foi lanterna vermelha em 18 jornadas e passou outras nove abaixo da linha de água, só venceu à 7.ª jornada, encadeou séries de sete, e depois nove, jogos sem ganhar e sofreu golos em 13 jornadas consecutivas (6.ª à 18.ª). Mais uma vez o destino parecia traçado.

No entanto o Tondela foi conseguindo alguns resultados vistosos aqui e ali; empatou com o FC Porto (0-0 em casa, 5.ª jornada) e o Sporting (1-1 fora, 8.ª), e bateu o Guimarães (2-1, 11.ª), mas sofreria um golpe potencialmente fatal ao perder com o então último classificado Nacional (3-2, 13.ª), que lhe passou a lanterna para a mão. Os beirões só voltaram a dar sinal de vida quanto bateram o Chaves (2-0) à jornada 19, antes do período negro que só terminaria na ronda 29 com um triunfo (2-1) sobre o Rio Ave. Na jornada 30, um requinte: a vitória tondelense sobre o Nacional (2-0) devolveu a lanterna aos insulares.

O Tondela não olharia mais para trás, e venceria Setúbal (2-1, 32.ª), Arouca (1-2, 33.ª) e Braga (2-0, 34.ª) na recta final para escapar no último segundo ao desmoronamento precisamente do Arouca. Incrível.

 

TREINADORES

Petit procurou dar seguimento ao milagre da época transacta, mas assim que se aproximou a viragem do campeonato, e estando já fora das duas Taças, o antigo internacional português apresentou a demissão ao fim de 16 jogos.

Pepa, que tinha saído do Moreirense apenas cinco jornadas antes, assumiu de pronto os comandos para a repetição da façanha do seu antecessor, a quem indirectamente ainda deu uma mãozinha. Ao empatar com o Tondela em casa na jornada 26, Augusto Inácio saiu do Moreirense para entrar Petit.

 

FIGURAS

Cláudio Ramos foi mais uma vez um guarda-redes com grande capacidade de sofrimento. E foi bem preciso, já que o Tondela foi uma de três equipas que marcaram menos de 30 golos. Daí que o melhor marcador na Liga, Jhon Murillo terminasse com o estonteante total de cinco golos. Kaká voltou a colocar a ordem possível na defesa e ainda marcou o tento que assegurou a permanência, enquanto Wagner e Osorio asseguraram outros golos decisivos. Pedro Nuno bisou no crucial jogo de Arouca. O mesmo Kaká (frente ao Nacional, 13.ª jornada) e Pica (contra o Setúbal, 15.ª) bisaram nos auto-golos

 

CONTABILIDADE

Liga NOS: 16.º lugar, 8v-8e-18d, 29gm-52gs, 32 pontos;

Taça de Portugal: ultrapassou Sertanense (0-4) e Aljustrelense (1-2), antes de ser eliminado pelo Leixões (2-1) nos oitavos-de-final;

Taça da Liga: afastado na 2.ª eliminatória pelo Feirense (3-0).

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por Miran Pavlin às 12:00



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