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CORTE LIMPO


Sábado, 29.03.14

Sporting 1 - Vit. Guimarães 0 - Sofrimento desnecessário

O Sporting derrotou hoje o Vitória pela margem mínima, mas o resultado é um pouco enganador. Não faltaram oportunidades para a vantagem ser mais dilatada, fruto de um jogo excelente de Carlos Mané, que na posição 10 dá tudo aquilo que André Martins não pode dar: criatividade, improviso, finta e poder de explosão, a que se juntou uma enorme raça a defender e a pressionar. Adrian e William estiveram como habitualmente, Capel esteve muito tempo escondido do jogo e Héldon esteve em bom plano na primeira parte. Contudo ficou, surpreendentemente para mim, no balneário ao intervalo. Houve momentos de bom futebol, de jogadas rápidas, bem construídas, cortes no limite, falhas dos defesas e dos avançados, incerteza, em suma, espectáculo! Escusado foi o sofrimento nos últimos 15 minutos, em que o Sporting recuou demasiado, e permitiu ao Vitória dispor das oportunidades que não tinha tido até então. 

 

Destaco a exibição de Carlos Mané (Bruma? Quem?), William Carvalho (uma ou outra perda de bola, mas sempre muito sólido) e Rojo (bem a defender, marcou um golo feliz)

 

A equipa apresentou uma boa atitude e a 5 jornadas do fim mostra estar num bom momento. Temi que Carrillo pudesse entrar num ritmo mais baixo que o resto da equipa, mas até não esteve mal. Foi pena nenhum dos avançados ter marcado, mas isso mostra também que a equipa tem outras alternativas e outras maneiras de resolver os jogos. Segue-se o Paços de Ferreira, uma equipa em crescendo, que parece estar a recuperar o amor próprio. 

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por Kirovski às 22:31

Domingo, 02.03.14

Sporting 2 - Braga 1 - Demasiado sofrimento

Ao contrário do que aconteceu em partidas anteriores, o Sporting entrou decidido a marcar cedo, não dando a primeira parte de avanço. Contudo os deuses da fortuna não quiseram nada com a equipa na primeira parte, e para além das dificuldades na concretização, voltou a sofrer mais um auto-golo caricato (desta vez antes do intervalo). Com o passar do tempo, o Braga tinha encaixado as marcações e Slimani não estava a ser servido convenientemente pelos extremos. Na segunda parte, tal como no jogo com o Rio Ave, apareceu a reviravolta, primeiro numa grande penalidade bem "cavada" por Carlos Mané (a falta não deixa margem para dúvida, mas Mané podia ter chegado à bola se quisesse), concretizada por Jefferson, e depois em mais um golo de Slimani. O Braga não mostrou muito, e apesar de ter alguns jogadores experientes e perigosos, está a anos-luz do que mostrou em épocas anteriores. Do lado do Sporting, apesar das ausências de Adrien Silva e Montero, a equipa respondeu bem, apesar das limitações óbvias de alguns jogadores: Carrilo voltou a perder demasiadas bolas, Magrão não tem a intensidade de Adrien apesar de se ter esforçado, Martins andou escondido do jogo, Vítor mostrou uma natural falta de confiança. Por seu lado, a dupla de centrais esteve em grande nível (Rojo teve impecável!), William Carvalho esteve intratável e Capel entrou muito bem. 
Magrão e Vítor, juntamente com Boeck, foram os maiores prejudicados com a ausência de mais jogos no calendário do Sporting. E é uma pena que não tenham mais oportunidades, mas a verdade é que não podem jogar todos. Em contrapartida, Slimani continua a aproveitar as oportunidades e a maior partes dos adeptos começa a pensar se não se deveria tirar o André Martins do 11, e colocar o Montero atrás de Slimani. Apesar de me parecer que poderia funcionar, não sei de Jardim terá coragem para o fazer. Neste momento, não há mais pontas de lança no plantel e essa mudança tiraria a Jardim a possibilidade de ter um plano B e de mudar o esquema consoante as necessidades dos jogos.. 
Segue-se o Setúbal, uma equipa em crescimento desde a chegada de Couceiro. Já se percebeu que não há jogos fáceis, e só estando ao melhor nível se poderá trazer os 3 pontos. Entramos no terço final do campeonato e os objectivos da equipa estão cada vez mais perto...

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por Kirovski às 12:42

Sábado, 18.01.14

Arouca 1 - Sporting 2 - Três pontos trazidos do batatal

Não escrevi a crónica do último jogo com o Marítimo porque, como já mencionei aqui, a Taça da Liga merece-me muito pouco respeito. Mas não é só a mim... ainda no outro dia vi as médias de assistência na competição e voltei a questionar-me para que é que raio se continua a jogar uma Taça pela qual não há interesse nenhum. Mas adiante. O jogo importante esta semana era em Arouca, e teve uma componente de dificuldade extra em virtude do péssimo estado do terreno. Durante o jogo choveu copiosamente e o esperado aconteceu: o relvado passou de estar em más condições, para se transformar num lodaçal autêntico. Jardim voltou a sofrer do "síndrome da equipa titular" e voltou a usar André Martins e Montero no onze. Na flash interview da Sport TV, o treinador explicou que Slimani não estava nas melhores condições e só poderia ser usado 30 minutos; da mesma forma, explicou,  apresentou a equipa habitual para tentar jogar da forma habitual enquanto o relvado se aguentava praticável. Quanto a esta última parte não correu bem. O Arouca entrou forte e dominou os primeiros 20 minutos, chegando ao golo numa jogada bonita. Apesar das dificuldades o Sporting conseguiu empatar ainda na primeira parte, na sequência de uma bola parada (por Rojo), mas só na segunda parte, com a entrada de Slimani, o Sporting conseguiu criar sucessivas situações de perigo, conseguindo chegar à vantagem, com mais um golo à matador do argelino. Duas expulsões (uma para cada lado), muita luta, muita lama, e três pontos para o Sporting, que era o que realmente interessava aqui.

 

Destaque para Slimani (mesmo diminuído é fundamental), William (saiu sem ninguém perceber bem porquê, quando se estava a exibir em bom nível; atirou ao poste numa jogada que daria um grande golo), Maurício (grande sacrifício), Rojo (no melhor e no pior)

 

Segundo Jardim, William saiu porque o Sporting precisava de um "lançador" na posição 6 (o Adrien) e portanto, saiu sacrificado em prol da equipa. Com isto André Martins foi "castigado" com 90 minutos, num jogo nada adequado às suas características, enquanto o jogador com mais presença física e que estava a fazer a diferença no meio campo, abandonou as 4 linhas. Creio que ninguém percebeu esta substituição, mas a verdade é que já não é a primeira vez que Jardim faz coisas que só ele compreende (as substituições em Guimarães) e os resultados dão-lhe depois razão.

Segue-se a Académica num jogo em que é fundamental somar os 3 pontos, antes de uma visita efervescente ao Estádio da Luz.

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por Kirovski às 22:31

Sábado, 11.01.14

Estoril 0 - Sporting 0 - Muita luta, pouco futebol

 

Tirando os jogos com o Porto e o Benfica, este foi o primeiro jogo em que o Sporting perdeu pontos exclusivamente por demérito próprio. Não é que o Estoril não seja uma belíssima equipa, muito bem organizada e muito combativa, mas de facto, hoje a maior parte dos jogadores teve uma desinspiração indisfarçável no último terço do terreno. Foi um jogo com poucas oportunidades, em que os médios defensivos foram reis e senhores da sua zona de acção, e quando assim é, pouco sobra para jogar. Leonardo Jardim hoje ficou refém daquilo que eu designo por "síndrome da equipa titular", isto é, pôs a jogar a equipa-tipo, aquela que tem mais tempo de jogo, em vez daquela que seria a melhor para esta partida. As alterações a fazer seriam apenas duas, mas fariam toda a diferença: André Martins não tem corpo para jogos onde impera o físico (Gonçalo Santos varreu tudo) e Montero entalado entre os centrais não tem produção nenhuma, pelo que a entrada tardia de Slimani e outro elemento para o meio campo (entraram Capel e Mané, mas Vítor de inicio talvez fosse mais produtivo) serviram apenas para entregar mais de meia parte ao adversário. É claro que às vezes um lance pode mudar o rumo dos acontecimentos, mas aqui... nada mudou.
 
Destaque para William (imperial), Patrício (decisivo em duas ocasiões) e Cédric (em grande forma).
 
Carrillo voltou à titularidade apático - como infelizmente é habitual, Adrien esteve muito mal na finalização, Piris cumpriu numa altura em que vai manter a titularidade no próximo jogo (desta vez à direita) e Wilson Eduardo foi o mais perigoso a cruzar. Os outros lutaram muito, muitas vezes sem grande discernimento, mas bateram-se bem. Este é/foi um dos jogos mais difíceis do campeonato e pronto, já passou. Perderam-se dois pontos que espero que não se voltem a perder desta forma. Segue-se o Arouca, num campo parecido com este onde espero que se corrijam os erros e sobretudo que se afine melhor a pontaria. Note-se que pelo meio há um jogo para a Taça da Liga, onde espero que Jardim dê rodagem aos menos utilizados. 

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por Kirovski às 22:26

Domingo, 22.12.13

Sporting 0 - Nacional 0 - Não saber ganhar jogando menos bem

A grande diferença entre o Sporting e os seus rivais, é que não jogando muito bem, o Sporting não consegue ganhar. Já tinha acontecido o mesmo contra o Rio Ave e voltou a acontecer contra o Nacional. Contudo, é importante dizer que o Sporting fez o suficiente para ganhar o jogo (incluindo um golo anulado) e que o Nacional foi uma equipa muito organizada. Apesar de ter sido viril ao ponto de roçar a violência, houve algo que me impressionou, em especial na segunda parte: quando cortava uma jogada na defesa conseguia sair sempre a jogar e iniciar um ataque - o Sporting raramente ganhou uma segunda bola, para empurrar o Nacional às cordas. Foi um jogo disputado, de parada e resposta, em que o tempo passou e o golo não surgiu. A saída de André Martins (depois de uma entrada violenta) para a entrada de Slimani de certa forma desequilibrou a equipa (embora tenha dado outras soluções na frente, já que Montero passou a primeira parte emparedado entre os centrais), com consequências ao nível do domínio do meio campo. As entradas de Wilson Eduardo e Mané acabaram por não acrescentar nada à equipa, o que é estranho... já que poucos foram os cruzamentos na segunda parte, quando finalmente estava alguém na área para os receber. Aliás, Wilson Eduardo teve duas situações em que visou a baliza, quando podia muito bem servir os avançados...

 

O destaque deste jogo vai para William Carvalho e Adrien, que foram ao mesmo tempo os motores do ataque e quem segurou as pontas a defender na segunda parte. Todos os outros não se exibindo mal, não chegaram ao nível destes dois. Uma nota para Carrillo, que fez uma primeira parte muito agradável, mas eclipsou-se completamente na segunda parte. 

O Sporting desperdiçou a oportunidade de assistir confortável ao Benfica-Porto, numa jornada em que se irá deslocar ao Estoril. Há que continuar a trabalhar e disfarçar as óbvias limitações deste plantel com atitude e vontade. Contudo, antes de o campeonato continuar (daqui a 3 semanas!) há um jogo com o Porto para a Taça da Liga. Confesso que tenho uma grande animosidade por esta competição e por mim, jogava a Equipa B, orientada pelo Abel, nas 3 jornadas da competição. É absolutamente ridículo existirem paragens de 3 semanas no campeonato, para se disputar uma competição menor que ninguém leva a sério antes da final, quando se podia facilmente voltar a ter um campeonato com 18 equipas. Mais uma daquelas situações que ninguém percebe muito bem no futebol Português...

 

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por Kirovski às 10:58

Sábado, 14.12.13

Sporting 3 - Belenenses 0 - Contra o Autocarro

 

Este jogo acabou por ser um dos menos interessantes desta época, sem ter sido uma má exibição do Sporting. Infelizmente o Belenenses veio formatado para o 0-0, com um 4-5-1 muito possante e pressionante, que nem por estar a perder mudou de figurino. Deste modo, as oportunidades de golo escassearam de parte a parte, mas felizmente sem grande prejuízo para o Sporting. Era escusado esta atitude excessivamente defensiva do Belenenses (o guarda-redes começou a perder tempo logo nos primeiros minutos) assim como era escusado o equívoco do arbitro auxiliar no penalty que deu origem ao primeiro golo do Sporting (a haver falta é ainda fora da área). É certo que a seguir ficou por assinalar um penalty (desta vez existente!) sobre o Montero, mas de qualquer forma, a vitória é incontestável já que o Belenenses praticamente não existiu em termos ofensivos durante todo o jogo. Mais um bom jogo de André Martins, a mostrar a sua importância contra equipas que jogam muito recuadas, e do resto dos elementos do meio campo (Adrien & William) que disputaram dezenas de bolas no meio campo, muitas vezes em inferioridade numérica. É certo que Montero não marcou (dispôs apenas de uma oportunidade, de resto andou sempre entalado no meio dos centrais), mas felizmente e mais uma vez, o Sporting mostrou que dispõe de alternativas ao colombiano, com a curiosidade de hoje os 3 golos terem sido marcados por 3 jogadores made in Alcochete.

 

Destaque para as exibições de André Martins (um golo e uma assistência), Adrien & William (muita luta), Carrilo (mais consistente, assiste no segundo golo) e Wilson (entrou a tempo de marcar)

 

Confesso que continuo a entender o posicionamento de Capel na direita e Carrillo na esquerda. Desta forma, os ataques pelas faixas laterais raramente são concluídos pelos dois extremos e ficam dependentes da subida dos laterais. Este entrave teve, a meu ver, também influência no baixo número de oportunidades criadas a Montero. Mas Jardim la sabe.... e pelos vistos sabe bem. 

Segue-se o Nacional, uma equipa tradicionalmente difícil e bem orientada. Será necessário manter os mesmos níveis de concentração e a mesma atitude, que felizmente a equipa tem vindo a manter apesar de entre os adeptos começar a haver uma ligeira euforia disfarçada... hoje foram 37000 nas bancadas, e daqui a uma semana serão certamente tantos ou mais. Um prémio merecido para a qualidade que a equipa tem demonstrado.

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por Kirovski às 22:29

Sábado, 09.11.13

Benfica 3 - Sporting 3 (4-3 após prolongamento) - Quando a vontade disfarça a diferença

Quis o calendário que o Sporting defrontasse o Benfica logo nos 16-avos de final da Taça de Portugal. E aconteceu o mais provável: a vitória do Benfica. Tal como disse a propósito do jogo com o Porto, a diferença que separa o Sporting dos outros dois rivais ainda é bastante significativa, e nem se pode esperar que de repente o Sporting se apresentasse ao nível do Porto e Benfica, que levam muito mais anos de consolidação de processos e estrutura (sem falar nas diferenças de orçamento). Claro que isto não impede a equipa do Sporting de ser competitiva, como foi hoje, e como foi, por ex. na temporada em que José Peseiro esteve à frente da equipa. Apesar de qualitativamente uns furos abaixo dos rivais em diversas posições, a dinâmica colectiva da equipa tem disfarçado essas limitações e tem permitido somar pontos contra as equipas menos cotadas. Aliás, esse para mim é o grande desafio do Sporting este ano, ganhar os jogos que tem de ganhar, contra os adversários teoricamente mais fracos. Até agora falhou apenas no empate contra o Rio Ave. 

Em relação a este jogo, o Benfica entrou forte e facilmente chegou ao intervalo com uma vantagem confortável. Digo facilmente, porque foi notória a diferença de intensidade entre as duas equipas, sobretudo no meio campo. André Martins é um jogador útil contra as tais equipas teoricamente mais fracas, mas nestes grandes jogos não tem físico para lutar no meio campo. Na primeira parte, foram poucas as vezes em que o Sporting chegou com perigo à baliza adversária, e curiosamente conseguiu concretizar a única oportunidade, num lance de bonita conclusão por parte de Capel

Na segunda parte, o figurino do jogo mudou. O Benfica tentou baixar o ritmo de jogo e tentar gerir a vantagem, contudo em dois lances de bola parada o Sporting logrou o empate mesmo no final dos 90 minutos. Pelo meio, Jardim trocou André Martins por Slimani (passamos a ter mais um), e trocou Wilson por Carrilo (passamos a ter menos um). Houve golos falhados de parte a parte, incerteza no resultado, uma expulsão e um lance caricato que acabou por decidir o jogo. Pela segunda parte que fez, o Sporting merecia pelo menos ter discutido o resultado no prolongamento. A expulsão matou o jogo.

 

Notas soltas:

- Rojo é o elo mais fraco deste onze. Expulso num lance totalmente desnecessário.

- A defesa comprometeu, sobretudo naquele inanarrável 4º golo.

- Muitas dificuldades em servir Montero.

- Bom aproveitamento das bolas paradas ofensivas. 

- Patrício alternou entre besta e bestial.

- Carrillo acrescentou zero.

- O Benfica ganhou a maior parte dos ressaltos e bolas divididas.

- Grande presença dos adeptos do Sporting! 

 

Destaco a enorme exibição de William Carvalho (impressionante!), Slimani (marcou um e falhou dois que fizeram falta), Carlos Mané (muito mais esclarecido do que Carrillo - por este andar vai passar à frente do Peruano, como já passou à frente de Salomão & companhia), Adrien (muita luta). 

 

A equipa sai da Taça de cabeça erguida, com a certeza que terá de dar tudo por tudo no campeonato, na luta pela melhor classificação possível. Não esquecer que o Sporting não será cabeça de série na Taça da Liga, podendo ter de visitar o Dragão ou a Luz logo na fase de grupos. Portanto um ano zero nada meigo, mesmo a jeito para testar a fibra desta equipa. Uma batalha perdida numa guerra que irá ser longa.

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por Kirovski às 22:20

Domingo, 27.10.13

Porto 3 - Sporting 1 - A diferença é evidente

Apesar da comunicação social insistir todos os dias com as pessoas ligadas ao Sporting no sentido de se assumir uma candidatura ao título, e se embandeirar em arco com as vitórias somadas até agora, é óbvio que os elementos da estrutura do Sporting (e os sócios e adeptos mais atentos) nunca vão admitir isso. Porquê? Porque não corresponde à verdade. No Dragão, a diferença que separa uma equipa em construção de uma equipa rotinada aos grandes palcos ficou bem visível. Apesar de ter entrado na discussão do resultado quando empatou a partida, o Sporting apresentou vários problemas ao longo do jogo: perda sucessiva dos lances divididos e ressaltos, falta de linhas de passe na construção do jogo ofensivo e pouca pressão sobre o jogador do Porto que conduzia a bola. Houve dois jogadores claramente desinspirados: Adrien Silva (muitos, demasiados passes falhados) e André Martins (sem capacidade física - e consequentemente sem influência na equipa - para uma batalha desta dimensão). Na frente, Carrillo não conseguiu tirar o coelho da cartola pelo qual Leonardo Jardim esperou até bem tarde. E Montero, como esperado, teve um numero escasso de oportunidades (a única, infelizmente foi desperdiçada numa boa intervenção do Hélton). 

 

Pela positiva destaco William Carvalho (muito seguro na sua zona de acção saiu muitas vezes a jogar), Piris (sólido a defender, atacou com mais critério que Cédric... mas não fez esquecer Jefferson), mas infelizmente não posso destacar mais. Do banco não veio nenhuma mais-valia clara, ficando a dúvida se o 4-4-2 com Slimani na frente não teriam tornado os últimos 15 minutos do Sporting um pouco mais perigosos. 

 

Não fiz a crónica do último jogo para a Taça de Portugal porque não tive oportunidade de ver o jogo. E também não tive tempo/oportunidade para fazer um post de balanço do campeonato até agora. Espero fazê-lo em breve. Contudo, depois desta derrota no Dragão e uma visita ao Estádio da Luz brevemente, a temporada do Sporting arrisca-se a ficar ferida com gravidade, numa fase bastante precoce do calendário. Espero que a equipa consiga dar uma resposta já na próxima semana contra o Marítimo, apresentando a intensidade que inexplicavelmente não apresentou hoje contra uma equipa sujeita a mais jogos, vinda de um jogo onde jogou quase toda a partida reduzida a 10 unidades. Apesar de tudo, não ver a equipa a jogar no limite foi o que menos gostei de ver hoje.

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por Kirovski às 21:50

Segunda-feira, 02.09.13

Sporting 1 - Benfica 1 - Dores de Crescimento

No passado sábado, o Sporting jogou com o Benfica envolvido numa excelente atmosfera, um espectáculo à parte, proporcionado pelo público de Alvalade. Infelizmente, essa massa humana não teve a possibilidade de ver uma vitória do Sporting. A atravessar um bom momento, quer anímico quer físico, o Sporting entrou bem no jogo e controlou as operações durante a primeira parte, chegando cedo à vantagem. Curiosamente, as alterações forçadas operadas pelo treinador do Benfica tiveram o condão de transformar a sua equipa para melhor e neutralizar o meio campo do Sporting nos primeiros 25 minutos da primeira parte. Quando Leonardo Jardim decidiu corrigir essa situação, o Benfica marcou numa jogada genial de Markovic e garantiu a divisão de pontos até ao final. O Benfica mostrou sempre ser uma equipa perigosa e com capacidade de poder decidir em jogadas individuais (como veio a acontecer), mas neste momento mostra níveis físicos muito aquém do normal. Será que o final da temporada passada levou a equipa até ao limite? No que diz respeito ao Sporting, apesar de ter possibilidade de conseguir um outro resultado, a divisão de pontos aceita-se por ainda não existir a maturidade necessária para gerir muitos dos momentos do jogo. Contudo não posso deixar de salientar a evolução positiva desta equipa, que continua a apresentar um futebol positivo, de transições rápidas, assente num meio campo muito pressionante. Destaco as exibições de Jefferson (bela exibição enquanto jogou a lateral esquerdo), William Carvalho (mal apenas no lance do golo do Benfica, de resto um verdadeiro pêndulo), Adrien Silva (o motor da equipa, apenas não foi feliz nas bolas paradas), Patrício (pouco trabalho, mas importante quando foi chamado a intervir) e claro, Montero, que continua a marcar e a exibir-se em bom plano.

Como já mencionado lamento sobretudo o pouco aproveitamento das situações de bola parada (sobretudo os numerosos pontapés de canto) e a falta de "ratice" da equipa. Contudo, a jogar assim, esta equipa vai sempre beneficiar da comparação com o passado recente, e se tivermos isso em conta, o trabalho desenvolvido até aqui só pode agradar.

Segue-se uma paragem no campeonato (que nunca é benéfica) antes de uma deslocação a Olhão, onde se espera que a equipa mantenha a mesma atitude.

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por Kirovski às 10:10



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