Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]
Todas as fotografias neste blog encontram-se algures em desporto.sapo.pt, salvo indicação em contrário

Numa situação financeira semelhante à da época anterior, Rui Vitória operou um novo milagre em Guimarães, este com contornos muito mais definidos que em 2013/14. O quinto lugar final foi obtido nos ombros de uma equipa jovem e aguerrida, com muitos portugueses, e leva os conquistadores até à Liga Europa. Será a 15.ª participação europeia na história do clube.
A temporada vimaranense teve, no entanto, duas caras. A uma primeira volta com dez vitórias e quatro empates, seguiu-se uma segunda metade em que o Vitória pareceu viver de rendimentos, já que apenas somou mais cinco triunfos, saindo derrotado em seis partidas. Ainda assim, e face a um certo relaxamento do Braga, o Vitória terminou a época com hipóteses de usurpar o quarto lugar aos seus arqui-rivais, naquilo que seria uma vingança da eliminação caseira sofrida na Taça de Portugal.
Tal não veio a acontecer, mas no cômputo geral o Vitória fez uma época de grande nível. O arranque de campeonato foi auspicioso, com nove golos marcados nas primeiras três jornadas. Na quarta ronda o FC Porto foi travado no Minho (1-1), e a primeira derrota dos vitorianos só apareceria à sexta jornada, quando foram goleados pelo Marítimo por 4-0. Os minhotos não perderam tempo a lamber feridas, arrancando aí para uma série de cinco triunfos consecutivos, que incluíram um 3-0 contra o Sporting. Nessa fase, uma vez que jogou quase sempre primeiro que os tradicionais candidatos ao título, o Vitória pôde desfrutar de alguns dias como líder provisório, dando outra emoção à prova. De resto, o Vitória nunca esteve abaixo do quinto posto.
Bernard Mensah, Hernâni e Tomané assumiram as despesas da equipa durante a primeira volta, mas foi André André quem mais se destacou, não só por ser o motor da equipa, mas também porque coneguiu aí os golos que lhe permitiram ser o artilheiro da equipa, com 11 – oito dos quais de grande penalidade, departamento onde André André se mostrou exímio.
Hernâni foi para o FC Porto em Janeiro, mas a sua saída foi rapidamente colmatada com Ricardo Valente, recrutado ao Leixões. Em estreia na divisão maior, Valente apontou oito golos, com um dos quais a ser suficiente para bater o Braga, à jornada 29.
Guimarães foi o único recinto onde nenhum dos três grandes conseguiu vencer em 2014/15; só Belenenses e Setúbal saíram do D. Afonso Henriques com os três pontos. Diz bem do quão combativo foi este Vitória.
A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.